Agronegócio
Cotação do milho disponível em Mato Grosso cai e venda da safra 2024/25 chega a 92%

foto: arquivo/assessoria
O preço médio do milho em Mato Grosso registrou queda de 1,19% semana passada no comparativo semanal, resultado da baixa procura pelo cereal na primeira semana de fevereiro.
O diferencial de base entre Mato Grosso e a CME apresentou alta de 11,38%, reduzindo a diferença de preços entre o milho brasileiro e o norte-americano.
O IMEA também informou, no boletim do milho, divulgado ontem à tarde, que comercialização do milho da safra 24/25 em Mato Grosso alcançou 92,36% da produção. As negociações do milho disponível no estado avançaram 4,07 pontos percentuais no último mês, porém em ritmo inferior ao observado entre novembro e dezembro. Essa desaceleração está associada à desvalorização no valor do cereal no estado, que em janeiro registrou recuo de 5,43%, com preço médio de R$ 45,68/saca.
Quanto à safra 25/26, foi observado avanço mensal de 2,77 pontos percentuais mês passado, totalizando 32% já comercializados. Em relação ao preço do cereal futuro, houve queda mensal de 3,61%, com média de R$ 44,29/saca. Ambos os cenários são explicados pelo menor foco do produtor na comercialização, uma vez que, no momento, a prioridade está voltada à semeadura de milho.
A desvalorização do cereal está associada à demanda mais retraída. Além disso, as indústrias realizaram aquisições expressivas ao longo de 2025, mantendo estoques elevados neste início de temporada, o que reduz a necessidade de novas compras no curto prazo.
Só Notícias
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Exportações de café caem 30,8% em janeiro

Foto: Pixabay
As exportações brasileiras de café totalizaram 2,780 milhões de sacas de 60 quilos em janeiro de 2026, o que representa queda de 30,8% em relação às 4,016 milhões de sacas embarcadas no mesmo mês de 2025. A receita cambial recuou 11,7% na comparação anual, somando US$ 1,175 bilhão. Os dados constam do relatório estatístico mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).
Segundo o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, a retração dos embarques está associada ao movimento de baixa dos preços iniciado em janeiro e intensificado em fevereiro, em meio à previsão de recuperação da produção brasileira de café na safra 2026/27, sobretudo de arábica, além da valorização do real frente ao dólar. “Vivemos um cenário de produtores capitalizados em função dos bons preços nos últimos anos, estoques de arábica limitados no período de entressafra e os cafés conilon e robusta sendo utilizados para suprir, majoritariamente, o mercado interno. Esse contexto é o que vem ocasionando a redução acentuada nos volumes negociados com o exterior e deve permanecer até a entrada da próxima safra”, afirmou.
O dirigente acrescentou que, no caso de conilon e robusta, a aproximação da nova safra, a partir de maio, já sinaliza possibilidade de recuperação das exportações, com o Brasil se alinhando aos principais concorrentes. “Possivelmente, deveremos observar o mesmo cenário para o café arábica a partir de julho, com a chegada da safra 2026/27. Até então, os volumes de exportação devem seguir apertados dada a falta de competitividade, principalmente dos arábicas, frente a outros países produtores concorrentes”, concluiu.
O café arábica respondeu por 2,347 milhões de sacas exportadas em janeiro, o equivalente a 84,4% do total, com recuo de 29,1% na comparação anual. O café solúvel somou 249.148 sacas, com participação de 9% e queda em relação a janeiro de 2025. Os cafés canéforas, que reúnem conilon e robusta, totalizaram 181.559 sacas, redução de 45,6% e participação de 6,5% no total embarcado, enquanto o segmento industrial de café torrado e torrado e moído respondeu por 2.317 sacas.
A Alemanha liderou as compras de café brasileiro no mês, com 391.704 sacas, o equivalente a 14,1% do total, seguida pelos Estados Unidos, que adquiriram 385.841 sacas. Itália, Bélgica e Japão completaram os principais destinos dos embarques no período.
Os cafés diferenciados responderam por 21,2% das exportações totais em janeiro, com 588.259 sacas, volume 41,9% inferior ao registrado um ano antes. A receita cambial desses embarques somou US$ 272,7 milhões, a um preço médio de US$ 463,53 por saca, segundo o Cecafé.
O Porto de Santos concentrou 81% dos embarques no mês, com 2,252 milhões de sacas, seguido pelo complexo portuário do Rio de Janeiro, com 435.958 sacas, e pelo Porto de Paranaguá, com 31.244 sacas. No acumulado de julho de 2025 a janeiro de 2026, as exportações brasileiras de café alcançaram 23,406 milhões de sacas, com ingresso de US$ 9,235 bilhões. Na comparação com igual período do ciclo 2024/25, houve queda de 22,5% em volume e aumento de 8,1% em receita, conforme o Cecafé.
AGROLINK – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Preço pago ao suinocultor em Mato Grosso começa ano com queda de 17%

