Transporte
Gateiro é preso em flagrante por furto de energia em Várzea Grande

Gateiro é preso em flagrante por furto de energia em VG – Foto: PJC
VÁRZEA GRANDE (MT) — Um homem foi preso em flagrante nesta quarta-feira (29) durante a Operação Energia Limpa, conduzida pela Polícia Civil de Mato Grosso em parceria com a Politec e a concessionária Energisa. Segundo a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Várzea Grande (Derf-VG), o suspeito, conhecido como “gateiro”, foi detido enquanto realizava uma ligação direta na rede elétrica de uma empresa de reciclagem que já possuía histórico de furtos de energia.
De acordo com o delegado Sérgio Luís, responsável pela Derf-VG, a prisão ocorreu no momento em que o homem finalizava a instalação clandestina. “A empresa já havia sido alvo de desligamentos anteriores, mas sempre religava a energia de forma irregular. Desta vez, conseguimos flagrar o executor do crime no momento exato da fraude”, explicou. O suspeito foi autuado por furto qualificado de energia elétrica e pode pegar até oito anos de prisão, conforme o artigo 155 do Código Penal Brasileiro.
Equipamentos técnicos apreendidos
Durante a ação, as equipes apreenderam diversos instrumentos utilizados na adulteração da rede, entre eles:
vara de manobra,
bastão pega-tudo,
cinto de segurança,
luvas de borracha de cobertura,
capacete de proteção,
três portas fusíveis.
Esses materiais, de uso técnico, confirmam a atuação profissional do suspeito na execução das ligações clandestinas, apontou a perícia da Politec.
Impacto e riscos do furto de energia
Segundo o gerente de perdas da Energisa MT, Luciano Lima, a prisão representa um avanço importante no combate às fraudes elétricas. “Normalmente, conseguimos identificar apenas os beneficiários, mas deter quem executa tecnicamente as ligações é fundamental. Essa ação ajuda a reduzir prejuízos, garantir a segurança da rede e proteger a população”, afirmou em nota oficial.
De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o furto de energia está entre os crimes patrimoniais mais recorrentes no país, gerando riscos de incêndios, choques fatais e prejuízos que superam R$ 10 bilhões anuais ao setor elétrico. Além de afetar a infraestrutura, o crime onera consumidores que pagam corretamente suas contas.
Operação Energia Limpa
A Operação Energia Limpa foi iniciada em 2024 pela Polícia Civil de Mato Grosso em conjunto com a Energisa e a Politec. O objetivo é coibir o furto de energia em residências e estabelecimentos comerciais. Desde o início das ações, mais de 170 operações resultaram em 101 prisões em todo o estado, segundo balanço oficial da concessionária.
Como denunciar
Casos suspeitos de furto de energia podem ser denunciados de forma anônima pelos canais da Energisa ou diretamente às forças de segurança pelos números 197 (Polícia Civil) e 181 (Disque-Denúncia).
Reportagem baseada em informações da Polícia Civil de Mato Grosso, Derf-VG e nota oficial da Energisa MT.
Dados sobre furtos de energia
O furto de energia é crime previsto no artigo 155 do Código Penal.
Segundo o Ministério de Minas e Energia, cerca de 15% da energia furtada no Brasil ocorre na região Centro-Oeste.
Em 2025, o prejuízo estimado em Mato Grosso ultrapassou R$ 20 milhões.
Fonte: da Redação
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Transporte
Operação Lei Seca para motocicletas termina com cinco prisões e 26 veículos removidos em Várzea Grande
GGI-SESP
Uma operação da Lei Seca voltada exclusivamente para motocicletas, realizada na noite desta quarta-feira (28.1), em Várzea Grande, terminou com cinco prisões. Do total, uma foi por embriaguez ao volante, três por adulteração de veículo e uma por guarda ou transporte de droga para consumo pessoal. As abordagens ocorreram na Rua Iara, no bairro Jardim Glória.
De acordo com o relatório do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), 62 veículos foram fiscalizados durante a ação. Além das prisões, 30 multas foram aplicadas e 26 motocicletas removidas ao pátio.
Ao todo, a operação expediu 54 Autos de Infração de Trânsito (AIT). Desses, 19 foram por falta de licenciamento ou registro do veículo e 13 por ausência da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). As demais infrações se referem a irregularidades diversas previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
A Operação Lei Seca é realizada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública, sob coordenação do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), e contou com a participação de equipes do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar (BPMTran), Polícia Militar, Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT), Corpo de Bombeiros Militar (CBM-MT), Polícia Penal, Sistema Socioeducativo, Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e Guarda Municipal de Várzea Grande.
*Sob Supervisão de Alecy Alves
Maria Klara Duque* | Sesp-MT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Transporte
Professor de escola cívico-militar é demitido após puxar orelha de aluna em MT

