Transporte
Sinop: envolvido em chacina de 7 pessoas é julgado, diz ter usado droga e não se lembra dos tiros; viúva se emociona; assista

fotos: Só Notícias/ Fabiano Marques – reprodução
O júri popular do réu Edgar Ricardo de Oliveira, de 30 anos, um dos autores da chacina de um bar em Sinop, já dura 8 horas. Começou por volta de 8h40, no fórum de Sinop, é presidido pela juíza Rosângela Zacarkim dos Santos. A previsão é que a sentença seja anunciada amanhã de madrugada.
Foram sorteados sete jurados para compor o conselho de sentença. Em seguida começaram os depoimentos das testemunhas de acusação e defesa. Uma das primeiras pessoas que prestou depoimento é Raquel Almeida, viuva de Getúlio Rodrigues Frasão Júnior, de 36 anos, e mãe da menina de 12 anos que também morreu. Ela respondeu perguntas do promotor e disse que o marido jogava sinuca, valendo dinheiro, com Edgar e, que anteriormente, eles haviam jogado e Getúlio ganhou de Edgar.
Ela disse que Edgar e Ezequias Souza Ribeiro mandaram as pessoas ficarem na parede e os dois atiraram nas vítimas, desarmadas. “Logo em seguida quando ela correu, eu ia correndo e ele mandou eu ficar no chão. Fiquei no chão e pensei que iria morrer”, disse, chorando, a mãe da menina que também foi baleada. “Estavam atirando em todo mundo, não tinha onde correr nem pra sair”.
Raquel afirmou que Ezequias tentou atirar nela “mas a arma estava descarregada” e que “eles levaram o dinheiro do jogo que estavam jogando (aposta)”. “Ninguém debochou, ninguém falou nada, todos morreram calados”. “Eu não tenho mais ninguém, estou sozinha… não tenho mais ela comigo”, declarou, muito emocionada.
O investigador de Polícia Civil Wilson Cândido também foi ouvido, relatou as investigações e a prisão de Edgar. Outras testemunhas estão sendo ouvidas.
Edgar Ricardo de Oliveira começou a depor no final da manhã, on-line, da penitenciária em Cuiabá. Ao responder primeiro questionamento da magistrada, ele declarou: “eu quero ser julgado em cima da verdade”, “em cima do que aconteceu”. Houve instabilidade no sinal da transmissão e houve intervalo para almoço. O júri foi reiniciado por volta das 13h20.
Ele apresentou versão que foi convidado para ir jogar sinuca por Ezequias. E “eu tinha conhecimento que o único lugar onde eu ia encontraria um jogo alto de valor era lá (bar) porque que eu um jogador. Eu jogava o jogo pelo hobby. Eu não dependia do jogo. Eu era empresário, eu tocava 10, 15 obras (construção civil) ao mesmo tempo. Eu não dependia de dinheiro do jogo. Então, o que falam aí que falam aí que foi por causa do jogo, por causa de uma bola é tudo julgamento, meritíssima juíza, que estão colocando sem saber dos fatos reais do que aconteceu”, disse. “De início eu me envergonhei até de falar que eu tinha consumido droga naquele dia porque eu nunca havia consigo droga. Eu nunca tinha cheirado. Uma vez só eu tinha cheirado pó e me fez foi mal, me deu vontade de vomitar e só estragou minha festa”. “Então eu não quis, o Ezequias foi foi até que eu peguei a merda do pino e cheirei um pouco antes do acontecido”. “Aí o Ezequias insistiu, insistiu e eu falei pra ele vamos lá fazer o jogo, peguei R$ 5 mil coloquei dentro da caminhonete e fui lá fazer o jogo”, disse, no depoimento.
Edgar também apresentou a versão que um dos homens, Bruno, que estava no bar, estaria com “armação” não pelo jogo e “era algo pessoal” e que “tava formando um assalto em mim (sic) porque sabia que eu andava com valores excedidos de dinheiro principalmente nas sextas e sábados dias que eu era pagava quinzena dos funcionários”. “Fomos lá jogar e a princípio o Bruno disse que o Getúlio estava lá me esperando para o jogo porém o Getúlio não tava”, alegou. Ele também alegou que teria sido ameaçado por Orisberto que teria “mostrou a coronha do revólver depois ele entrou pro lado de dentro do balcão (do bar)”.
