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Agricultura

Primeira onda de frio de verdade está chegando! E vem muito forte

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Foto: Pixabay

O fim de maio vai trazer a primeira onda de frio real de 2025. De acordo com a Climatempo, esse frio estará entre os mais intensos de todo o ano. 

Os meteorologistas preveem que a onda de frio trará temperaturas abaixo de 0 °C a áreas dos três estados da região Sul. Mas o Centro-Oeste e o Sudeste não perdem por esperar: as duas regiões devem ver os termômetros marcando menos de 10 °C.

O ar polar entrará intenso pelo interior do país, causando uma queda de temperatura nessas regiões e até no Norte, atingindo Rondônia, Acre e sul do Amazonas.

Impacto da onda de frio

A previsão da Climatempo é de que o ar frio de origem polar comece a atuar com força no Sul durante a próxima quarta-feira (28), causando uma acentuada queda das temperaturas máximas. A noite dessa quarta já será bem fria por lá.

Também nesse dia, o vento frio começa a influenciar as áreas de Mato Grosso do Sul próximas ao Paraguai.

Na quinta-feira (29), a onda de frio começa a causar queda de temperatura em São Paulo, Mato Grosso do Sul e oeste e sul de Mato Grosso. Também deve chegar a áreas de Rondônia e, provavelmente, ao extremo sul do Acre e do Amazonas.

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A sexta-feira (30) deve apresentar o pico do frio, segundo a Climatempo, com acentuada queda de temperatura na madrugada nos estados do Sul, em São Paulo, sul de Minas Gerais, Triângulo Mineiro, Mato Grosso do Sul, extremo sul de Goiás, oeste e sul de Mato Grosso, Rondônia, Acre e sul do Amazonas.

Nesse dia, é esperada ainda queda acentuada da temperatura máxima no Rio de Janeiro e na Zona da Mata Mineira. 

Na Grande Belo Horizonte, no centro-norte e leste de Minas Gerais e no Espírito Santo, essa baixa das temperaturas máximas deve ocorrer no sábado (31). 

Essas últimas áreas do Sudeste serão as menos impactadas pela forte onda de frio que deve passar pelo Brasil nos últimos dias do mês.

Recordes de frio

Novos recordes de baixa temperatura, tanto de menor temperatura do ano como de tarde mais fria devem ser estabelecidos em muitas áreas do Centro-Sul. 

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Até o dia 26 de maio, a menor temperatura registrada no Brasil em 2025 foi de  – 3,2 °C na região de São Joaquim, na Serra Catarinense. Na passagem dessa intensa onda de frio do final de maio, a Climatempo prevê temperaturas entre –5 °C e – 7 °C, nas regiões mais elevadas de Santa Catarina. As temperaturas mais baixas devem ocorrer nos dias 30 e/ou 31 de maio.

É possível que regiões no sul de Mato Grosso do Sul e na divisa de São Paulo com o Paraná registrem temperaturas próximas de 0 °C.

Áreas do norte do estado de São Paulo, no Triângulo Mineiro e no extremo sul de Goiás poderão registrar temperaturas entre 5 °C e 10 °C.

A maioria das áreas no sul de Minas Gerais deve registrar temperaturas entre 5 °C e 10 °C na sexta-feira. Mas os pontos mais altos da região podem registrar entre 3 °C e 5 °C.

Muitas áreas em Mato Grosso do Sul devem registrar temperaturas entre 5 °C e 10 °C na sexta. Nessa data, o sul de Mato Grosso e a fronteira do estado com a Bolívia sentirão um resfriamento intenso e poderão registrar temperaturas entre 10 °C e 14 °C.

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É possível que áreas no extremo sul de Rondônia registrem temperaturas próximas de 10 °C.

Recordes de frio nas capitais

As capitais da região Sul e de alguns estados do Centro-Oeste e Sudeste devem registrar novos recordes de menor temperatura do ano nos últimos três dias de maio de 2025. O mais provável é que as menores temperaturas ocorram na madrugada ou nas primeiras horas da manhã da sexta-feira ou do sábado.

Veja as menores temperaturas esperadas durante a onda de frio

  • Porto Alegre: 7 °C a 9 °C – recorde atual: 9,2 °C
  • Florianópolis: 9 °C a 11 °C – recorde atual: 12,4 °C
  • Curitiba: 2 °C a 4 °C – recorde atual: 9,5 °C
  • São Paulo: de 8 °C a 10 °C- recorde atual: 13,3 °C
  • Campo Grande: de 4 °C a 6 °C – recorde atual: 13,8 °C
  • Cuiabá: de 11 °C a 13 °C – recorde atual: 19 °C
  • Novos recordes de menor temperatura do ano também são esperados para Porto Velho e Rio Branco.
  • Primeira neve de 2025

Será que vai ter neve?

A frente fria que vai proporcionar essa queda severa de temperatura é resultante de uma combinação considerada muito especial de umidade e temperatura em vários níveis da atmosfera. Segundo a Climatempo, isso , vai possibilitar a ocorrência de neve e de outros tipos de precipitação invernal no Sul. 

Esta é a primeira vez que se projeta uma condição de frio úmido intenso efetivamente favorável para a ocorrência de neve em 2025.

A Climatempo prevê que a maior chance de ocorrência de neve, e de outras precipitações invernais no Sul, esteja entre o fim da tarde de quarta-feira e a madrugada de quinta. 

As áreas com maior chance de neve são as regiões serranas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. É considerada a possibilidade de neve inclusive de cidades mais baixas da Serra Gaúcha, como Gramado, Canela e Caxias do Sul. 

