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Vozes da Pecuária inicia ação territorial com foco em subsidiar políticas públicas com as demandas do pecuarista

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O Vozes da Pecuária, projeto do Instituto Pecuária Tropical pelo Clima, inicia uma nova etapa, agora adentrando pelo Brasil nas regiões específicas da pecuária. O objetivo é construir, com base na experiência dos pecuaristas e suas demandas, agendas territoriais para subsidiar os candidatos sobre necessidades do setor para as eleições de 2026.
Trata-se de um processo de escuta estruturada e participativa com base na realidade, nos desafios e nas prioridades de quem vive e faz a pecuária no território para identificar e sugerir quais políticas públicas e ações de mercado são estruturantes para a evolução da pecuária e para ampliar sua contribuição ambiental, econômica, social e cultural.
“Além de dar voz aos produtores, o objetivo será organizar demandas locais, fortalecer lideranças regionais e transformar esse conteúdo em um pacto territorial com a finalidade de subsidiar as políticas públicas, investimentos e decisões estratégicas ligadas à pecuária”, analisa o pecuarista Raul Moraes, Diretor do Instituto Pecuária Tropical pelo Clima.
Nesta fase, a escuta das Vozes da Pecuária acontece em sete territórios prioritários, distribuídos nos três principais biomas da pecuária brasileira: Cerrado, Pantanal e Amazônia, lembrando que a metade dos bois abatidos no Brasil é proveniente desses biomas. Diretamente, o projeto envolve 15 municípios em quatro estados: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Pará. Somados, os territórios do projeto reúnem um rebanho superior a 10,8 milhões de bovinos.
Algo especial e diferenciado é a divisão e nomenclatura dos territórios que não se limita à questão político-geográfica, mas à vocação e às características peculiares de cada região. Esse diferencial motivou nomes especiais que passaram a batizar os territórios.
“Os territórios passam a ter uma identidade construída a partir da sua vocação produtiva, da história local e da forma como a pecuária se organiza em cada região”, explica Amanda Purger, coordenadora dos embaixadores territoriais. Ela afirma que o projeto “nasce também da compreensão de que não existe uma única pecuária brasileira, mas diferentes pecuárias, marcadas por realidades territoriais muito distintas”.
Por fim, ressalta que muitas vezes, esse universo é traduzido por atores externos à atividade, porém, “o Vozes da Pecuária busca fortalecer a voz dos próprios produtores e transformar essa experiência territorial em contribuição concreta para o futuro do setor”, avalia.
Territórios e embaixadores
A atuação acontece nos meses de maio a novembro e está conectando produtores, entidades setoriais, lideranças regionais e nacionais, além do mercado e do poder público, com foco na construção de propostas para a pecuária brasileira.
A ação territorial territorial será conduzida por embaixadores locais, responsáveis por articular produtores específicos, estimulará diagnósticos, envolverá atores regionais e contribuirá para a construção de agendas e pactos territoriais. O resultado desse processo deve compor um documento a ser apresentado ao poder público e candidatos às eleições de 2026. Os territórios definidos são:
● Amazônia Oriental Paraense – Paragominas e Marabá;
● Planície Pantaneira Norte – Rio Verde e Coxim;
● Alto-Médio Araguaia/MT – Barra do Garças, Pontal do Araguaia, Nova Xavantina e Torixoréu;
● Vale do Araguaia – Cocalinho, Jussara e Aruanã;
● Planície Pantaneira Sul – Corumbá, Aquidauana e Miranda;
● São Luiz e Trindade do Mato Grosso – Cáceres e Vila Bela
Histórico
O Vozes da Pecuária nasceu em setembro de 2025, com uma primeira etapa nacional realizada em Brasília. Na ocasião, pecuaristas reivindicaram seu legado e suas demandas a legisladores e formadores de opinião, apresentando uma carta aberta que consolidou, de forma ampla, as diretrizes do setor.
A nova fase territorial amplia esse trabalho para levar a escuta para as regiões dos três biomas estratégicos da pecuária brasileira.
A proposta é fazer com que as prioridades tenham origem em quem realmente vive e faz a pecuária nos territórios, pois cada território possui características produtivas, ambientais, culturais e econômicas diferentes”, explica Raul Moraes do Instituto Pecuária Tropical pelo Clima.
O movimento conta com o apoio da organização Terra Adorada (ex-Morada Comum), parte da Rede Global “Our Common Home”, que busca promover o bem comum pela natureza. A iniciativa conta também com a parceria da Unapec – União Nacional da Pecuária.
Serviço:
O projeto Vozes da Pecuária Territórios é uma iniciativa do Instituto Pecuária Tropical pelo Clima voltada para a escuta e organização das demandas da pecuária brasileira a partir dos territórios. Em 2026, a ação terá abrangência em sete territórios, três biomas, 15 municípios e quatro estados: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Pará. O projeto envolve pecuaristas, lideranças regionais, entidades setoriais, mercado e poder público, com o objetivo de gerar subsídios para políticas públicas, investimentos e decisões estratégicas para o futuro da pecuária e sua contribuição para a agenda climática.