foto: arquivo/assessoria
As cotações de praticamente todos os produtos da cadeia suinícola registram quedas expressivas no primeiro mês de 2026 e está diretamente ligado ao período de férias escolares, que reduz o consumo interno, aliado ao aumento da oferta tanto de animais vivos quanto de carne suína no mercado, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Em Mato Grosso, de acordo com levantamento da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), somente no mês de janeiro a queda foi de aproximadamente 17% do valor pago ao criador.
Em dezembro, a Bolsa de Suínos, realizada entre suinocultores e compradores, encerrou com o preço de R$ 8,00 por quilo do animal vivo. Já na primeira cotação de janeiro, o valor recuou para R$ 7,85. Na segunda quinzena do mês, nova queda levou o preço a R$ 7,55, e, na semana seguinte o valor acordado entre produtores e frigoríficos ficou estabelecido em R$ 7,15. Já para a primeira semana de fevereiro o valor está cotado em R$ 6,65, queda de 17%.
De acordo com o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, essas reduções já eram esperadas e fazem parte de um movimento cíclico do mercado, especialmente em função das férias coletivas adotadas por grandes frigoríficos no fim do ano, o que reduz o ritmo de abates.
“Esse cenário provoca o represamento de animais nas granjas, elevando temporariamente a oferta de suínos disponíveis para o abate. Além do período de férias escolares, que também interfere na queda de consumo. Diante desse desequilíbrio, o excesso de animais nas granjas e baixa demanda fazem com que os preços caiam naturalmente”, explica.
Apesar do cenário desafiador no curto prazo, a avaliação do setor é de que o movimento seja passageiro. A expectativa é de que, com a normalização das escalas de abate e o ajuste da oferta, as negociações retornem a patamares mais equilibrados após o Carnaval. “Para 2026, a expectativa segue positiva. O setor avalia que o ano deve apresentar desempenho semelhante ao de 2025, sem risco de quedas acentuadas e com perspectivas de um mercado mais firme no médio prazo”, pontuou Tannure.
Só Notícias
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Soja disponível tem baixa em Mato Grosso; média em janeiro foi R$ 102, diz IMEA

foto: arquivo/assessoria
A soja disponível em Mato Grosso fechou a semana passada em média a R$ 100,12. Na última segunda-feira, o indicador do IMEA estava em R$ 99 e, a partir de quarta, subiu para R$ 100 praticamente a mesma cotação em relação a semana a anterior.
Com maior disponibilidade de áreas prontas, a colheita de soja em Mato Grosso avançou 14,64 pontos percentuais no comparativo semanal, e atingiu 39,61% da área prevista. A comercialização da soja da safra 25/26 em Mato Grosso alcançou 49,49% da produção estimada em janeiro, avanço de 5,34 pontos percentuais em relação a dezembro passado.
O incremento nas vendas esteve atrelado, principalmente, à necessidade de alguns produtores de fazer caixa. No entanto, a queda nos preços da oleaginosa ao longo de janeiro e o foco nas atividades de colheita limitaram a realização de negociações mais expressivas. No que se refere ao valor médio da soja no estado, o indicador encerrou o mês em R$ 104,12/saca, recuo de 3,96% frente ao mês anterior.
Para a safra 26/27, os primeiros negócios foram registrados pelo Imea em dezembro e, em janeiro a comercialização atingiu 1,46% da produção prevista, avanço de 0,70 ponto percentual no comparativo mensal. Apesar do progresso, o ritmo das negociações segue lento, reflexo da elevada oferta no mercado e dos preços ainda pressionados, o que mantém os produtores cautelosos na fixações futuras. Por fim, o preço médio da safra 26/27 negociado no mês foi de R$ 102,33/saca.
Só Notícias
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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