Agricultura
Paraná e São Paulo registram primeiros casos de ferrugem asiática da soja na safra 2025/26; especialistas alertam para medidas preventivas

Foto: José de Freitas
Os primeiros casos de ferrugem asiática da soja na safra 2025/26 foram confirmados nas cidades de Corbélia (PR) e Itapetininga (SP), segundo informações do Consórcio Antiferrugem. A ocorrência precoce da doença, uma das mais severas da cultura, já coloca produtores em estado de atenção para intensificar o monitoramento das lavouras e reforçar o manejo preventivo.
O engenheiro agrônomo José de Freitas, da Sipcam Nichino Brasil, destaca que o registro exige ações imediatas dos sojicultores. “Os produtores devem adotar aplicações preventivas de fungicidas, de acordo com a fase de desenvolvimento das plantas, para evitar perdas significativas”, orienta o especialista.
Condições climáticas favorecem avanço da doença
De acordo com Freitas, o cenário climático atual, caracterizado por chuvas mais frequentes e umidade elevada, cria um ambiente propício para o avanço do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem asiática.
Além das regiões Sul e Sudeste, há previsões de chuvas volumosas também para áreas do Cerrado, o que amplia o risco de disseminação da doença em outros polos de produção de soja.
“Esse avanço ocorre em um momento em que o mercado enfrenta escassez de fungicidas multissítios, insumos essenciais para o controle eficaz da ferrugem”, alerta Freitas.
Escassez de fungicidas multissítios preocupa o setor
A alta demanda e a oferta limitada de fungicidas multissítios têm gerado apreensão entre produtores e técnicos. Esses produtos são considerados estratégicos para o controle da ferrugem, pois atuam de forma protetora e reduzem o risco de resistência do fungo.
Segundo Freitas, a Sipcam Nichino Brasil mantém capacidade plena de fornecimento e segue oferecendo ao mercado o fungicida Fezan® Gold, que combina ação sistêmica e protetora com tecnologia multissítio. “A empresa está preparada para atender à demanda, mesmo diante do atual cenário de escassez”, ressalta o agrônomo.
Fezan® Gold se destaca pela eficácia e formulação inovadora
O fungicida Fezan® Gold vem sendo testado há oito safras consecutivas nos Ensaios Cooperativos de Rede do Consórcio Antiferrugem, com resultados expressivos. Na temporada 2024/25, manteve-se entre os mais eficazes no controle da ferrugem, com eficiência média entre 66% e 71% nas últimas safras.
Freitas lembra que a tecnologia foi a primeira do mercado a utilizar o ativo clorotalonil, e apresenta diferenciais importantes, como formulação líquida em suspensão concentrada (SC) e excelente relação custo-benefício.
“Essas características garantem facilidade de aplicação, boa seletividade à soja e proteção consistente contra a ferrugem”, explica o especialista.
Doença pode dizimar até 90% da lavoura
A ferrugem asiática é considerada uma das doenças mais destrutivas da soja. Quando não controlada adequadamente, pode comprometer até 90% da produção da lavoura. Por isso, os especialistas reforçam a importância de ações preventivas, uso de fungicidas de qualidade e monitoramento constante.
Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Baculovírus – Ensaios de consultorias e trabalhos de pesquisas mostram bioinseticida da AgBiTech quatro vezes mais eficaz

Foto: Divulgação
Campinas (SP) – O mercado de biodefensivos agrícolas cresceu 18%, para R$ 4,35 bilhões, na safra 2024-25. Os dados são da consultoria Kynetec. Na área de biolagarticidas à base de baculovírus, a companhia AgBiTech manteve a liderança nas culturas de soja, milho e algodão. Para isso, pesou fortemente o desempenho do bioinseticida de marca Cartugen® Max, que numa série de estudos trouxe índices médios de mortalidade de lagartas acima de 80%, quatro vezes acima da média de seus competidores.
Segundo informa o diretor de marketing da AgBiTech, Pedro Marcellino, em análises realizadas por diversas instituições de pesquisa do país, Cartugen® Max obteve eficácia de 81%, ante a média de 18% resultante das quatro principais marcas de baculovírus comercializadas no país.
Em áreas comerciais, continua o executivo, Cartugen® Max esteve no centro de estudos realizados em mais de 45 localidades. Nestas, a mortalidade de lagartas revelou-se ainda mais relevante: 85%, contra, em média, 24% de outros cinco bioinsumos à base de vírus.
“Esses números comprovam tecnicamente a consistência e a qualidade de Cartugen® Max. Não por acaso, o bioinseticida teve desempenho quase idêntico, com pequenas variações estatísticas, em todas as lavouras nas quais foi aplicado”, finaliza Marcellino.
Desde 2002, a AgBiTech fornece produtos consistentes, de alta tecnologia, que ajudam a tornar a agricultura mais rentável e sustentável. A empresa combina experiência a campo com inovação científica. Trabalha com agricultores, consultores e pesquisadores e desenvolve soluções altamente eficazes para manejo de pragas agrícolas. Controlada pelo fundo de Private Equity Paine Schwartz Partners (PSP), a AgBiTech fabrica toda a sua linha de produtos na mais moderna unidade produtora de baculovírus do mundo, em Dallas (Texas, EUA). www.agbitech.com.br
Fernanda Campos
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Exportações de frutas do Brasil crescem quase 20% e atingem novo recorde em 2025

