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Mato Grosso

Setasc realiza mais de 500 atendimentos na Semana do Migrante e Refugiado

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Diversos serviços gratuitos aos acolhidos no Centro de Pastoral para Migrantes, em Cuiabá, em alusão à Semana do Migrante e Refugiado. – Foto por: João Reis

A Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) realizou, na sexta-feira (21.06), 533 atendimentos para diversos serviços gratuitos levados aos acolhidos no Centro de Pastoral para Migrantes, em Cuiabá. A açã foi realizada em alusão à Semana do Migrante e Refugiado, em parceria com a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

Por meio da Secretaria Adjunta de Direitos Humanos (Sadh), a Setasc ofertou serviços como a emissão de 2ª via de certidões, plastificação de documentos, fotocópias, foto 3×4, orientação e confecção da Carteira de Identificação do Autista e cuidados pessoais, como esmaltação, tranças, design de sobrancelhas. Ainda foram distribuídos 350 brinquedos às crianças atendidas pela entidade.

Instituído no dia 20 de junho de 2001, o Dia Mundial do Refugiado é a data internacional das Nações Unidas para visibilizar e homenagear as pessoas refugiadas em todo o mundo. Ele celebra a força e a coragem das pessoas que foram forçadas a deixar seus países de origem em razão de conflitos ou perseguições.

Semana do Migrante e Refugiado – Créditos: João Reis

A secretária da Setasc, Grasi Paes Bugalho, afirmou que todos nós somos migrantes, pois vivemos em uma sociedade em que nos mudamos de um lugar, sempre buscando o melhor para nossas famílias e que por isso, devemos ter respeito e acolher todos aqueles que chegam no nosso Estado.

“Eu trago o agradecimento, carinho e um abraço para todos, em nome da primeira-dama Virginia Mendes, porque hoje é um dia de comemoração em razão do dia do migrante. O Governo de Mato Grosso está realizando essa ação e eu quero agradecer a toda a equipe de trabalhadores que ajudaram a organizar mais esse evento, aqui na Pastoral do Migrante. Para nós é uma alegria estar presente e somando, principalmente pelas crianças que estão aqui. Estamos trabalhando para que sempre possamos atendê-los cada vez mais e com qualidade”, declarou a secretária da Setasc.

Semana do Migrante e Refugiado – Créditos: João Reis

O Padre Marcos Verzeletti contou que todas as ações e recursos que são fornecidos beneficiam à toda a população migrante que se encontra em Cuiabá.

“Agradeço pela presença da secretária Grasi Bugalho, porque é de grande importância para nós e mostra que estamos trabalhando todos juntos, e que o Governo do Estado, a Setasc e primeira-dama Virginia Mendes se preocupam com todos os povos que residem no nosso estado”, reforçou.

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Semana do Migrante e Refugiado – Créditos: João Reis

Segundo o secretário adjunto de Direitos Humanos, Kennedy Dias, a ação foi mais uma dentre tantas outras bem sucedidas já realizadas pela Setasc, no Centro Pastoral para Migrantes.

“Essa parceria com a Pastoral para Migrantes, que é hoje um ‘braço’ do nosso Estado, através de um convênio realizado, está dando muito certo. Hoje estivemos aqui acompanhando o atendimento de mais de 300 famílias, foram mais de 300 crianças recebendo brinquedo. Tivemos atendimentos desde regularização de documentação, corte, costura, unha, cabelo, cílios, houve também diversos trabalhos sociais, em mais um serviço realizado pela Setasc. Mais um mutirão de sucesso feito aqui em Cuiabá, justamente a esse público que tanto precisa, um público vulnerável que é o migrante”, disse.

Semana do Migrante e Refugiado – Créditos: João Reis

Em 2024, o tema do Dia Mundial do Refugiado é “Esperança longe de casa: por um mundo inclusivo com as pessoas refugiadas”. Esse tema reflete a necessidade de se buscar soluções para viabilizar a integração das pessoas refugiadas nas sociedades de acolhida.

A venezuelana Sandy Sojo, que participou da ação promovida pela Setasc, revelou que está no Brasil há sete anos e que já passou por várias cidades, mas nenhuma como Cuiabá.

Semana do Migrante e Refugiado – Créditos: João Reis

“Aqui é um excelente lugar para se viver. No momento, eu vendo água e bolos que faço em casa. Tenho quatro filhos e não posso deixar de trazer o sustento para casa, por isso que vim para fazer o cadastro para o Programa SER Família e estou certa de que irá me ajudar muito”, disse Sandy.

Ela ainda declarou que a apresentação das crianças com uma música do seu país, foi um momento marcante.

