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Economia

Consolidação marca operações no agronegócio em 2025

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A natureza das operações reforça esse cenário – Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de fusões e aquisições no agronegócio atravessou 2025 em meio a desafios macroeconômicos e setoriais, mas manteve ritmo relevante de transações, impulsionado sobretudo por movimentos estratégicos de consolidação e expansão. Segundo levantamento da Céleres, compradores estratégicos lideraram amplamente as operações realizadas ao longo do ano, sustentados por uma visão de longo prazo e pela continuidade de suas teses de crescimento no setor.

Das 28 transações selecionadas pela consultoria, 21 foram protagonizadas por investidores estratégicos, o equivalente a cerca de 75% do total, sinalizando uma preferência clara por ativos capazes de ampliar presença de mercado, portfólio ou capilaridade. Em contraste, investidores financeiros apresentaram atuação mais pontual e oportunística, em um ambiente ainda marcado por maior seletividade e cautela.

A natureza das operações reforça esse cenário. A maior parte dos negócios teve caráter horizontal, com foco direto na ampliação da participação dos compradores em suas áreas de atuação. Movimentos envolvendo distribuição de insumos agrícolas, máquinas, nutrição e bioinsumos ilustram essa tendência, com aquisições voltadas à consolidação regional, ganho de escala e fortalecimento de canais.

Entre os destaques do período, houve reorganização de estratégias de grandes grupos no segmento de distribuição, com transferência de unidades e redução de exposição direta, ao mesmo tempo em que cooperativas e empresas regionais ampliaram sua presença. Também foram registradas aquisições no setor de rações, sementes de pastagem, nutrição vegetal e biodefensivos, além da entrada ou aumento de participação de fundos em empresas de bioinsumos, reforçando o interesse por tecnologias ligadas à sustentabilidade e eficiência produtiva.

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AGROLINK – Leonardo Gottems

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Economia

Plano prevê zerar importação de diesel em 5 anos

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A discussão de um novo plano de negócios deve começar em maio – Foto: Pixabay

O Brasil avalia caminhos para reduzir a dependência externa de combustíveis em meio à volatilidade do mercado internacional. O cenário recente de alta nos preços do petróleo tem pressionado custos e reacendido discussões sobre segurança energética.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a companhia estuda tornar o país autossuficiente na produção de óleo diesel em até cinco anos. Atualmente, cerca de 30% do consumo nacional ainda depende de importações. O plano original previa atingir 80% da demanda, com expansão de aproximadamente 300 mil barris por dia, mas a meta está sendo reavaliada.

“Estamos revendo esse plano e nos perguntando se podemos chegar a 100% em cinco anos. Muito provavelmente, porque a Petrobras adora desafios, quem sabe a gente chega com a possibilidade de ter um novo plano de negócios capaz de entregar a autossuficiência do Brasil em diesel”, disse.

A discussão de um novo plano de negócios deve começar em maio, com possibilidade de incorporar a ampliação da capacidade produtiva. Entre as estratégias estão investimentos em refinarias. A unidade Abreu e Lima, em Pernambuco, pode elevar sua produção de 230 mil para 300 mil barris diários. Já a Refinaria Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, associada ao Complexo de Energias Boaventura, pode alcançar cerca de 350 mil barris por dia.

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Também há ajustes em refinarias de São Paulo para priorizar a produção de diesel em detrimento de óleo combustível. A medida busca ampliar a oferta do derivado considerado central para o transporte e a atividade econômica.

A alta recente dos preços reflete o impacto da guerra no Irã, que elevou o valor do diesel e do petróleo no mercado global. No Brasil, o diesel S10 subiu cerca de 23% entre o fim de fevereiro e março, enquanto o barril tipo Brent passou de cerca de US$ 70 para mais de US$ 100. As informações foram divulgadas pelas Agência Brasil.

