Agronegócio
Paraná lidera vendas externas de mel em 2026

Foto: Divulgação
De acordo com o Boletim Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (5) pelo Departamento de Economia Rural, da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, o Paraná liderou o ranking nacional das exportações de mel natural no primeiro mês de 2026. O estado registrou receita cambial de US$ 1,608 milhão com a venda de 448 toneladas do produto, a um preço médio de US$ 3.589,42 por quilograma.
No mesmo mês de 2025, o Paraná havia exportado 596 toneladas de mel, com faturamento de US$ 1,984 milhão e preço médio de US$ 3.329,13 por quilo. Na comparação anual, apenas o preço médio apresentou avanço, com alta de 7,8%, enquanto o volume exportado recuou 24,8% e a receita caiu 19%.
Segundo dados do Agrostat Brasil, no cenário nacional as empresas brasileiras exportaram 1.331 toneladas de mel “in natura” em janeiro de 2026, gerando receita de US$ 4,739 milhões e preço médio de US$ 3.560,70 por tonelada. O volume embarcado representou queda de 50,4% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 2.685 toneladas. O faturamento em dólares também recuou, com retração de 43,2% frente aos US$ 8,341 milhões registrados no primeiro mês do ano anterior.
Ainda conforme o levantamento, o preço médio nacional do mel no período alcançou US$ 3.560,70 por tonelada, o que representa alta de 14,6% em comparação ao valor médio de US$ 3.106,47 por tonelada registrado em janeiro de 2025.
No ranking dos estados exportadores, Minas Gerais aparece na segunda posição, com receita de US$ 1,446 milhão e embarque de 410 toneladas, a um preço médio de US$ 3,55 por quilo. No mesmo mês do ano anterior, o estado havia exportado 786 toneladas, com receita de US$ 2,434 milhões e preço médio de US$ 3,10 por quilo.
Santa Catarina ocupa a terceira posição, com receita de US$ 538.005 e exportação de 153 toneladas a um preço médio de US$ 3,52 por quilo. No ano anterior, o estado registrou embarque de 585 toneladas, com receita de US$ 1,689 milhão e preço médio de US$ 2,89 por quilo.
O Piauí aparece em quarto lugar, com receita de US$ 284.200 e exportação de 81 toneladas, a um preço médio de US$ 3,51 por quilo. No mesmo período de 2025, foram exportadas 80 toneladas, com faturamento de US$ 234.465 e preço médio de US$ 2,93 por quilo.
A Bahia completa a lista dos cinco principais estados exportadores, com receita de US$ 245.004 e embarque de 69 toneladas a um preço médio de US$ 3,55 por quilo. No ano anterior, o estado exportou 192 toneladas, gerando receita de US$ 549.442 a um preço médio de US$ 2,86 por quilo.
Os Estados Unidos iniciaram 2026 como principal destino do mel brasileiro, respondendo por 56,1% do volume exportado. As vendas ao país geraram receita de US$ 2,633 milhões, com preço médio de US$ 3,52 por quilo, representando alta de 13,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Em janeiro de 2025, os norte-americanos haviam importado 2.289 toneladas, com receita de US$ 7,124 milhões e preço médio de US$ 3,11 por quilo.
Além dos Estados Unidos, outros destinos relevantes para o mel brasileiro foram Canadá, Alemanha e Filipinas. O mercado canadense registrou receita de US$ 1,201 milhão com a importação de 344 toneladas. A Alemanha importou 123 toneladas, gerando receita de US$ 479.354, enquanto as Filipinas adquiriram 116 toneladas, com faturamento de US$ 417.006.
Segundo o boletim, a apicultura brasileira também foi impactada por mudanças nas tarifas comerciais dos Estados Unidos. Em 9 de julho de 2025, o então presidente norte-americano Donald Trump anunciou a imposição de tarifa de 50% sobre diversos produtos brasileiros, medida que passou a valer em 6 de agosto e atingiu diretamente o setor, já que o país é um dos principais compradores do mel brasileiro.
Em novembro, os Estados Unidos anunciaram a retirada da tarifa de 50% para diversos produtos, mas itens como café solúvel, uva, mel e pescados permaneceram com a taxação. Posteriormente, decisões judiciais alteraram o cenário tarifário, permitindo a retomada das atividades de entrepostos e unidades de processamento de mel.
A retomada ocorreu em 20 de fevereiro, após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que derrubou o tarifaço de 50% aplicado às chamadas tarifas recíprocas. Em resposta, Donald Trump anunciou nova tarifa global de 10%, elevada posteriormente para 15%.
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o novo regime tarifário norte-americano trouxe mudanças para diversos produtos. No setor agropecuário, pescados, mel, uva, tabaco e café solúvel passaram a sair da alíquota de 50% e a competir sob tarifa geral de 10% ou, em alguns casos, de 15%.
Ainda segundo o ministério, em 2025 a corrente de comércio entre Brasil e Estados Unidos somou US$ 82,8 bilhões, alta de 2,2% em relação a 2024. As exportações brasileiras totalizaram US$ 37,7 bilhões, enquanto as importações alcançaram US$ 45,1 bilhões, resultando em déficit comercial de US$ 7,5 bilhões para o Brasil.
AGROLINK – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Preço do leite ao produtor sobe mais de 5% em fevereiro

