Economia
Aquisição da Leprino Foods pela Catupiry acelera consolidação do setor lácteo brasileiro

Imagem Ilustrativa
A aquisição da operação da Leprino Foods no Brasil pela Catupiry representa mais um importante capítulo no processo de consolidação da indústria de lácteos nacional. A avaliação é de Juliana Torres, analista de inteligência de mercado da StoneX, que destaca o movimento como estratégico para ampliar escala, fortalecer a cadeia produtiva e expandir a atuação em segmentos de maior valor agregado.
Segundo a especialista, a negociação acompanha uma tendência observada nos últimos anos, em que grandes grupos do setor têm utilizado aquisições para acelerar crescimento, aumentar participação de mercado e diversificar seus portfólios.
Consolidação ganha força na indústria de lácteos
O mercado brasileiro de lácteos vem passando por um intenso processo de concentração, impulsionado pela busca por maior eficiência operacional, ganhos de escala e fortalecimento da presença regional.
Empresas como Lactalis, Tirolez e Piracanjuba têm protagonizado movimentos semelhantes, ampliando suas operações por meio da incorporação de ativos estratégicos em diferentes regiões do país.
Na avaliação de Juliana Torres, a aquisição da Leprino Foods pela Catupiry está alinhada a essa dinâmica e fortalece a posição da companhia em uma das principais regiões produtoras de leite do Brasil.
“A incorporação da operação no Paraná contribui para ampliar a captação de leite em uma importante bacia leiteira, além de expandir a capacidade produtiva e aumentar o controle sobre a cadeia de suprimentos”, explica.
Estratégia fortalece atuação no segmento food service
Além dos ganhos operacionais, a operação amplia a presença da Catupiry no mercado de food service, segmento que engloba restaurantes, pizzarias, redes de alimentação e estabelecimentos especializados.
A Leprino Foods é reconhecida mundialmente pela produção de queijos destinados a esse canal, especialmente para a indústria de pizzas e refeições prontas, acumulando experiência internacional e forte reputação em qualidade.
Com a aquisição, a Catupiry passa a incorporar esse conhecimento técnico e comercial, fortalecendo sua estratégia de expansão em produtos voltados ao consumo profissional.
De acordo com a analista da StoneX, o movimento permite à empresa diversificar sua linha de queijos, ampliar a oferta de produtos de maior valor agregado e consolidar sua presença junto a clientes estratégicos do setor de alimentação fora do lar.
Ganho de escala e acesso à matéria-prima impulsionam negócios
A busca por escala produtiva e maior acesso à matéria-prima continua sendo um dos principais fatores que impulsionam fusões e aquisições no setor lácteo.
Para Juliana Torres, operações como essa permitem acelerar o crescimento empresarial de forma mais rápida do que investimentos exclusivamente orgânicos, reduzindo o tempo necessário para expansão de capacidade, fortalecimento da originação de leite e ampliação da participação de mercado.
“O movimento reflete uma estratégia amplamente utilizada pela indústria de lácteos: ganhar eficiência, aumentar escala e fortalecer a captação de matéria-prima por meio de aquisições, acelerando o crescimento dos negócios”, destaca.
Mercado deve acompanhar novos movimentos de consolidação
Especialistas avaliam que a consolidação do setor lácteo brasileiro deve continuar nos próximos anos, impulsionada pela necessidade de ganhos de competitividade, modernização industrial e fortalecimento das marcas diante de um ambiente cada vez mais competitivo.
Nesse contexto, a aquisição da Leprino Foods pela Catupiry reforça uma tendência de mercado que combina expansão produtiva, fortalecimento da cadeia de suprimentos e maior foco em segmentos especializados, como o food service, considerados estratégicos para a geração de valor e rentabilidade no setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Economia
Exportações de carnes de Santa Catarina atingem recorde histórico e superam US$ 2 bilhões em 2026

Divulgação
Santa Catarina registrou o melhor desempenho de sua história nas exportações de carnes nos cinco primeiros meses de 2026, consolidando sua posição como uma das principais potências exportadoras do agronegócio brasileiro. O resultado reforça a competitividade da produção catarinense e a confiança dos mercados internacionais no rigoroso sistema de defesa sanitária do estado.
