Mato Grosso
Governo de MT premia escolas com melhores índices de alfabetização e incentiva melhoria na educação

O Governo de Mato Grosso premiou as 100 escolas das redes públicas de educação com os melhores índices de alfabetização do Estado com o Prêmio Alfabetiza MT. A solenidade reuniu mais de 500 profissionais da educação na tarde desta terça-feira (02.07), no Ginásio Aecim Tocantins, em Cuiabá.
O prêmio é uma das ações do Programa Alfabetiza MT, da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), que busca incentivar a melhoria da qualidade da alfabetização das crianças até o 2° ano do Ensino Fundamental e garantir que mais estudantes tenham acesso a uma educação de qualidade, por meio do regime de colaboração entre o Estado e os municípios.
Essas 100 escolas foram as mais bem avaliadas no Índice de Desempenho Educacional do Estado de Mato Grosso na Alfabetização (IDEMT-Alfa) e no Sistema de Avaliação Educação do Estado de Mato Grosso – Avalia MT, realizados durante o ano letivo de 2023.
Juntas, as unidades vão dividir a premiação de R$ 5,5 milhões como forma de reconhecimento pelo excelente desempenho no ensino e na aprendizagem. De acordo com a Seduc, o critério para a divisão será conforme o desenvolvimento e a pontuação de cada escola. O dinheiro deverá ser investido em projetos realizados pelas próprias escolas.
Outras 100 escolas que tiveram resultados inferiores também foram beneficiadas com um apoio financeiro total de R$ 2,7 milhões, como forma de incentivá-las a melhorarem seus resultados no ano de 2024. Cada uma das 100 escolas melhores avaliadas irá apadrinhar uma unidade escolar do segundo grupo para a implantação de boas práticas educacionais.
O repasse do valor total de R$ 8,2 milhões será realizado em duas parcelas, sendo a primeira correspondente a 60% do valor total devido à escola. A segunda parcela, equivalente ao restante do valor, será paga mediante a melhoria ou manutenção dos resultados na edição posterior da Avaliação Somativa e da comprovação da realização da cooperação técnico-pedagógica entre as escolas premiadas e apoiadas.
Além das escolas, o Prêmio Alfabetiza MT também reconhece os profissionais que contribuem para a melhoria dos índices educacionais. A professora Adriana Vilhalba, da Escola Municipal Leôncio Pinheiro da Silva, em Sorriso, faz parte do grupo de 14 alfabetizadores que foram reconhecidos com medalhas e viagens para a cidade litorânea de Sobral, no Ceará. Segundo a educadora, estar entre os melhores a deixou emocionada.
“É um sentimento de muito orgulho. Nos esforçamos muito para chegarmos a este resultado positivo. Quero destacar o trabalho lindo que está sendo realizado na minha escola e também a Seduc, o governo do Estado e tantas outras pessoas que fazem com a nossa educação esteja entre as melhores do País. É a primeira vez que isso acontece em Mato Grosso”, completou.
O prêmio Alfabetiza MT também reconheceu os resultados apresentados por 14 estudantes do 2º ano do ensino fundamental, que receberam medalhas e um videogame. A iniciativa visa valorizar o trabalho dos profissionais da educação e estimular os estudantes a se dedicarem aos estudos.
Hiago Davi, de 8 anos, faz o 2° ano do ensino fundamental na Escola municipal Vitor Quintiliano, em Comodoro, e disse estar muito feliz por ser escolhido pela sua escola por obter as melhores notas nas avaliações. “Fiquei muito feliz, mas para eu conseguir ganhar hoje precisei me dedicar, estudar bastante e tirar notas boas”, contou, emocionado e cortejado pelas professoras e familiares.
O presidente do Conselho Estadual de Educação, Gelson Menegatti, ressaltou que as ações e os resultados obtidos pela Seduc na rede estadual de ensino têm deixado o Conselho muito satisfeito. “Parabéns à Seduc por um programa tão eficiente e necessário com o Alfabetiza MT e o consequente prêmio. Mato Grosso deve continuar investindo cada vez mais. A educação pública precisa e esse país precisa de uma educação melhor”, afirmou.
O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, lembrou que a Política de Alfabetização inclui, além do Prêmio Alfabetiza MT, o Circuito de Gestão por Metas e maior participação no ICMS aos municípios que atingirem as metas de alfabetização.
“Tanto a Seduc quanto as Diretorias Regionais de Educação têm dado todo o suporte para os prefeitos, secretários municipais de educação e gestores escolares para que o Regime de Colaboração se fortifique cada vez mais”, afirmou, ressaltando que a Lei do ICMS incrementa 10% aos 25% constitucionais referentes aos repasses aos municípios, totalizando 35%.
O secretário falou, ainda, sobre os programas educacionais e as tecnologias que a Seduc implantou na rede estadual e também nas redes municipais em razão do Regime de Colaboração. “Falo de conectividade, Chromebooks para estudantes, notebooks para professores, Smart TVs, mais de 650 ônibus escolares, além de investimentos no pedagógico e treinamento de professores”.
“Primeira-dama Virginia Mendes, a Educação agradece pelo empenho e dedicação da senhora com as nossas crianças e jovens. Agradeço também ao Grupo GEMTE, AMM e Undime pelo apoio e parceria. Parabéns aos premiados, aos nossos servidores da Educação e, principalmente, aos nossos estudantes das escolas pública de todo Mato Grosso por compartilharem conosco esse novo momento tão marcante em nossas vidas e na história do estado”, concluiu Alan Porto.
Além da primeira-dama de Mato Grosso Virginia Mendes e de Gelson Menegatti (CEE), também participaram da solenidade mais de 50 prefeitos e seus secretários municipais de educação, entre outras autoridades e convidados.
Alfabetiza MT
Estruturado em 8 componentes e 26 macros ações, o Alfabetiza MT faz parte da Política Educacional de Alfabetização da Seduc, uma das 30 políticas que formam o Plano EducAção 10 Anos, que objetiva colocar a rede pública de educação de Mato Grosso entre as cinco redes mais bem, avaliadas no país até o ano de 2032.
Tem por objetivo a transformação do contexto da educação pública, sobretudo, na fase da alfabetização, fortalecendo a gestão escolar, capacitando os docentes, avaliando o desempenho dos estudantes e gerando incentivos às escolas.
Mato Grosso
Governo define valores de arroz, milho e trigo

