Agricultura
Cana-de-açúcar – Bioestímulo, broca-da-cana e ampliação de portfólio de herbicidas em foco na Feira de Agronegócios Copercana

Divulgação
Sertãozinho (SP) – Expositores dos setores de máquinas, insumos e agroquímicos específicos para o setor sucroenergético se reúnem na paulista Sertãozinho, entre os dias 15 e 26 de junho. No Centro de Eventos da cooperativa Copercana, a Sipcam Nichino Brasil destaca soluções para o bioestímulo da cana-de-açúcar, para o controle da broca-da-cana (Diatraea saccharalis) e difunde também a incorporação do herbicida de marca Volcane® a seu portfólio, resultante de uma parceria com a Luxembourg Industries.
De acordo com o gerente de mercado de especialidades da Sipcam Nichino, engenheiro agrônomo Marcelo Palazim, a prática do bioestímulo dos canaviais ganha espaço mais relevante safra após safra. Para essa cultura, a companhia distribui uma linha de bioestimulantes e tem colhido resultados expressivos com a aplicação da solução Blackjak®.
“Ensaios realizados em cidades paulistas revelam, na média, a entrega de 19 a 20,43 perfilhos de cana por metro, em decorrência da tecnologia. Os dados estão bem acima daqueles do tratamento padrão”, afirma Palazim.
“A correta aplicação de Blackjak® trouxe maior volume de raízes, um diferencial impulsionador da longevidade do canavial. Houve mais desenvolvimento superior da parte área das plantas, rápido fechamento de ruas e menor incidência de luz. Nas áreas avaliadas, verificou-se ainda baixo desenvolvimento de plantas daninhas.”
Novo herbicida e broca-da-cana
Conforme o agrônomo da Sipcam Nichino, a companhia também difunde no evento a incorporação do herbicida Volcane® a seu portfólio, após celebrar acordo de parceria com a israelense Luxembourg Industries. “Volcane® passou a integrar uma plataforma tecnológica composta por mais de 45 produtos, incluindo defensivos agrícolas, reguladores de crescimento e bioestimulantes”, diz Palazim.
“Planejamos consolidar o herbicida entre as ferramentas mais eficazes no suporte ao manejo agronômico da resistência de plantas daninhas a diferentes ingredientes ativos químicos”, adianta Marcelo Palazim. “Volcane® vem sendo utilizado com sucesso na cana-de-açúcar; tornou-se um insumo estratégico para empresas do setor sucroenergético.”
Para o controle da broca-da-cana, a Sipcam Nichino leva à feira da Copercana o inseticida Takumi®. “Esta solução se consolidou entre as tecnologias mais eficazes do país para manejar essa praga de alta relevância econômica.” Segundo Palazim, avaliações dos últimos meses registraram, por exemplo, alto desempenho de Takumi® na redução de ‘colmos brocados’.
O executivo acrescenta que estudos feitos em parcerias com pesquisadores do IAC – Instituto Agronômico – e da UFSCar – Universidade Federal de São Carlos –, concluíram que o uso correto de Takumi® chega a reduzir a infestação nos colmos da cana-de-açúcar de 10% para 1%.
Criada no Brasil em 1979, a Sipcam Nichino resulta da união entre a italiana Sipcam Oxon, fundada em 1946, especialista em agroquímicos e bioestimulantes e a japonesa Nihon Nohyaku (Nichino). A Nichino tornou-se a primeira companhia de agroquímicos do Japão, em 1928, e desde sua chegada ao mercado atua centrada na inovação e no desenvolvimento de novas moléculas para proteção de cultivos.
Fernanda Campos
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Cotações Agropecuárias: Liquidez do soja se aquece neste começo de junho

Imagem: Magnific
Pesquisadores do Cepea apontam que a liquidez no mercado brasileiro de soja está elevada neste início de junho, influenciada pelo forte ritmo das exportações e pela demanda aquecida por parte da indústria doméstica de processamento.
