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Agronegócio

Cafés especiais têm desafio de ganhar mercados nacional e mundial

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Imagem: Faep

 

Desde os anos 1970, quando ocorreu a chamada Geada Negra, o Paraná vem reconstruindo seu papel como produtor de café. Antes com modelos de negócio voltados à quantidade, o foco dos produtores passou a ser a qualidade. Hoje, há plantações em diversas regiões, como o Norte Pioneiro, Norte e Noroeste, voltadas a esse nicho, com reconhecimento em concursos nacionais e internacionais. Agora, o desafio é tornar o grão paranaense mais conhecido das cafeterias e do consumidor final. Esse foi o tema da reunião da Comissão Técnica (CT) de Cafeicultura do Sistema FAEP, realizada nesta quarta-feira (27), no Centro de Treinamento Agropecuário (CTA) em Ibiporã, no Norte do Paraná.

“Encontros como esse são de extrema importância para que o conhecimento técnico, científico e econômico chegue à base. É importante que cada um leve o conhecimento para os sindicatos a fim de sensibilizar os produtores e possamos melhorar ainda mais a cafeicultura do Estado”, enfatizou Walter Ferreira Lima, presidente da CT de Cafeicultura e do Sindicato Rural de Centenário do Sul.

Ao todo, 18 representantes de sindicatos rurais de regiões com vocação cafeeira participaram da reunião, que contou com a palestra de Denilson Fantin, do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), sobre o Concurso Café Qualidade Paraná. A iniciativa é promovida anualmente pela Câmara Setorial do Café do Paraná, formada pelo Sistema FAEP, Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), IDR-Paraná e Associação dos Engenheiros Agrônomos de Londrina.

Denilson Fantin, do IDR-Paraná, destacou a importância do Concurso Café de Qualidade Paraná

A competição é uma das principais ferramentas de reconhecimento de cafés especiais do Brasil. Os produtores podem se inscrever até 30 de setembro, nas unidades municipais do IDR-Paraná ou nos sindicatos rurais. O evento de premiação vai acontecer nos dias 24 e 25 de novembro, em Curitiba.

Uma novidade para esse ano será a promoção de uma sessão de cupping (espécie de degustação) entre produtores e cafeterias, como parte da programação da premiação. Na reunião, Fantin promoveu a demonstração de como funcionará a prova dos cafés pelos empresários do ramo.

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“Nossa intenção é promover uma rodada de negócio entre os produtores e as cafeterias. A partir dessa sessão de cupping e a apresentação dos laudos, os empresários decidem negociar com o produtor”, descreve Lucian Sousa, técnico do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema FAEP.

“O Paraná está consolidado como um importante polo de produção de cafés de excelência. Um concurso de referência, com uma programação inovadora, representa uma oportunidade estratégica para que o produtor agregue valor à sua produção e fortaleça o reconhecimento da qualidade”, afirma o presidente interino do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. “Esperamos ver o café paranaense nas cafeteiras do Paraná, do Brasil e do mundo”, projeta.

ATeG

Durante a reunião da CT, o técnico Daniel Ricardo da Silva, do Sistema FAEP, detalhou os primeiros resultados do programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG). Uma turma na área de cafeicultura está em andamento em Ivaiporã, no Norte do Paraná, com mudanças nos modelos de negócio. Silva apontou que, até o fim de 2025, mais sete turmas estarão implantadas em municípios produtores de café no Estado.

Daniel Silva ressaltou os resultados das primeiras turmas de ATeG

A ATeG do Sistema FAEP é um serviço gratuito que oferece acompanhamento personalizado aos produtores rurais paranaenses, com o objetivo de melhorar a produção agropecuária, aumentar a rentabilidade do negócio e promover o desenvolvimento sustentável. Cada turma é formada por entre 25 a 30 produtores rurais. As turmas são acompanhadas por supervisores de campo, que fazem visitas mensais, com atendimento planejado e individual, com duração de dois anos.

Com FAEP

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Cotações Agropecuárias: Exportações de frango avançam; suínos perdem força

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Foto: Divulgação/IDR-PARANÁ

 

A carne de frango puxou o desempenho das exportações brasileiras de proteínas animais na primeira quinzena de junho, com crescimento das receitas, do volume embarcado e dos preços médios. Na contramão, a carne suína registrou recuo no faturamento e nas cotações, enquanto o pescado avançou em valor exportado, mesmo com leve redução nos embarques.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que a receita média diária das exportações de carne de frango chegou a R$ 251,3 milhões, alta de 78,9% em relação ao mesmo período de junho do ano passado. O faturamento acumulado na parcial do mês alcançou R$ 2,26 bilhões.

Os embarques de carne de aves somaram 226,98 mil toneladas até a segunda semana de junho. A média diária de 25,22 mil toneladas representa avanço de 61,2% sobre igual período de 2025. O desempenho foi acompanhado pela valorização dos preços internacionais, que subiram 10,9%.

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Já a carne suína apresentou perda de ritmo. A receita média diária ficou em R$ 75,4 milhões, abaixo dos R$ 80,1 milhões registrados um ano antes. O faturamento acumulado chegou a R$ 679,5 milhões.

Os embarques de carne suína totalizaram 54,71 mil toneladas, praticamente estáveis em relação ao mesmo período do ano passado. O principal fator para a retração das receitas foi a queda de 5,4% nos preços médios do produto no mercado internacional.

No segmento de pescado, a receita média diária avançou para R$ 1,12 milhão, levando o faturamento acumulado da primeira quinzena de junho a R$ 10,1 milhões. Embora os volumes exportados tenham recuado 1,1%, a valorização de 6,4% no preço médio garantiu resultado positivo para o setor.