Ele também alegou que outros homens que jogavam com ele estavam de armação. O reú, ao responder pergunta da juíza sobre o que aconteceu no dia do crime, respondeu que no dia do jogo “até na hora do almoço eu perdi pra ele R$ 2 mil. Eu fiz PIX pra ele de R$ 4 mil mas perdi só R$ 2 mil e R$ 2 mil levei embora porque me senti afrontado com os insultos eu vi que aquilo não ia ser bom pra mim porque ele não cumpriu com a palavra dele e um dos fatos que me deixou com mais raiva, de manhã, foi a ameaça que o Orisberto fez pra mim com a arma porque pedi uma carteira de cigarro e ele jogou a carteira de cigarro no meu peito” e “ele falou é R$ 20 a carteira de cigarro porque normalmente nos outros lugares era R$ 13. Aí eu falei pra ele pra mim não importa meu irmão, eu tô jogando uma parada de sinuca de R$ 1 mil você acha que tô preocupado com uma parada de R$ 20 no jogo. Aí ele saiu andando e falou ‘eu sabendo que você é brabo ó que eu tenho pra você’, e levantou a camiseta e mostrou a coronha de um revólver, e foi andando de costas pra dentro do bar”. “Aí demorou um pouco o Bruno começou já com as afrontas dele e eu falei , não eu vou parar porque eles vão fazer eu perder tudo que ei tiver aqui hoje e eu não quero problemas. Eu nunca quis problema com ninguém, jamais na minha vida, eu sempre quis andar certo desde menino, eu nunca tive uma passagem (policial), minha vida inteira só foi trabalhando”. “Eu nunca fui um bandido, eu não roubei ninguém não assaltei ninguém”. “Aí falei que iria parar o jogo e fui embora. Aí parei na frente de outro bar que tinha la no Jardim das Oliveiras, até na hora que eu saí falei pro Getúlio, se você quiser jogo desce lá pro Jardim das Oliveiras no bar”, “vamos jogar o jogo, se você quiser jogar de R$ 10 mil, de R$ 20 mil o quanto você quiser pode colocar que pra mim não é o problema. Aí ele falou ‘vamo jogar aqui mesmo’ aí eu fui embora”. Ele declarou que foi para casa e depois iria a chácara e colocou a espingarda e pistola no veículo “porque todas as vezes que eu ia lá encontrava as manada de porco no meio do caminho”. “Eu não ia nem chamar o Ezequias pra ir. Aí o Ezequias me ligou porque o carro dele tinha ficado lá na minha casa” e pediu pra ir buscá-lo. “Quando ele entrou dentro da caminhonete o Bruno ligou de novo ‘vem rapaz vamos continuar o jogo nós quer jogo (sic)’, “falei cara não vou mais aí, o Bruno não quer jogo, ele quer criar uma coisa pessoal e isso não vai ser bom pra nós e ele insistiu, insistiu e eu toquei pra BR novo e chamei Ezequias pra dar um pulo lá na chácara, dependendo a hora que a gente voltar, no final da pescaria e caçada”, “a gente volta embora e na boca da noite a gente vamo lá jogar porque de dia é muito quente pra estar no bar”. Edgar alega que Bruno teria feito novo contato para irem jogar e “mostrou foto com monte de dinheiro, um pacote grosso que era pra ter uns R$ 20 mil”. “Voltemo lá no bar e começemo (sic) jogo tudo de novo”. “Eu falei, vem que eu quero você, falei pro Getúlio, mas era uma forma de como a gente sempre jogava um contra o outro, era uma forma da gente falar eu e Getúlio nós nunca batemos boca um com outro”, “nosso negócio era jogo. Quem armava toda a ladainha em cima e fazia eles serem cúmplices era o Bruno”. “Realmente quando iniciemos o Bruno não tava lá, passou alguns minutos o Bruno chegou” e, segundo Edgar, com algumas mulheres. “Cadê a arma deles ? eles não eram santos”. “Eu tive a precaução de não ser atingido, de não ser baleado” “porque eles estavam armados me ameaçando, tavam armando contra