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Mato Grosso

Sistema FAEP promove encontro para atualizar práticas pedagógicas de instrutores

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Foto: Faep

 

O Sistema FAEP promove, nesta segunda-feira (24) e na terça-feira (25), o Encontro de Instrutores 2025, com o objetivo de atualizar práticas pedagógicas de 398 profissionais de campo que levam cursos e Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) a produtores rurais de todo o Estado. Com o tema “Construindo pontes entre gerações”, a programação inclui palestras e dinâmicas práticas, voltadas a alinhar os instrutores à missão do Sistema FAEP e a melhorar o desempenho dos profissionais em sala de aula.

Na abertura, o presidente interino do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, destacou a importância de que a entidade e os instrutores estejam em ponto de convergência, para atender ainda melhor os agricultores e pecuaristas. Meneguette apontou que esses profissionais estão em contato direto com os produtores rurais e, em razão disso, são “os representantes do Sistema FAEP no campo”.

“São os rostos que o produtor rural encontra dentro da sala de aula. Por isso, é preciso entregar mais do que apenas conhecimento. O instrutor precisa agir como um verdadeiro representante do Sistema FAEP”, enfatizou Meneguette.

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Por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (SENAR-PR), que integra o Sistema FAEP, mais de 250 títulos de capacitações voltados a todas as cadeias produtivas do Estado estão à disposição. Desde que foi criado em 1993, o SENAR-PR já promoveu mais de 205 mil cursos de formação profissional e/ou promoção social.

Desde 2023, a entidade também tem levado a campo a Assistência Técnica e Gerencial (ATeG). Por enquanto, a iniciativa está sendo executada de forma piloto em 10 microrregiões do Paraná, abrangendo 300 propriedades rurais. Com ênfase no treinamento dos instrutores, o Sistema FAEP espera consolidar seu posto de referência em capacitação rural no país.

“Com a dedicação e o comprometimento de todos, vamos retomar a posição de melhor SENAR do Brasil”, enfatizou Meneguette.

A palestra de abertura foi proferida pelo especialista em alta performance rural e treinador de instrutores do setor agropecuário, Erno Menzel, que também destacou o papel desses profissionais para a entidade. Afinal, a sociedade compreende a atuação do Sistema FAEP a partir da atuação dos instrutores. Na avaliação de Menzel, é preciso profissionalizar todas as etapas.

“Somos nós que vamos escrever a história do Sistema FAEP. A entidade é o que é, na visão do público e dos produtores rurais, a partir do que as pessoas veem e sentem em relação a presença dos instrutores. Se o Sistema FAEP e o SENAR-PR têm esse respeito, é porque os instrutores ajudaram a construir isso”, disse.

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Em razão disso, Menzel afirma que é imprescindível que a entidade e seu time de campo estejam sintonizados. Quando a convergência é absoluta, chega-se, enfim, a um nível de excelência. “Nós temos que entender o que é o Sistema FAEP e incorporarmos e representarmos isso lá na ponta. Quando o que eu penso é o mesmo que a instituição pensa, as coisas fluem e tudo fica mais fácil. Há esforço, é claro, mas não há peso”, ensinou.

Outra apresentação foi ministrada por Valter Bahia Filho, especialista em desenvolvimento de líderes e pós-graduado em neurociência. Em sua palestra, ele abordou como o cérebro aprende e como utilizar esse conhecimento para potencializar estratégias de aprendizagem. Para desenvolver o tema, Bahia Filho recorreu a atividades lúdicas e a dinâmicas entre os participantes. “A aprendizagem precisa ter um foco emocional, para se gerar conexão com o outro”, disse.

Outro foco abordado pelo palestrante foi a curiosidade – apontada por ele como chave da aprendizagem. Para isso, é importante ter em vista que o processo se aprendizagem se dá a partir do que é diferente. É preciso, portanto, se despir de preconceitos.