Esse cenário, segundo pesquisadores do Centro de Pesquisas, limitou quedas mais expressivas nos preços da oleaginosa, mesmo diante da safra recorde colhida no Brasil e das perspectivas favoráveis para a oferta global, com o avanço da colheita na Argentina e a semeadura nos Estados Unidos.
Os números das exportações evidenciam a força da demanda pela soja brasileira. Dados da Secex mostram que o Brasil exportou 14,82 milhões de toneladas do grão em maio. Embora o volume tenha recuado 11,5% em relação a abril, houve crescimento de 5,1% em relação ao de maio de 2025. De janeiro a maio, os embarques são recordes para o período.
No campo, produtores brasileiros se preparam para o período de vazio sanitário da soja, medida fitossanitária destinada ao controle da ferrugem asiática. Nos Estados Unidos, o USDA informou que, até o encerramento de maio, a semeadura da safra 2026/27 alcançou 87% da área prevista, acima da média de 80% observada nos últimos cinco anos.
Na Argentina, a Bolsa de Cereales indicou que a colheita da soja atingiu 91,7% da área cultivada. Diante da boa produtividade, a estimativa da safra argentina segue mantida em 50,1 milhões de toneladas.
A safra brasileira de laranja 2025/26 entra na reta final, e, para 2026/27, pesquisadores do Cepea indicam que o principal desafio deixa de ser a oferta e passa a ser a demanda. Mesmo diante da expectativa de menor produção brasileira de fruta em 2026/27, o ritmo das exportações de suco continua limitado, especialmente para a Europa, indicando uma recuperação ainda lenta do consumo global.
De julho de 2025 a maio de 2026, o Brasil exportou 749,1 mil toneladas de suco em equivalente concentrado (66° Brix), volume apenas 2,8% superior ao da temporada anterior, segundo dados da ComexStat.
Pesquisadores do Cepea destacam que o crescimento modesto dos embarques contrasta com a forte retração de 27,6% da receita cambial, resultado que reflete a expressiva queda de quase 30% dos preços internacionais ao longo da safra.
Os EUA ampliaram sua importância para o setor e consolidaram-se como principal suporte das exportações brasileiras. A participação norte-americana na receita total das vendas externas da safra 2025/26 passou de 39% para 44%, enquanto a fatia da União Europeia caiu de 51% para 47%.
Segundo pesquisadores do Cepea, o movimento evidencia a dificuldade de recuperação da demanda europeia, historicamente o principal destino do suco brasileiro. Além da questão da demanda, o mercado passou a acompanhar com atenção as recentes discussões tarifárias nos Estados Unidos.
Para a safra 2026/27, pesquisadores do Cepea destacam que o mercado internacional dependerá não apenas da recuperação da demanda europeia e norte-americana, mas também da definição do ambiente regulatório e tarifário dos Estados Unidos, que ganhou relevância estratégica para o setor ao longo desta safra.
Com Cepea
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Dependência de fertilizantes expõe risco ao agro

O contraste é significativo – Foto: Canva
A dependência externa de fertilizantes segue como uma das principais vulnerabilidades estratégicas do agronegócio brasileiro, apesar da força do país na produção global de alimentos. Segundo a AMR Business Intelligence, a produção nacional foi capaz de atender apenas 10,7% do consumo interno de fertilizantes em 2025, evidenciando a distância entre a relevância agrícola do Brasil e sua capacidade de suprir insumos essenciais para o campo.
O contraste é significativo. O país é responsável por alimentar mais de 800 milhões de pessoas no mundo, conforme estimativas da Embrapa, e deixou para trás, em poucas décadas, a condição de importador de alimentos para se consolidar entre as maiores potências agrícolas do planeta. No entanto, essa posição ainda depende fortemente de fornecedores externos para manter a produtividade das lavouras e sustentar o avanço da oferta de alimentos.
Os dados mostram que a fragilidade é mais acentuada em alguns segmentos. Em 2025, a produção brasileira supriu somente 3,1% da demanda por fertilizantes nitrogenados e apenas 2,9% dos potássicos. Entre os fosfatados, a participação nacional foi maior, mas ainda limitada, com 30,5% do consumo atendido pela produção interna.
