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Agricultura

Período de vazio sanitário da soja começa neste domingo (8) em Mato Grosso

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O sojicultor que não cumprir o vazio sanitário fica sujeito a multa. Em caso de dúvidas o produtor de soja pode procurar uma unidade do Indea mais próxima. – Foto por: Indea

Mato Grosso inicia no próximo domingo (8.6) o vazio sanitário da soja, período em que fica proibido o cultivo e a presença de plantas vivas de cultivo do grão, para evitar a incidência do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem asiática.

A data consta na normativa do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea), órgão responsável por fazer a fiscalização e o monitoramento em propriedades rurais onde há o cultivo da soja e demais áreas, e segue portaria publicada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O período de vazio sanitário termina no dia 6 de setembro. Nesse prazo de 90 dias, fica proibida a existência de qualquer planta viva de soja em lavouras, beiras de estradas e qualquer área de domínio da propriedade.

Para acompanhar se o vazio sanitário está sendo cumprido, fiscais do Indea realizarão fiscalizações nas propriedades. Em 2024, o órgão realizou 5.825 fiscalizações durante a vigência do vazio sanitário.

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O sojicultor que não cumprir o vazio sanitário fica sujeito a multa. Em caso de dúvidas, o produtor de soja pode procurar uma unidade do Indea mais próxima ou acessar os canais de comunicação oficiais do órgão.

Produção

Na safra 2024/2025, foram cadastradas no Indea um total de 14.799 unidades de produção de soja, com área declarada de mais de 11,2 milhões de hectares plantados e o número de 8.939 produtores.

Luciana Cury | Indea

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agricultura

2026 deve ser mais um ano desafiador para a citricultura

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Foto: SEAB/PR

O ano de 2026 tende a se configurar como um dos mais desafiadores para a citricultura nacional. Pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, indicam que, embora a safra 2025/26 apresente um bom volume de produção, o potencial produtivo vem sendo parcialmente comprometido pelas elevadas quedas de frutos, decorrentes dos avanços do greening e do cancro, e por clima desfavorável em etapas importantes do desenvolvimento da temporada.

Ao mesmo tempo, o mercado enfrenta um cenário de demanda mais lenta por suco de laranja na Europa, o que tem dificultado as negociações da commodity nos atuais patamares de preços. Com o ritmo mais fraco das vendas, os estoques de suco tendem a se recompor nas processadoras, reduzindo a urgência da indústria em adquirir novas cargas de fruta.

Nesse contexto, pesquisadores do Cepea relatam que a disputa entre vendedores de suco e compradores é intensificada, enquanto a indústria adota uma postura mais cautelosa nas compras, repassando a pressão do mercado aos valores pagos aos produtores.

Do lado da oferta, a safra 2025/26 deve somar pouco menos de 300 milhões de caixas de 40,8 kg. Ainda assim, a temporada tem contribuído para a recomposição dos estoques, já que, apesar de mais tardia, apresentou frutas de boa qualidade.

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Para a safra 2026/27, preocupa a persistência de doenças como o greening e o cancro cítrico, que seguem elevando os custos de produção e limitando os ganhos de produtividade. No que diz respeito ao desenvolvimento da safra 2026/27, o clima mais heterogêneo entre as regiões tende a resultar em condições bastante distintas entre as praças produtoras, sobretudo no que se refere à primeira florada.

A segunda florada, por sua vez, vem ocorrendo em condições melhores na maior parte das regiões e pode, mais uma vez, tornar a temporada mais tardia, como observado em 2025/26.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agricultura

Novo sistema de produção de amendoim está disponível para os produtores

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Foto: Sérgio Cobel

Produtores rurais e profissionais ligados à cadeia produtiva do amendoim agora podem contar com um guia técnico abrangente com orientações práticas sobre a cultura. A Embrapa disponibilizou uma nova publicação com a atualização do sistema de produção de amendoim. O objetivo é levar informações que possam contribuir para o planejamento e superação de desafios relacionados à produção de amendoim no Brasil. A publicação aborda desde o ambiente favorável à cultura (como clima e solo), cultivares, produção de sementes, técnicas de plantio, adubação, manejo de plantas indiretas, indiretas e doenças, colheita e pós-colheita, mercado e comercialização, custo e rentabilidade.

