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Compradores seguem retraídos com aumento na estimativa de produção de milho

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Foto: Geraldo Carneiro

Novas estimativas para a temporada 2025/26 divulgadas na semana passada pela Conab apontam aumento na produção de milho entre os relatórios de abril e maio. Assim, pesquisadores do Cepea relatam que parte dos compradores, que indica ter estoques confortáveis para as próximas semanas, aguarda recuos mais expressivos e segue retraída do mercado.

Segundo dados da Conab, a primeira safra 2025/26 agora está estimada em 28,46 milhões de toneladas, 14% superior ao da temporada anterior e ainda 2% acima do relatório divulgado em abril. Essas altas refletem aumentos em área e produtividade na maior parte das regiões produtoras.

Pesquisadores do Cepea destacam que, neste ano, os estoques de passagem no início da temporada foram estimados como um dos maiores dos últimos anos, o que já permitia certa tranquilidade a consumidores. Deste modo, segundo o Centro de Pesquisas, vendedores, atentos às recentes quedas nos preços e aos armazéns parcialmente cheios com as safras remanescentes e com a atual colheita da safra verão de soja e milho, seguem flexíveis nas negociações, seja nos preços ou prazos de pagamentos.

Fonte: CenárioMT

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

 

 

 

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Insumos – Defensivos para milho verão retomam crescimento e avançam 21%, para R$ 2,9 bilhões, no ciclo 2025-26

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Valinhos (SP) – Principal empresa de pesquisas de mercado para o agronegócio, a Kynetec Brasil acaba de divulgar o levantamento FarmTrak Milho Verão 2025-26. A pesquisa mostra que o mercado de defensivos para o cereal teve recuperação de 21% frente à safra anterior, subindo de R$ 2,4 bilhões para R$ 2,9 bilhões.

De acordo com o gerente de pesquisas da consultoria, Lucas Alves, o resultado decorreu, principalmente, do aumento da área plantada, de 3,9 milhões de hectares (+9%) e da variação, de 17 para 18, no número de tratamentos realizados, em média, nas propriedades, um crescimento de 6%.

O FarmTrak Milho Verão da Kynetec apontou ainda que os herbicidas seguem na posição de principal categoria de produtos, com 31% do mercado total ou R$ 900 milhões. Inseticidas movimentaram R$ 826 milhões, equivalentes a 28% e fungicidas, R$ 580 milhões, 20%. Tratamentos de sementes, nematicidas e outros insumos representaram 14%, 3% e 4%, respectivamente, R$ 594 milhões no total.

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Conforme Lucas Alves, o estudo FarmTrak trouxe à luz o registro de alta na utilização de fungicidas em geral. “São dados relevantes. A adoção saiu de 67% em 2019-20 para 75% no último ciclo”, esclarece o executivo. “Mesmo em áreas destinadas à silagem, essa relação foi de 24% para 52% no período.”

“Das mudanças de comportamento, apuramos que os fungicidas ‘stroby mix’, que historicamente constituíam a principal ferramenta, permanecem importantes, mas foram superados pelos produtos ‘premium’”, ele revela.

Na safra 2019-20, enfatiza Alves, os ‘stroby mix’ correspondiam a 52% da área tratada por fungicidas. “Estes produtos permanecem importantes. Contudo, somam hoje 30% da área tratada, ao passo que os ‘premium’ já responderam por 38% na safra 2025-26.”

O levantamento FarmTrak Milho Verão resultou de quase 2 mil entrevistas feitas, pessoalmente, com produtores das principais áreas de milho do Brasil: Goiás, Mapiba – Maranhão, Piauí e Bahia -, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e São Paulo.

Sobre a Kynetec

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A Kynetec é líder global em análises e insights de dados agrícolas, especializada em saúde animal, nutrição animal, proteção de cultivos, máquinas agrícolas, sementes-biotecnologia e fertilizantes. Possui equipes localizadas em 30 países e fornece dados provenientes de 80 países. No Brasil, a Kynetec Brasil adquiriu o controle das consultorias Spark Inteligência Estratégica e MQ Solutions. https://www.linkedin.com/showcase/kynetec-brasil/

Fernanda Campos

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Analistas veem suporte para soja e milho na semana

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No milho, o suporte veio de uma combinação entre clima e energia – Foto: Pixabay

Os mercados de soja e milho encerraram a semana com viés positivo, sustentados por fatores ligados à energia, aos biocombustíveis e ao acompanhamento das condições climáticas nas áreas produtoras dos Estados Unidos. Segundo a StoneX, a soja encontrou suporte principalmente no desempenho do óleo de soja, enquanto o milho acompanhou o movimento altista do complexo de grãos na CBOT.

No caso da soja, o avanço foi mais associado ao óleo vegetal do que a fundamentos específicos do grão. O ambiente geopolítico segue pressionando o mercado de energia, o que melhora a competitividade dos biocombustíveis e dá sustentação às margens de esmagamento nos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, o aumento dos mandatos de biocombustíveis reforça a demanda doméstica por óleo de soja, em um cenário no qual o setor de esmagamento já opera em ritmo aquecido.

