Mato Grosso
Botelho reúne mais de 300 profissionais da saúde para discutir plano de governo

Fotos: Vanderson Ferraz
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (União), se reuniu com mais de 300 profissionais da saúde para debater as propostas para melhorar as condições da área em Cuiabá, que é um dos gargalos para a próxima gestão da capital. Participaram servidores de Cuiabá e do Estado, médicos, enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, além de técnicos e empresários do setor. O encontro ocorreu na noite dessa segunda-feira (15), na sede do União Brasil.
Botelho deixou claro que não irá admitir falta de médicos e de remédios, e este será um dos pilares da sua gestão, assim como zerar as filas de cirurgias, no entanto, reforçou a importância de debater com quem conhece a realidade e pode ajudar a encontrar soluções para a área.
“A gente sabe que a saúde hoje tem uma dívida milionária, mas temos consciência também de que quem tem dor não pode esperar. Então poder debater com quem entende nos faz criar um plano de governo mais efetivo, com soluções práticas, exequíveis, para garantir que possamos atender a todos, desde as crianças até o idoso”, declarou Botelho.
O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, fez questão de deixar claro que o plano ainda não é um documento acabado, mas um ponto de partida para o debate. Ele ainda destacou a importância do Botelho em ouvir as sugestões dos profissionais da saúde. “Primeiro, quero destacar a importância do Botelho querer ouvir os interlocutores da área da saúde e buscar o melhor plano. Ele é o nome que pode garantir uma convergência com o governo para melhorar de forma substancial a assistência do SUS aqui na baixada cuiabana. Para isso, desenhamos a nossa apresentação, um plano construído a várias mãos, um plano que é do nosso partido, e hoje reunimos aqui profissionais das mais diversas categorias, que com certeza poderão trazer grande contribuição que pode melhorar de forma superlativa o que estamos propondo aqui”, afirmou Gilberto.
O secretário-chefe da Casa Civil, Fabio Garcia, destacou que a reunião tratou da área mais sensível do município. “É a área que trata da vida das pessoas e é a área que mais tem sofrido na administração de Cuiabá e parabenizar por não entregar um plano feito, mas ouvir as pessoas para juntos construir um plano de governo que possa solucionar a saúde de Cuiabá”, afirmou, destacando a importância da opinião dos profissionais da saúde.
Fabio ainda ressaltou que Botelho é o pré-candidato que mais preparado para assumir a Prefeitura de Cuiabá e reúne as melhores condições para consertar a cidade de Cuiabá. “Seja pela sua capacidade de unir as pessoas, pela experiência que você tem, seja na experiência de vida como empresário, como professor, como matemático, mas pela sua capacidade de articular política e de unir aqui deputados estaduais, federais e o governo com um único objetivo que é fazer uma Cuiabá melhor para todos”, afirmou.
Debate do plano
A saúde é uma área complexa e que precisa ser olhada para o todo. E uma das propostas dentro do plano de governo do pré-candidato Botelho é a criação do complexo de saúde para assistência da mulher e da criança em Cuiabá, com um pronto atendimento obstétrico, infantil, além de atender mulheres em situações especiais. Cuiabá precisa também de um ambulatório de atenção especializada materno-infantil e claro do hospital materno-infantil.
Ainda voltado ao atendimento da criança e adolescentes, a ideia é ter um Centro de Atendimento Psicossocial Infantil especializado em autismo e outras doenças de distúrbio do neurodesenvolvimento. Outro ponto é um Centro de Reabilitação voltado ao público infanto-juvenil, com especialidades física, intelectual, visual e auditiva.
Outra área que deve receber uma atenção especial é a saúde mental, com a construção de um Centro de Atendimento Psicossocial III, que tenha leitos para atendimento de pessoas em surto, uma vez que Cuiabá não possui leitos de retaguarda para pessoas com transtorno mental. Além disso, há ainda o planejamento de construção de mais quatro novas unidades de CAPS II, pois só existe uma, atualmente. O projeto prevê ainda a construção de mais duas residências terapêuticas, dentre outras ações que buscam fortalecer a equipe de atenção básica no atendimento à saúde mental.
Inclusive, durante o debate com os profissionais, um dos pontos sugeridos é um olhar atento também à saúde mental dos profissionais da saúde. E Botelho destacou a importância de valorizar os servidores e que essa será essencial para garantir a melhora efetiva da saúde, uma vez que são os profissionais que estão na linha frente com o cidadão.