“Achei lindo e fiquei emocionada, porque trouxe muitas lembranças do meu país. O dia de hoje foi gratificante e quero agradecer por tudo o que vocês fizeram hoje para nós. Desde os serviços de documentação, a foto, manicure, a alimentação durante o dia e a entrega dos brinquedos para as crianças. Foram tantas coisas boas hoje e só quero agradecer por toda a equipe que esteve presente”, declarou.

Layse Ávila | Setasc-MT
Colaborou:  Astrogildo Nunes – [email protected]
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Mato Grosso

Governo define valores de arroz, milho e trigo

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Portaria muda regras de venda de estoques agrícolas – Byrinc.ca

O governo federal publicou a Portaria nº 908/2026 do Ministério da Agricultura e Pecuária, que fixa os chamados “Preços de Liberação dos Estoques Públicos” para produtos estratégicos como arroz, milho, trigo e derivados da mandioca. A medida define os valores mínimos para comercialização dos estoques públicos administrados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) por meio de leilões eletrônicos.

A nova regulamentação foi assinada pelo ministro substituto da Agricultura, Cleber Oliveira Soares, e entrou em vigor imediatamente.

Entre os produtos contemplados estão arroz em casca, farinha de mandioca, fécula de mandioca, milho em grãos e trigo. Os preços variam conforme a região do país e o período de vigência.

Para o arroz em casca, por exemplo, o preço foi fixado em R$ 78,80 por saca de 50 quilos nos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, enquanto nas demais regiões o valor chega a R$ 98,81 por saca de 60 quilos.

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Já o milho terá valores diferenciados por região. Nas regiões Centro-Oeste e Norte — com exceção do Tocantins e Pará — o preço foi estabelecido em R$ 48,43 por saca de 60 quilos. No Sudeste e Paraná, o valor sobe para R$ 63,82. Para parte do Nordeste, a saca poderá atingir R$ 78,37.

A portaria também definiu o preço do trigo em grãos tipo pão em R$ 97,01 por saca de 60 quilos para a Região Sul, com validade entre julho de 2026 e junho de 2027.

Segundo o texto, os estoques serão comercializados pela Conab por meio do Sistema de Comercialização Eletrônica (SISCOE). O governo ainda estabeleceu que, caso os preços de mercado ultrapassem os valores fixados, a venda dos estoques dependerá de autorização prévia dos ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário.

A medida faz parte da política de regulação de estoques públicos e busca equilibrar o abastecimento nacional, reduzir oscilações bruscas de preços e garantir segurança alimentar, especialmente em períodos de instabilidade no mercado agrícola.

A portaria ressalta ainda que os preços definidos para o milho não serão aplicados às vendas destinadas ao Programa de Venda em Balcão (ProVB), voltado principalmente para pequenos criadores e agricultores familiares.

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Lucione Nazareth/VGN

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Mato Grosso

Anvisa amplia classificação toxicológica de agrotóxicos

Publicado

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Gerada por IA

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) começou a reorganizar a classificação toxicológica de agrotóxicos autorizados no Brasil com base em critérios internacionais do Sistema Globalmente Harmonizado de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos (GHS). A medida prevê a inclusão das informações toxicológicas nas monografias dos ingredientes ativos e amplia a divulgação de riscos relacionados à exposição aos produtos.

A nova estratégia também incorpora parâmetros internacionais para avaliação de risco ocupacional, incluindo níveis aceitáveis de exposição para trabalhadores, moradores próximos de áreas de aplicação e transeuntes. Segundo a Anvisa, a mudança faz parte da implementação da RDC nº 998/2025.

A Agência utilizou como referência bancos de dados internacionais, como os da Agência Europeia de Produtos Químicos (ECHA) e da Comissão Europeia, priorizando efeitos considerados mais graves à saúde, entre eles desregulação endócrina, toxicidade reprodutiva, mutagenicidade e carcinogenicidade.

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Nesta primeira etapa, 71 ingredientes ativos com uso liberado no Brasil serão incluídos no processo de classificação toxicológica. Entre eles estão substâncias amplamente utilizadas na agricultura, como azoxistrobina, deltametrina, tebuconazol, malationa e lambda-cialotrina.

Os ingredientes ativos foram divididos em grupos e serão submetidos a consultas públicas com prazo mínimo de 60 dias. A prioridade será dada aos produtos com maior potencial de exposição da população, levando em conta dados do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA), número de registros e volume de comercialização.

A Anvisa informou ainda que o planejamento poderá sofrer alterações conforme atualizações técnicas e regulatórias. A expectativa é que a medida aumente a transparência sobre os riscos dos agrotóxicos utilizados no país e amplie o acesso público às informações toxicológicas.

