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Agronegócio

Agro pressiona Planalto por resposta rápida a tarifa chinesa sobre carne bovina

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A decisão da China de impor novas barreiras à carne bovina brasileira acendeu um alerta no Congresso Nacional e ampliou a pressão da bancada ruralista sobre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste início de 2026. Parlamentares do setor cobram uma reação diplomática imediata para evitar impactos econômicos relevantes na cadeia da pecuária.

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) manifestou preocupação com a salvaguarda anunciada por Pequim, que estabelece cotas por país e aplica uma tarifa adicional de 55% sobre os volumes exportados que ultrapassarem o limite definido. A medida foi oficializada pelo Ministério do Comércio da China na quarta-feira, 31 de dezembro, e atinge diretamente o Brasil, maior fornecedor de carne bovina ao mercado chinês.

Em nota divulgada na sexta-feira (2), a FPA afirmou que o tema já vinha sendo monitorado, mas que agora exige ações concretas para evitar distorções no mercado interno. Segundo o grupo, o aumento da tarifa pode provocar efeitos imediatos no ritmo de abates, pressionar a renda do produtor e gerar instabilidade logo no começo do ano.

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A preocupação não se restringe ao ambiente político. Entidades representativas da indústria também veem riscos elevados. A Associação Brasileira de Frigoríficos estima que, caso a tarifa adicional de 55% seja mantida, as perdas para o setor podem chegar a R$ 3 bilhões. Em 2023, o Brasil produziu cerca de 10,8 milhões de toneladas de carne bovina, grande parte com destino ao mercado externo, especialmente à China.

Diante da reação do setor, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, afirmou que pretende dialogar com autoridades chinesas na tentativa de reverter ou mitigar os efeitos da medida. Até o momento, porém, não há sinalização pública de avanço nas negociações.

O episódio amplia um cenário de atrito entre o agronegócio e o governo federal. Além da questão comercial com a China, a FPA também critica decisões recentes do Planalto na área de política agrícola. O presidente da bancada, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), usou as redes sociais para condenar o veto presidencial a um trecho que previa proteção orçamentária ao Seguro Rural.

Na avaliação de Lupion, o veto transfere custos adicionais aos produtores em um momento de maior incerteza econômica. O parlamentar afirmou que a bancada pretende trabalhar no Congresso para derrubar a decisão do Executivo.

Com a China exercendo papel central no comércio exterior brasileiro e o agronegócio respondendo por parcela significativa das exportações, o desfecho da taxação ganha peso estratégico. Para produtores, frigoríficos e parlamentares do setor, a resposta do governo Lula nas próximas semanas será determinante para definir o impacto real da medida sobre o campo brasileiro em 2026.

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Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Mato Grosso lucra com venda de pênis bovino para Ásia

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Além dos cortes nobres, Mato Grosso tem ampliado a exportação de subprodutos bovinos, como o pênis do boi, conhecido como vergalho, para o mercado asiático. O produto é valorizado na culinária de países como Hong Kong, onde a tonelada pode chegar a US$ 6 mil, muito acima do preço médio de R$ 21 o quilo praticado no mercado interno.

O vergalho é exportado in natura, seguindo protocolos sanitários rigorosos. Segundo Alan Gutierrez, gerente de marketing da SulBeef, a indústria mato-grossense envia em média quatro a cinco toneladas por mês, mostrando a consolidação desse mercado.

Na Ásia, o vergalho é utilizado em pratos cozidos e ensopados, valorizado pela textura e pela capacidade de absorver temperos. A tradição cultural de aproveitar integralmente o animal garante uma demanda estável para partes menos convencionais, como miúdos e subprodutos.

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Para Bruno Andrade, diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), o comércio de subprodutos reforça a competitividade da pecuária local. “Ampliar o portfólio e atender diferentes mercados fortalece a economia e aumenta a competitividade da carne mato-grossense no cenário global”, afirma.

Redação RDM Online

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Soja disponível em Mato Grosso tem leve alta; colheita avança

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colheita-de-soja-2024/25-esta-praticamente-concluida-no-brasil,-segundo-a-conab

foto: Só Notícias/Lucas Torres/arquivo

A cotação da soja disponível no Estado teve valorização de 0,20% semana passada, em relação a anterior, e fechou, na última sexta-feira, cotada a R$ 103,64/saca. A informação foi divulgada, há pouco, pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), no boletim semanal.

O indicador Prêmio Santos (SP) apresentou alta de 26,98% no comparativo semanal, fechando em ¢US$ 80,00/bu.

O IMEA informou ainda que a redução no volume de chuvas na última semana permitiu um avanço de 4,71 pontos percentuais na colheita da safra 25/26, que fechou em 6,69%, estando acima da média histórica.

Só Notícias

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Plantio de algodão em Mato Grosso está adiantado

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foto: arquivo/assessoria

A semeadura do algodão da safra 25/26 avançou 20,96 pontos percentuais na última semana, alcançando 29,04% da área projetada até o último dia 16, no mais recente levantamento divulgado pelo IMEA (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária). O período foi marcado pela intensificação dos trabalhos nas áreas de segunda safra, em meio ao avanço da colheita da soja, enquanto a semeadura das áreas de primeira safra se aproxima do final.

Apesar do início mais lento em relação aos anos anteriores, o ritmo das atividades se intensificou nos últimos dias, superando o que havia sido observado na safra passada. Dessa maneira, o percentual atingido se encontra 9,70 pontos percentuais adiantado no comparativo com a safra 24/25, e 4,84 pontos percentuais à frente da média das últimas cinco safras. Até o momento, a região Sudeste é a mais avançada, com 45,84% da semeadura concluída, enquanto a Oeste é a mais atrasada no ciclo, com 22,36%.

O IMEA acrescenta que a expectativa para as próximas semanas depende das condições climáticas, que tendem à normalidade segundo o NOAA, e do ritmo da colheita da soja, fatores que definirão o avanço da semeadura da segunda safra

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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