Pecuária
Centro-Sul e Sudeste lideram expansão pecuária em MT em ano de recorde de abates para o setor

Divulgação
Centro-Sul e Sudeste puxaram o ritmo dos abates em Mato Grosso em 2025, enquanto Oeste manteve a maior fatia em volume. As três regiões somaram cerca de 54% do total estadual, com 1,27 milhão de cabeças no Centro-Sul (+8,74%), 1,27 milhão no Sudeste (+7,30%) e 1,45 milhão no Oeste (-5,63%).
No consolidado do ano, os frigoríficos mato-grossenses abateram 7,46 milhões de animais, alta de 1,44% ante 2024. O estado também cravou recorde mensal, ao superar 700 mil cabeças em outubro, impulsionado pela oferta de gado de cocho (confinamento).
Os dados fazem parte do Relatório Anual de Abates 2025, elaborado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O documento evidencia ainda a mudança do perfil do rebanho. Animais com até 24 meses atingiram 43% do total, o maior patamar da série, somando 3,23 milhões de cabeças. O avanço reflete margens melhores e adoção de terminação intensiva nas regiões líderes.
O relatório do Imea destaca que, embora o descarte de matrizes tenha permanecido elevado no acumulado do ano, a retenção de fêmeas começou a ganhar força no último trimestre de 2025. Aliado à queda de 2,09% na oferta de bezerros, esse cenário resultou em uma valorização de 38,70% no preço da reposição, sinalizando uma nova fase de rentabilidade para os produtores das regiões de cria.

Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Pecuária
Comissão de Pecuária da Famato informa chegada de novas vacinas contra clostridioses em maio

JOSE MEDEIROS
A Comissão de Pecuária de Corte da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) informa os pecuaristas sobre a previsão de chegada gradual de novas doses de vacinas contra clostridioses ao mercado. O tema foi tratado durante reunião realizada em Uberaba com o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), que apresentou um cronograma de disponibilização de doses para os próximos meses.
De acordo com o pecuarista Amarildo Merotti, vice-presidente da Famato e coordenador da Comissão de Pecuária de Corte da entidade, o encontro permitiu atualizar as informações sobre a produção e orientar os produtores quanto à expectativa de normalização da oferta.
“Temos recebido relatos de produtores que encontram dificuldade para comprar vacinas de determinadas marcas. Por isso, é importante manter o setor informado sobre a previsão de chegada dos produtos, já que a vacinação é essencial para a proteção do rebanho”, afirmou Merotti.
Conforme a projeção apresentada pelo Sindan, a oferta de vacinas contra clostridioses deve começar a se regularizar a partir de maio. A previsão é de 6,5 milhões de doses no mês e 11 milhões em junho. Para os meses seguintes, a estimativa varia entre 9 milhões e 12 milhões de doses mensais, conforme o cronograma informado pela indústria.
Merotti explicou que a produção de vacinas exige processos rigorosos de controle de qualidade. Por se tratar de produto biológico, os lotes passam por testes e retestes antes de serem liberados ao mercado. Quando uma partida não é aprovada, ela precisa ser descartada, o que pode impactar a disponibilidade final.
Segundo o coordenador da Comissão de Pecuária de Corte, a reunião foi produtiva e contribuiu para dar mais clareza ao setor sobre a previsão de abastecimento. A orientação aos pecuaristas é acompanhar a disponibilidade junto aos fornecedores e manter o planejamento sanitário do rebanho em dia.
Ameaça ao rebanho
As clostridioses formam um grupo de doenças causadas por bactérias do gênero Clostridium, presentes naturalmente no ambiente. Entre as enfermidades estão botulismo, carbúnculo sintomático, enterotoxemia e gangrena gasosa, todas com potencial de causar mortes rápidas no rebanho.
A Famato reforça que a vacinação segue como a principal medida preventiva. Além disso, recomenda que os produtores mantenham atenção ao manejo sanitário, à limpeza de bebedouros, ao descarte adequado de carcaças, à conservação de alimentos e ao cumprimento dos protocolos veterinários. (com Assessoria/Eduardo Cardoso)
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Pecuária
Uso de antibióticos é proibido na produção animal