AGROLINK – Leonardo Gottems

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Economia

Acordo UE-Mercosul abre nova era para o agro

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A avaliação é que há espaço para fortalecer a confiança nos produtos brasileiros – Foto: Divulgação

A entrada em vigor provisória de um novo acordo comercial a partir de maio marca uma mudança relevante para o agronegócio brasileiro, ampliando não apenas as oportunidades de exportação, mas também a necessidade de adaptação a exigências mais rigorosas do mercado internacional. Em um cenário global cada vez mais orientado por critérios de origem, sustentabilidade e transparência, o desafio passa a envolver também a forma como o setor se posiciona.

Durante encontro promovido pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (AMBRA), o conselheiro de comércio da Delegação da União Europeia em Brasília destacou que o acordo surge em meio à reconfiguração das relações comerciais e ao aumento da exigência do consumidor europeu. Nesse contexto, a apresentação do agro brasileiro tende a ter peso semelhante ao da competitividade produtiva.

A avaliação é que há espaço para fortalecer a confiança nos produtos brasileiros, especialmente com investimentos em rastreabilidade e certificações, capazes de melhorar a percepção no mercado europeu. Nos últimos anos, a imagem do setor foi impactada por debates ambientais, e apesar de avanços recentes, ainda há necessidade de uma atuação mais estruturada.

Três pontos passam a orientar essa estratégia: rastreabilidade, confiabilidade e sustentabilidade. A comprovação de origem, a transparência na cadeia produtiva e a adoção de práticas alinhadas às exigências ambientais deixam de ser diferenciais e passam a ser condições básicas de acesso.

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Na avaliação do presidente da ABMRA, Ricardo Nicodemos, o momento exige uma mudança de postura por parte do setor. “Estamos diante de uma oportunidade de reposicionar o agro brasileiro não apenas como fornecedor, mas como uma marca global. Isso passa, necessariamente, por uma comunicação mais estratégica e alinhada às demandas do mercado internacional”, afirmou.

AGROLINK – Leonardo Gottems

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Economia

Goiás investe R$ 6,9 milhões na agricultura familiar e beneficia mais de 1,3 mil produtores

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Foto: CNA

O Governo de Goiás realizou a entrega de R$ 6,9 milhões em crédito rural para agricultores familiares da região do Vão do Paranã, beneficiando 1.384 produtores. A ação foi coordenada pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em parceria com a Emater Goiás e com apoio do programa Goiás Social.

A entrega dos cartões do Crédito Social Rural ocorreu no município de Iaciara e tem como objetivo fortalecer a produção rural e ampliar a capacidade produtiva no campo.

Crédito rural fortalece produção familiar em 17 municípios

A iniciativa contemplou agricultores familiares de 17 municípios da região do Vão do Paranã.

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De acordo com o governo estadual, os recursos poderão ser aplicados na aquisição de insumos, compra de equipamentos e realização de melhorias produtivas, conforme a atividade de cada produtor.

A medida busca ampliar a produção, incentivar a geração de renda e fortalecer a economia local.

Investimentos apoiam estruturação das atividades no campo

Os R$ 6,9 milhões destinados ao Crédito Social Rural têm foco na estruturação das propriedades e no aumento da eficiência produtiva.

Com o acesso ao crédito, os produtores podem investir diretamente em suas atividades, promovendo melhorias que impactam tanto a produtividade quanto a sustentabilidade da produção rural.

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Capacitação técnica amplia resultados no campo

Além do acesso ao crédito, os produtores também participaram de ações de capacitação promovidas pela Emater Goiás.

Ao todo, 1.567 pessoas foram atendidas com cursos voltados a diferentes áreas da agropecuária e atividades complementares, como processamento de alimentos e turismo rural.

Integração entre crédito e assistência técnica impulsiona o desenvolvimento

A ação integra acesso ao crédito com assistência técnica, estratégia considerada essencial para melhorar os resultados no campo.

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A combinação de investimento financeiro com capacitação permite que os produtores utilizem os recursos de forma mais eficiente, ampliando a produção e fortalecendo a agricultura familiar na região.

Fonte: Portal do Agronegócio

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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