Agronegócio
Aprosoja MT foca em parcerias com instituições chinesas para avanços na agricultura

Foto: Assessoria
Nesta sexta-feira (1º), a delegação da Aprosoja Mato Grosso iniciou seu quinto dia na China com uma série de reuniões produtivas que visam estreitar relações no setor agrícola. A jornada começou na Northeast Agricultural University, onde o vice-presidente Liu Zhonghua apresentou a instituição, reconhecida como a melhor da agricultura na China. Com mais de 600 prêmios nacionais e internacionais desde sua fundação, em 1948, a universidade destacou a importância do intercâmbio de conhecimentos e expressou interesse em colaborar com a Aprosoja MT em pesquisas voltadas à produção de soja e milho.
“Hoje temos mais de 300 estudantes internacionais estudando no campus através de intercâmbios. Para nós, as pesquisas são muito importantes, por isso temos interesse em estreitar as relação com a Aprosoja MT para desenvolver mais pesquisas na produção de soja e milho. Queremos desenvolver estudos em conjuntos para que estabelecemos boas parcerias”, disse Liu Zhonghua.
O presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, prosseguiu com a reunião apresentando os centros de pesquisa da entidade, como o Ctecno Parecis e Araguaia, que têm se destacado em inovações agrícolas. Além disso, professores da universidade compartilharam suas pesquisas sobre o processamento de soja, ressaltando técnicas que utilizam enzimas aquáticas para extração de óleo, sem o uso de transgênicos.
Na sequência, a delegação visitou a Rice World, do Harbin Zhongmi Group, onde a pauta foi sobre o intercâmbio de informações e a possibilidade de parcerias futuras. O presidente da associação de soja de Harbin também participou, enfatizando o interesse em aprender mais sobre a cultura agrícola brasileira.
Por fim, a delegação foi até a Academia de Agricultura de Heilongjiang. Na ocasião, o presidente do instituto de pesquisa relacionado à soja de Heilongjiang, Wang Jiajun forneceu uma visão detalhada da demanda crescente de soja na China, com 50% das importações provenientes do Brasil.
“Hoje em dia as plantações de soja na China se concentram no nordeste, centro e sul da China. E em média estamos importando 100 milhões de toneladas de soja devido ao aumento populacional. E desse total, 50% vem do Brasil”, destacou, Wang Jiajun.
Além disso, tiveram a oportunidade de conhecer o laboratório da instituição. Por fim, a quarta agenda do dia aconteceu no Gabinete de Relações Exteriores do Governo da Província de Heilongjiang onde a delegação foi recebida pelo diretor adjunto do gabinete, Yang Hongpeng. “Esperamos que tenham gostado das nossas agendas na cidade e em toda província e reforço que o nosso departamento está disponível para estreitar nossas parcerias”, pontuou Yang Hongpeng.
Essas reuniões marcam um passo significativo para a Aprosoja Mato Grosso na construção de uma rede de colaboração internacional, focando na troca de conhecimentos e práticas que beneficiarão tanto o Brasil quanto a China.
“Um dos objetivos da missão é conseguir fortalecer a comunicação entre Brasil e China, bem como fazer trabalhos de pesquisa entre as universidades e os nossos centros de pesquisas. A semana foi muito produtiva”, finalizou o diretor administrativo da Aprosoja MT, Diego Bertuol.
Missão China
Além do presidente da Aprosoja MT, a comitiva está composta pelo diretor administrativo da entidade, Diego Bertuol; o diretor financeiro, Nathan Belusso; o vice-presidente sul, Fernando Ferri; o vice-presidente oeste, Luiz Otávio Tatim; o diretor executivo, Wellington Andrade e o presidente da Cooprosoja, Fernando Cadore.
Da assessoria
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Preço do leite ao produtor sobe mais de 5% em fevereiro