Imagem: Magnific
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) proibiu o uso de antibióticos como promotores de crescimento na produção animal, em medida que já está em vigor e altera práticas consolidadas nas cadeias de aves, suínos e bovinos. A decisão veta a importação, fabricação, comercialização e uso desses aditivos quando destinados ao ganho de desempenho produtivo, além de determinar o cancelamento dos registros dos produtos enquadrados nessa categoria.
Na prática, substâncias tradicionalmente utilizadas para acelerar o ganho de peso deixam de ser permitidas com essa finalidade. Entre os compostos atingidos estão a virginiamicina, a bacitracina (e suas variações) e a avoparcina, com destaque para a primeira, amplamente adotada em sistemas intensivos. A norma, no entanto, mantém a possibilidade de fabricação exclusiva para exportação, desde que haja autorização prévia do Mapa.
Peleia Gastronômica destaca qualidade da carne em concurso
A mudança segue recomendações de organismos internacionais como a Organização Mundial da Saúde, que há anos orientam a restrição do uso de antimicrobianos na produção animal quando não houver finalidade terapêutica. O objetivo é conter o avanço da resistência antimicrobiana — fenômeno em que bactérias se tornam resistentes a antibióticos, reduzindo a eficácia de tratamentos tanto na medicina veterinária quanto na humana.
Para o setor produtivo, a medida impõe uma transição operacional. O Mapa estabeleceu prazo de 180 dias para utilização dos estoques já existentes e determinou que empresas informem volumes disponíveis em até 30 dias. Após esse período, os produtos deverão ser retirados do mercado.
Sem esses aditivos, produtores terão de recorrer a alternativas para manter desempenho zootécnico, como ajustes no manejo, nutrição mais precisa e uso de aditivos não antibióticos. No curto prazo, a mudança pode elevar custos e exigir adaptação dos sistemas produtivos. No médio prazo, a expectativa é de alinhamento a exigências sanitárias internacionais, especialmente de mercados mais rigorosos.
A restrição aproxima o Brasil de padrões já adotados em outros países e reforça a tendência global de redução do uso não terapêutico de antibióticos na produção animal, tema que ganhou relevância crescente na agenda sanitária e comercial do agronegócio.
Com Pensar Agro
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Pecuária
Raça Canchim recebe certificação para carne premium