Esse conjunto de fatores eleva a atenção sobre um possível aperto no balanço de oferta e demanda mais à frente, embora os estoques ainda sejam considerados adequados no momento. No campo, o plantio da soja avança em bom ritmo, favorecido por condições climáticas amplamente satisfatórias, apesar de algumas áreas ainda exigirem monitoramento hídrico. O mercado também acompanha a possibilidade de ajustes futuros nos balanços oficiais.

No milho, o suporte veio de uma combinação entre clima e energia. As preocupações climáticas nos Estados Unidos continuam no centro das atenções, principalmente diante de sinais de irregularidade hídrica em partes do Meio-Oeste. Esse quadro mantém o prêmio de risco nos preços, mesmo com o avanço acelerado do plantio e a melhora recente nas condições de seca em áreas de produção.

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O petróleo mais firme também contribuiu para sustentar margens atrativas na produção de etanol, mantendo resiliente a demanda pelo cereal. A produção segue elevada, refletindo a boa rentabilidade do setor, ainda que não haja sinais claros de expansão estrutural da capacidade. Para maio, a expectativa é de maior volatilidade, com as primeiras projeções do USDA para a próxima safra e atenção concentrada no clima.

Agrolink – Leonardo Gottems

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Preço do milho cai no Brasil em abril com oferta elevada, dólar fraco e demanda retraída

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Foto: Jaelson Lucas

 

O mercado brasileiro de milho encerrou abril com queda generalizada nos preços, refletindo o aumento da oferta interna e a postura cautelosa dos consumidores. De acordo com a Safras & Mercado, a demanda seguiu limitada, com aquisições concentradas em volumes pontuais para atender necessidades imediatas.

Mercado interno: oferta maior pressiona cotações

Ao longo do mês, produtores intensificaram a comercialização, especialmente em São Paulo, visando cumprir compromissos financeiros com vencimento no fim de abril. Esse movimento ampliou a disponibilidade do cereal e contribuiu diretamente para a queda dos preços.

Outro fator de pressão foi a valorização do real frente ao dólar, que reduziu a competitividade das exportações brasileiras e impactou negativamente as cotações nos portos.

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Além disso, o mercado acompanhou de perto as condições climáticas da safrinha. Estados como Paraná, Goiás e Minas Gerais enfrentaram necessidade de chuvas, com melhora mais consistente apenas em áreas paulistas e paranaenses.

Mercado externo: Chicago em alta e atenção ao clima nos EUA

No cenário internacional, os preços do milho registraram valorização na Bolsa de Mercadorias de Chicago, impulsionados pela demanda aquecida pelo cereal norte-americano.

Há também expectativa de redução na área plantada nos Estados Unidos, influenciada pelos altos custos com fertilizantes. Apesar do bom ritmo inicial de plantio, o excesso de umidade em regiões produtoras gera preocupações sobre possíveis atrasos, mantendo o clima no radar dos investidores.

Preços do milho no Brasil recuam em abril

O preço médio da saca de milho no país foi de R$ 62,90 em 29 de abril, recuo de 5,71% frente aos R$ 66,71 registrados no final de março.

Nas principais praças, o movimento foi majoritariamente de queda:

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  • Cascavel (PR): R$ 63,00 (-4,50%)
  • Campinas/CIF (SP): R$ 70,00 (-6,67%)
  • Mogiana (SP): R$ 65,00 (-9,72%)
  • Rondonópolis (MT): R$ 53,00 (-7,02%)
  • Uberlândia (MG): R$ 60,00 (-10,45%)
  • Rio Verde (GO): R$ 60,00 (-6,25%)

A exceção foi Erechim (RS), onde a saca subiu para R$ 68,00, alta de 1,49% frente ao mês anterior.

Exportações avançam, mas preços médios recuam

As exportações brasileiras de milho somaram US$ 112,674 milhões em abril (até 16 dias úteis), segundo a Secretaria de Comércio Exterior. A média diária foi de US$ 7,042 milhões.

O volume embarcado atingiu 443,081 mil toneladas, com média de 27,692 mil toneladas por dia. O preço médio da tonelada ficou em US$ 254,30.

Na comparação com abril de 2025, houve crescimento expressivo:

  • +190,3% no valor médio diário exportado01
  • +210,5% no volume médio diário
  • -6,5% no preço médio da tonelada
Perspectivas: clima, câmbio e demanda seguem no radar

Para as próximas semanas, o mercado deve seguir atento ao desenvolvimento da safrinha, ao comportamento do câmbio e ao ritmo da demanda interna e externa. A combinação entre oferta elevada e exportações menos competitivas tende a manter pressão sobre os preços no curto prazo, enquanto o cenário climático pode trazer volatilidade adicional às cotações.

Fonte: Portal do Agronegócio

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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