Portaria muda regras de venda de estoques agrícolas – Byrinc.ca
O governo federal publicou a Portaria nº 908/2026 do Ministério da Agricultura e Pecuária, que fixa os chamados “Preços de Liberação dos Estoques Públicos” para produtos estratégicos como arroz, milho, trigo e derivados da mandioca. A medida define os valores mínimos para comercialização dos estoques públicos administrados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) por meio de leilões eletrônicos.
A nova regulamentação foi assinada pelo ministro substituto da Agricultura, Cleber Oliveira Soares, e entrou em vigor imediatamente.
Entre os produtos contemplados estão arroz em casca, farinha de mandioca, fécula de mandioca, milho em grãos e trigo. Os preços variam conforme a região do país e o período de vigência.
Para o arroz em casca, por exemplo, o preço foi fixado em R$ 78,80 por saca de 50 quilos nos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, enquanto nas demais regiões o valor chega a R$ 98,81 por saca de 60 quilos.
Já o milho terá valores diferenciados por região. Nas regiões Centro-Oeste e Norte — com exceção do Tocantins e Pará — o preço foi estabelecido em R$ 48,43 por saca de 60 quilos. No Sudeste e Paraná, o valor sobe para R$ 63,82. Para parte do Nordeste, a saca poderá atingir R$ 78,37.
A portaria também definiu o preço do trigo em grãos tipo pão em R$ 97,01 por saca de 60 quilos para a Região Sul, com validade entre julho de 2026 e junho de 2027.
Segundo o texto, os estoques serão comercializados pela Conab por meio do Sistema de Comercialização Eletrônica (SISCOE). O governo ainda estabeleceu que, caso os preços de mercado ultrapassem os valores fixados, a venda dos estoques dependerá de autorização prévia dos ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário.
A medida faz parte da política de regulação de estoques públicos e busca equilibrar o abastecimento nacional, reduzir oscilações bruscas de preços e garantir segurança alimentar, especialmente em períodos de instabilidade no mercado agrícola.
A portaria ressalta ainda que os preços definidos para o milho não serão aplicados às vendas destinadas ao Programa de Venda em Balcão (ProVB), voltado principalmente para pequenos criadores e agricultores familiares.
Lucione Nazareth/VGN
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Anvisa amplia classificação toxicológica de agrotóxicos