Redação/VGNAgro

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Mato Grosso

Projeto transforma resíduos em biogás e fortalece ensino sustentável em Campo Novo do Parecis

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Foto: Aprosoja MT/Taiguara Luciano

 

O incentivo a iniciativas sustentáveis tem ganhado cada vez mais espaço dentro do setor produtivo mato-grossense. Em diferentes regiões do estado, parcerias entre produtores rurais e instituições de ensino vêm impulsionando projetos voltados à preservação ambiental, inovação e formação de novos profissionais.

Em Campo Novo do Parecis, um exemplo dessa união é o biodigestor implantado no campus do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), em funcionamento desde dezembro de 2025. A iniciativa recebeu apoio da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), por meio do delegado do núcleo, Giuliano Rensi.

A estrutura foi criada para produzir biogás e biofertilizantes a partir da decomposição de resíduos orgânicos, além de servir como ferramenta prática de aprendizado para os estudantes da instituição.

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“Aqui foi feito o projeto piloto de instalação do biodigestor para produção de biogás e biofertilizantes. Nós escutávamos falar sobre isso, mas nunca tínhamos tido contato direto. Então começamos a pesquisar, buscar informações e montar o projeto”, explica Giuliano.

Após estruturar a proposta, o delegado apresentou a iniciativa à Aprosoja MT, que, em parceria com o Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis, apoiou a implantação do sistema dentro do campus. Para Giuliano, a integração entre entidade, comunidade e meio acadêmico foi essencial para tirar o projeto do papel e ampliar seus impactos no futuro.

“Quando você une a Aprosoja MT, a comunidade e o meio acadêmico em um mesmo projeto, fica mais fácil alcançar resultados. O mais importante é que esses alunos terão contato direto com essa tecnologia e poderão levar esse conhecimento para as propriedades onde vão atuar futuramente”, destaca.

Além da produção de energia renovável, o biodigestor também contribui para reduzir emissões de carbono, já que o biogás gerado pode substituir combustíveis convencionais em motores e sistemas de aquecimento. “Esse pode ser um passo importante para mudar a visão equivocada que algumas pessoas têm sobre o setor produtivo”, acrescenta o delegado.

A técnica de laboratório do IFMT, Géssica Zanetti, explica que o biogás produzido já está sendo utilizado no preparo das refeições servidas no restaurante estudantil da instituição. O objetivo é que, gradualmente, o campus consiga substituir parte do consumo de gás convencional pela energia gerada a partir dos próprios resíduos orgânicos produzidos diariamente no local.

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“Nosso objetivo é utilizar os resíduos do restaurante estudantil como alimento para o biodigestor. A expectativa é economizar até sete botijões de gás P13 quando o sistema atingir sua capacidade máxima de produção”, afirma Géssica.

Ela explica que os restos de alimentos descartados pelos estudantes são direcionados ao biodigestor, onde passam por decomposição e se transformam em biogás e biofertilizante.

“O biodigestor consegue captar até 10 quilos de resíduos orgânicos por dia ou 60 quilos de dejetos suínos e ovinos. O restaurante é essencial para os nossos alunos, pois nós servimos café da manhã, almoço e lanches diariamente. Só no mês de março foram aproximadamente 14 mil refeições”, ressalta.

O professor José Vanor Catânio explica que o sistema funciona por meio da ação de micro-organismos, responsáveis pela decomposição da matéria orgânica e pela geração dos gases utilizados posteriormente no restaurante da instituição.

“Durante o processo, a matéria orgânica vai sendo reduzida e gerando gases que são canalizados para o restaurante. Além disso, também é produzido um composto líquido chamado biofertilizante, utilizado na horta e na fruticultura do campus. É um ciclo completo de reaproveitamento”, explica o professor.

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Para os estudantes, o biodigestor representa uma oportunidade de unir teoria e prática dentro da formação técnica. A aluna do curso técnico em agropecuária, Geovanna Portes, destaca que o projeto também fortalece a permanência dos alunos no campus, especialmente daqueles que moram longe da cidade.

“Como o campus fica distante, nem todos conseguem voltar para casa no horário do almoço. Então essa alimentação gratuita é muito importante. E participar de um projeto como esse nos permite aplicar na prática aquilo que aprendemos em sala de aula”, comenta.

Da mesma turma, o estudante Hugo Assunção de Brito acredita que iniciativas como essa ajudam a mostrar o compromisso do agronegócio com práticas mais sustentáveis.

“O biodigestor mostra justamente o contrário da ideia de que o agro quer prejudicar o meio ambiente. Aqui nós reaproveitamos aquilo que seria descartado e transformamos em gás e biofertilizante. É sustentabilidade na prática”, afirma.

Ao apoiar iniciativas como essa, a Aprosoja MT reforça o compromisso da entidade e de seus associados com o incentivo a projetos que unem tecnologia, educação e sustentabilidade no campo.

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com Assessoria/Raiane Florentino

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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