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Agronegócio

Brasil volta a ser atrativo para investir

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Esses dados são parte do Índice de Confiança para Investimento Direto Estrangeiro – Foto: Divulgação

Em janeiro de 2024, o Brasil voltou a ser considerado um dos países mais atraentes para investimentos, segundo a consultoria Kearney. Após ter ficado fora do ranking em 2023, o país avançou para a 19ª posição entre 25 nações destacadas. Esse retorno trouxe otimismo aos investidores. No contexto dos mercados emergentes, o Brasil ocupa a 5ª posição, ficando atrás da Índia, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e China.

“A principal razão do entusiasmo dos investidores tem a ver com o anúncio de investimentos públicos e privados, em especial para projetos ferroviários e rodoviários. A classificação positiva do Brasil é um sinal encorajador e pode gerar um ciclo virtuoso, impulsionando o mercado financeiro e a economia como um todo. No entanto, é importante lembrar que a classificação é apenas um indicador e que outros fatores, como cenário político, riscos globais e eventos imprevistos, também influenciam o mercado financeiro”, pontua o assessor de investimentos da WFlow, Claudiner Sanches Junior.

De acordo com os resultados, 88% dos entrevistados afirmaram ter planos de expandir seus investimentos no próximo período, um aumento de 6% em comparação ao ano anterior. Além disso, 89% dos executivos consideram o investimento direto estrangeiro fundamental para a rentabilidade e competitividade de suas empresas nos próximos três anos, em comparação com 86% na pesquisa anterior.

Esses dados são parte do Índice de Confiança para Investimento Direto Estrangeiro, obtido através de uma pesquisa com executivos de empresas de 30 países, abrangendo diversos setores econômicos e com receita anual superior a US$ 500 milhões.

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AGROLINK – Leonardo Gottems

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Excesso de oferta derruba vendas de alface no atacado paulista

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CEAGESP

 

O mercado de alface registrou retração nas vendas ao longo da última semana no atacado paulista, especialmente no entreposto da Ceagesp. De acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, o início do período ainda apresentou escoamento razoável, mas o ritmo perdeu força gradualmente.

Segundo agentes consultados pela equipe Hortifrúti do Cepea, a desaceleração nas vendas está diretamente ligada ao grande volume de mercadorias que chegou ao mercado, não apenas de alface, mas também de outras hortaliças. Esse aumento na oferta gerou um cenário de saturação, dificultando o escoamento e pressionando as cotações.

Além disso, fatores pontuais contribuíram para o enfraquecimento do mercado. O fim de mês, tradicionalmente marcado por menor poder de compra, somado ao feriado do dia 1º, reduziu ainda mais a demanda, ampliando o desequilíbrio entre oferta e consumo.

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Diante desse cenário, os preços da alface sofreram pressão ao longo da semana, refletindo o excesso de produto disponível no entreposto.

Para os próximos dias, a expectativa é de cautela por parte dos atacadistas. Ainda segundo o Cepea, a tendência é que os compradores reduzam a entrada de novas cargas, aguardando uma retomada mais consistente da demanda com o início de maio, o que pode contribuir para reequilibrar o mercado.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Queijo catarinense é eleito o melhor do mundo

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Foto: Mapa

Queijo Reserva do Vale, da empresa Queijos Possamai, foi eleito o melhor queijo do mundo no 4º Mundial do Queijo do Brasil 2026, competição realizada em São Paulo entre os dias 16 e 19 de abril.

Produzido em Pouso Redondo (SC) por estabelecimento integrado ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA), o queijo brasileiro superou concorrentes de 30 países. O resultado destaca a qualidade da produção nacional e a importância da certificação sanitária, coordenada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), para a ampliação do acesso a mercados e a garantia de elevados padrões produtivos.

Além do prêmio principal, a empresa recebeu outras nove medalhas na competição.

A diretora do Departamento de Planejamento e Estratégia do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária e jurada oficial do concurso, Judi Nóbrega, destacou a relevância do Sisbi-POA para a competitividade das agroindústrias brasileiras.

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“Resultados como esse demonstram, de forma concreta, que a adesão ao Sisbi-POA não é apenas um requisito regulatório, mas um diferencial competitivo. O sistema permite que agroindústrias alcancem novos mercados com segurança sanitária e qualificação dos processos produtivos, ampliando oportunidades sem abrir mão da qualidade. Ver um produto brasileiro, de uma agroindústria de pequeno porte, ser reconhecido como o melhor do mundo reforça a efetividade da política pública e o potencial do nosso sistema de inspeção”, afirmou.