“Se a pessoa achar que sabe tudo, fica para trás. As gerações atuais, por exemplo, têm fluência digital e podem nos ensinar isso. Pessoas da geração sênior, por sua vez, têm experiência. Tem toda uma bagagem que pode ser compartilhada”, exemplificou.

Além das palestras, os profissionais do Sistema FAEP tiveram acesso a conteúdos práticos. Em quatro estações de aprendizagem, os instrutores participaram de oficinas em que aprenderam a operar recursos tecnológicos e aplicativos que poderão ser utilizados em sala de aula e no campo, como biometria, edição de vídeo, mapas mentais e enquetes e quizz.

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Redação Sou Agro

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Mato Grosso

Delegação chinesa mira carne sustentável e novos negócios em MT

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A China é destino de metade da produção de grãos e proteína animal de Mato Grosso. – Foto por: Mayke Toscano/Secom-MT

 

Uma missão internacional liderada pela Câmara de Comércio da China para Importação e Exportação de Alimentos, Produtos Nativos e Subprodutos Animais (CFNA) está em Mato Grosso até 6 de maio com foco direto na carne bovina, sustentabilidade e ampliação da relação comercial com o país asiático. A China é destino de metade da produção de grãos e proteína animal de Mato Grosso.

O primeiro compromisso foi realizado nesta segunda-feira (4), no Palácio Paiaguás, em Cuiabá, em reunião com o governador Otaviano Pivetta, secretários de Estado e representantes do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), que intermediou e é anfitriã da comitiva. A delegação reúne técnicos da CFNA e cerca de 20 empresários asiáticos que atuam na importação, logística e distribuição de proteína animal no mercado chinês.

A visita tem caráter técnico e estratégico. Mato Grosso foi escolhido como vitrine de um dos temas que hoje mais pesam na abertura e manutenção de mercado: a capacidade de produzir com sustentabilidade comprovada e rastreabilidade completa, da origem do animal até o destino.

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A delegação veio ao Estado para avaliar, in loco, como funciona o modelo de carne sustentável e como esse sistema pode atender às novas exigências do mercado chinês, cada vez mais atento a critérios ambientais, sanitários e de transparência na cadeia produtiva.

“A visita ao Brasil está diretamente ligada ao avanço da carne com sustentabilidade. Mato Grosso já é reconhecido como uma das regiões mais avançadas do país nesse tema, e viemos entender como esse modelo funciona na prática, desde a fazenda até a chegada do produto ao mercado chinês”, afirmou a vice-presidente da CFNA, Yu Lu.

Além da carne bovina, a missão também observa a capacidade produtiva do Estado em outras commodities e avalia oportunidades de diversificação da pauta exportadora. O movimento acompanha uma estratégia mais ampla da China de garantir segurança alimentar com múltiplos fornecedores e cadeias mais previsíveis.

“A gente não está olhando apenas para a carne bovina. Mato Grosso tem força também em soja, milho e outros produtos, e isso amplia o interesse da China na região”, completou Yu Lu.

Cota para exportação

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Outro ponto tratado na reunião foi a cota de exportação de carne para a China, que já apresenta alto nível de utilização nos primeiros meses do ano e gera preocupação entre produtores brasileiros. A cota do Brasil é de embarque de 1,106 milhão de toneladas de carne bovina por ano. De janeiro a março, o país já usou 46% da cota. Apenas Mato Grosso exportou para a China no ano passado 978,4 mil toneladas.

Apesar disso, a avaliação da delegação chinesa é de continuidade nas compras, com possibilidade de ajustes futuros no modelo. Yu Lu explicou que existe um mecanismo de controle de volume, mas também há espaço para estudos e ajustes que permitam ampliar esse mercado ao longo dos próximos anos.

Do lado do Governo de Mato Grosso, o discurso foi de reposicionamento estratégico. O Estado quer consolidar uma imagem de fornecedor confiável em um mercado cada vez mais exigente.

