Transporte
Polícia Civil desarticula associação que fraudava execução de contratos públicos para perfuração de poços artesianos

PC-MT
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou nesta quinta-feira (8.5) a Operação Poço Sem Fundo, para cumprimento de 226 ordens judicias contra uma associação criminosa instalada na Companhia Mato-Grossense de Mineração (Metamat).
A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), iniciou após denúncia feita pelo Governo de Mato Grosso, e resultou na identificação de um grupo instalado na Metamat, desde o ano de 2020, que fraudava a execução de contratos para perfuração de poços artesianos.
As diligências iniciaram após a Deccor ser acionada e informada das auditorias realizadas pela Controladoria Geral do Estado (CGE), que apontaram prejuízo de pelo menos R$ 22 milhões, em razão de desvio de valores.
As determinações judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Inquéritos Policiais da Comarca de Cuiabá contra seis empresas e 24 pessoas físicas investigadas, dentre elas 16 são servidores ou ex-servidores, e oito são empresários.
Os mandados são cumpridos nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Tangará da Serra, sendo 30 mandados de busca e apreensão, sequestro de 49 imóveis e de 79 bens móveis, além de bloqueios bancários de valores das contas dos investigados e das empresas, no valor estimado ao montante do prejuízo gerado. Também são cumpridas outras medidas cautelares, como afastamento de função pública.
O trabalho operacional coordenado pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção contou com a participação de 120 policiais civis das unidades das Diretorias de Atividades Especiais, Metropolitana e do Interior.
Das ordens judiciais
Das medidas judiciais decretadas, a principal é a determinação de suspensão de pagamentos pelo Estado de Mato Grosso às empresas investigadas, que também estão proibidas de contratar com o Poder Público Estadual.
Estão sendo cumpridos mandados de quebra do sigilo dos dados dos dispositivos eletrônicos vinculados aos investigados. A Justiça determinou, ainda, o afastamento da função pública de servidores da Metamat.
Também foram determinadas medidas cautelares diversas da prisão contra os investigados, que estão proibidos de manterem contato entre si e de acessarem todos os prédios e dependências da Metamat e da Sedec. Eles também terão os passaportes recolhidos.
A pedido da Polícia Civil, o judiciário proibiu o Poder Público Estadual de nomear e/ou contratar os investigados para exercer cargos na administração pública estadual.
O esquema criminoso
As investigações resultaram na identificação de uma associação criminosa instalada na Metamat com o propósito de desviar valores em contratos firmados pela estatal entre 2020 e 2023, cujo objetivo seria promover o abastecimento de água em comunidades rurais do Estado de Mato Grosso.
As empresas deveriam construir poços artesianos e garantir distribuição da água para os moradores próximos.
Contudo, as auditorias realizadas pela Controladoria Geral do Estado apontaram inúmeras irregularidades, como poços que não foram encontrados nos locais indicados ou poços que foram perfurados sem condições de armazenamento da água, e até mesmo casos em que os próprios moradores das comunidades rurais improvisavam modo rudimentar para acessar a água do poço.
Foram identificados poços que teriam sido construídos dentro de propriedades particulares, áreas de pastagens e plantações, garimpos e até dentro de uma granja, além de outros em áreas urbanas, em completo desvio ao objetivo de atender comunidades rurais.
Nas auditorias, a Controladoria Geral do Estado identificou que houve diversas falhas durante a execução das obras e fiscalização, que resultaram no pagamento pela perfuração de poços secos ou improdutivos.
Os prejuízos e o sequestro de bens dos investigados
De acordo com os apontamentos da Controladoria, as inexecuções parciais dos contratos, pagamentos indevidos e transgressões nos termos das contratações resultaram em prejuízo de pelo menos R$ 22 milhões aos cofres públicos.
O Poder Judiciário determinou outras auditorias para identificar o prejuízo causado em cada contrato e se houve direcionamento das contratações.
Poço Sem Fundo
O nome da operação faz alusão ao jargão popular “buraco sem fundo”, tendo em vista o desvio/evasão de recursos públicos em contratos para execução de poços em comunidades rurais.
Assessoria | Polícia Civil-MT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Transporte
Polícia Civil mira servidor suspeito de emitir documentos falsos para facção criminosa

