milho
Safra de milho no Paraná avança sem risco de geadas e mantém perspectiva positiva de produtividade

Foto: Torsten Pretzsch/Pixabay
A segunda safra de milho 2025/26 no Paraná segue apresentando bom desempenho no campo e, até o momento, sem ameaças climáticas significativas. De acordo com o mais recente Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), a cultura mantém condições favoráveis de desenvolvimento e continua sustentando expectativas positivas para a produção estadual.
O levantamento mostra que, dos 2,9 milhões de hectares cultivados com milho safrinha no Estado, 79% das lavouras estão classificadas em boas condições. Outros 14% apresentam situação mediana, enquanto apenas 7% são consideradas em condição ruim.
Milho mantém desenvolvimento satisfatório no campo
Segundo os técnicos do Deral, a maior parte das áreas cultivadas continua apresentando evolução adequada, favorecida pelas condições climáticas registradas nas últimas semanas.
Apesar do cenário positivo, o órgão ressalta que a sequência de dias com maior nebulosidade e a ocorrência de temperaturas mais baixas podem limitar parte do potencial produtivo das lavouras em algumas regiões produtoras.
Ainda assim, os produtores seguem confiantes em uma safra com resultados satisfatórios, especialmente diante da boa condição geral das plantações.
Geadas seguem fora das previsões para o Paraná
O principal fator de preocupação para a cultura neste período continua sendo a possibilidade de geadas, fenômeno que pode causar perdas significativas em áreas ainda em fases mais sensíveis do desenvolvimento.
No entanto, conforme a previsão estendida divulgada pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), não há indicativos de ocorrência de geadas nos próximos 14 dias.
A ausência desse risco climático imediato traz maior segurança aos produtores e permite que as lavouras avancem normalmente para os estágios finais do ciclo produtivo.
Parte das áreas já entrou em fase de maturação
O boletim também aponta que aproximadamente 17% das lavouras de milho segunda safra já atingiram a fase de maturação, estágio em que a suscetibilidade a danos climáticos é significativamente menor.
Os 83% restantes ainda permanecem em fases mais vulneráveis, mas a manutenção de condições climáticas favoráveis deverá permitir a continuidade do desenvolvimento das plantas e a redução gradual dos riscos à produção.
Paraná segue como destaque na produção nacional de milho
O Paraná ocupa posição estratégica na produção brasileira de milho segunda safra e desempenha papel fundamental no abastecimento interno e nas exportações do cereal.
Com a maior parte das lavouras em boas condições e sem previsão de geadas no curto prazo, o Estado reforça as perspectivas de uma colheita robusta em 2025/26, contribuindo para a oferta nacional e para o equilíbrio do mercado de grãos.
O comportamento do clima nas próximas semanas continuará sendo monitorado pelo setor, mas o cenário atual é considerado favorável para a consolidação de uma safra produtiva e com menor exposição a riscos climáticos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
milho
Goiás deve colher 11,88 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26

Divulgação
Com produção estimada em 11,88 milhões de toneladas na safra 2025/26, Goiás mantém sua posição entre os maiores produtores de milho do Brasil. A projeção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) coloca o estado na terceira colocação nacional, com uma área cultivada de 1,89 milhão de hectares e produtividade média de 6.255 quilos por hectare.
Embora o resultado fique abaixo do recorde de 14,26 milhões de toneladas registrado na safra anterior, o volume supera a produção de 2023/24, quando o estado colheu 11,33 milhões de toneladas. O desempenho reforça a capacidade dos produtores goianos de manter elevados índices de produtividade mesmo diante das oscilações climáticas e de mercado.
Além da produção de grãos, o milho tem papel estratégico na economia goiana por abastecer a cadeia de proteínas animais e impulsionar a indústria de biocombustíveis. Goiás consolidou-se como um dos principais polos nacionais de etanol de milho, cuja produção saltou de 190,8 milhões de litros na safra 2018/19 para uma estimativa de 782,5 milhões de litros em 2025/26.
Leia Também: Fechada em 2020, fábrica de ureia volta funcionar para reduzir custos do agro
A agroindústria também vem ampliando a participação do estado no mercado externo. Entre janeiro e abril deste ano, as exportações de derivados de milho alcançaram cerca de R$ 75,5 milhões, crescimento superior a 80% em relação ao mesmo período de 2025. Os embarques incluem produtos como amido, óleo e farinha de milho.
Municípios como Rio Verde e Jataí seguem entre os principais polos produtores do país. No mercado físico, a saca de 60 quilos é negociada entre R$ 52 e R$ 54 nas principais regiões produtoras. O avanço da industrialização e da produção de etanol fortalece a geração de renda e consolida Goiás como uma das principais potências do agronegócio brasileiro.
Redação RDM Online
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
milho
Milho em queda livre: O “divisor de águas” de junho preocupa o produtor mato-grossense

