Agronegócio
Mato Grosso deve produzir 64 milhões de toneladas de soja em 10 anos, aponta estudo

Foto: Marcos Vergueiro
Mato Grosso, já consolidado como o maior produtor de soja do Brasil, projeta alcançar uma produção de 64,52 milhões de toneladas da oleaginosa na safra 2033/34. A estimativa foi divulgada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e demonstra o potencial do estado em se manter na liderança.
Se confirmada, essa marca representará um crescimento de 65,22% em relação à safra anterior, de 2023/24, quando a produção foi de 39,05 milhões de toneladas. Este avanço será impulsionado tanto pela expansão da área plantada quanto pelo aumento na produtividade, dois fatores que têm sido pilares do desenvolvimento agrícola mato-grossense.
Expansão de área
De acordo com o estudo do Imea, a área destinada ao cultivo de soja em Mato Grosso deverá passar dos atuais 12,48 milhões de hectares para 16,62 milhões até 2034, um crescimento de 33,18%. No entanto, o ritmo de expansão tende a desacelerar em comparação com a última década, cuja taxa média de crescimento foi de 3,99% ao ano. Nos próximos 10 anos, a projeção é de 2,91% anuais.
A desaceleração se deve ao limite natural imposto pela já vasta área ocupada pela cultura no estado. Segundo especialistas, a ampliação da fronteira agrícola dependerá de estratégias como a conversão de pastagens disponíveis e aptas para a agricultura, respeitando critérios de sustentabilidade e legislação ambiental.
Aumento na produtividade
O estudo também destaca os avanços esperados na produtividade como elemento central para o crescimento. Na safra 2023/24, a produção foi prejudicada pelo impacto do El Niño, que trouxe seca, altas temperaturas e irregularidades nas precipitações. Esse cenário resultou em uma das produtividades mais baixas dos últimos sete anos.
Nos próximos anos, no entanto, espera-se um cenário mais favorável, com incremento no rendimento das lavouras. De acordo com o Imea, a produtividade média deve passar dos atuais 52,16 sacas por hectare para 64,71 sacas por hectare em 2033/34, o que representa um crescimento de 24,06% e uma taxa média de avanço anual de 2,18%.
Olhar Direto
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Preço do leite ao produtor sobe mais de 5% em fevereiro

Reprodução
O preço do leite pago ao produtor registrou a segunda alta consecutiva em fevereiro/26. A pesquisa do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, mostra que a “Média Brasil” do leite ao produtor subiu 5,43% no mês e fechou a R$ 2,1464/litro. O preço, contudo, ainda está 25,45% abaixo do registrado em fevereiro/25, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IPCA de fevereiro/26).
O movimento de alta ganhou força devido ao aumento da competição dos laticínios na compra do leite cru, num contexto de diminuição de oferta. De janeiro para fevereiro, o ICAP-L (Índice de Captação de Leite) caiu 3,6% na Média Brasil, influenciado pelos resultados no Paraná, Goiás, São Paulo e Minas Gerais.
Essa diminuição na captação é explicada pela combinação de dois fatores: de um lado, pela sazonalidade – já que o clima nesta época do ano tende a influenciar negativamente a oferta de pastagem e elevar o custo com a nutrição animal; e, de outro, pela maior cautela de investimentos na atividade – resultado das consecutivas quedas no preço do leite ao longo de 2025 e do estreitamento da margem dos produtores.
Vale ressaltar que a pesquisa do Cepea aponta que, em fevereiro/26, o Custo Operacional Efetivo (COE) da atividade continuou subindo, com alta de 0,32% na “Média Brasil”. Por outro lado, com a queda no preço do milho e a recente valorização do leite, a relação de troca ficou mais vantajosa para o produtor neste início de ano.
Se em janeiro, o mercado de derivados ainda não conseguia reagir, em fevereiro, o cenário mudou. Levantamento realizado pelo Cepea com apoio da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) mostra que a redução da oferta de matéria-prima e o fortalecimento da demanda possibilitaram uma reação nos preços do leite UHT e do queijo muçarela, ambos negociados no atacado paulista. A tendência é de que esse movimento de recuperação se intensifique ao longo de março – reforçando a perspectiva de que a valorização do leite cru persista no campo.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Algodão reage em março e preços atingem maior alta desde 2022