PJC
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (6.5), a segunda fase da Operação Hidra para cumprir ordens judiciais contra um servidor público da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), envolvido em um esquema de falsificação de identidades.
A Politec colaborou com as investigações, e a Corregedoria do órgão acompanhou a Polícia Civil no cumprimento das ordens judiciais nesta quarta-feira.
Na operação, são cumpridos mandados de busca e apreensão, expedidos pela 5ª Vara Criminal de Várzea Grande, com base em investigações da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá.
O servidor atua como papiloscopista na Politec, profissional responsável pela emissão de documentos, além da identificação de vítimas e suspeitos em crimes e acidentes. As ordens judiciais foram cumpridas na residência do servidor, em Várzea Grande, e também em seu local de trabalho, no interior do Instituto Médico Legal (IML), em Cuiabá.
Além das buscas, a decisão judicial impôs medidas cautelares diversas da prisão ao servidor público e demais investigados, incluindo a proibição de manter contato entre si e de ausentar-se da comarca sem prévia autorização judicial.
Durante o cumprimento da ordem judicial na residência do investigado, foram apreendidas canetas emagracedoras contrabadeadas e anabolizantes.
Investigações
A investigação iniciou em julho de 2025, após a prisão de um homem de 44 anos, conhecido como “Perfume” ou “Kaiak”, apontado como membro de uma facção criminosa paulista, que se encontrava foragido há pelo menos 12 anos em Mato Grosso.
Na ocasião, foi descoberto que ele, sua companheira, de 32 anos, e seus dois filhos, de 12 e 15 anos, utilizavam documentação falsa. Além disso, foi apreendida, com o suspeito, uma pistola com a numeração raspada.
1ª fase da operação
Com o aprofundamento das investigações, em agosto de 2025, foi deflagrada a primeira fase da operação, quando foi identificado um homem de 66 anos como o suposto intermediário do esquema.
Com a análise de dados extraídos na primeira fase, foi possível identificar a proximidade e as tratativas entre o suspeito que agia como intermediário, que possuía múltiplos documentos de identidade falsos com nomes distintos, e o papiloscopista alvo da investigação, que atuava na facilitação da confecção de identidades falsas.
A delegada Eliane da Silva Moraes, titular da Delegacia de Estelionato, ressalta que a operação é fundamental para garantir a integridade dos sistemas de identificação do Estado e combater a infiltração de grupos criminosos em órgãos públicos.
“O trabalho dos diversos setores da Delegacia de Estelionato de Cuiabá e a integração com a Politec foram fundamentais para o êxito da operação, que desarticulou um forte esquema de falsificação de documentos ligados a outros crimes”, disse a delegada.
Hidra de Lerna
O nome da operação faz alusão à Hidra de Lerna, criatura mitológica de várias cabeças, representando a multiplicidade de personalidades utilizadas pelos investigados para despistar a Justiça.
Assessoria | Polícia Civil-MT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Transporte
Sinop: homem é preso suspeito de comércio ilegal de armas

foto: Só Notícias/Fabiano Marques
O homem de 34 anos foi preso, ontem à noite, suspeito de comercializar armas de fogo de forma ilegal, no bairro Jardim Botânico. A ação ocorreu após denúncias anônimas que apontavam não apenas a venda clandestina, mas também o armazenamento de armamento no próprio estabelecimento do suspeito.
De acordo com o boletim da Polícia Militar, em uma das situações mais recentes, o suspeito teria se envolvido em uma discussão com a esposa, durante a qual foram ouvidos disparos de arma de fogo. Testemunhas teriam relatado aos policiais que o comportamento seria frequente, com o suspeito circulando armado nas proximidades e efetuando tiros.
Diante das informações, a equipe policial se deslocou até o endereço e realizou a abordagem. Com o suspeito, foi encontrado um revólver calibre .38, além de uma pequena porção de maconha. Questionado sobre a existência de outras armas, ele admitiu que havia mais armamento no interior do imóvel e indicou onde estavam guardados.
Durante a vistoria, os policiais localizaram uma espingarda calibre 12, sem numeração aparente, uma espingarda adaptada para calibre .22, além de 22 munições de ambos os calibres, incluindo cartuchos intactos e deflagrados. O homem foi encaminhado para a delegacia da Polícia Civil, para investigações.
Só Notícias/Wellinton Cunha
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Transporte
Operação Roleta Russa mira grupo que movimentou mais de R$ 20 milhões em MT

foto: assessoria
A Polícia Civil deflagrou, hoje, a Operação Roleta Russa para cumprir dois mandados de prisão preventiva, três de busca e apreensão domiciliar, além do sequestro de um veículo e do bloqueio de valores no limite de R$ 10 milhões nas contas de integrantes de uma organização criminosa envolvidos com tráfico de drogas, extorsão e outros crimes em Cuiabá. A investigação da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado tem como alvo principal uma liderança de uma organização criminosa, que atualmente se encontra preso na Penitenciária Central do Estado (PCE).
Segundo a polícia, ele cumpre pena em regime fechado, e atingiu os requisitos para progressão ao regime semiaberto no último dia 1º de maio. O novo mandado de prisão tem como objetivo impedir a progressão de regime e mantê-lo custodiado. O segundo alvo dos mandados de prisão é o primo do investigado, que está em liberdade e é apontado como braço direito no cometimento dos crimes e na tentativa de domínio de territórios.
“As investigações apontaram que o suspeito, mesmo preso, utilizava sua posição hierárquica na facção para controlar atividades criminosas e tentar exercer domínio em bairros na capital, como o Planalto e o Altos da Serra. De dentro da unidade prisional, ele emanava ordens buscando a liderança do tráfico de drogas, das extorsões e de outras atividades criminosas em áreas designadas, em benefício próprio e da facção. Também atuava na negociação do tráfico de drogas com emissários da Bolívia e no controle dos lucros obtidos com as vendas em Cuiabá. O primo executava esses comandos de fora da cadeia”, detalhou a assessoria da Polícia Civil.
As investigações apontam que os alvos movimentaram mais de R$ 20 milhões em três anos, em favor da facção criminosa e dos familiares do conselheiro, sendo ele também o responsável por liderar a lavagem de dinheiro e a ocultação de patrimônio adquirido com os crimes praticados, com o auxílio da esposa e de um primo. A esposa, apesar de não possuir profissão ou renda fixa, mantinha uma vida confortável, com casa própria, bens de alto valor e um veículo de luxo, que será objeto de sequestro. A polícia informou ainda que entre as contas bloqueadas está a de uma advogada que já foi alvo da Operação Apito Final, também deflagrada pela GCCO.
Redação Só Notícias
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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