Gerada por IA
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) começou a reorganizar a classificação toxicológica de agrotóxicos autorizados no Brasil com base em critérios internacionais do Sistema Globalmente Harmonizado de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos (GHS). A medida prevê a inclusão das informações toxicológicas nas monografias dos ingredientes ativos e amplia a divulgação de riscos relacionados à exposição aos produtos.
A nova estratégia também incorpora parâmetros internacionais para avaliação de risco ocupacional, incluindo níveis aceitáveis de exposição para trabalhadores, moradores próximos de áreas de aplicação e transeuntes. Segundo a Anvisa, a mudança faz parte da implementação da RDC nº 998/2025.
A Agência utilizou como referência bancos de dados internacionais, como os da Agência Europeia de Produtos Químicos (ECHA) e da Comissão Europeia, priorizando efeitos considerados mais graves à saúde, entre eles desregulação endócrina, toxicidade reprodutiva, mutagenicidade e carcinogenicidade.
Nesta primeira etapa, 71 ingredientes ativos com uso liberado no Brasil serão incluídos no processo de classificação toxicológica. Entre eles estão substâncias amplamente utilizadas na agricultura, como azoxistrobina, deltametrina, tebuconazol, malationa e lambda-cialotrina.
Os ingredientes ativos foram divididos em grupos e serão submetidos a consultas públicas com prazo mínimo de 60 dias. A prioridade será dada aos produtos com maior potencial de exposição da população, levando em conta dados do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA), número de registros e volume de comercialização.
A Anvisa informou ainda que o planejamento poderá sofrer alterações conforme atualizações técnicas e regulatórias. A expectativa é que a medida aumente a transparência sobre os riscos dos agrotóxicos utilizados no país e amplie o acesso público às informações toxicológicas.
Redação/VGNAgro
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Projeto transforma resíduos em biogás e fortalece ensino sustentável em Campo Novo do Parecis