mim o tempo todo”. “Eles estavam com comentários tão pesados em volta, mas assim tudo por sugestas”, ‘ele vai entregar molinho fica olhando pra você ver é igual sempre’.. “aquilo foi entrando dentro de mim e cheguei no Ezequias e disse que eu não aguento mais jogar, eu vou embora, vamo lá pra chácara e deixar esse trem quieto. Aí o Ezequias disse ‘pega aqui a cocaína, o pino e cheira’ “e eu falei não vou cheirar”. “Aí ele me deu o pino e eu entrei no banheiro, depois do momento eu eu cheirei aquela cocaína e eu voltei e entregue pro Ezequias o papelote, o pino”, “eu fui pra jogar e parece que o mundo tinha parado e eu só conseguia ouvir as vozes em volta”. “Eu não vi mais nada, quando eu vim cair em mim eu tava num sítio la na Gleba Mercedes, onde já tinha até jogado até minha pistola fora, que joguei dentro do rio, e eu não sabia nem o que fazer, eu tava atordoado, não fazia parte de mim”.
Edgar também negou ter premeditado o crime e voltou a afirmar que estariam “armando” para roubar e lhe matar.
O júri prossegue Quatro advogados foram habilitados como assistentes de acusação. Eles foram contratados pelos familiares das vítimas e auxiliam o promotor na acusação. Um dos assistentes representa duas vítimas (pai e filha).
Concluídos os debates, a juíza indagará aos jurados se “estão aptos a julgar ou necessitam de outros esclarecimentos” e explicará aos jurados o significado legal de cada quesito. Concordando as partes e todos devidamente esclarecidos, os jurados são encaminhados à sala secreta para julgamento. As decisões dos jurados se dará por maioria de votos e a juíza fará a leitura da sentença.
Chacina
O crime aconteceu em fevereiro do ano passado após os dois autores perderem duas partidas de sinuca (valendo dinheiro). Depois de serem alvo de piadas das pessoas que participaram do jogo, vão até uma caminhonete, estacionada na porta do estabelecimento, e pegam duas armas. Eles voltam para dentro do bar. No vídeo da câmera de segurança do estabelecimento é possível ver, claramente, que ambos os atiradores pedem para algumas vítimas ficarem viradas para a parede. Um deles, que está com uma espingarda calibre 12 mm, dispara. Algumas pessoas tentam correr, mas são atingidas já fora do bar. Uma menina de 12 anos e seu pai morreram. As vítimas foram Getúlio Rodrigues Frasão Júnior, de 36 anos, e sua filha de 12 anos, Maciel Bruno de Andrade Costa, de 35 anos; Orisberto Pereira Sousa, de 38 anos; Elizeu Santos da Silva, de 47 anos; Josué Ramos Tenório, de 48 anos e Adriano Balbinote, de 46 anos.
Após a execução, eles correm de volta para a caminhonete, mas voltam. Um para pegar o dinheiro da aposta, que está sobre a mesa de sinuca, e o outro para pegar alguma coisa no chão, perto de uma das vítimas.
Na sequência eles fogem. Edgar, que será julgado, se entregou à polícia dois dias depois do crime, após saber da morte do amigo, durante confronto com a polícia numa área de mata, próxima ao aeroporto de Sinop
Em instantes mais detalhes.
Redação Só Notícias
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Transporte
Operação Lei Seca para motocicletas termina com cinco prisões e 26 veículos removidos em Várzea Grande
GGI-SESP
Uma operação da Lei Seca voltada exclusivamente para motocicletas, realizada na noite desta quarta-feira (28.1), em Várzea Grande, terminou com cinco prisões. Do total, uma foi por embriaguez ao volante, três por adulteração de veículo e uma por guarda ou transporte de droga para consumo pessoal. As abordagens ocorreram na Rua Iara, no bairro Jardim Glória.