De janeiro a maio, os embarques de carnes — incluindo frango, suínos, bovinos, perus, patos e marrecos — somaram 883,7 mil toneladas, gerando receitas de US$ 2,01 bilhões. Na comparação com o mesmo período de 2025, houve crescimento de 7,4% em volume e de 12,1% em faturamento.
Os dados, divulgados pelo Ministério da Economia e analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), representam o melhor resultado da série histórica para o período, tanto em quantidade exportada quanto em valor gerado.
Carne suína alcança maior resultado da série histórica
A suinocultura catarinense manteve trajetória de crescimento e registrou números recordes nos cinco primeiros meses do ano.
O estado exportou 308,4 mil toneladas de carne suína, com receitas de US$ 771,2 milhões. Os volumes representam avanço de 3% nas exportações e de 6,3% no faturamento em relação ao mesmo período do ano passado.
O desempenho consolida Santa Catarina como principal exportador brasileiro de carne suína e evidencia a crescente demanda internacional pelo produto catarinense.
Exportações de carne de frango avançam quase 10%
A avicultura também apresentou forte expansão em 2026. Entre janeiro e maio, Santa Catarina embarcou 543,1 mil toneladas de carne de frango, gerando receitas de US$ 1,15 bilhão.
Em comparação ao mesmo período de 2025, o crescimento foi de 9,4% em volume e de 13,5% em faturamento.
O resultado representa o maior valor já registrado para os cinco primeiros meses do ano desde o início da série histórica, em 1997, além de configurar o segundo maior volume exportado para o período.
Sanidade animal impulsiona acesso aos mercados mais exigentes
Para o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, os números refletem décadas de investimentos em sanidade animal, qualidade produtiva e defesa agropecuária.
Segundo ele, o patrimônio sanitário catarinense é um dos principais diferenciais competitivos do estado e tem sido decisivo para a abertura e manutenção de mercados internacionais de alto valor agregado.
Atualmente, as carnes produzidas em Santa Catarina são exportadas para mais de 150 destinos, incluindo mercados estratégicos como Japão, Coreia do Sul, China, União Europeia, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Países Baixos.
O secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort, destaca que a presença consolidada nesses mercados é resultado da confiança construída ao longo de décadas na qualidade, segurança e rastreabilidade dos produtos catarinenses.
Santa Catarina é referência nacional em defesa sanitária
O estado possui um dos sistemas sanitários mais avançados do Brasil e acumula importantes reconhecimentos internacionais.
Em 2007, Santa Catarina tornou-se o primeiro estado brasileiro reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como área livre de febre aftosa sem vacinação. Em 2015, recebeu também o status de zona livre de peste suína clássica.
Além disso, apresenta os menores índices nacionais de brucelose bovina e está entre os estados com menor incidência de tuberculose bovina.
Outro diferencial é o sistema de rastreabilidade animal. Santa Catarina foi pioneira no país ao implantar a identificação individual de todos os bovinos e bubalinos, permitindo controle sanitário rigoroso e maior transparência ao longo de toda a cadeia produtiva.
Agronegócio catarinense fortalece presença global
O desempenho histórico das exportações confirma a força do agronegócio catarinense no cenário internacional. Com elevados padrões sanitários, tecnologia, rastreabilidade e eficiência produtiva, o estado amplia sua participação no comércio global de proteínas animais e reforça sua posição entre os principais fornecedores mundiais de carnes.
Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Economia
Venda de produtos alimentícios deve movimentar a economia durante a Copa do Mundo de 2026

Divulgação
A paixão do brasileiro pelo futebol ajuda a movimentar a economia nacional, seja com a compra de TVs, seja reunindo “a galera” para assistir às partidas em bares e restaurantes das cidades. Mas o que mais deve impulsionar o comércio neste ano é a compra de produtos alimentícios em hipermercados e supermercados.
A pesquisa Copa do Mundo 2026, elaborada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mostrou que o período de jogos do Mundial deverá gerar um impacto positivo de R$ 4,32 bilhões no faturamento do comércio varejista brasileiro.
Segundo análise da CNC, o montante representa um aumento real de 6,5% em relação ao faturamento consolidado há quatro anos, registrado na edição de 2022, quando o varejo nacional contabilizou um faturamento extra de R$ 3,76 bilhões em razão do evento.