Os prfissionais também apresentaram a demanda da ampliação dos horários nas unidades de saúde, inclusive, aos finais de semana. Uma das propostas do parlamentar para Cuiabá é, justamente, estender o horário em pelo menos 10 unidades da capital. Outra sugestão é a uma clínica voltada para o atendimento dos pacientes paliativos, para garantir uma humanização e dignidade às pessoas.
Assessoria
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Governo define valores de arroz, milho e trigo

Portaria muda regras de venda de estoques agrícolas – Byrinc.ca
O governo federal publicou a Portaria nº 908/2026 do Ministério da Agricultura e Pecuária, que fixa os chamados “Preços de Liberação dos Estoques Públicos” para produtos estratégicos como arroz, milho, trigo e derivados da mandioca. A medida define os valores mínimos para comercialização dos estoques públicos administrados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) por meio de leilões eletrônicos.
A nova regulamentação foi assinada pelo ministro substituto da Agricultura, Cleber Oliveira Soares, e entrou em vigor imediatamente.
Entre os produtos contemplados estão arroz em casca, farinha de mandioca, fécula de mandioca, milho em grãos e trigo. Os preços variam conforme a região do país e o período de vigência.
Para o arroz em casca, por exemplo, o preço foi fixado em R$ 78,80 por saca de 50 quilos nos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, enquanto nas demais regiões o valor chega a R$ 98,81 por saca de 60 quilos.
Já o milho terá valores diferenciados por região. Nas regiões Centro-Oeste e Norte — com exceção do Tocantins e Pará — o preço foi estabelecido em R$ 48,43 por saca de 60 quilos. No Sudeste e Paraná, o valor sobe para R$ 63,82. Para parte do Nordeste, a saca poderá atingir R$ 78,37.
A portaria também definiu o preço do trigo em grãos tipo pão em R$ 97,01 por saca de 60 quilos para a Região Sul, com validade entre julho de 2026 e junho de 2027.
Segundo o texto, os estoques serão comercializados pela Conab por meio do Sistema de Comercialização Eletrônica (SISCOE). O governo ainda estabeleceu que, caso os preços de mercado ultrapassem os valores fixados, a venda dos estoques dependerá de autorização prévia dos ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário.
A medida faz parte da política de regulação de estoques públicos e busca equilibrar o abastecimento nacional, reduzir oscilações bruscas de preços e garantir segurança alimentar, especialmente em períodos de instabilidade no mercado agrícola.
A portaria ressalta ainda que os preços definidos para o milho não serão aplicados às vendas destinadas ao Programa de Venda em Balcão (ProVB), voltado principalmente para pequenos criadores e agricultores familiares.
Lucione Nazareth/VGN
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Anvisa amplia classificação toxicológica de agrotóxicos

Gerada por IA
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) começou a reorganizar a classificação toxicológica de agrotóxicos autorizados no Brasil com base em critérios internacionais do Sistema Globalmente Harmonizado de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos (GHS). A medida prevê a inclusão das informações toxicológicas nas monografias dos ingredientes ativos e amplia a divulgação de riscos relacionados à exposição aos produtos.
A nova estratégia também incorpora parâmetros internacionais para avaliação de risco ocupacional, incluindo níveis aceitáveis de exposição para trabalhadores, moradores próximos de áreas de aplicação e transeuntes. Segundo a Anvisa, a mudança faz parte da implementação da RDC nº 998/2025.
A Agência utilizou como referência bancos de dados internacionais, como os da Agência Europeia de Produtos Químicos (ECHA) e da Comissão Europeia, priorizando efeitos considerados mais graves à saúde, entre eles desregulação endócrina, toxicidade reprodutiva, mutagenicidade e carcinogenicidade.
Nesta primeira etapa, 71 ingredientes ativos com uso liberado no Brasil serão incluídos no processo de classificação toxicológica. Entre eles estão substâncias amplamente utilizadas na agricultura, como azoxistrobina, deltametrina, tebuconazol, malationa e lambda-cialotrina.
Os ingredientes ativos foram divididos em grupos e serão submetidos a consultas públicas com prazo mínimo de 60 dias. A prioridade será dada aos produtos com maior potencial de exposição da população, levando em conta dados do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA), número de registros e volume de comercialização.
A Anvisa informou ainda que o planejamento poderá sofrer alterações conforme atualizações técnicas e regulatórias. A expectativa é que a medida aumente a transparência sobre os riscos dos agrotóxicos utilizados no país e amplie o acesso público às informações toxicológicas.
Redação/VGNAgro
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Projeto transforma resíduos em biogás e fortalece ensino sustentável em Campo Novo do Parecis

Foto: Aprosoja MT/Taiguara Luciano
O incentivo a iniciativas sustentáveis tem ganhado cada vez mais espaço dentro do setor produtivo mato-grossense. Em diferentes regiões do estado, parcerias entre produtores rurais e instituições de ensino vêm impulsionando projetos voltados à preservação ambiental, inovação e formação de novos profissionais.