Divulgação
O Brasil ampliou de forma consistente sua presença no mercado internacional de frutas em 2025, com exportações que somaram 1,28 milhão de toneladas, alta de 19,63% em relação ao ano anterior. A receita chegou a R$ 7,83 bilhões, crescimento de 12%, configurando o terceiro recorde anual consecutivo, segundo dados da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas).
O desempenho foi impulsionado principalmente pela fruticultura irrigada do Semiárido Nordestino, com destaque para o Vale do Rio São Francisco, líder nos embarques de manga e uva. A manga manteve a liderança em volume exportado, enquanto melão, limões e limas, melancia e uva registraram crescimento expressivo, indicando maior diversificação da pauta exportadora.
A União Europeia seguiu como principal destino das frutas brasileiras, com faturamento de cerca de R$ 4,47 bilhões. O Reino Unido aparece na sequência, enquanto Japão e Argentina se destacaram pelo forte avanço nas compras ao longo do ano. Os Estados Unidos permaneceram como o terceiro maior mercado, e o setor avaliou como administrável o impacto das tarifas norte-americanas.
Outro segmento em expansão foi o de conservas e preparações de frutas, que renderam aproximadamente R$ 967 milhões, alta de 16,1%. Para o setor produtivo, os números confirmam que a fruticultura brasileira segue ganhando competitividade no exterior, apoiada em escala, oferta contínua e maior profissionalização logística e comercial.
Redação RDM Online
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Menor oferta eleva preços do tomate nos principais atacados do país

Foto: Ceagesp
Os preços do tomate longa vida 3A registraram forte valorização nos principais mercados atacadistas do Brasil na última semana, entre 12 e 16 de janeiro, conforme levantamentos da Equipe Hortifrúti do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. As altas foram generalizadas e refletem, sobretudo, a redução da oferta de tomates de melhor qualidade nas regiões produtoras.
No atacado de São Paulo, o preço médio do tomate longa vida 3A foi de R$ 88,00 por caixa, avanço de 15,8% em relação à semana anterior. No Rio de Janeiro, a valorização foi ainda mais expressiva, com a média atingindo R$ 107,00 por caixa, alta de 40,8%. Em Campinas, no interior paulista, os preços chegaram a R$ 105,83 por caixa, representando aumento de 32,7%, enquanto em Belo Horizonte, o produto foi comercializado, em média, a R$ 108,66 por caixa, com expressiva elevação de 51,6%.
Segundo os pesquisadores do Hortifrúti/Cepea, o principal fator por trás do movimento de alta é a menor disponibilidade de tomates com padrão de qualidade adequado para o mercado atacadista. As chuvas frequentes, aliadas ao calor excessivo, têm afetado o desenvolvimento das lavouras e comprometido a qualidade dos frutos, reduzindo o volume apto à comercialização.
Além disso, o Cepea destaca que algumas regiões produtoras atravessam um momento de transição no calendário agrícola. Praças que estavam no pico de produção da primeira parte da safra de verão, especialmente entre dezembro e a primeira semana de janeiro, passaram a desacelerar a oferta, caminhando para o encerramento dessa etapa inicial do ciclo. Esse movimento contribui para o ajuste negativo da oferta no mercado e reforça a pressão altista sobre os preços.
Com esse cenário, o mercado de tomate segue marcado por volatilidade, enquanto produtores, atacadistas e compradores acompanham de perto a evolução das condições climáticas e o comportamento da oferta nas próximas semanas. A expectativa, conforme análise do Hortifrúti/Cepea, é de que os preços permaneçam firmes no curto prazo, dependendo da recuperação da qualidade das lavouras e da entrada de novos volumes da safra.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
-

Mato Grosso5 dias atrásApós caso positivo, Indea Mato Grosso abate 339 aves e conclui ações de combate ao foco de gripe aviária
-

Agronegócio5 dias atrásSoja disponível em Mato Grosso tem leve alta; colheita avança
-

Agronegócio5 dias atrásMato Grosso amplia abate de bovinos em 43% desde 2006
-

Agronegócio5 dias atrásPlantio de algodão em Mato Grosso está adiantado
-

Mato Grosso4 dias atrásSine Municipal tem 16 vagas para pessoas com deficiência (PCD) sem experiência
-

Agronegócio4 dias atrásMato Grosso lucra com venda de pênis bovino para Ásia
-
Mato Grosso3 dias atrás
BFB Foods leva lançamentos à Gulfood 2026 e reforça presença no mercado asiático
-

Transporte3 dias atrásPolícia Civil deflagra operação para apurar homicídios em Comodoro


































