Agronegócio
Exportações de carne bovina crescem 38% em janeiro e mantêm ritmo forte no início de 2026, aponta Abrafrigo

Foto: Caroline Bueno
Exportações de carne bovina seguem em alta no início de 2026
O setor de carne bovina brasileiro iniciou 2026 mantendo o ritmo positivo observado no ano anterior. Segundo dados da Associação Brasileira de Frigoríficos, com base em informações da Secretaria de Comércio Exterior, as exportações de carne bovina — incluindo produtos in natura, industrializados e subprodutos — totalizaram US$ 1,416 bilhão em janeiro, um avanço de 37,9% em relação ao mesmo mês de 2025.
No período, o volume embarcado chegou a 278 mil toneladas, crescimento de 16,4% frente às 239 mil toneladas exportadas em janeiro do ano passado, quando as receitas somaram US$ 1,027 bilhão.
China mantém liderança nas compras, mas enfrenta limite de cota
A China continua sendo o principal destino da carne bovina brasileira. Em janeiro de 2026, o país asiático importou 119,96 mil toneladas, aumento de 31,6%, gerando US$ 650,33 milhões em receitas — avanço de 44,9% sobre o mesmo período do ano anterior.
A China representou 43,1% do volume total e 45,9% do valor exportado pelo Brasil. Considerando apenas a carne in natura, a participação foi ainda maior: 51,2% em volume e 50,34% em valor.
Contudo, o desempenho futuro pode ser impactado pela cota de 1,1 milhão de toneladas imposta pelo governo chinês no fim de 2025, como medida de salvaguarda comercial. Exportações acima desse limite estarão sujeitas a uma tarifa adicional de 55%, o que pode restringir novos embarques.
Estados Unidos ampliam importações e se consolidam como segundo maior mercado
Os Estados Unidos registraram forte crescimento nas compras de carne bovina brasileira. Em janeiro de 2026, as exportações de carne in natura para o país somaram US$ 161,6 milhões, aumento expressivo de 92,7% em relação a janeiro de 2025. O volume embarcado subiu 62,9%, alcançando 26,96 mil toneladas.
Somando subprodutos bovinos, o total exportado para o mercado norte-americano atingiu US$ 193,74 milhões, um crescimento de 39,4%.
União Europeia reduz compras de carne in natura, mas amplia demanda por outros produtos
As vendas de carne bovina in natura do Brasil para a União Europeia caíram em janeiro de 2026, com redução de 5,9% nas receitas (US$ 55,57 milhões) e 11,7% em volume (6,52 mil toneladas).
Apesar disso, a comercialização de produtos como carne industrializada e sebo bovino fundido compensou a queda. O total exportado para o bloco europeu somou US$ 84,93 milhões, alta de 26,4% frente a janeiro de 2025.
América do Sul e Oriente Médio também ampliam importações
O Chile manteve a terceira posição entre os principais compradores individuais. O país importou 9.980 toneladas, aumento de 22,9%, gerando US$ 57,5 milhões (+27,5%) em janeiro de 2026.
Na sequência, os Emirados Árabes Unidos registraram avanço expressivo, com embarques de 7.382 toneladas (+142,9%) e receita de US$ 38,8 milhões, um salto de 171,9% em relação ao mesmo mês de 2025.
O Egito também ganhou destaque, subindo para a quinta posição entre os maiores importadores. As compras cresceram 77,5% em volume (8.450 toneladas) e 134,1% em valor (US$ 35,2 milhões).
Os Países Baixos aparecem na sequência, com aumento expressivo nas importações: de 1.565 toneladas e US$ 15 milhões em 2025 para 10.411 toneladas e US$ 33,4 milhões em janeiro de 2026.
Expansão global reforça presença do Brasil no mercado internacional
O levantamento da Abrafrigo indica que 99 países ampliaram suas importações de carne bovina brasileira em janeiro de 2026, enquanto 40 reduziram suas compras. O resultado confirma a tendência de expansão global da presença do Brasil no mercado internacional de proteína animal, mesmo diante de restrições comerciais e oscilações cambiais.
Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Preço do leite ao produtor sobe mais de 5% em fevereiro