“Mato Grosso não quer ser apenas um grande produtor. Queremos ser reconhecidos pela qualidade, pela sustentabilidade e pela rastreabilidade da nossa produção. É isso que garante acesso a mercado e competitividade no longo prazo”, afirmou o governador Otaviano Pivetta.

A leitura do Governo é de que essa agenda representa uma mudança de patamar na relação comercial com a China, especialmente pela presença direta da CFNA, que atua como elo entre o governo chinês e o setor produtivo e tem influência sobre regras de acesso ao mercado.

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“Essa agenda mostra que Mato Grosso está sendo observado não só pelo volume que produz, mas pela forma como produz. A rastreabilidade e as boas práticas comerciais são diferenciais que colocam o estado em outro nível nas negociações internacionais”, afirmou a secretária de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman.

A estratégia também passa por agregar valor à produção local e ampliar a participação do estado em etapas mais qualificadas da cadeia, incluindo industrialização e atração de investimentos estrangeiros.

“Mato Grosso já é essencial para a segurança alimentar chinesa porque entrega escala, regularidade e segurança. O próximo passo é avançar em valor agregado, industrialização e integração dessa cadeia com o mercado chinês”, destacou o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho.

Ganho para cadeia produtiva

Entre os avanços discutidos, está a possibilidade de ampliar a pauta exportadora com a inclusão de miúdos bovinos (fígado, rins, língua, coração, dentre outros), que ainda não fazem parte da cota padrão chinesa, hoje concentrada na carcaça bovina. A medida pode representar ganho imediato de valor para a cadeia produtiva.

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A agenda da missão segue nos próximos dias com visitas técnicas a frigoríficos e associações do setor, nesta terça-feira (5), além de um workshop técnico no dia 6 de maio, organizado com o Imac, para aprofundar discussões sobre sustentabilidade, rastreabilidade e oportunidades comerciais.

 

Débora Siqueira | Assessoria/Sedec

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Mato Grosso

Paróquia São Francisco de Assis realiza semana especial de fé e celebrações em Aripuanã

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Imagem Ilustrativa

A Paróquia São Francisco de Assis iniciou, nesta semana, uma programação especial de celebrações religiosas em Aripuanã, reunindo fiéis das comunidades urbanas e rurais em momentos de oração, reflexão e fortalecimento da fé. As atividades seguem até o próximo domingo, 10 de maio, data em que se celebra o Dia das Mães.

A programação é conduzida pelo pároco, padre Pedro, com a participação de padres convidados e lideranças comunitárias. Segundo a organização, a iniciativa tem como objetivo principal promover a união da comunidade católica, incentivar a vivência espiritual e reforçar o compromisso com a missão evangelizadora da Igreja.

Durante toda a semana, os fiéis poderão participar de missas diárias, momentos de adoração ao Santíssimo Sacramento, atendimento de confissões, bênção dos enfermos e celebrações realizadas também nas comunidades, garantindo maior acesso à programação religiosa.

A agenda teve início na segunda-feira (4) com Santa Missa na matriz e o tradicional Terço das Mães que Oram pelos Filhos. Ao longo dos dias, as celebrações seguem com missas em diferentes horários e locais, incluindo comunidades como Santa Catarina, Cristo Rei, Nossa Senhora do Rosário e Rainha do Brasil, além de atividades no Colégio São Gonçalo.

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Um dos destaques da programação acontece na quinta-feira (8), com a adoração ao Santíssimo Sacramento e confissões ao longo da tarde, proporcionando aos fiéis um momento mais profundo de espiritualidade e reconciliação.

O encerramento será no domingo (10), com duas celebrações especiais na Igreja Matriz, às 7h e às 10h, em homenagem ao Dia das Mães. A data também será marcada por mensagens de fé e reconhecimento à importância das mães na construção das famílias e da comunidade.

A Paróquia reforça o convite para que toda a população participe das atividades. “É um momento de renovar a fé, fortalecer os laços comunitários e celebrar o amor e a dedicação das mães, que são sinal de amor, força e fé”, destacou a organização.