Divulgação
O mês de junho chegou trazendo um sinal de alerta para o agronegócio. Segundo dados apurados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o preço do milho atingiu nesta semana o patamar de R$ 64,51 (base Campinas), configurando a menor marca nominal desde o início de outubro do ano passado. O movimento reflete uma combinação de mercado cauteloso e a expectativa de uma oferta crescente.
Para o produtor de Mato Grosso, o cenário é de atenção redobrada. Em polos como Sorriso (MT), a desvalorização foi expressiva, com quedas que superam os 3% em poucos dias. Esse ajuste de preços não é isolado; é o resultado direto de um mercado que aguarda a “enxurrada” de grãos que está prestes a sair dos silos com a aceleração da segunda safra.
Conforme divulgado originalmente pela Reuters e acompanhado pelo Cepea, os compradores nacionais estão afastados do mercado spot (negociações à vista). O motivo? Eles possuem estoques estratégicos suficientes para o curto prazo e estão monitorando de perto o progresso da colheita no Centro-Oeste.
“Demandantes nacionais, além de possuírem estoques para o consumo no curto prazo, seguem atentos à colheita de segunda safra e às recentes quedas dos preços internacionais”, aponta o estudo da Esalq/USP.
O peso do Mato Grosso no jogo
Mato Grosso segue como o fiel da balança. Embora a safra 2025/26 esteja estimada pela Conab em mais de 140 milhões de toneladas — a segunda maior da nossa história —, a pressão sobre as cotações mostra que o volume não é o único fator determinante. Fatores climáticos, como a seca em partes de Goiás e Mato Grosso do Sul, e as geadas no Paraná, ainda são variáveis que impedem um otimismo desenfreado, mas que, até agora, não foram suficientes para segurar a queda.
Por que o mercado está recuado?
Três fatores explicam a pressão atual sobre as cotações:
Oferta em ascensão: A colheita que começa em Mato Grosso e no Paraná traz uma expectativa de aumento de volume que trava as negociações.
Competitividade dos EUA: O bom andamento do plantio nos Estados Unidos tem pressionado os contratos futuros, reduzindo a vantagem do milho brasileiro no mercado internacional.
Cautela dos produtores: Quem não precisa fazer caixa imediato está segurando a venda, esperando que possíveis problemas na produtividade final da safra reduzam a oferta total e forcem uma reação nos preços.
O que o produtor deve observar?
O cenário é de “espera”. Enquanto compradores aguardam preços mais baixos com a chegada do pico da safra na segunda quinzena de junho, o produtor busca margens que cubram os custos operacionais. Para o investidor e o agricultor mato-grossense, o momento exige gestão de estoque rigorosa e monitoramento constante das janelas de exportação.
Quer acompanhar o impacto dessas variações no seu bolso e no agronegócio de Mato Grosso em tempo real? Continue conectado aqui no CenárioMT.
Este conteúdo foi produzido com base nas atualizações técnicas do Cepea/Esalq e monitoramento de mercado da Reuters.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
milho
Estados compensam quebra de outros na safrinha de milho

Imagem: Forbes Brasil
A segunda safra de milho do Brasil em 2025/26, que está com colheita em fase inicial, deve alcançar 106 milhões de toneladas, ante 106,15 milhões da previsão do mês anterior, com algumas áreas com produtividades mais favoráveis, como Mato Grosso, compensando outras com problemas gerados pela seca em Goiás, apontou nesta segunda-feira a consultoria StoneX.
“Houve tanto ajustes positivos quanto negativos entre os Estados, mas que se contrabalançaram e deixaram o total nacional perto da estabilidade”, explicou a StoneX, em relatório.
Dessa forma, a segunda safra, que responde pela maior parte do milho colhido no Brasil, teria uma queda anual de 5,4%.
A StoneX destacou um aumento na produtividade esperada para o Mato Grosso, que levou a produção prevista para o principal Estado agrícola do país para 51,3 milhões de toneladas. Houve uma revisão para cima também no Mato Grosso do Sul.
“Por outro lado, o clima mais seco afetou negativamente as expectativas para a produção de Goiás, cuja estimativa recuou para 10,8 milhões de toneladas, 19,3% a menos que o divulgado em maio.”
No caso do milho primeira safra, a StoneX manteve a projeção em 28,32 milhões de tonelada, crescimento anual de 11%.
A safra de soja do Brasil, já colhida, foi prevista em 181,8 milhões de toneladas, um recorde, ante 181,62 milhões na estimativa anterior, marcando um avanço anual de 7,7%.
Com Forbes Agro
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
-

Mato Grosso6 dias atrásGrupo do agro em Cáceres pede recuperação de R$ 90 milhões
-

Mato Grosso6 dias atrásDia Mundial do Meio Ambiente destaca importância da logística reversa no agronegócio
-

Transporte6 dias atrásVídeo registra colisão entre ônibus e motocicleta em Lucas do Rio Verde
-

Notícias4 dias atrásFim do blefe no agro: Ferramenta revela se produtor pagou caro nos insumos
-

Pecuária4 dias atrásCaso de berne nos EUA coloca pecuaristas em alerta
-

Pecuária4 dias atrásMercado do boi inicia semana em ritmo lento
-

Meio Ambiente4 dias atrásPrevisão de chuva para esta semana. Veja onde!
-

Transporte6 dias atrásPolícia Civil prende mulher com três mandados de prisão em Cuiabá






