Instituto Pecuária Tropical pelo Clima
A Pecuária Tropical pelo Clima se formaliza como uma organização criada para posicionar a pecuária brasileira como parte da solução climática, valorizando sua capacidade produtiva, organização setorial e práticas sustentáveis. Liderada por pecuaristas, a iniciativa representa a evolução de um movimento que integra diferentes regiões, biomas e realidades da pecuária no Brasil, colocando o produtor no centro da discussão sobre produção de alimentos, conservação e desenvolvimento econômico. O movimento conta com o apoio da organização Terra Adorada (ex-Morada Comum), parte da Rede Global “Our Common Home”. A iniciativa conta também com a parceria da Unapec – União Nacional da Pecuária.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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Monte Carmelo recebe evento global sobre café regenerativo e sustentabilidade na cafeicultura

Assessoria
Monte Carmelo (MG) será palco, no dia 10 de junho, de um dos principais encontros da cafeicultura brasileira em 2026. A 3ª Jornada: “O Mercado, o Carbono e o Café Regenerativo” vai reunir produtores, pesquisadores, lideranças do setor, instituições internacionais e especialistas em sustentabilidade, inovação e gestão do agronegócio.
O evento coloca em debate o papel da cafeicultura regenerativa como resposta aos desafios climáticos, econômicos e produtivos, com foco na geração de valor, resiliência das lavouras e sustentabilidade ao longo de toda a cadeia produtiva.
Sustentabilidade e competitividade no centro das discussões
A Jornada é promovida pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado de Monte Carmelo (monteCCer), pelo Sebrae Minas, pelo Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) e pelo Conselho Nacional do Café (CNC).
O foco central das discussões será a transição para modelos regenerativos de produção, com ênfase na melhoria da saúde do solo, aumento da resiliência climática, captura de carbono e agregação de valor ao café brasileiro nos mercados nacional e internacional.
Para o presidente da monteCCer, Francisco Sérgio de Assis, o tema já se consolidou como uma exigência do mercado global.
“O café regenerativo já não é uma discussão do futuro distante. Ele redefine produtividade, qualidade e acesso a mercados. Nosso papel é preparar o produtor para esse novo ciclo, conectando ciência, práticas regenerativas e competitividade”, destaca.
Cerrado Mineiro como vitrine da cafeicultura sustentável
O Sebrae Minas reforça que o Cerrado Mineiro tem se consolidado como referência em desenvolvimento sustentável no campo, unindo produção, inovação e gestão eficiente.
Segundo Marcos Geraldo Alves, gerente do Sebrae Minas na regional Alto Paranaíba e Noroeste, o território se destaca como um modelo para o agro brasileiro.
“O que vemos no Cerrado Mineiro é um novo modelo de desenvolvimento, com produção mais eficiente, regeneração e acesso a mercados mais exigentes”, afirma.
A iniciativa também conta com o apoio do programa Educampo, que leva gestão, tecnologia e planejamento estratégico às propriedades rurais da região.
Programação debate mercado, risco, tecnologia e valor da marca
A 3ª Jornada contará com quatro painéis temáticos e uma palestra central, abordando desde os fundamentos da cafeicultura regenerativa até tendências globais do mercado de café.
O Painel I, mediado por Rodolfo Osório de Oliveira (Embrapa Café), discute “O que é cafeicultura regenerativa?”, com participação de especialistas como Yuri Nogueira Feres (Rainforest Alliance Regenerative) e João Raiser (CBH Paranaíba).
Na sequência, o Painel II trata de “Gestão de risco, seguros e finanças verdes”, sob mediação de Pedro Loyola (FGV), com nomes do setor financeiro e cooperativista discutindo estratégias para mitigação de riscos no campo.
Após o almoço, o destaque será a palestra “Gestão do Amanhã: Como a IA pode te ajudar?”, com Sandro Magaldi, que abordará o impacto da inteligência artificial na gestão de negócios rurais.
O Painel III discute a importância da marca no café com o tema “Fazenda de café: sem marca, sem valor. Tem futuro?”, reunindo especialistas em marketing e posicionamento estratégico do agro.
Encerrando a programação, o Painel IV apresenta o panorama global da produção de café, com análise das tendências do setor e perspectivas para o futuro da cafeicultura mundial.
Cerrado Mineiro reforça protagonismo global no café
A realização da 3ª Jornada reforça o protagonismo do Cerrado Mineiro como uma das regiões mais avançadas da cafeicultura mundial, destacando o Brasil como líder na construção de modelos produtivos mais sustentáveis, regenerativos e competitivos no mercado global de café.
Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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Com emenda do senador Bagattoli, comissão do Senado aprova financiamento a produtores rurais endividados

da Assessoria
Buscando ajudar produtores a se recuperarem de perdas por eventos climáticos, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou, nesta quarta-feira (27), uma linha especial de financiamento.
O texto mobilizou parte dos senadores que chegaram a apresentar 54 emendas, mas poucos conseguiram emplacar contribuições ao texto original. Entre eles, está o senador Jaime Bagattoli (PL), cuja Emenda 20 inseriu dispositivos para garantir que os financiamentos não fiquem suscetíveis a impedimentos de ordem social, fundiária e ambiental.
“O que conseguimos, na prática, foi diminuir as exigências para que os municípios consigam habilitar seus produtores. Com isso, a gente possibilita que mais produtores possam aderir à renegociação “, defendeu o senador.
Para Bagattoli, a medida é de interesse nacional, uma vez que diz respeito à própria segurança alimentar das famílias.
“Precisamos entender que milhares de produtores, de todo o porte, sofreram com eventos climáticos nos últimos anos e tiveram grandes prejuízos que os obrigaram a adquirir dívidas. Devido ao momento do país, a maioria não conseguiu honrar essas dívidas e eles acabaram impedidos de fazer novos investimentos no campo. Ou seja, é um efeito cascata, onde a inadimplência pode afetar a produção de alimentos que abastecem as famílias”, explica o senador.
PONTOS DO PROJETO
Poderão ser renegociadas dívidas rurais contratadas até 31 de dezembro de 2025. A diferença está nos juros que serão diferenciados para atender aos micros, pequenos, médios e demais produtores e agricultores familiares.
Outro ponto é um prazo mais flexível de até 10 anos ou até 15 anos para casos excepcionais, com 3 anos de carência.
Entre os critérios previstos para acesso ao benefício estão a localização em municípios com histórico de calamidade pública ou perdas recorrentes de variação no custo de produção, além da comprovação de perdas em pelo menos duas safras no período de 2019 a 2025.
Os recursos poderão ser operados pelo BNDES, bancos e cooperativas de crédito. O projeto permite a utilização do Fundo Social do Pré-Sal e o superávit financeiro de outros fundos supervisionados pelo Ministério da Fazenda.
Rondoniagora
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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Na Rondônia Rural Show, exposição de robótica apresenta tecnologias que revolucionam o campo

da Secom/RO
Moderna vitrine das novidades que revolucionam o campo, a Rondônia Rural Show Internacional (RRSI) apresenta na sua 13ª edição, uma exposição inédita de robótica. A mostra de protótipos que simulam implementos agrícolas é uma das atrações do espaço do Instituto Estadual de Desenvolvimento da Educação Profissional (Idep). Durante a maior feira agropecuária da Região Norte, que acontece até sábado (30), no Centro Tecnológico Vandeci Rack, em Ji-Paraná, a Instituição de Ensino apresenta inovações que impactam ocupações do agronegócio.
A exposição é composta pelos seguintes protótipos:
Irrigador
Silo de grão
Galpão
Esteira classificadora de grãos
Com o objetivo de demonstrar ao público, principalmente aos estudantes, a eficiência da tecnologia na construção do pensamento criativo e raciocínio lógico, a atividade pedagógica mostra como cada implemento funciona de forma eficaz com a presença dos robôs numa propriedade rural.
Irrigador: tem a função de realizar análise da umidade do solo e aplicar irrigação, conforme a necessidade de cada plantação.
Silo de grãos: mostra por um visor a sua capacidade, emitindo um alerta, quando está próximo ao seu limite ou quando está vazio.
Galpão: é alimentado por uma usina eólica analisa a sua umidade interna, acionando um dispositivo de acordo com as condições climáticas.
Esteira classificatória de grãos: é responsável pela separação de grãos verdes e maduros direcionando-os para diferentes depósitos.
As novidades tecnológicas apresentadas na feira atraem estudantes de cursos voltados ao agronegócio. Theyson Gabriel Strelow Costa, de 18 anos, que faz o Curso Técnico em Agroecologia, destaca a importância do evento no seu aprendizado. “Participar da Rondônia Rural Show Internacional é uma ótima oportunidade para conhecer tecnologia, empresas e novidades do agronegócio”, frisou o jovem de Nova Brasilândia d’Oeste.
Segundo a presidente do Idep, Adir Josefa de Oliveira, a instituição de ensino apresenta na feira agropecuária sempre o que o mercado de trabalho, mais especificamente o agro, está investindo. “O avanço tecnológico transforma cada vez mais a rotina da sociedade moderna, seja na zona urbana, seja na zona rural, e a educação profissional tem que acompanhar essa nova realidade”, reconheceu.
Rondoniagora
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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