Foto: Aprosoja MT/Taiguara Luciano
O incentivo a iniciativas sustentáveis tem ganhado cada vez mais espaço dentro do setor produtivo mato-grossense. Em diferentes regiões do estado, parcerias entre produtores rurais e instituições de ensino vêm impulsionando projetos voltados à preservação ambiental, inovação e formação de novos profissionais.
Em Campo Novo do Parecis, um exemplo dessa união é o biodigestor implantado no campus do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), em funcionamento desde dezembro de 2025. A iniciativa recebeu apoio da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), por meio do delegado do núcleo, Giuliano Rensi.
A estrutura foi criada para produzir biogás e biofertilizantes a partir da decomposição de resíduos orgânicos, além de servir como ferramenta prática de aprendizado para os estudantes da instituição.
“Aqui foi feito o projeto piloto de instalação do biodigestor para produção de biogás e biofertilizantes. Nós escutávamos falar sobre isso, mas nunca tínhamos tido contato direto. Então começamos a pesquisar, buscar informações e montar o projeto”, explica Giuliano.
Após estruturar a proposta, o delegado apresentou a iniciativa à Aprosoja MT, que, em parceria com o Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis, apoiou a implantação do sistema dentro do campus. Para Giuliano, a integração entre entidade, comunidade e meio acadêmico foi essencial para tirar o projeto do papel e ampliar seus impactos no futuro.
“Quando você une a Aprosoja MT, a comunidade e o meio acadêmico em um mesmo projeto, fica mais fácil alcançar resultados. O mais importante é que esses alunos terão contato direto com essa tecnologia e poderão levar esse conhecimento para as propriedades onde vão atuar futuramente”, destaca.
Além da produção de energia renovável, o biodigestor também contribui para reduzir emissões de carbono, já que o biogás gerado pode substituir combustíveis convencionais em motores e sistemas de aquecimento. “Esse pode ser um passo importante para mudar a visão equivocada que algumas pessoas têm sobre o setor produtivo”, acrescenta o delegado.
A técnica de laboratório do IFMT, Géssica Zanetti, explica que o biogás produzido já está sendo utilizado no preparo das refeições servidas no restaurante estudantil da instituição. O objetivo é que, gradualmente, o campus consiga substituir parte do consumo de gás convencional pela energia gerada a partir dos próprios resíduos orgânicos produzidos diariamente no local.
“Nosso objetivo é utilizar os resíduos do restaurante estudantil como alimento para o biodigestor. A expectativa é economizar até sete botijões de gás P13 quando o sistema atingir sua capacidade máxima de produção”, afirma Géssica.
Ela explica que os restos de alimentos descartados pelos estudantes são direcionados ao biodigestor, onde passam por decomposição e se transformam em biogás e biofertilizante.
“O biodigestor consegue captar até 10 quilos de resíduos orgânicos por dia ou 60 quilos de dejetos suínos e ovinos. O restaurante é essencial para os nossos alunos, pois nós servimos café da manhã, almoço e lanches diariamente. Só no mês de março foram aproximadamente 14 mil refeições”, ressalta.
O professor José Vanor Catânio explica que o sistema funciona por meio da ação de micro-organismos, responsáveis pela decomposição da matéria orgânica e pela geração dos gases utilizados posteriormente no restaurante da instituição.
“Durante o processo, a matéria orgânica vai sendo reduzida e gerando gases que são canalizados para o restaurante. Além disso, também é produzido um composto líquido chamado biofertilizante, utilizado na horta e na fruticultura do campus. É um ciclo completo de reaproveitamento”, explica o professor.
Para os estudantes, o biodigestor representa uma oportunidade de unir teoria e prática dentro da formação técnica. A aluna do curso técnico em agropecuária, Geovanna Portes, destaca que o projeto também fortalece a permanência dos alunos no campus, especialmente daqueles que moram longe da cidade.
“Como o campus fica distante, nem todos conseguem voltar para casa no horário do almoço. Então essa alimentação gratuita é muito importante. E participar de um projeto como esse nos permite aplicar na prática aquilo que aprendemos em sala de aula”, comenta.
Da mesma turma, o estudante Hugo Assunção de Brito acredita que iniciativas como essa ajudam a mostrar o compromisso do agronegócio com práticas mais sustentáveis.
“O biodigestor mostra justamente o contrário da ideia de que o agro quer prejudicar o meio ambiente. Aqui nós reaproveitamos aquilo que seria descartado e transformamos em gás e biofertilizante. É sustentabilidade na prática”, afirma.
Ao apoiar iniciativas como essa, a Aprosoja MT reforça o compromisso da entidade e de seus associados com o incentivo a projetos que unem tecnologia, educação e sustentabilidade no campo.
com Assessoria/Raiane Florentino
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
-

Pecuária6 dias atrásBrucelose acende alerta no campo e reforça vacinação obrigatória de bovinos e bubalinos no Brasil
-

Pecuária6 dias atrásPecuária intensiva avança no Brasil e estudo da Cargill analisa recorde de 2,7 milhões de animais confinados
-

Agronegócio6 dias atrásSafra recorde de café no Brasil pressiona preços e aumenta preocupação com rentabilidade do produtor
-

Pecuária4 dias atrásExigência europeia reacende debate sanitário
-

Mato Grosso6 dias atrásDesenrola Rural pode renegociar 91 dívidas de assentados em MT
-

Mato Grosso4 dias atrásPivetta sanciona nova lei para fiscalização de madeira em MT
-

Mato Grosso3 dias atrásDia D para o agro de Mato Grosso: Fachin cede à pressão e pauta julgamento da Ferrogrão no STF após forte embate nos bastidores
-

Destaque6 dias atrásPrêmio Ernesto Illy celebra 35 anos e destaca os melhores cafeicultores do Brasil em premiação de excelência






