Sobre o tema, o presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, destacou o crescimento histórico que os jogos trazem para os estabelecimentos do setor alimentício.
“A Copa do Mundo, historicamente, é o evento que aumenta a demanda por alimentos e bebidas para confraternizações, o que amplia a movimentação em bares e restaurantes que transmitem as partidas. Dessa vez, mercados e supermercados devem representar a maior fatia no estado, ampliando o fluxo de consumidores e gerando oportunidades de negócios para diferentes segmentos do comércio e dos serviços em Mato Grosso”, disse Wenceslau Júnior.
A pesquisa da CNC detalha, ainda, que o ramo de produtos alimentícios e bebidas deve responder por 68,7% das vendas. Na sequência, vestuário e acessórios devem registrar o segundo maior impacto, com 18,5% das vendas. Já os artigos de uso pessoal e doméstico, como eletroeletrônicos, devem responder por apenas 6%.
Com relação ao estado, o presidente da Federação afirmou:
“Considerando a representatividade de Mato Grosso na economia e no mercado de trabalho nacional, estima-se que a Copa do Mundo deste ano possa gerar um impacto adicional entre R$ 80 milhões e R$ 100 milhões no comércio estadual, com base em dados do IBGE e da própria CNC.”
A menor intenção de compra de produtos de maior valor agregado, especialmente os eletroeletrônicos, segundo análise da CNC, reflete a taxa Selic atual (14,5% ao ano), que segue significativamente acima do patamar observado às vésperas do Mundial de 2022 (12,75%). O menor estímulo às compras a prazo também se reflete na taxa média de juros das operações de crédito para pessoas físicas, atualmente superior a 61% ao ano, enquanto, em meados de 2022, situava-se abaixo de 50% ao ano.
Ainda conforme a análise, a procura por esses produtos segue 15,6% abaixo da verificada às vésperas da Copa de 2022, permanecendo também aquém dos níveis observados em 2014 e 2018.
Diante do crédito mais caro, a tendência é que as vendas em determinados segmentos reajam de forma diferenciada, concentrando-se fortemente no consumo imediato de alimentos, bebidas e artigos de menor valor.
com Assessoria
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Economia
Endividamento no campo preocupa produtores às vésperas da nova safra de soja

Reprodução/DM Online
Com a aproximação do fim do vazio sanitário e o início do plantio da soja previsto para setembro, o endividamento rural voltou a preocupar produtores e lideranças do agronegócio. Estimativas do setor apontam que o passivo total da agropecuária brasileira já supera R$ 1,3 trilhão, sendo cerca de R$ 188 bilhões referentes a dívidas financeiras diretas dos produtores.
Diante desse cenário, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) intensificou a articulação pela aprovação do Projeto de Lei 5.122/2023, que prevê mecanismos para renegociação de débitos, alongamento de prazos e recuperação da capacidade de investimento no campo. A medida é considerada estratégica para garantir condições de financiamento aos agricultores na safra 2026/27.
A preocupação ocorre em meio ao planejamento da próxima temporada agrícola. Após anos marcados por custos elevados, juros altos e problemas climáticos, muitos produtores enfrentam dificuldades para acessar crédito e negociar insumos. O cenário afeta especialmente os sojicultores, que viram as margens de rentabilidade diminuírem mesmo com a perspectiva de uma safra nacional superior a 180 milhões de toneladas.
Leia Também: Zema desembarca em SC e NOVO acelera articulação para 2026
Os impactos já aparecem nos indicadores do setor. Em 2025, o agronegócio registrou recorde de pedidos de recuperação judicial, enquanto a inadimplência rural avançou em diversas regiões produtoras. Com isso, instituições financeiras passaram a exigir mais garantias e endurecer os critérios para concessão de crédito.
Lideranças do setor defendem que uma solução para o endividamento seja definida antes do avanço do calendário agrícola. A avaliação é de que o acesso ao crédito será tão importante quanto as condições climáticas para determinar o desempenho da próxima safra e manter a competitividade do agronegócio brasileiro nos mercados nacional e internacional.
Redação RDM Online
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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