Reprodução
O preço do leite pago ao produtor registrou a segunda alta consecutiva em fevereiro/26. A pesquisa do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, mostra que a “Média Brasil” do leite ao produtor subiu 5,43% no mês e fechou a R$ 2,1464/litro. O preço, contudo, ainda está 25,45% abaixo do registrado em fevereiro/25, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IPCA de fevereiro/26).
O movimento de alta ganhou força devido ao aumento da competição dos laticínios na compra do leite cru, num contexto de diminuição de oferta. De janeiro para fevereiro, o ICAP-L (Índice de Captação de Leite) caiu 3,6% na Média Brasil, influenciado pelos resultados no Paraná, Goiás, São Paulo e Minas Gerais.
Essa diminuição na captação é explicada pela combinação de dois fatores: de um lado, pela sazonalidade – já que o clima nesta época do ano tende a influenciar negativamente a oferta de pastagem e elevar o custo com a nutrição animal; e, de outro, pela maior cautela de investimentos na atividade – resultado das consecutivas quedas no preço do leite ao longo de 2025 e do estreitamento da margem dos produtores.
Vale ressaltar que a pesquisa do Cepea aponta que, em fevereiro/26, o Custo Operacional Efetivo (COE) da atividade continuou subindo, com alta de 0,32% na “Média Brasil”. Por outro lado, com a queda no preço do milho e a recente valorização do leite, a relação de troca ficou mais vantajosa para o produtor neste início de ano.
Se em janeiro, o mercado de derivados ainda não conseguia reagir, em fevereiro, o cenário mudou. Levantamento realizado pelo Cepea com apoio da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) mostra que a redução da oferta de matéria-prima e o fortalecimento da demanda possibilitaram uma reação nos preços do leite UHT e do queijo muçarela, ambos negociados no atacado paulista. A tendência é de que esse movimento de recuperação se intensifique ao longo de março – reforçando a perspectiva de que a valorização do leite cru persista no campo.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Algodão reage em março e preços atingem maior alta desde 2022

Foto: Fabiano José Perina
Após um longo período de estabilidade, os preços do algodão em pluma voltaram a subir com força ao longo de março no mercado brasileiro. O movimento de valorização é sustentado por uma combinação de fatores que envolvem tanto o cenário interno quanto o ambiente internacional, segundo análises do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
O Indicador CEPEA/ESALQ se aproxima de R$ 3,90 por libra-peso, registrando a maior alta mensal desde agosto de 2022. Ao longo do mês, vendedores mantiveram uma postura firme nas negociações, atentos à valorização do algodão no mercado externo e evitando ceder em preços.
Do lado da demanda, o cenário também contribuiu para a elevação das cotações. Compradores, incluindo indústrias nacionais e tradings exportadoras, intensificaram a atuação no mercado, aumentando a disputa pela matéria-prima disponível.
Além disso, fatores macroeconômicos ajudaram a sustentar o movimento de alta. A valorização internacional do petróleo, o encarecimento dos fretes e o elevado comprometimento da safra 2024/25 reforçaram o ambiente de preços mais firmes. Com grande parte da produção já negociada antecipadamente, a disponibilidade no mercado spot ficou mais restrita, ampliando a pressão sobre os valores.
Esse conjunto de fatores indica um cenário de maior firmeza para o algodão no curto prazo, com o mercado atento à evolução da demanda global e às condições logísticas e econômicas que seguem influenciando diretamente a formação de preços.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Aumenta preço do óleo de soja em Mato Grosso impactado por alta na demanda do biodiesel

foto: arquivo/assessoria
O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) informou que, com a demanda aquecida pelo setor de biodiesel tem elevado os preços do óleo de soja no Estado. Nesse contexto, o avanço dos preços do petróleo no mercado internacional tem elevado o custo do diesel, aumentando a competitividade dos biocombustíveis. Como consequência, o aumento na demanda por biodiesel intensifica a procura por óleo de soja para o esmagamento, principal matéria-prima na produção. Refletindo esse cenário de maior demanda, o preço do coproduto valorizou 1,48% na semana passada, sendo negociado a R$ 5.886,75/tonelada.
Mês passado, a produção de biodiesel no Estado atingiu 195.343 m³, alta de 114,38% frente ao mesmo período do ano anterior e 64,07% acima da média dos últimos cinco anos, reforçando o consumo no mercado interno. Quanto à produção do Brasil, Mato Grosso respondeu por 22,65% da produção nacional em 2025. Por fim, a ampliação da mistura obrigatória para B16, ainda em 2026, não apenas reduz a necessidade de diesel, mas também aumenta a demanda por óleo de soja. Mesmo com safras recordes, esse movimento contribui para a absorção da oferta e dá suporte aos preços do coproduto no estado
Redação Só Notícias
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
-

Mato Grosso6 dias atrásMauro Mendes passa comando do Governo de MT para Otaviano Pivetta nesta terça-feira (31)
-

Meio Ambiente6 dias atrásAbril começa com máxima de 34°C e pancadas de chuva em Mato Grosso
-
Notícias6 dias atrás
Governo de MT realiza espetáculo Auto da Paixão de Cristo na Arena Pantanal nesta segunda-feira (30)
-

Mato Grosso5 dias atrásQue Mato Grosso continue no rumo certo
-

Mato Grosso5 dias atrásGoverno de MT lidera investimentos, avança em entregas e melhora vida da população em todas as regiões
-

Agricultura6 dias atrásPesquisa respalda eficácia do inseticida etofenproxi no controle do bicho-mineiro do café
-

Mato Grosso6 dias atrásLeilão da Sefaz arrecada R$ 830,9 mil e tem 92% dos lotes arrematados
-
Notícias4 dias atrás
Shopee abre novo centro no Rio Grande do Sul e projeta reduzir entregas em 50%




