Em Campo Novo do Parecis, um exemplo dessa união é o biodigestor implantado no campus do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), em funcionamento desde dezembro de 2025. A iniciativa recebeu apoio da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), por meio do delegado do núcleo, Giuliano Rensi.
A estrutura foi criada para produzir biogás e biofertilizantes a partir da decomposição de resíduos orgânicos, além de servir como ferramenta prática de aprendizado para os estudantes da instituição.
“Aqui foi feito o projeto piloto de instalação do biodigestor para produção de biogás e biofertilizantes. Nós escutávamos falar sobre isso, mas nunca tínhamos tido contato direto. Então começamos a pesquisar, buscar informações e montar o projeto”, explica Giuliano.
Após estruturar a proposta, o delegado apresentou a iniciativa à Aprosoja MT, que, em parceria com o Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis, apoiou a implantação do sistema dentro do campus. Para Giuliano, a integração entre entidade, comunidade e meio acadêmico foi essencial para tirar o projeto do papel e ampliar seus impactos no futuro.
“Quando você une a Aprosoja MT, a comunidade e o meio acadêmico em um mesmo projeto, fica mais fácil alcançar resultados. O mais importante é que esses alunos terão contato direto com essa tecnologia e poderão levar esse conhecimento para as propriedades onde vão atuar futuramente”, destaca.
Além da produção de energia renovável, o biodigestor também contribui para reduzir emissões de carbono, já que o biogás gerado pode substituir combustíveis convencionais em motores e sistemas de aquecimento. “Esse pode ser um passo importante para mudar a visão equivocada que algumas pessoas têm sobre o setor produtivo”, acrescenta o delegado.
A técnica de laboratório do IFMT, Géssica Zanetti, explica que o biogás produzido já está sendo utilizado no preparo das refeições servidas no restaurante estudantil da instituição. O objetivo é que, gradualmente, o campus consiga substituir parte do consumo de gás convencional pela energia gerada a partir dos próprios resíduos orgânicos produzidos diariamente no local.
“Nosso objetivo é utilizar os resíduos do restaurante estudantil como alimento para o biodigestor. A expectativa é economizar até sete botijões de gás P13 quando o sistema atingir sua capacidade máxima de produção”, afirma Géssica.
Ela explica que os restos de alimentos descartados pelos estudantes são direcionados ao biodigestor, onde passam por decomposição e se transformam em biogás e biofertilizante.
“O biodigestor consegue captar até 10 quilos de resíduos orgânicos por dia ou 60 quilos de dejetos suínos e ovinos. O restaurante é essencial para os nossos alunos, pois nós servimos café da manhã, almoço e lanches diariamente. Só no mês de março foram aproximadamente 14 mil refeições”, ressalta.
O professor José Vanor Catânio explica que o sistema funciona por meio da ação de micro-organismos, responsáveis pela decomposição da matéria orgânica e pela geração dos gases utilizados posteriormente no restaurante da instituição.
“Durante o processo, a matéria orgânica vai sendo reduzida e gerando gases que são canalizados para o restaurante. Além disso, também é produzido um composto líquido chamado biofertilizante, utilizado na horta e na fruticultura do campus. É um ciclo completo de reaproveitamento”, explica o professor.
Para os estudantes, o biodigestor representa uma oportunidade de unir teoria e prática dentro da formação técnica. A aluna do curso técnico em agropecuária, Geovanna Portes, destaca que o projeto também fortalece a permanência dos alunos no campus, especialmente daqueles que moram longe da cidade.
“Como o campus fica distante, nem todos conseguem voltar para casa no horário do almoço. Então essa alimentação gratuita é muito importante. E participar de um projeto como esse nos permite aplicar na prática aquilo que aprendemos em sala de aula”, comenta.
Da mesma turma, o estudante Hugo Assunção de Brito acredita que iniciativas como essa ajudam a mostrar o compromisso do agronegócio com práticas mais sustentáveis.
“O biodigestor mostra justamente o contrário da ideia de que o agro quer prejudicar o meio ambiente. Aqui nós reaproveitamos aquilo que seria descartado e transformamos em gás e biofertilizante. É sustentabilidade na prática”, afirma.
Ao apoiar iniciativas como essa, a Aprosoja MT reforça o compromisso da entidade e de seus associados com o incentivo a projetos que unem tecnologia, educação e sustentabilidade no campo.
com Assessoria/Raiane Florentino
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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