Esse quadro amplia a exposição do setor a fatores que estão fora do controle da cadeia produtiva nacional. Conflitos geopolíticos, restrições comerciais, sanções econômicas ou interrupções logísticas podem afetar o fornecimento de insumos e pressionar custos, com reflexos diretos sobre a competitividade do agronegócio brasileiro.
A baixa autonomia na produção de fertilizantes também reforça o peso do mercado internacional sobre decisões produtivas no campo. Em um setor que tem papel central na economia e no abastecimento global, a segurança no acesso a insumos torna-se um elemento decisivo para preservar produtividade, planejamento e capacidade de expansão.
Agrolink – Leonardo Gottems
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Carreiras construídas no campo mostram a força do setor florestal no Brasil

André orienta equipes em contratos de silvicultura e colheita de madeira
Para milhões de brasileiros, o campo é muito mais do que um local de trabalho: é espaço de pertencimento, história familiar e construção de futuro. Dentro desse universo, o setor florestal se destaca, ano após ano, pela capacidade de gerar oportunidades e transformar trajetórias, impulsionado pela expansão da silvicultura, da colheita de madeira e pela mecanização das operações.
Esse cenário se reflete nos números mais recentes da pesquisa “Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura”, do IBGE. Em 2024, a economia florestal brasileira movimentou R$ 44,3 bilhões, com a silvicultura respondendo por 84,1% desse valor. No mesmo período, mais de 4,9 mil municípios registraram algum tipo de produção florestal.
No mercado de trabalho, o setor de árvores plantadas foi responsável por 2,8 milhões de empregos diretos e indiretos no país, segundo dados da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) divulgados em 2025.
Mas os números ajudam a contar apenas parte dessa história. Por trás da dimensão econômica, da presença territorial e da tecnologia, há profissionais que começaram em funções operacionais, aprenderam na prática e transformaram oportunidade em trajetórias consistentes no campo.
Na Reflorestar Soluções Florestais, essas histórias refletem uma realidade recorrente: o campo como espaço de aprendizado contínuo, desenvolvimento técnico e crescimento profissional.
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Do corte de cana à formação de equipes de manutenção
Quando chegou à Reflorestar Soluções Florestais, em 2012, André Costa de Oliveira já tinha experiência no campo com o corte de cana. Aos 22 anos, buscava uma nova oportunidade e encontrou na vaga de auxiliar de manutenção, o início de uma nova profissão.
O começo exigiu persistência. André precisou aprender desde a identificação das ferramentas até a lógica de funcionamento dos equipamentos usados nas operações florestais. “Na época, eu ainda não tinha familiaridade com algumas ferramentas básicas, como diferentes tipos de chave combinada”, lembra. A dificuldade quase o fez desistir nos primeiros meses, mas também despertou nele o interesse pela manutenção mecânica.
Para evoluir na função, passou a se dedicar ao estudo de catálogos de peças, manuais técnicos e diagramas elétricos. O aprendizado não ficava restrito ao expediente: depois de enfrentar uma dificuldade na operação, buscava entender a causa do problema para retornar com mais preparo. Essa dedicação abriu caminho para novas posições: André tornou-se mecânico, depois mecânico líder e hoje atua como instrutor de manutenção.
Hoje, André orienta equipes em contratos de silvicultura e colheita de madeira nos estados onde a Reflorestar atua, como Bahia, Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul. O campo continua sendo parte essencial do seu dia a dia: ele acompanha frentes operacionais, participa de momentos com as equipes, como o DDS, e apoia procedimentos que garantem a disponibilidade dos equipamentos. “Minha função é desenvolver as equipes e ajudar cada profissional a executar a manutenção da melhor forma possível.”
Presença no campo como forma de liderar
A construção de uma carreira a partir da prática também marca a história de Cláudio Adão de Carvalho, 45 anos. Ainda jovem, deixou Minas Gerais para trabalhar no corte de cana no interior de São Paulo com um objetivo claro: juntar recursos para tirar a habilitação e realizar o sonho de infância de ser motorista.