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Precipitações invernais, com chuva congelada, e uma possibilidade menor de queda de neve é considerada para o planalto sul de Santa Catarina e áreas do extremo norte gaúcho. 

Porções no sul do Paraná têm maior chance de registrar chuva congelada do que neve.

Risco de geada

Após o período de frio úmido que gera neve no Sul, o Centro-Sul do Brasil vai passar pelo frio seco intenso, que é a condição favorável para a formação da geada branca. Esse fenômeno é o congelamento do orvalho sobre superfícies, que ocorre quando a temperatura alcança 0 °C ou menos. 

Quando a geada branca ocorre em grandes extensões, a aparência é de um grande tapete branco feito de gelo.

A geada na região Sul poderá apresentar de moderada a forte intensidade em vários locais dos três estados, com riscos para a agricultura.

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Alguns locais do sul de Mato Grosso do sul também podem sofrer com geada, principalmente em baixadas, mas sem risco para a agricultura.

Em São Paulo, há possibilidade de geada em áreas próximas da divisa com o Paraná e nas baixadas no norte do estado, sem ameaçar os cultivos.

O sul mineiro também está sujeito a geada, sem potencial de danos, em áreas de baixada e nos pontos mais elevados da Serra da Mantiqueira.

Segundo pulso de ar frio

Uma segunda massa de ar frio polar já está sendo esperada para os primeiros dias de junho. Entre o enfraquecimento da primeira onda de frio e a chegada desta segunda massa de ar frio, não haverá tempo suficiente para um aquecimento relevante no Centro-Sul, avaliam os meteorologistas da Climatempo. 

Assim, o frio será renovado e as temperaturas vão se manter bastante baixas em grande parte dessa grande região até o dia 3 de junho.

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Agricultura

Girassol inicia colheita e mantém preços no RS

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A colheita de girassol teve início em áreas do Rio Grande do Sul, conforme o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (1). Na região administrativa de Bagé, produtores de São Borja começaram a retirar a cultura do campo, com cerca de 20% das lavouras já com o ciclo concluído.

A área cultivada no município soma 2.000 hectares, com expectativa de produtividade de 1.800 quilos por hectare e preço em torno de R$ 125,00 por saca de 60 quilos. Segundo o levantamento, “os produtores de São Borja estão em início de colheita”, indicando o avanço dos trabalhos nesta etapa da safra.

Na região administrativa de Santa Rosa, a área plantada com girassol alcança aproximadamente 1.800 hectares, volume que representa o dobro do inicialmente estimado. A produtividade projetada é de 1.830 quilos por hectare. O Informativo Conjuntural aponta que “1% das lavouras está em enchimento de grãos, 75% em maturação e 24% já colhidos”. O preço apresentou elevação na região e foi cotado em R$ 126,13 por saca de 60 quilos, refletindo a movimentação do mercado no período.

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agricultura

Produtores ampliam sorgo como alternativa ao milho

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A semeadura do sorgo avança na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, com destaque para o município de São Borja, mesmo diante do registro de chuvas irregulares. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (1).

De acordo com o levantamento, a previsão é de cultivo de 5.000 hectares na região, com “95% das áreas já implantadas”. O documento aponta que os produtores acompanham o desenvolvimento da cultura ao longo da implantação da safra.

O Informativo registra ainda que o sorgo tem sido adotado como alternativa ao milho por ser considerado “uma opção de menor custo e risco ambiental”, mantendo os benefícios de uma gramínea de verão no sistema de rotação de culturas.

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agricultura

Safra de cebola confirma produção, mas frustra preços

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De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (1), a colheita da cebola avança nas principais regiões produtoras do Rio Grande do Sul, com bom desempenho produtivo, mas preços abaixo do esperado para os agricultores.

Na região administrativa de Caxias do Sul, em Nova Roma do Sul, o ciclo da cultura ocorreu de forma mais tardia em relação às safras anteriores. A colheita foi concluída, e o produto apresentou calibre e produtividade considerados satisfatórios. No entanto, o valor pago ao produtor voltou a frustrar as expectativas. Segundo o levantamento, “o preço pago ao produtor ficou muito aquém do esperado, prejudicando a viabilidade econômica”. Os valores variam de R$ 0,80 a R$ 1,10 por quilo para cebola classificada como caixa 3, sem beneficiamento.

Ainda na região, em Caxias do Sul, a colheita segue em ritmo acelerado, mas os preços permanecem baixos, com remuneração em torno de R$ 1,00 por quilo ao produtor. Na Ceasa, a cebola é comercializada por cerca de R$ 2,00 o quilo.

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Na região de Pelotas, os principais municípios produtores são São José do Norte, com 1.440 hectares, Tavares, com 225 hectares, e Rio Grande, com 200 hectares, totalizando 1.865 hectares cultivados. Em São José do Norte, a colheita alcança aproximadamente 90% da área plantada, confirmando boa produtividade. A comercialização está em andamento, com cerca de metade da produção já vendida. O Informativo aponta, contudo, queda nos preços e variações entre as praças de comercialização, atribuídas a fatores locais, como acesso aos mercados, tipo de venda e volume disponível.

Já nos municípios de Herval e Pedras Altas, as lavouras destinadas à produção de sementes encontram-se em plena floração, com desenvolvimento e sanidade adequados. A expectativa é de rendimentos satisfatórios ao final do ciclo.

AGROLINK – Seane Lennon

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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