PMMT
Uma aluna da Escola Cívico-Militar 13 de Maio, em Porto Alegre do Norte (1.139 km de Cuiabá), denunciou ter sido agredida com um puxão de orelha por um professor. O caso ocorreu no fim do ano passado, mas só veio à tona agora.
Após tomar conhecimento dos fatos, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) demitiu o profissional. A pasta informou, por meio de nota, ter adotado “imediatamente as providências cabíveis”.
A estudante foi acolhida pelo professor mediador da unidade com apoio da equipe psicossocial da Diretoria Regional de Educação (DRE), que segue acompanhando a rotina na unidade de ensino.
Ao mesmo tempo, estão sendo realizadas ações de conscientização junto à comunidade escolar “com foco na promoção do respeito, da convivência saudável e do bem-estar no ambiente educacional”.
APARECIDO CARMO/Da Redação/HNT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Transporte
Polícia Civil prende jovem por difundir ideologias neonazistas e racistas nas redes sociais

PJC
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou nesta quinta-feira (29.1) a operação Enigma, para o cumprimento de três mandados judiciais no interior do estado, tendo como alvo um jovem investigado por utilizar redes sociais para difundir ideologias neonazistas, incitar atentados violentos contra escolas e planejar atentados contra populações vulneráveis.
As ordens judiciais, de prisão preventiva, busca e apreensão domiciliar e afastamento de sigilo telemático, foram expedidas pela Justiça com base em investigações realizadas pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), que identificaram o suspeito de 20 anos, morador do município de Gaúcha do Norte.
O cumprimento das ordens judiciais contou com o apoio da Delegacia de Polícia de Paranatinga.
Com o avanço dos trabalhos, foi apontado que o investigado utilizava redes sociais para difundir ideologias neonazistas, incitar atentados violentos contra escolas e planejar atentados contra populações vulneráveis. Em suas publicações, o suspeito incitava e manifestava vontade de praticar atos de extrema violência em locais públicos, visando especificamente judeus e a população negra.
A equipe de investigação da DRCI conseguiu superar as camadas de anonimização utilizadas pelo suspeito, estabelecendo o nexo causal entre as ameaças e obtendo a sua identidade civil. Além da incitação a massacres escolares, a investigação revelou que ele utilizava o ambiente digital para a prática de racismo.
O delegado responsável pelas investigações, Guilherme da Rocha, destaca que a intervenção estatal imediata foi indispensável para evitar a concretização de atos violentos.
“O investigado demonstrava estar em estágio avançado de radicalização, com intenções de vandalizar mesquitas e praticar atos de violência contra a população negra”, disse o delegado.
“A atuação da DRCI não apenas retira de circulação um indivíduo de altíssima periculosidade social, mas assegura a paz social, a incolumidade pública e a dignidade da população mato-grossense”, ressalta o titular.
Enigma
O nome da operação foi dado em alusão à quebra da criptografia da máquina nazista Enigma pelas forças aliadas. Da mesma forma, a DRCI superou as tentativas de anonimização do investigado, com clara motivação neonazista, obtendo êxito em identificá-lo e dar cumprimento aos mandados judiciais em seu desfavor.
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