Foto: Juliana Sussai
A raça bovina Canchim é a segunda a receber um selo Beef on Dairy (carne no leite) no Brasil, após a Angus. A certificação, denominada Canchim on Dairy, identifica touros da raça aptos ao cruzamento com vacas leiteiras mestiças da raça Girolando, garantindo qualidade aos bezerros. Além de proporcionar carne de alta qualidade para o segmento de cortes nobres, a iniciativa ajuda a diversificar a renda dos produtores de leite, que ganham uma nova opção de comercialização dos animais.
A estratégia é usar sêmen de touros de corte para obter animais com valor comercial mais alto para a produção de carne. De acordo com a pesquisadora Cintia Righetti Marcondes (foto à direita), da Embrapa Pecuária Sudeste (SP), o selo representa uma oportunidade para produtores de leite ampliarem a renda, agregando valor aos bezerros (machos e fêmeas) excedentes que, em sistemas puramente leiteiros, costumam ter baixo valor de mercado.
“O objetivo é atender ao produtor que deseja uma segunda fonte de faturamento, vendendo esses animais para corte. Canchim é uma raça terminal que, ao ser cruzada com vacas mestiças, traz melhor qualidade de carcaça, mais peso ao desmame e ao sobreano (novilho com mais de um ano). Além disso, é uma alternativa que agrega bem-estar animal, evitando o descarte de machos recém-nascidos, que passam a ser recriados e destinados ao abate por possuírem uma carne superior”, explica Cintia Marcondes.
Segundo o chefe-geral da Embrapa Pecuária Sul (RS), Fernando Cardoso, o selo Beef on Dairy para a raça Canchim representa um avanço importante para a identificação dos reprodutores mais adequados ao cruzamento com vacas leiteiras. O selo identifica esses reprodutores, que podem ser direcionados a centrais de inseminação e ganhar destaque em leilões voltados a esse mercado.
Assim como Cardoso, a presidente da Associação Brasileira de Criadores de Canchim (ABCCAN), Cristina Ribeiro, ressalta que o selo é um marco na consolidação da raça dentro dos sistemas produtivos modernos. “Embora o cruzamento entre o Canchim e raças leiteiras já seja uma prática tradicional entre nós pecuaristas, a criação de um selo oficial traz reconhecimento, padronização e segurança ao mercado. Essa iniciativa fortalece a integração entre pecuária de leite e de corte, ao mesmo tempo em que apoia o produtor leiteiro com alternativas mais eficientes para o aproveitamento de seus animais e contribui diretamente para a expansão da oferta de carne de qualidade, agregando valor a toda a cadeia produtiva”, destaca a presidente da ABCCAN.
A pesquisadora da Embrapa conta que em regiões quentes e desafiadoras, como o Centro e o Norte do País, o Canchim é uma excelente opção pela sua pelagem clara e adaptação ao calor. O uso de sua genética permitirá gerar animais com carcaças de maior rendimento e gordura adequada, adaptados aos trópicos. Ele transmite aos seus descendentes precocidade e padronização, com bezerros que podem superar o Nelore em 10% a 15% no peso à desmama.
A estratégia possibilita ganhos diretos na qualidade do produto final. “O padrão genético certificado permite aumentar o rendimento de carcaça e a conformação, assim como obter animais de bom acabamento que atendam as características de um mercado consumidor cada vez mais exigente”, complementa Cardoso.
Como obter o selo?
Para um touro receber o selo Canchim on Dairy, deve atender a critérios técnicos baseados em avaliações genéticas para garantir o desempenho e a segurança do cruzamento. “Utilizamos como base as avaliações genéticas do Programa de Melhoramento de Bovinos de Carne (Promebo). Estabelecemos critérios restritivos para a análise, cujo resultado indica se o touro pode ou não receber o selo. Os requisitos, além do peso ao nascimento (que deve estar entre os 40% melhores), incluem a classificação de ganho de peso do nascimento ao desmame e pós-desmame, onde selecionamos os 50% melhores animais. Na conformação, escolhemos os 30% melhores; no tamanho (frame), buscamos o intervalo entre 30% e 50% para evitar animais excessivamente pequenos ou grandes; e na área de olho de lombo, os 40% superiores”, revela Cintia Marcondes.
De forma resumida, o touro deve possuir Diferenças Esperadas na Progênie (DEPs), com bom grau de acurácia, divididas em 10 grupos (Decas, veja explicação em quadro abaixo) para características produtivas, como:
• Peso ao Nascer (PN): animais com Decas* menores ou iguais a quatro (até 40% melhores da raça), visando bezerros com menor peso ao nascimento para evitar dificuldade no parto.
• Ganho de Peso: Decas menores ou iguais a cinco para garantir potencial de crescimento do nascimento ao sobreano.
• Conformação ao sobreano: Decas menores ou iguais a três, visando musculosidade superior.
• Tamanho ao Sobreano: Decas entre três e cinco para identificar machos de tamanho mediano, evitando carcaças excessivamente grandes ou pequenas.
• Área de Olho de Lombo: Decas menores ou iguais a quatro para assegurar rendimento de carcaça e qualidade de cortes nobres.
Simulações realizadas na base de dados do Promebo identificaram que, com esses critérios, diversos machos da raça já estão aptos à obtenção da certificação.
Benefícios esperados
O touro que atingir os critérios estabelecidos terá o selo no certificado de avaliação genética, que funciona como um guia para o produtor de leite e para as centrais de coleta e processamento de sêmen, com a identificação e comercialização de animais com características desejadas.
Essa chancela vai trazer vários benefícios, como reduzir o risco de partos difíceis, um fator crítico para a saúde da vaca leiteira; aumentar o valor de venda dos bezerros, criando um produto diferenciado; e melhorar a sustentabilidade do sistema, com a produção de carne com menor pegada ambiental por quilo produzido.
O selo Canchim on Dairy representa um avanço tecnológico para a pecuária brasileira, unindo pesquisa científica e aplicação prática no campo. Essa raça possui excelente mercado, não apenas para venda de sêmen, mas também para uso a campo, devido ao seu bom desempenho. A pesquisadora ressalta que pequenos produtores de leite podem, por exemplo, adquirir um touro em consórcio para trabalhar no rebanho por alguns anos.
“Em nossa região tropical, o uso da raça Angus não é viável a campo, apenas via sêmen. Assim, o Canchim é uma alternativa especializada para substituir touros de raças zebuínas, como Tabapuã ou Guzerá, no cruzamentos com vacas mestiças para gerar bezerros melhores. Um ponto interessante é que tanto machos quanto fêmeas cruzados têm valor de mercado. A fêmea jovem é muito valorizada, pois deposita gordura na carcaça precocemente, o que permite um abate com excelente qualidade”, acrescenta a pesquisadora.
A iniciativa do Canchim on Dairy foi liderada pela Embrapa e os parceiros da Associação Brasileira de Criadores de Canchim (ABCCAN), Associação Nacional de Criadores “Herdbook Collares” (ANC) e o Programa de Melhoramento de Bovinos de Carne (Promebo).
Entenda a classificação bovinaDeca (ou decil) – é uma classificação utilizada no melhoramento genético bovino que divide os animais em dez grupos iguais com base em sua avaliação genética, variando de Deca 1 (mais superior) à Deca 10 (mais inferior). Essa métrica é baseada na DEP (Diferença Esperada na Progênie) e facilita a identificação rápida do valor genético do animal, dividindo o rebanho em “cabeceira” (top), “meio” e “fundo”. Deca 1: Representa os 10% melhores touros da raça ou grupo avaliado para uma determinada característica. Deca 2: Representa os próximos 10% (do 11º ao 20º melhor), e assim por diante. Deca 10: Representa os 10% piores animais da avaliação. |
Com Embrapa
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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