Fundada em 1984, a Queijos Possamai mantém tradição familiar no município de Pouso Redondo, a cerca de 264 quilômetros de Florianópolis. Antes da adesão ao sistema, a empresa processava cerca de 3,5 mil litros de leite por dia. Atualmente, conta com rebanho de aproximadamente 600 animais e capacidade superior a 7 mil litros diários, crescimento acompanhado por investimentos em boas práticas produtivas e rigoroso controle sanitário.

A conquista projeta Santa Catarina no cenário internacional e reforça o potencial dos produtos de origem animal brasileiros.

SISBI-POA

O Sisbi-POA foi criado em 2006 com o objetivo de integrar os serviços de inspeção de produtos de origem animal no país e ampliar as oportunidades de comercialização para as agroindústrias brasileiras.

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Na prática, significa que o serviço de inspeção municipal ou estadual passa a ter seus procedimentos de fiscalização e controle reconhecidos como equivalentes aos adotados em nível federal. Isso garante padronização e harmonização das ações de inspeção, em conformidade com as normas técnicas estabelecidas pelo Mapa, além de ampliar significativamente as oportunidades de mercado com a comercialização em todo o território nacional.

Durante os primeiros 16 anos do sistema, entre 2006 e 2022, foram integrados 331 municípios em todo o Brasil. Entre 2023 e março de 2026, esse processo ganhou novo ritmo, com a integração de 1.184 novos municípios, elevando o total nacional para 1.515 municípios.

Grande parte desse crescimento tem sido impulsionada pelo fortalecimento dos consórcios públicos municipais, modelo que permite compartilhar estrutura técnica, otimizar recursos e estruturar serviços de inspeção mais robustos e eficientes.

Com MAPA

Fernanda Toigo

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Safra de feijão 2026 avança, mas seca provoca perdas severas

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Imagem: Magnific

A safra brasileira de feijão em 2026 deve manter o país entre os maiores produtores mundiais do grão, com área plantada próxima de 2,8 milhões de hectares e produção estimada entre 3,1 milhões e 3,3 milhões de toneladas, segundo projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O cultivo segue distribuído em três ciclos ao longo do ano e tem forte presença em estados como Paraná, Minas Gerais, Bahia, Goiás e Mato Grosso.

O Paraná, tradicional líder nacional na produção, responde por parcela relevante do volume total, ao lado de Minas Gerais, com destaque para o feijão irrigado , e da Bahia, que concentra áreas importantes no cerrado. No Centro-Oeste, Goiás e Mato Grosso ampliaram participação nos últimos anos, impulsionados por ganhos de produtividade e integração com outras culturas.

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O desempenho da safra, no entanto, é marcado por forte assimetria climática. Enquanto áreas do Sudeste e do Centro-Oeste registram excesso de chuvas, com impacto sobre qualidade e manejo da colheita, o Paraná enfrenta um cenário oposto: seca prolongada, altas temperaturas e perdas expressivas, sobretudo no feijão da primeira safra. Há relatos de produtores que perderam 100% da safra por conta da seca.

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No centro-sul do estado, há relatos de quebra total em lavouras. Em algumas propriedades, a estiagem comprometeu completamente o desenvolvimento das plantas. O volume de chuva ficou muito abaixo do necessário durante o ciclo, em determinados casos, pouco mais de 10 milímetros ao longo de dois meses, inviabilizando qualquer recuperação, mesmo com o retorno recente das precipitações.

A irregularidade climática atingiu diretamente o potencial produtivo. Áreas que inicialmente projetavam rendimentos dentro da média estadual, ao redor de 25 sacas por hectare, acabaram sem condições de colheita. Em paralelo, medições indicam acumulados de chuva muito aquém do ideal durante o período crítico da cultura, o que explica o nível elevado de perdas.

O contraste com outras regiões é evidente. Em estados como Minas Gerais e partes do Centro-Oeste, o excesso de umidade tem dificultado operações no campo e aumentado o risco de doenças, mas ainda permite manutenção de produtividade em patamares próximos do esperado. Já no Sul, especialmente no Paraná, a combinação de estiagem e calor impôs um cenário mais severo.

Além do feijão, outras culturas de segunda safra também sentem os efeitos do clima. No milho safrinha paranaense, a estimativa é de produção em torno de 17,3 milhões de toneladas, leve recuo em relação ao ciclo anterior, segundo o Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral). Em nível regional, há áreas com potencial de recuperação, mas o desempenho segue dependente das condições climáticas nas próximas semanas.

Com Pensar Agro

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Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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