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Pecuária

Utilização de forrageiras de inverno e suplementação mineral aditivada são ferramentas importantes para superar os desafios da pecuária no sul do Brasil

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Reprodução

 

*Consultor técnico da Trouw Nutrition explica que no período de inverno é importante que se tenha forragem disponível

*Mesmo com o uso de forrageiras de alta qualidade, a suplementação com minerais e aditivos é fundamental para o bom desempenho dos animais

Durante o inverno, as pastagens perenes – aquelas que não precisam ser semeadas anualmente – tendem a ter redução considerável na oferta de nutrientes. Além de perder qualidade, essa queda afeta a quantidade de forragem disponíveis para os animais. “Uma solução eficaz para contornar esse desafio é a Integração Lavoura-Pecuária (ILP), prática bastante comum no sul do país, que possibilita o uso intensivo do solo sem perder de vista critérios técnicos de manejo e de conservação. Com a ILP, é possível aproveitar a sinergia entre as pastagens e as lavouras de grãos”, explica Eduardo Cavaguti, consultor técnico Beef da Trouw Nutrition.

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Após a colheita da soja, que ocorre entre meados de março e abril, normalmente é feito o plantio de forrageiras de inverno, sendo a aveia e o azevém as mais comumente utilizadas. O pastejo dessas forrageiras pode ser iniciado entre 45 a 60 dias após a semeadura, estendendo-se até meados de setembro a outubro, quando as áreas voltam à lavoura. Essas áreas podem ser utilizadas em pastejo contínuo ou rotacionado. O pastejo rotacionado, realizado em áreas divididas com cercas elétricas provisórias, permite recuperação mais eficiente da aveia e do azevém após breves períodos de ocupação em cada piquete.

O especialista da Trouw Nutrition explica que “as forragens de inverno representam excelentes alternativas de alimentação durante o período frio. No entanto, a produção de aveia e azevém depende da umidade do solo, sendo ambas exigentes nesse quesito. Essas forrageiras possuem alto valor nutricional, especialmente em termos de níveis proteicos. Neste sentido, a suplementação de energia na dieta, principalmente proveniente de carboidratos não estruturais, como o amido, melhora o aproveitamento da proteína oriunda da aveia e do azevém”.

Para alcançar os melhores resultados zootécnicos, é fundamental que o consumo de todos os nutrientes, como proteína, energia e minerais, seja adequado. “O consumo inferior a recomendação diária certamente resultará em desempenhos abaixo do esperado. A depender do tipo de suplemento oferecido é muito importante respeitar o espaço mínimo de cochos saleiros por animal. A correta adequação das estruturas promove melhores consumos individuais e de lote, reduzindo brigas entre os animais”, sinaliza Eduardo Cavaguti.

Com estruturas adequadas para potencializar a eficiência e impulsionar os ganhos, Cavaguti recomenda o uso de Bellisco V para a suplementação mineral aditivada de bovinos em pastagens de alta qualidade. “O Bellisco V apresenta em sua composição os hidroximinerais cobre, zinco e manganês (IntelliBond®) que possuem maior biodisponibilidade, sendo entregues precisamente para absorção no intestino. Outros dois componentes importantes no Bellisco V são monensina (ionóforo), que melhora a eficiência, e o tanino, que promove um melhor aproveitamento da proteína da dieta, uma excelente opção nessas condições de pastejo. Assim, o uso de um suplemento com alta tecnologia, aliado a um sistema de produção intensivo pode transformar a pecuária de corte, garantindo alimentação de qualidade e melhor desempenho animal durante o período mais frio do ano”, finaliza o especialista da Trouw Nutrition.

Raphaela Candido – Texto Comunicação Corporativa

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Pecuária

Conhecido como ‘peste-negra’, espécie é temida na África

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Foto: Duncan McNab/Unsplash

 

Os búfalos são grandes mamíferos bovídeos que habitam diferentes regiões do mundo, dividindo-se principalmente entre a África subsaariana, Índia e Tailândia, onde é domesticado para trabalho e produção de leite.

Conhecido como “Peste Negra”, o búfalo-do-cabo é um dos animais mais perigosos do continente africano, sendo responsável por aproximadamente 200 mortes humanas por ano. Também conhecido como búfalo-africano, esse animal é um dos “Cinco Grandes” da fauna africana, temidos por caçadores devido à sua força e imprevisibilidade.

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Em agosto de 2025, o americano Asher Watkins, de 52 anos, famoso por caçar animais de grande porte, morreu atingido por um búfalo em Limpopo, África do Sul. Ele morava no Texas e era dono do Watkins Ranch Group, empresa especializada na venda de propriedades rurais de alto padrão.

Watkins estava acompanhado por um caçador profissional e um rastreador, perseguindo um búfalo de aproximadamente 1,3 tonelada em uma área de mata fechada. De forma inesperada, o animal saiu do seu esconderijo e avançou a cerca de 56 km/h, atingindo Watkins de maneira fatal.

O búfalo-do-cabo pode pesar entre 500 e 900 kg, com corpo robusto, pelagem escura e chifres largos e curvados que se unem na base formando um escudo ósseo chamado “boss” (“chefe”, em português).

Esse búfalo vive em savanas, florestas e pântanos, formando manadas hierárquicas lideradas por fêmeas. Além disso, o búfalo-do-cabo é conhecido por sua resistência e por atacar mesmo após ser ferido. Sua dieta é composta principalmente por gramíneas, e sua presença é vital para o equilíbrio dos ecossistemas onde vive.

