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Cuidado com o calor: manejo avícola na primavera

Durante o alojamento, é crucial controlar as temperaturas da cama e do ambiente – Foto: Divulgação
A primavera traz temperaturas mais altas, um desafio para avicultores. O calor intenso, aliado à baixa umidade, afeta a produtividade das aves, alerta Guilherme Pimenta, analista técnico da MCassab Nutrição e Saúde Animal. Para minimizar os impactos, ajustes no manejo e foco na saúde e eficiência da granja são indispensáveis.
O manejo pré-alojamento é essencial. Limpeza, desinfecção e manutenção preventiva dos aviários, além de um pinteiro bem dimensionado, garantem conforto às aves e reduzem a competição por recursos. O transporte também exige atenção: caminhões equipados e equipes ágeis minimizam o estresse térmico no alojamento.
Durante o alojamento, é crucial controlar as temperaturas da cama e do ambiente, oferecer ar de qualidade e garantir acesso fácil à água e ração balanceada. Essas ações preservam o desempenho produtivo das aves.
A nutrição adequada é outra estratégia para mitigar o estresse térmico. Ajustes na dieta, com fontes energéticas mais leves, suplementação de vitaminas, probióticos e o uso de óleos essenciais, ajudam a manter o conforto térmico e a saúde das aves, promovendo frescor e melhor função respiratória. Essas práticas tornam a produção mais eficiente, mesmo sob altas temperaturas.
“A adequação das fontes energéticas e ácidos graxos nas dietas ajuda a compensar a baixa ingestão de outros nutrientes, decorrentes da alteração da fisiologia do apetite. Além disso, a menor produção de calor durante a digestão de gorduras, quando comparado às proteínas, contribui para o conforto térmico das aves. A suplementação de vitaminas, minerais, aminoácidos e probióticos em água ou via ração também são boas alternativas para minimizar os impactos do estresse térmico. Outra medida utilizada com sucesso é a administração de produtos à base de óleos essenciais, opção que promove sensação de frescor nas altas temperaturas e ainda melhora a função respiratória das aves”, conclui.
AGROLINK – Leonardo Gottems
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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Gasolina e etanol registram alta em dezembro
O ano de 2025 terminou com uma leve alta no preço médio da gasolina nos postos de todo o Brasil: 0,16% em comparação com novembro, chegando a R$ 6,34. O etanol também apresentou aumento no período, de 2,25%, sendo comercializado a preço médio de R$4,54. Os dados são da mais recente análise do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL).
“O aumento observado nos preços da gasolina e do etanol em dezembro reflete uma combinação de fatores regionais e de mercado. No caso da gasolina, a alta foi pontual e moderada, enquanto o etanol sofreu maior pressão, influenciado por questões de oferta e demanda e pela competitividade do biocombustível em algumas regiões, especialmente no fim do ano, período de maior consumo”, explica Renato Mascarenhas, diretor de Rede Abastecimento da Edenred Mobilidade.
Na análise por regiões, os preços da gasolina apresentaram comportamentos distintos em dezembro. O Sudeste registrou a maior alta do período (0,65%), com preço médio de R$ 6,23, e ainda assim seguiu como a região com a gasolina mais barata do País. Já o Norte permaneceu como a região mais cara, com preço médio de R$ 6,79 (-0,29%). O Nordeste apresentou queda no período (-0,31%), com a gasolina sendo comercializada a R$ 6,38.
Em relação ao etanol, a maioria das regiões registrou altas em dezembro. O Sudeste apresentou o maior aumento do período (2,53%), mantendo-se como a região com o etanol mais barato, com preço médio de R$ 4,45. O Sul também registrou alta (1,75%), com média de R$ 4,66. Já o Nordeste teve a maior queda do período para o biocombustível (-0,21%), com o etanol recuando para R$ 4,78. O etanol mais caro entre as regiões seguiu sendo o do Norte, com preço médio de R$ 5,21 (0,19%).
“Mesmo com as oscilações mensais, a escolha do combustível mais vantajoso depende do perfil do veículo e dos preços praticados em cada região. Porém, o etanol continua sendo uma alternativa mais sustentável, por emitir menos poluentes e contribuir para uma mobilidade de baixo carbono”, afirma Mascarenhas.
Na análise por estados, o etanol apresentou sua maior alta mensal no Distrito Federal (3,77%), onde passou a custar R$ 4,95. O etanol mais caro do País em dezembro foi o do Amazonas, com preço médio de R$ 5,47 (estável). Já o Rio Grande do Norte registrou a maior queda do biocombustível (-3,35%), com o preço recuando para R$ 4,61.
Para a gasolina, o maior aumento do período foi observado em Minas Gerais (0,80%), com o combustível chegando ao preço médio de R$ 6,28. A maior queda ocorreu no Rio Grande do Norte (-2,25%), onde a gasolina recuou para R$ 6,09. A Paraíba apresentou a gasolina mais barata do País, com preço médio de R$ 6,09 (0,16%), enquanto Roraima seguiu como o estado com a gasolina mais cara, com média de R$ 7,41 (estável).
Imagem: Shutterstock
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Governo brasileiro acompanha salvaguarda da China sobre carne bovina e busca mitigar impactos ao setor

