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Agronegócio

Muçarela domina produção de derivados do leite em Mato Grosso

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Reprodução/canalrural

 

A muçarela é hoje o principal destino do leite industrializado pelas cooperativas em Mato Grosso. De acordo com o Diagnóstico da Cadeia Leiteira de 2022, realizado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e pela Associação dos Produtores de Leite de Mato Grosso (MT Leite), 75% da produção de derivados nas cooperativas entrevistadas é destinada exclusivamente à fabricação desse tipo de queijo.

A preferência pelo produto reflete uma mudança estratégica do setor, que tem buscado agregar valor ao leite ao invés de priorizar apenas o leite fluido. Segundo o estudo, 44,11% do leite captado pelos laticínios vai para a muçarela — mais que o dobro do volume destinado ao leite UHT (18,33%).

“A muçarela é o verdadeiro elo entre o campo e a mesa do consumidor. Está no misto-quente, na pizza, no nosso baguncinha. Um ingrediente simples que entrega valor, sabor e identidade”, destaca o presidente da MT Leite, Antônio Carlos Carvalho de Sousa.

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O pecuarista Wagner Vasques Bello, de São José dos Quatro Marcos, acompanha de perto esse cenário. Cooperado há 22 anos na Coopenoroeste/Lacbom, onde hoje é vice-diretor, ele participa do processamento de cerca de 12 mil litros de leite por dia voltados à muçarela na cooperativa. “A muçarela tem muita saída, claro, mas é junto com os outros derivados que a gente consegue manter o negócio girando. Cada produto tem seu público, e juntos eles fazem a diferença no nosso resultado”, afirma.

Cerca de 90% do que é produzido permanece no próprio estado abastecendo supermercados e comércios locais. Além do impacto econômico, Wagner destaca o valor simbólico do produto. “Ser produtor de leite exige muito, mas também traz orgulho. O leite tem força, e quando vira queijo, requeijão, doce… aí sim é que ele chega com gosto na casa das pessoas”, diz.

O fortalecimento da cadeia leiteira também passa por ações institucionais. A MT Leite tem promovido campanhas de valorização dos derivados regionais e diálogo com o poder público. “Produzir leite é um compromisso com a saúde e com a alimentação da população. E o Mato Grosso tem muito a contribuir nesta missão”, reforça o presidente da MT Leite, Antônio Carlos Carvalho de Sousa.

canalrural

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Mato Grosso lucra com venda de pênis bovino para Ásia

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Divulgação

 

Além dos cortes nobres, Mato Grosso tem ampliado a exportação de subprodutos bovinos, como o pênis do boi, conhecido como vergalho, para o mercado asiático. O produto é valorizado na culinária de países como Hong Kong, onde a tonelada pode chegar a US$ 6 mil, muito acima do preço médio de R$ 21 o quilo praticado no mercado interno.

O vergalho é exportado in natura, seguindo protocolos sanitários rigorosos. Segundo Alan Gutierrez, gerente de marketing da SulBeef, a indústria mato-grossense envia em média quatro a cinco toneladas por mês, mostrando a consolidação desse mercado.

Na Ásia, o vergalho é utilizado em pratos cozidos e ensopados, valorizado pela textura e pela capacidade de absorver temperos. A tradição cultural de aproveitar integralmente o animal garante uma demanda estável para partes menos convencionais, como miúdos e subprodutos.

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Para Bruno Andrade, diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), o comércio de subprodutos reforça a competitividade da pecuária local. “Ampliar o portfólio e atender diferentes mercados fortalece a economia e aumenta a competitividade da carne mato-grossense no cenário global”, afirma.

Redação RDM Online

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Soja disponível em Mato Grosso tem leve alta; colheita avança

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colheita-de-soja-2024/25-esta-praticamente-concluida-no-brasil,-segundo-a-conab

foto: Só Notícias/Lucas Torres/arquivo

A cotação da soja disponível no Estado teve valorização de 0,20% semana passada, em relação a anterior, e fechou, na última sexta-feira, cotada a R$ 103,64/saca. A informação foi divulgada, há pouco, pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), no boletim semanal.

O indicador Prêmio Santos (SP) apresentou alta de 26,98% no comparativo semanal, fechando em ¢US$ 80,00/bu.

O IMEA informou ainda que a redução no volume de chuvas na última semana permitiu um avanço de 4,71 pontos percentuais na colheita da safra 25/26, que fechou em 6,69%, estando acima da média histórica.

Só Notícias

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Plantio de algodão em Mato Grosso está adiantado

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precos-do-algodao-em-pluma-seguem-em-alta-no-brasil

foto: arquivo/assessoria

A semeadura do algodão da safra 25/26 avançou 20,96 pontos percentuais na última semana, alcançando 29,04% da área projetada até o último dia 16, no mais recente levantamento divulgado pelo IMEA (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária). O período foi marcado pela intensificação dos trabalhos nas áreas de segunda safra, em meio ao avanço da colheita da soja, enquanto a semeadura das áreas de primeira safra se aproxima do final.

Apesar do início mais lento em relação aos anos anteriores, o ritmo das atividades se intensificou nos últimos dias, superando o que havia sido observado na safra passada. Dessa maneira, o percentual atingido se encontra 9,70 pontos percentuais adiantado no comparativo com a safra 24/25, e 4,84 pontos percentuais à frente da média das últimas cinco safras. Até o momento, a região Sudeste é a mais avançada, com 45,84% da semeadura concluída, enquanto a Oeste é a mais atrasada no ciclo, com 22,36%.

O IMEA acrescenta que a expectativa para as próximas semanas depende das condições climáticas, que tendem à normalidade segundo o NOAA, e do ritmo da colheita da soja, fatores que definirão o avanço da semeadura da segunda safra

Só Notícias

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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