De acordo com o relatório do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), 62 veículos foram fiscalizados durante a ação. Além das prisões, 30 multas foram aplicadas e 26 motocicletas removidas ao pátio.
Ao todo, a operação expediu 54 Autos de Infração de Trânsito (AIT). Desses, 19 foram por falta de licenciamento ou registro do veículo e 13 por ausência da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). As demais infrações se referem a irregularidades diversas previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
A Operação Lei Seca é realizada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública, sob coordenação do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), e contou com a participação de equipes do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar (BPMTran), Polícia Militar, Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT), Corpo de Bombeiros Militar (CBM-MT), Polícia Penal, Sistema Socioeducativo, Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e Guarda Municipal de Várzea Grande.
*Sob Supervisão de Alecy Alves
Maria Klara Duque* | Sesp-MT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Transporte
Professor de escola cívico-militar é demitido após puxar orelha de aluna em MT

PMMT
Uma aluna da Escola Cívico-Militar 13 de Maio, em Porto Alegre do Norte (1.139 km de Cuiabá), denunciou ter sido agredida com um puxão de orelha por um professor. O caso ocorreu no fim do ano passado, mas só veio à tona agora.
Após tomar conhecimento dos fatos, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) demitiu o profissional. A pasta informou, por meio de nota, ter adotado “imediatamente as providências cabíveis”.
A estudante foi acolhida pelo professor mediador da unidade com apoio da equipe psicossocial da Diretoria Regional de Educação (DRE), que segue acompanhando a rotina na unidade de ensino.
Ao mesmo tempo, estão sendo realizadas ações de conscientização junto à comunidade escolar “com foco na promoção do respeito, da convivência saudável e do bem-estar no ambiente educacional”.
APARECIDO CARMO/Da Redação/HNT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Transporte
Polícia Civil prende jovem por difundir ideologias neonazistas e racistas nas redes sociais

PJC
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou nesta quinta-feira (29.1) a operação Enigma, para o cumprimento de três mandados judiciais no interior do estado, tendo como alvo um jovem investigado por utilizar redes sociais para difundir ideologias neonazistas, incitar atentados violentos contra escolas e planejar atentados contra populações vulneráveis.
As ordens judiciais, de prisão preventiva, busca e apreensão domiciliar e afastamento de sigilo telemático, foram expedidas pela Justiça com base em investigações realizadas pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), que identificaram o suspeito de 20 anos, morador do município de Gaúcha do Norte.
O cumprimento das ordens judiciais contou com o apoio da Delegacia de Polícia de Paranatinga.
Com o avanço dos trabalhos, foi apontado que o investigado utilizava redes sociais para difundir ideologias neonazistas, incitar atentados violentos contra escolas e planejar atentados contra populações vulneráveis. Em suas publicações, o suspeito incitava e manifestava vontade de praticar atos de extrema violência em locais públicos, visando especificamente judeus e a população negra.
A equipe de investigação da DRCI conseguiu superar as camadas de anonimização utilizadas pelo suspeito, estabelecendo o nexo causal entre as ameaças e obtendo a sua identidade civil. Além da incitação a massacres escolares, a investigação revelou que ele utilizava o ambiente digital para a prática de racismo.
O delegado responsável pelas investigações, Guilherme da Rocha, destaca que a intervenção estatal imediata foi indispensável para evitar a concretização de atos violentos.
“O investigado demonstrava estar em estágio avançado de radicalização, com intenções de vandalizar mesquitas e praticar atos de violência contra a população negra”, disse o delegado.
“A atuação da DRCI não apenas retira de circulação um indivíduo de altíssima periculosidade social, mas assegura a paz social, a incolumidade pública e a dignidade da população mato-grossense”, ressalta o titular.
Enigma
O nome da operação foi dado em alusão à quebra da criptografia da máquina nazista Enigma pelas forças aliadas. Da mesma forma, a DRCI superou as tentativas de anonimização do investigado, com clara motivação neonazista, obtendo êxito em identificá-lo e dar cumprimento aos mandados judiciais em seu desfavor.
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