A espécie não está atualmente em perigo de extinção, apesar de enfrentar ameaças como a perda de habitat e doenças transmitidas pelo gado doméstico. Comum na África do Sul, a caça esportiva de animais – inclusive búfalos – é alvo de críticas de ambientalistas, que lutam pelo fim da prática.

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Com MSN

Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Pecuária

Exigência europeia reacende debate sanitário

Publicado

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A análise também aponta a existência de um componente político – Foto: Divulgação

A decisão europeia sobre a conformidade para exportação de proteínas animais colocou em debate a relação entre exigências regulatórias, rastreabilidade e competitividade no comércio internacional de alimentos. Segundo Maurício Palma Nogueira, sócio diretor da Athenagro, a exclusão do Brasil da lista da União Europeia de países com conformidade reconhecida não deve ser interpretada como um embargo imediato às carnes brasileiras.

A avaliação é que a medida está mais ligada à cobrança por comprovação documental do sistema produtivo do que à identificação de um risco sanitário comprovado. A União Europeia passou a exigir equivalência regulatória completa sobre o uso de antimicrobianos, incluindo controle veterinário, monitoramento e registros ao longo de toda a vida produtiva dos animais.

Nesse contexto, a rastreabilidade ganha peso central. O bloco europeu quer garantias de que os processos adotados nos países exportadores sejam equivalentes aos aplicados internamente, especialmente no controle de substâncias utilizadas na produção animal. O caso da monensina e de outros ionóforos passou a receber maior atenção justamente porque há questionamentos sobre a diferença entre o que a Europa permite em seu mercado interno e o nível de comprovação exigido de fornecedores externos.

A análise também aponta a existência de um componente político e comercial relevante. Produtores rurais europeus, especialmente franceses, têm pressionado por regras mais rígidas, em meio à preocupação com a competitividade das proteínas do Mercosul no mercado europeu. A discussão ocorre em paralelo ao avanço do acordo Mercosul–União Europeia, em um cenário no qual exigências sanitárias podem funcionar, na prática, como barreiras não tarifárias.

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Apesar da preocupação, o impacto econômico imediato tende a ser limitado para o Brasil. A União Europeia representa hoje uma fatia menor das exportações brasileiras de proteína animal na comparação com mercados como China, Estados Unidos, Oriente Médio e países do Sudeste Asiático. Assim, não há indicação de colapso comercial no curto prazo, embora o país precise contornar a restrição iminente, prevista para começar em setembro.

Agrolink – Leonardo Gottems

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Pecuária

Brucelose acende alerta no campo e reforça vacinação obrigatória de bovinos e bubalinos no Brasil

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Foto: Freepik

 

O Sindan reforçou o alerta aos produtores rurais sobre a importância da vacinação contra a brucelose durante o mês da saúde animal, período marcado pela intensificação das campanhas sanitárias em diversas regiões do país. A imunização de fêmeas bovinas e bubalinas entre 3 e 8 meses de idade é obrigatória no Brasil e, em muitos estados, deve ser realizada até o dia 31 de maio.

A brucelose, também conhecida como febre mediterrânea, é uma doença infecciosa causada por bactérias do gênero Brucella e considerada uma das zoonoses de maior relevância para a pecuária mundial. Além de comprometer a saúde dos animais, a enfermidade também representa risco à saúde humana, podendo ser transmitida pelo contato direto com animais infectados ou pelo consumo de leite e derivados não pasteurizados.

Doença provoca prejuízos à pecuária

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Entre os principais impactos da brucelose na produção pecuária estão abortos, infertilidade, redução da eficiência reprodutiva e queda na produtividade dos rebanhos. Esses fatores geram prejuízos econômicos importantes para os produtores e afetam diretamente a competitividade do setor.

O controle sanitário é considerado estratégico para o agronegócio brasileiro, especialmente porque o país ocupa posição de destaque entre os maiores produtores e exportadores mundiais de carne bovina, suína e de frango. A manutenção desse protagonismo depende de programas rigorosos de defesa agropecuária, vacinação e monitoramento constante das doenças animais.

Segundo o Sindan, a saúde dos rebanhos está diretamente ligada à qualidade dos alimentos, à produtividade no campo e ao cumprimento das exigências sanitárias dos mercados internacionais.

Zoonoses preocupam autoridades sanitárias

A preocupação com a brucelose também envolve a saúde pública. Dados da OMS indicam que existem mais de 200 enfermidades zoonóticas conhecidas atualmente. Já a entidade HealthforAnimals aponta que cerca de 60% das doenças existentes no mundo são zoonoses.

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Diante desse cenário, especialistas reforçam que o combate à brucelose vai além da proteção dos rebanhos e se torna uma medida essencial para garantir a segurança alimentar da população.

Vacinação é principal ferramenta de controle

A vacinação obrigatória segue sendo uma das estratégias mais eficazes para reduzir a circulação da bactéria nos rebanhos brasileiros. A imunização precoce, realizada dentro da faixa etária recomendada, contribui para diminuir os índices da doença e fortalecer os programas de erradicação sanitária no país.

Além do cumprimento do calendário vacinal, técnicos e especialistas recomendam a adoção de boas práticas de manejo, acompanhamento veterinário contínuo e monitoramento sanitário permanente nas propriedades rurais.

A integração entre produtores, médicos-veterinários e órgãos de defesa agropecuária é apontada como fundamental para ampliar o controle da doença, reduzir os riscos de transmissão e preservar a sustentabilidade da pecuária brasileira.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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