Depois de conquistar a CNH, iniciou sua atuação no setor florestal com atividades de limpeza de área e transporte de madeira. Em 2009, chegou à Reflorestar como motorista carreteiro. O cuidado com o equipamento, a atenção à operação e a disposição para assumir novos desafios abriram caminho para outras funções.
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Com o tempo, passou por diferentes áreas: produção mecanizada de carvão, colheita e gestão de módulos operacionais. Em 2016, recebeu o convite para atuar no Sul da Bahia e ajudar a estruturar uma operação fora de Minas Gerais. A missão, prevista inicialmente para durar três meses, se transformou em uma permanência de quase uma década na região. Desde 2018, ele atua como supervisor de operações florestais.
Sua rotina envolve gestão de pessoas, desenvolvimento de lideranças, acompanhamento da manutenção, da operação e da segurança, além da entrega final ao cliente. Mesmo com responsabilidades administrativas, é no campo que ele diz se sentir mais realizado.
“Quando você está na frente da atividade, as pessoas se sentem amparadas. Estar com a equipe no campo faz diferença para enxergar os gargalos da operação e dar condição para o trabalho acontecer”, destaca.
Da vivência rural à gestão de grandes operações
A valorização da prática também aparece na história de Nilo Neiva, 44 anos, hoje gerente geral de operações da Reflorestar. Criado na zona rural, em Minas Gerais, aprendeu desde cedo a conciliar estudo, responsabilidade e trabalho. “Meu pai insistiu muito em ensinar a gente a trabalhar, a andar com as próprias pernas”, lembra.
Ainda adolescente, Nilo saiu de casa para trabalhar em um supermercado, onde passou por funções como repositor, entregador e caixa. Mais tarde, estudou em uma escola agrotécnica federal, formou-se como técnico em agropecuária e começou a buscar oportunidades no setor florestal.
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A chegada à Reflorestar aconteceu quando a empresa ainda estruturava suas primeiras operações mecanizadas. Nilo entrou como encarregado e acompanhou de perto o início da colheita com máquinas, os treinamentos de operação e manutenção e a expansão dos contratos. À medida que assumia novas responsabilidades, também buscava formação: fez cursos de manutenção e liderança, graduou-se em Administração de Empresas e cursou pós-graduações em gestão estratégica de pessoas e gestão tática.
Com o crescimento da empresa, Nilo passou por funções de supervisão e gerência de contrato até chegar à gerência geral de operações. Hoje, lidera diretamente oito lideranças e, indiretamente, mais de 400 profissionais. Mesmo em uma posição estratégica, mantém a proximidade com o campo: visita contratos, acompanha indicadores, discute falhas, cobra diagnósticos e busca aproximar planejamento e execução.
Para Nilo, essa presença é indispensável. “Você não transforma aquilo que não conhece. No setor florestal, você precisa estar perto da operação, entender o campo e acompanhar as equipes”, resume.
As trajetórias de André, Cláudio e Nilo mostram que, além dos números e da tecnologia, o setor florestal é construído por pessoas que encontram no campo um caminho de desenvolvimento contínuo.
Em um cenário de expansão e crescente mecanização, essas histórias reforçam o papel do setor como espaço de formação, permanência e construção de futuro, conectando experiência prática, evolução profissional e oportunidades reais em todo o país.
Sobre a Reflorestar
Empresa integrante do Grupo Emília Cordeiro, especializada em soluções florestais, incluindo silvicultura, colheita mecanizada, carregamento de madeira e locação de máquinas. Atualmente com operações em Minas Gerais, Bahia, São Paulo e Mato Grosso do Sul, ela investe em capacitação técnica e comportamental, gestão integrada e confiabilidade dos equipamentos para oferecer as soluções mais adequadas para cada particularidade dos clientes.
Fundada em 2004 no Vale do Jequitinhonha (sede em Turmalina, MG), originou-se da paixão pelo cuidado com o solo e o meio ambiente. Com 20 anos de atuação, a Reflorestar se consolidou no mercado pela visão inovadora no segmento florestal e pela oferta de serviços de qualidade, atendendo clientes em todo o Brasil.
Mais informações:
Érica Vaz
[email protected]
Erica da Silva Vaz Souza
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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