A programação é aberta a toda a comunidade, e a orientação é que os fiéis participem e levem suas famílias, vivenciando juntos essa semana especial de espiritualidade em Aripuanã.

Fonte: TOP NEWS

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Mato Grosso

Governo avalia nova investigação sobre importação de leite e produtora nacional reage com apreensão

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Assesoria

Setor leiteiro tenta reação a importações baratas vindas do Mercosul

O governo federal retomou o debate sobre a possibilidade de instaurar uma investigação antidumping contra importações de leite em pó, principalmente oriundo dos países do Mercosul. A medida surge após pressão crescente do setor leiteiro nacional, que denuncia concorrência desleal e afirma que importações a preços reduzidos têm pressionado fortemente os produtores.

As reclamações ganharam força após dados recentes apontarem para um volume significativo de leite em pó importado, reconstituído e comercializado no país o que, segundo representantes do setor, corrói os preços pagos ao produtor, reduz as margens de lucro e coloca em risco a sustentabilidade da cadeia produtiva brasileira.

Queda no preço do litro de leite e insustentabilidade para pequenas propriedades

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Nos últimos meses, produtores rurais denunciam queda expressiva no preço pago por litro de leite. Em 2025, o valor médio pago ao produtor caiu de cerca de R$ 2,64 para R$ 2,44 entre janeiro e setembro, um recuo que, em algumas regiões menos favorecidas, chegou a valores tão baixos quanto R$ 1,60 por litro.

Com esses patamares, muitos produtores afirmam que nem os custos básicos de produção estão sendo cobertos. A combinação de preços baixos e importações massivas tem elevado alertas de insolvência, endividamento e aumento de pedidos de recuperação judicial no setor, especialmente entre pequenos e médios produtores.

O que motiva a retomada da investigação e os obstáculos técnicos e legais

A solicitação de investigação partiu da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que em dezembro de 2024 formalizou pedido junto ao governo, apontando suposta prática de dumping ou seja, importações com preços inferiores aos praticados no mercado doméstico, vindas de países como Argentina e Uruguai.

Segundo técnicos da CNA, os argumentos apresentados incluem comprovação de que o leite importado chegaria com preço até 50-55% abaixo do valor nacional, inviabilizando a competitividade dos produtores brasileiros e provocando desequilíbrio estrutural no mercado.

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No entanto, o processo não é simples: recentemente, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) questionou se leite em pó importado e leite fluido nacional poderiam ser considerados produtos “semelhantes” o que complicou a aplicação de medidas antidumping. A mudança nessa interpretação técnica gerou resistência e faz com que a investigação esteja sendo revisitada com cautela.

Debate político e propostas legislativas para proteger a produção nacional

No Congresso e nas assembleias estaduais, parlamentares têm apresentado projetos para restringir a importação e a comercialização de leite importado reconstituído. Um exemplo é o Projeto de Lei 5738/2025, de autoria do deputado Zé Silva (MG), que visa proibir a reconstituição de leite em pó importado para venda como leite fluido ou uso em derivados em todo o país — uma tentativa de evitar a concorrência desleal e resguardar a renda dos produtores nacionais.

Para os produtores rurais e representantes do setor, a adoção de medidas de defesa comercial é vista como fundamental para garantir a sobrevivência da produção nacional, especialmente diante de custos elevados de produção, endividamento crescente e queda no consumo interno.

Risco de desmonte do setor leiteiro brasileiro

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Caso a investigação e eventual restrição às importações não avancem com rapidez, muitos produtores alertam que o Brasil pode vivenciar uma verdadeira crise estrutural na pecuária leiteira. A combinação de baixa rentabilidade, concorrência desleal e instabilidade de mercado ameaça não apenas a produção de leite mas a manutenção de comunidades rurais, empregos no campo e a oferta nacional de alimentos básicos.

By Lavínia de Sousa Peixoto Oliveira

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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