Reprodução
O preço do leite pago ao produtor registrou a segunda alta consecutiva em fevereiro/26. A pesquisa do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, mostra que a “Média Brasil” do leite ao produtor subiu 5,43% no mês e fechou a R$ 2,1464/litro. O preço, contudo, ainda está 25,45% abaixo do registrado em fevereiro/25, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IPCA de fevereiro/26).
O movimento de alta ganhou força devido ao aumento da competição dos laticínios na compra do leite cru, num contexto de diminuição de oferta. De janeiro para fevereiro, o ICAP-L (Índice de Captação de Leite) caiu 3,6% na Média Brasil, influenciado pelos resultados no Paraná, Goiás, São Paulo e Minas Gerais.
Essa diminuição na captação é explicada pela combinação de dois fatores: de um lado, pela sazonalidade – já que o clima nesta época do ano tende a influenciar negativamente a oferta de pastagem e elevar o custo com a nutrição animal; e, de outro, pela maior cautela de investimentos na atividade – resultado das consecutivas quedas no preço do leite ao longo de 2025 e do estreitamento da margem dos produtores.
Vale ressaltar que a pesquisa do Cepea aponta que, em fevereiro/26, o Custo Operacional Efetivo (COE) da atividade continuou subindo, com alta de 0,32% na “Média Brasil”. Por outro lado, com a queda no preço do milho e a recente valorização do leite, a relação de troca ficou mais vantajosa para o produtor neste início de ano.
Se em janeiro, o mercado de derivados ainda não conseguia reagir, em fevereiro, o cenário mudou. Levantamento realizado pelo Cepea com apoio da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) mostra que a redução da oferta de matéria-prima e o fortalecimento da demanda possibilitaram uma reação nos preços do leite UHT e do queijo muçarela, ambos negociados no atacado paulista. A tendência é de que esse movimento de recuperação se intensifique ao longo de março – reforçando a perspectiva de que a valorização do leite cru persista no campo.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Algodão reage em março e preços atingem maior alta desde 2022

Foto: Fabiano José Perina
Após um longo período de estabilidade, os preços do algodão em pluma voltaram a subir com força ao longo de março no mercado brasileiro. O movimento de valorização é sustentado por uma combinação de fatores que envolvem tanto o cenário interno quanto o ambiente internacional, segundo análises do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
O Indicador CEPEA/ESALQ se aproxima de R$ 3,90 por libra-peso, registrando a maior alta mensal desde agosto de 2022. Ao longo do mês, vendedores mantiveram uma postura firme nas negociações, atentos à valorização do algodão no mercado externo e evitando ceder em preços.
Do lado da demanda, o cenário também contribuiu para a elevação das cotações. Compradores, incluindo indústrias nacionais e tradings exportadoras, intensificaram a atuação no mercado, aumentando a disputa pela matéria-prima disponível.
Além disso, fatores macroeconômicos ajudaram a sustentar o movimento de alta. A valorização internacional do petróleo, o encarecimento dos fretes e o elevado comprometimento da safra 2024/25 reforçaram o ambiente de preços mais firmes. Com grande parte da produção já negociada antecipadamente, a disponibilidade no mercado spot ficou mais restrita, ampliando a pressão sobre os valores.
Esse conjunto de fatores indica um cenário de maior firmeza para o algodão no curto prazo, com o mercado atento à evolução da demanda global e às condições logísticas e econômicas que seguem influenciando diretamente a formação de preços.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Aumenta preço do óleo de soja em Mato Grosso impactado por alta na demanda do biodiesel

foto: arquivo/assessoria
O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) informou que, com a demanda aquecida pelo setor de biodiesel tem elevado os preços do óleo de soja no Estado. Nesse contexto, o avanço dos preços do petróleo no mercado internacional tem elevado o custo do diesel, aumentando a competitividade dos biocombustíveis. Como consequência, o aumento na demanda por biodiesel intensifica a procura por óleo de soja para o esmagamento, principal matéria-prima na produção. Refletindo esse cenário de maior demanda, o preço do coproduto valorizou 1,48% na semana passada, sendo negociado a R$ 5.886,75/tonelada.
Mês passado, a produção de biodiesel no Estado atingiu 195.343 m³, alta de 114,38% frente ao mesmo período do ano anterior e 64,07% acima da média dos últimos cinco anos, reforçando o consumo no mercado interno. Quanto à produção do Brasil, Mato Grosso respondeu por 22,65% da produção nacional em 2025. Por fim, a ampliação da mistura obrigatória para B16, ainda em 2026, não apenas reduz a necessidade de diesel, mas também aumenta a demanda por óleo de soja. Mesmo com safras recordes, esse movimento contribui para a absorção da oferta e dá suporte aos preços do coproduto no estado
Redação Só Notícias
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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