Reprodução
O preço do leite pago ao produtor registrou a segunda alta consecutiva em fevereiro/26. A pesquisa do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, mostra que a “Média Brasil” do leite ao produtor subiu 5,43% no mês e fechou a R$ 2,1464/litro. O preço, contudo, ainda está 25,45% abaixo do registrado em fevereiro/25, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IPCA de fevereiro/26).
O movimento de alta ganhou força devido ao aumento da competição dos laticínios na compra do leite cru, num contexto de diminuição de oferta. De janeiro para fevereiro, o ICAP-L (Índice de Captação de Leite) caiu 3,6% na Média Brasil, influenciado pelos resultados no Paraná, Goiás, São Paulo e Minas Gerais.
Essa diminuição na captação é explicada pela combinação de dois fatores: de um lado, pela sazonalidade – já que o clima nesta época do ano tende a influenciar negativamente a oferta de pastagem e elevar o custo com a nutrição animal; e, de outro, pela maior cautela de investimentos na atividade – resultado das consecutivas quedas no preço do leite ao longo de 2025 e do estreitamento da margem dos produtores.
Vale ressaltar que a pesquisa do Cepea aponta que, em fevereiro/26, o Custo Operacional Efetivo (COE) da atividade continuou subindo, com alta de 0,32% na “Média Brasil”. Por outro lado, com a queda no preço do milho e a recente valorização do leite, a relação de troca ficou mais vantajosa para o produtor neste início de ano.
Se em janeiro, o mercado de derivados ainda não conseguia reagir, em fevereiro, o cenário mudou. Levantamento realizado pelo Cepea com apoio da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) mostra que a redução da oferta de matéria-prima e o fortalecimento da demanda possibilitaram uma reação nos preços do leite UHT e do queijo muçarela, ambos negociados no atacado paulista. A tendência é de que esse movimento de recuperação se intensifique ao longo de março – reforçando a perspectiva de que a valorização do leite cru persista no campo.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Algodão reage em março e preços atingem maior alta desde 2022

Foto: Fabiano José Perina
Após um longo período de estabilidade, os preços do algodão em pluma voltaram a subir com força ao longo de março no mercado brasileiro. O movimento de valorização é sustentado por uma combinação de fatores que envolvem tanto o cenário interno quanto o ambiente internacional, segundo análises do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
O Indicador CEPEA/ESALQ se aproxima de R$ 3,90 por libra-peso, registrando a maior alta mensal desde agosto de 2022. Ao longo do mês, vendedores mantiveram uma postura firme nas negociações, atentos à valorização do algodão no mercado externo e evitando ceder em preços.
Do lado da demanda, o cenário também contribuiu para a elevação das cotações. Compradores, incluindo indústrias nacionais e tradings exportadoras, intensificaram a atuação no mercado, aumentando a disputa pela matéria-prima disponível.
Além disso, fatores macroeconômicos ajudaram a sustentar o movimento de alta. A valorização internacional do petróleo, o encarecimento dos fretes e o elevado comprometimento da safra 2024/25 reforçaram o ambiente de preços mais firmes. Com grande parte da produção já negociada antecipadamente, a disponibilidade no mercado spot ficou mais restrita, ampliando a pressão sobre os valores.
Esse conjunto de fatores indica um cenário de maior firmeza para o algodão no curto prazo, com o mercado atento à evolução da demanda global e às condições logísticas e econômicas que seguem influenciando diretamente a formação de preços.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Aumenta preço do óleo de soja em Mato Grosso impactado por alta na demanda do biodiesel

foto: arquivo/assessoria
O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) informou que, com a demanda aquecida pelo setor de biodiesel tem elevado os preços do óleo de soja no Estado. Nesse contexto, o avanço dos preços do petróleo no mercado internacional tem elevado o custo do diesel, aumentando a competitividade dos biocombustíveis. Como consequência, o aumento na demanda por biodiesel intensifica a procura por óleo de soja para o esmagamento, principal matéria-prima na produção. Refletindo esse cenário de maior demanda, o preço do coproduto valorizou 1,48% na semana passada, sendo negociado a R$ 5.886,75/tonelada.
Mês passado, a produção de biodiesel no Estado atingiu 195.343 m³, alta de 114,38% frente ao mesmo período do ano anterior e 64,07% acima da média dos últimos cinco anos, reforçando o consumo no mercado interno. Quanto à produção do Brasil, Mato Grosso respondeu por 22,65% da produção nacional em 2025. Por fim, a ampliação da mistura obrigatória para B16, ainda em 2026, não apenas reduz a necessidade de diesel, mas também aumenta a demanda por óleo de soja. Mesmo com safras recordes, esse movimento contribui para a absorção da oferta e dá suporte aos preços do coproduto no estado
Redação Só Notícias
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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