Os números da Secex indicam que a demanda internacional segue sustentando as exportações brasileiras de proteínas animais, especialmente no segmento de carne de frango, que reúne aumento dos embarques e preços mais elevados. Já a carne suína enfrenta um cenário mais pressionado, enquanto o pescado mantém ganhos apoiados pela valorização do produto.

Com Pensar Agro

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Foto: Divulgação/IDR-PARANÁ

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Agronegócio

Preços do algodão acumulam seis meses de queda no mercado interno

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Divulgação

 

Os preços do algodão em pluma seguem em trajetória de queda no mercado brasileiro e já acumulam seis meses consecutivos de recuo. Apesar da desvalorização observada nos últimos meses, as cotações domésticas ainda permanecem acima da paridade de exportação, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP.

O cenário atual reflete diferentes estratégias adotadas pelos agentes do mercado. Enquanto parte dos vendedores se mantém capitalizada e concentrada no cumprimento dos contratos a termo firmados anteriormente, sustentando posições mais firmes nas negociações, outros aproveitam o momento para liquidar os volumes remanescentes da safra 2024/25.

A redução dos preços internacionais também tem influenciado o comportamento dos participantes do setor. Diante desse contexto, alguns vendedores passaram a demonstrar maior flexibilidade nas negociações, buscando concretizar novos negócios e ampliar a comercialização da pluma.

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Safra 2025/26 começa a chegar ao mercado

Pesquisadores do Cepea destacam que os primeiros lotes da safra 2025/26 já começam a ser ofertados no mercado spot. Entre as regiões de origem que ganham destaque neste início de comercialização estão os estados de São Paulo e Bahia.

A entrada gradual da nova safra amplia a disponibilidade do produto e contribui para manter o ambiente de cautela observado entre compradores e vendedores.

Indústrias pressionam por preços menores

Do lado da demanda, o comportamento permanece conservador. Segundo o Cepea, as indústrias têxteis continuam tentando adquirir matéria-prima a preços mais baixos, justificando a estratégia pelo desempenho ainda limitado das vendas de seus produtos.

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Já os comerciantes seguem realizando negociações pontuais e seletivas. A preferência tem sido por operações chamadas de “casadas”, quando a compra e a venda são fechadas simultaneamente, reduzindo riscos diante das incertezas do mercado.

Com a combinação de demanda cautelosa, preços internacionais enfraquecidos e início da oferta da nova safra, o mercado de algodão segue operando em ritmo moderado, enquanto agentes acompanham os desdobramentos da temporada 2025/26 e as oportunidades de comercialização nos mercados interno e externo.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Mato Grosso acelera colheita do milho, mas alta dos custos em 14% exige cautela para a próxima safra, diz Imea

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Divulgação FAMATO

A colheita do milho segunda safra 2025/26 em Mato Grosso avançou para 11,29% da área estimada na segunda semana de junho. Os dados, divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), representam um avanço de mais de 5 pontos percentuais (p.p.) em relação à semana anterior e supera o registrado no mesmo período da safra 24/25, quando os trabalhos alcançavam cerca de 7% da área cultivada. Além disso, o índice atual se aproxima da média dos últimos cinco anos no estado.

Segundo dados do novo boletim do Imea, a área destinada ao cultivo do cereal à atual safra foi mantida em 7,39 milhões de hectares. Com a revisão de junho, a produtividade média está estimada em 120,28 sacas por hectare, enquanto a produção total deve alcançar 53,35 milhões de toneladas.

Para a analista de agricultura do Imea, Milena Bezerra, o ritmo dos trabalhos está alinhado ao histórico recente do estado e pode ganhar ainda mais velocidade caso as condições climáticas permaneçam favoráveis.

“A colheita do milho em Mato Grosso segue avançando, atingindo 11,29% da área total até a última sexta-feira, 12 de junho. Esse ritmo representa um avanço de pouco mais de 5 p.p. em relação à semana anterior e supera o desempenho da safra 2024/25, situando-se próximo à média dos últimos cinco anos para o estado. Caso as condições climáticas continuem favoráveis, os trabalhos de campo devem ganhar um ritmo ainda mais acelerado nas próximas semanas, consolidando um cenário de boa produtividade”, diz.

Enquanto a safra atual avança no campo, os produtores já acompanham os custos para o próximo ciclo produtivo. De acordo com levantamento do Projeto Custo de Produção Agropecuário (CPA), desenvolvido pelo Senar MT por meio do Imea, o custeio da safra 2026/27 foi estimado em R$ 3.799,42 por hectare em maio deste ano, uma alta de 14,46% em relação ao consolidado da safra 25/26.

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O Custo Operacional Efetivo (COE) foi projetado em R$ 5.528,49 por hectare, aumento de 15,03% na comparação anual. Para cobrir o COE, considerando a produtividade projetada de 120,28 sacas por hectare, o produtor precisa comercializar o milho a pelo menos R$ 45,96 por saca.

Já em relação ao Custo Total (CT) no estado, este está estimado em R$ 7.418,49 por hectare, representando um aumento de 10,30% frente à temporada anterior.

De acordo com Milena, além da elevação dos custos, o planejamento da próxima safra exige atenção aos possíveis reflexos do fenômeno El Niño sobre o calendário de plantio.

“Em relação à safra 26/27, o cenário exige cautela devido ao impacto secundário do El Niño. Diferente da soja, onde o impacto é direto, no milho o fenômeno afeta a cultura de primeira safra, podendo comprometer a janela de plantio da segunda safra de milho. Somado a isso, o custo de produção apresentou alta, com o custeio estimado em maio atingindo R$ 3.800 por hectare”, explica.

com Assessoria

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Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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