Foto: Fabiano José Perina
Após um longo período de estabilidade, os preços do algodão em pluma voltaram a subir com força ao longo de março no mercado brasileiro. O movimento de valorização é sustentado por uma combinação de fatores que envolvem tanto o cenário interno quanto o ambiente internacional, segundo análises do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
O Indicador CEPEA/ESALQ se aproxima de R$ 3,90 por libra-peso, registrando a maior alta mensal desde agosto de 2022. Ao longo do mês, vendedores mantiveram uma postura firme nas negociações, atentos à valorização do algodão no mercado externo e evitando ceder em preços.
Do lado da demanda, o cenário também contribuiu para a elevação das cotações. Compradores, incluindo indústrias nacionais e tradings exportadoras, intensificaram a atuação no mercado, aumentando a disputa pela matéria-prima disponível.
Além disso, fatores macroeconômicos ajudaram a sustentar o movimento de alta. A valorização internacional do petróleo, o encarecimento dos fretes e o elevado comprometimento da safra 2024/25 reforçaram o ambiente de preços mais firmes. Com grande parte da produção já negociada antecipadamente, a disponibilidade no mercado spot ficou mais restrita, ampliando a pressão sobre os valores.
Esse conjunto de fatores indica um cenário de maior firmeza para o algodão no curto prazo, com o mercado atento à evolução da demanda global e às condições logísticas e econômicas que seguem influenciando diretamente a formação de preços.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Aumenta preço do óleo de soja em Mato Grosso impactado por alta na demanda do biodiesel

foto: arquivo/assessoria
O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) informou que, com a demanda aquecida pelo setor de biodiesel tem elevado os preços do óleo de soja no Estado. Nesse contexto, o avanço dos preços do petróleo no mercado internacional tem elevado o custo do diesel, aumentando a competitividade dos biocombustíveis. Como consequência, o aumento na demanda por biodiesel intensifica a procura por óleo de soja para o esmagamento, principal matéria-prima na produção. Refletindo esse cenário de maior demanda, o preço do coproduto valorizou 1,48% na semana passada, sendo negociado a R$ 5.886,75/tonelada.
Mês passado, a produção de biodiesel no Estado atingiu 195.343 m³, alta de 114,38% frente ao mesmo período do ano anterior e 64,07% acima da média dos últimos cinco anos, reforçando o consumo no mercado interno. Quanto à produção do Brasil, Mato Grosso respondeu por 22,65% da produção nacional em 2025. Por fim, a ampliação da mistura obrigatória para B16, ainda em 2026, não apenas reduz a necessidade de diesel, mas também aumenta a demanda por óleo de soja. Mesmo com safras recordes, esse movimento contribui para a absorção da oferta e dá suporte aos preços do coproduto no estado
Redação Só Notícias
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
-

Notícias7 dias atrásComo o El Niño pode impactar a agricultura em 2026?
-

Mato Grosso7 dias atrásProdutor deve redobrar atenção com declaração de renda e evitar erros em contratos agrários
-

Pecuária7 dias atrásCrédito ampliado para melhoramento genético da pecuária
-

Mato Grosso5 dias atrásMauro Mendes passa comando do Governo de MT para Otaviano Pivetta nesta terça-feira (31)
-

Meio Ambiente5 dias atrásAbril começa com máxima de 34°C e pancadas de chuva em Mato Grosso
-

Mato Grosso4 dias atrásGoverno de MT lidera investimentos, avança em entregas e melhora vida da população em todas as regiões
-

Mato Grosso4 dias atrásQue Mato Grosso continue no rumo certo
-
Notícias5 dias atrás
Governo de MT realiza espetáculo Auto da Paixão de Cristo na Arena Pantanal nesta segunda-feira (30)





