A cultura do amendoim apresenta crescimento expressivo no Brasil nos últimos anos, principalmente no estado de São Paulo, maior produtor nacional, mas vem se expandindo também para outros estados como Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás Tocantins. Esse impulso na produção e produtividade deve aos avanços em pesquisas e ao aumento da demanda externa por alimentos proteicos. A safra 2024/2025 deve superar 1 milhão de toneladas, de acordo com estimativas da Conab, um crescimento de 60% em relação à safra anterior.

A publicação foi elaborada por profissionais que traz contribuições para as pesquisas externas ao melhoramento genético, ao manejo da cultura e à produção de amendoim. Os editores técnicos são os pesquisadores da Embrapa Algodão Augusto Costa, Dartanhã Soares e Taís Suassuna.

Segundo os editores, a produção de amendoim brasileiro tem sido alavancada nas últimas décadas a partir do desenvolvimento de cultivares rasteiras (tipo runner ), mais adaptadas à colheita mecanizada, associadas ao aprimoramento do sistema de produção, com destaque para o manejo da fertilidade do solo, nutricional e fitossanitário.

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“Nesse contexto, as características dos grãos das cultivares altos oleicos e os protocolos de controle de qualidade do amendoim, principalmente nas etapas de pós-colheita, fazem com que o amendoim brasileiro seja reconhecido por sua qualidade, contribuindo cada vez mais para atender a demanda nacional e internacional por alimentos seguros, saudáveis ​​e nutritivos”, destaca.

Rico em óleo, proteínas, vitaminas, o amendoim é reconhecido pelos benefícios à saúde. “A produção dessa oleaginosa é possível em diferentes condições de clima e de cultivo, em várias regiões do planeta, sendo uma das principais leguminosas cultivadas e, portanto, representa papel fundamental na segurança alimentar”, afirmam os pesquisadores.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agricultura

Argentina vai a recorde de 27,8 milhões de toneladas de trigo em 2025/26

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importacao-de-trigo-em-2025-deve-registrar-o-maior-volume-da-historia

Imagem: Getty Images

“A safra de trigo 2025/26 da Argentina deverá atingir um recorde de 27,8 milhões de toneladas, informou a Bolsa de Cereais de Buenos Aires nesta terça-feira (30). O montante foi elevado ante a estimativa anterior de 27,1 milhões de toneladas, com a manutenção de altos rendimentos à medida que a colheita se aproxima da conclusão.”

A atualização consolida a temporada 2025/26 como a maior já registrada para o trigo argentino. Com a colheita entrando na reta final, as estimativas passaram a incorporar resultados efetivos de campo e indicam produtividade elevada também nas áreas colhidas mais tardiamente, fase em que normalmente surgem perdas.

Caso o número se confirme ao encerramento da colheita, a safra 2025/26 estabelece um novo patamar produtivo para o trigo argentino, com efeitos diretos sobre o mercado regional, o comércio internacional e a competitividade do país no cenário global de grãos.

As lavouras atravessaram o ciclo com chuvas regulares nos momentos-chave do desenvolvimento e tempo mais seco durante a colheita, o que favoreceu o avanço das máquinas e limitou perdas operacionais. Em várias regiões produtoras, os rendimentos por hectare superaram tanto a média histórica quanto as projeções divulgadas no início da safra.

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O volume projetado amplia de forma relevante o excedente exportável da Argentina e reforça sua posição como principal fornecedor de trigo da América do Sul. O Brasil, maior destino do grão argentino, acompanha o avanço da colheita com atenção aos impactos sobre preços, logística e programação de compras da indústria moageira, além dos parâmetros de qualidade industrial, como teor de proteína e força de glúten.

Em 2024, o Brasil importou da Argentina 4,49 milhões de toneladas do cereal, entre grãos, farelo, amido e glúten, por US$ 1,17 bilhão. Neste ano, até novembro, foram 5,1 milhões de toneladas, por US$ 1,23 bilhão. O gasto com as importações totais de trigo foi de US$ 1,59 bilhão de janeiro a novembro deste ano.

(Com Forbes Agro)

Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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