Transporte
Polícia Civil alerta sobre golpes da falsa central telefônica e abordagens de pessoas desconhecidas

No Brasil, 208 golpes de estelionato são registrados por hora, conforme dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2023, e a cada dia os criminosos se reinventam nas abordagens para tentar realizar golpes e fraudes eletrônicas.
Conforme o levantamento, a maior parte das fraudes acontece por meio do aparelho celular ou outro dispositivo eletrônico da vítima, seja pela internet, aplicativos e mensagens de celulares, redes sociais ou até mesmo ligações telefônicas.
O delegado Adil Pinheiro, da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Tangará da Serra, pontua que umas das principais medidas de segurança para evitar cair em golpes é estar sempre em alerta e desconfiar do que, aparentemente, parece ser vantajoso e fácil e de informações que não fazem parte da rotina.
O delegado também chama a atenção para um novo golpe que tem sido registrado em Mato Grosso, que envolve a “falsa central telefônica”. Segundo ele, nessa modalidade o criminoso aborda uma vítima, muitas vezes comerciante, dizendo, por exemplo, que sabe que a vítima ajudou a polícia e que, em virtude da suposta denúncia, uma pessoa aleatória foi presa. Em seguida, o golpista exige o pagamento de determinado valor e ameaça a vítima, com roubo ou até morte.
“É importante que a vítima tenha calma e reflita um pouco, pois se ela não tem envolvimento com o delito, não faz sentido ser ameaçada de represálias por alguém que ela sequer conhece. Esse tipo de atitude não passa de golpe e as ligações, na maioria das vezes, vêm de dentro de presídios”, observa o delegado, que investiga as ocorrências de estelionato tentado e consumado no município de Tangará da Serra.
Canais de orientações
A Polícia Civil de Mato Grosso criou um canal exclusivo para orientar a população em como proceder em casos de fraudes por meio eletrônico e evitar possíveis situações de estelionato. O objetivo de auxiliar de maneira rápida e objetiva as vítimas de golpes.
O projeto reúne a atuação das unidades especializadas no combate a estelionatos e fraudes eletrônicas – Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande e Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos, e tem como ideia central divulgar as informações de maneira fácil para que as vítimas tenham acesso rápido e saibam como proceder.
Com as informações disponíveis, a vítima já pode adiantar os procedimentos, conseguindo, por exemplo, recuperar contas em redes sociais, denunciar perfis falsos criados em seu nome e evitar que valores transferidos sejam difundidos para outras contas bancárias.
Os QR Codes auxiliarão com o acesso fácil e rápido às informações: https://www.pjc.mt.gov.br/orientacoes-sobre-golpes
Prevenção
Uma pesquisa realizada em 2023 pela fintech especializada em segurança digital e proteção de dados Silverguard apontou que quatro, entre cada 10 brasileiros, já sofreram tentativa de golpes financeiros com uso do Pix, sendo que, destes, 22% caíram nos golpes.
A pesquisa destacou ainda que os golpistas buscam canais de fácil acesso para encontrar vítimas. De cada 10 golpes, sete foram iniciados pelas redes sociais do Whatsapp, Facebook e Instagram.
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Transporte
Operação Lei Seca para motocicletas termina com cinco prisões e 26 veículos removidos em Várzea Grande
GGI-SESP
Uma operação da Lei Seca voltada exclusivamente para motocicletas, realizada na noite desta quarta-feira (28.1), em Várzea Grande, terminou com cinco prisões. Do total, uma foi por embriaguez ao volante, três por adulteração de veículo e uma por guarda ou transporte de droga para consumo pessoal. As abordagens ocorreram na Rua Iara, no bairro Jardim Glória.
De acordo com o relatório do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), 62 veículos foram fiscalizados durante a ação. Além das prisões, 30 multas foram aplicadas e 26 motocicletas removidas ao pátio.
Ao todo, a operação expediu 54 Autos de Infração de Trânsito (AIT). Desses, 19 foram por falta de licenciamento ou registro do veículo e 13 por ausência da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). As demais infrações se referem a irregularidades diversas previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
A Operação Lei Seca é realizada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública, sob coordenação do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), e contou com a participação de equipes do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar (BPMTran), Polícia Militar, Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT), Corpo de Bombeiros Militar (CBM-MT), Polícia Penal, Sistema Socioeducativo, Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e Guarda Municipal de Várzea Grande.
*Sob Supervisão de Alecy Alves
Maria Klara Duque* | Sesp-MT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Transporte
Professor de escola cívico-militar é demitido após puxar orelha de aluna em MT

PMMT
Uma aluna da Escola Cívico-Militar 13 de Maio, em Porto Alegre do Norte (1.139 km de Cuiabá), denunciou ter sido agredida com um puxão de orelha por um professor. O caso ocorreu no fim do ano passado, mas só veio à tona agora.
Após tomar conhecimento dos fatos, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) demitiu o profissional. A pasta informou, por meio de nota, ter adotado “imediatamente as providências cabíveis”.
A estudante foi acolhida pelo professor mediador da unidade com apoio da equipe psicossocial da Diretoria Regional de Educação (DRE), que segue acompanhando a rotina na unidade de ensino.
Ao mesmo tempo, estão sendo realizadas ações de conscientização junto à comunidade escolar “com foco na promoção do respeito, da convivência saudável e do bem-estar no ambiente educacional”.
APARECIDO CARMO/Da Redação/HNT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Transporte
Polícia Civil prende jovem por difundir ideologias neonazistas e racistas nas redes sociais

PJC
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou nesta quinta-feira (29.1) a operação Enigma, para o cumprimento de três mandados judiciais no interior do estado, tendo como alvo um jovem investigado por utilizar redes sociais para difundir ideologias neonazistas, incitar atentados violentos contra escolas e planejar atentados contra populações vulneráveis.
As ordens judiciais, de prisão preventiva, busca e apreensão domiciliar e afastamento de sigilo telemático, foram expedidas pela Justiça com base em investigações realizadas pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), que identificaram o suspeito de 20 anos, morador do município de Gaúcha do Norte.
O cumprimento das ordens judiciais contou com o apoio da Delegacia de Polícia de Paranatinga.
Com o avanço dos trabalhos, foi apontado que o investigado utilizava redes sociais para difundir ideologias neonazistas, incitar atentados violentos contra escolas e planejar atentados contra populações vulneráveis. Em suas publicações, o suspeito incitava e manifestava vontade de praticar atos de extrema violência em locais públicos, visando especificamente judeus e a população negra.
A equipe de investigação da DRCI conseguiu superar as camadas de anonimização utilizadas pelo suspeito, estabelecendo o nexo causal entre as ameaças e obtendo a sua identidade civil. Além da incitação a massacres escolares, a investigação revelou que ele utilizava o ambiente digital para a prática de racismo.
O delegado responsável pelas investigações, Guilherme da Rocha, destaca que a intervenção estatal imediata foi indispensável para evitar a concretização de atos violentos.
“O investigado demonstrava estar em estágio avançado de radicalização, com intenções de vandalizar mesquitas e praticar atos de violência contra a população negra”, disse o delegado.
“A atuação da DRCI não apenas retira de circulação um indivíduo de altíssima periculosidade social, mas assegura a paz social, a incolumidade pública e a dignidade da população mato-grossense”, ressalta o titular.
Enigma
O nome da operação foi dado em alusão à quebra da criptografia da máquina nazista Enigma pelas forças aliadas. Da mesma forma, a DRCI superou as tentativas de anonimização do investigado, com clara motivação neonazista, obtendo êxito em identificá-lo e dar cumprimento aos mandados judiciais em seu desfavor.
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