Divulgação
O governo brasileiro informou que acompanha com atenção a decisão da China de aplicar medidas de salvaguarda às importações globais de carne bovina, com vigência a partir de 1º de janeiro e duração prevista de três anos. A medida estabelece uma cota anual inicial de 1,1 milhão de toneladas para o Brasil, volume que poderá ser exportado sem sobretaxa. As vendas que ultrapassarem esse limite estarão sujeitas a uma tarifa adicional de 55%.
Segundo o governo, a atuação tem ocorrido de forma coordenada com o setor privado, com diálogo permanente com frigoríficos, produtores e entidades representativas. A estratégia inclui negociações diretas com o governo chinês, no âmbito bilateral, e também ações no contexto da Organização Mundial do Comércio (OMC), com o objetivo de reduzir os impactos da medida e defender os interesses legítimos dos trabalhadores e produtores brasileiros.
As salvaguardas comerciais são instrumentos previstos nos acordos da OMC e costumam ser adotadas para lidar com surtos de importação, não tendo como foco o combate a práticas desleais de comércio. A aplicação, nesse caso, atinge importações de todas as origens, e não apenas o Brasil.
A decisão ganha ainda mais relevância diante da forte dependência do setor em relação ao mercado chinês. Em 2024, a China respondeu por 52% das exportações brasileiras de carne bovina, consolidando-se como o principal destino do produto. Ao mesmo tempo, o Brasil ocupa a posição de maior fornecedor da carne bovina importada pela China, relação construída ao longo dos últimos anos.
O governo brasileiro ressalta que a pecuária nacional tem contribuído de forma consistente para a segurança alimentar chinesa, com oferta de carne competitiva, sustentável e submetida a rigorosos controles sanitários, reconhecidos internacionalmente. Esse histórico, segundo a avaliação oficial, reforça a importância do diálogo técnico e diplomático para preservar a estabilidade do comércio bilateral.
O tema é acompanhado de perto pelo setor produtivo e por autoridades brasileiras, especialmente em um momento de virada de ciclo da pecuária, no qual decisões internacionais podem ter reflexos diretos sobre preços, exportações e renda do produtor rural.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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Setor fecha 2025 com exportações recordes e custos sob controle

Foto: Governo Federal
A suinocultura brasileira encerra 2025 com um dos balanços mais consistentes da última década. O setor deve fechar o ano com exportações acima de 1,37 milhão de toneladas, crescimento superior a 10% em relação a 2024, e receita cambial estimada em R$ 17,728 bilhões, avanço próximo de 20% na comparação anual.
O desempenho foi sustentado por custos de produção mais equilibrados, oferta ajustada e maior diversificação dos mercados compradores.
Terraço na produção de grãos diminui perda de água no solo
O controle dos custos foi decisivo para a manutenção das margens ao longo do ano. As boas safras de milho e soja reduziram a pressão sobre a alimentação animal — principal componente do custo da atividade — e melhoraram as relações de troca para o produtor.
Com maior previsibilidade nos preços dos insumos, a suinocultura conseguiu atravessar 2025 sem picos de custo, mesmo em um cenário de preços internos mais estáveis.
Do lado da oferta, a produção cresceu de forma moderada e compatível com a capacidade de absorção do mercado.
A produção brasileira de carne suína deve alcançar cerca de 5,45 milhões de toneladas em 2025, volume suficiente para atender o consumo interno e sustentar o avanço das exportações, sem provocar excedentes que pressionassem os preços ao longo do ano.
(Com Pensar Agro)
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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