Mato Grosso
Na China, Aprosoja Mato Grosso estreita relacionamento para estabelecer novas parcerias de pesquisas

Assessoria
Nesta quarta-feira (30.10), terceiro dia da Missão China, a delegação da Aprosoja Mato Grosso intensificou seus esforços para estabelecer parcerias e intercâmbio de informações. Durante os encontros, as instituições dialogaram para realização de pesquisa conjunta sobre as particularidades dos solos e as diferenças climáticas que impactam na produtividade agrícola em Mato Grosso.
A primeira agenda ocorreu no Escritório de Assuntos Exteriores e no Departamento de Agricultura e Assuntos Rurais de Harbin, principal centro de produção e armazenamento de grãos da China, onde a delegação foi recebida por Kai Li, do Departamento de Relações Exteriores, e Li Zhijia, vice-diretor do Departamento de Agricultura.
Lucas Costa Beber, presidente da Aprosoja MT, apresentou qual a função da entidade, as práticas sustentáveis utilizadas nos sistemas de produção, os principais projetos da instituição e a dificuldade de armazenamento dos grãos no país. Além disso, destacou o papel dos Centros de Tecnologias do Conhecimento do Agronegócio (CTECNOs) da entidade, convidando as autoridades chinesas para conhecê-los e ver de perto a qualidade e a sustentabilidade do grão que eles importam.
Outro ponto da reunião tratou sobre a abertura para intercâmbio direto de informações entre Harbin e Mato Grosso em torno dos dados das produções de ambas as localidades, considerando que hoje a fonte de informações é o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
“Temos curiosidades em saber mais sobre a diferença de clima entre Brasil e China para entender como isso afeta a produtividade dos grãos. Queremos realizar parcerias para pesquisas e intercâmbio de informações com os produtores mato-grossenses sobre essa temática, além dos solos”, pontua Li Zhijia.
Em seguida, a comitiva teve a oportunidade de conhecer as instalações da Jiusan Group, uma das maiores empresas de processamento de soja da China. “O Brasil tem sido um grande fornecedor de soja, responsável por cerca de 70% da nossa soja importada, visto que eles estão aumentando a capacidade. Sem contar que o teor de proteína é mais elevado e isso é importante para o processamento e extração óleo”, disse Liu Yueshu.
Durante a apresentação, a Aprosoja MT teve acesso aos números da importação proveniente do Brasil. Shufeng apontou que das seis fábricas de processamento de soja, a maior parte é importada e a comercialização dos subprodutos ocorre no mercado doméstico. “Acho muito importante entender as práticas de produção sustentáveis e econômicas do Brasil, isso nos dá mais segurança no momento da importação da soja”, disse Ge Shufeng.
A terceira agenda do dia foi uma visita à Yihai Kerry Arawana Holdings Co, uma empresa de processamento de milho, soja, trigo e amendoim. Fernando Ferri, vice-presidente sul da Aprosoja MT, se orgulha ao ver que a soja que abastece a Yihai também é brasileira. “É soja que sai das nossas fazendas lá de Mato Grosso e que chegam como produto final na mesa do consumidor chinês, no maior mercado consumidor do mundo”, ressalta.
O diretor-financeiro da Aprosoja MT, Nathan Belusso, também destacou a importância de realizar alianças estratégicas para fortalecer o mercado mato-grossense. “Hoje, estamos em uma das principais províncias, considerada como o celeiro da China, importante na produção de soja, milho, arroz, e onde se concentra muitas indústrias de soja que tem nos agradecido pelo intercâmbio, considerando que hoje são muito carentes da participação de entidades”, afirma.
Ao longo das visitas e das trocas comerciais, a delegação da Aprosoja MT quer convidar algumas empresas que fazem investimentos na China, assim como as cooperativas, para entender como eles podem atuar e contribuir para melhoria do sistema de armazenamento das produções no Brasil.
Vale ressaltar que a comitiva também inclui o diretor administrativo da entidade, Diego Bertuol; o vice-presidente oeste, Luiz Otávio Tatim; o diretor executivo, Wellington Andrade; e o presidente da Cooprosoja, Fernando Cadore. Amanhã a delegação da Aprosoja MT segue para Hailun, localizada ao norte de Harbin, e também uma das principais cidades produtora de soja da China.
Vitória Kehl Araujo
Assessoria de Comunicação
Mato Grosso
Governo define valores de arroz, milho e trigo

Portaria muda regras de venda de estoques agrícolas – Byrinc.ca
O governo federal publicou a Portaria nº 908/2026 do Ministério da Agricultura e Pecuária, que fixa os chamados “Preços de Liberação dos Estoques Públicos” para produtos estratégicos como arroz, milho, trigo e derivados da mandioca. A medida define os valores mínimos para comercialização dos estoques públicos administrados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) por meio de leilões eletrônicos.
A nova regulamentação foi assinada pelo ministro substituto da Agricultura, Cleber Oliveira Soares, e entrou em vigor imediatamente.
Entre os produtos contemplados estão arroz em casca, farinha de mandioca, fécula de mandioca, milho em grãos e trigo. Os preços variam conforme a região do país e o período de vigência.
Para o arroz em casca, por exemplo, o preço foi fixado em R$ 78,80 por saca de 50 quilos nos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, enquanto nas demais regiões o valor chega a R$ 98,81 por saca de 60 quilos.
Já o milho terá valores diferenciados por região. Nas regiões Centro-Oeste e Norte — com exceção do Tocantins e Pará — o preço foi estabelecido em R$ 48,43 por saca de 60 quilos. No Sudeste e Paraná, o valor sobe para R$ 63,82. Para parte do Nordeste, a saca poderá atingir R$ 78,37.
A portaria também definiu o preço do trigo em grãos tipo pão em R$ 97,01 por saca de 60 quilos para a Região Sul, com validade entre julho de 2026 e junho de 2027.
Segundo o texto, os estoques serão comercializados pela Conab por meio do Sistema de Comercialização Eletrônica (SISCOE). O governo ainda estabeleceu que, caso os preços de mercado ultrapassem os valores fixados, a venda dos estoques dependerá de autorização prévia dos ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário.
A medida faz parte da política de regulação de estoques públicos e busca equilibrar o abastecimento nacional, reduzir oscilações bruscas de preços e garantir segurança alimentar, especialmente em períodos de instabilidade no mercado agrícola.
A portaria ressalta ainda que os preços definidos para o milho não serão aplicados às vendas destinadas ao Programa de Venda em Balcão (ProVB), voltado principalmente para pequenos criadores e agricultores familiares.
Lucione Nazareth/VGN
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Anvisa amplia classificação toxicológica de agrotóxicos

Gerada por IA
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) começou a reorganizar a classificação toxicológica de agrotóxicos autorizados no Brasil com base em critérios internacionais do Sistema Globalmente Harmonizado de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos (GHS). A medida prevê a inclusão das informações toxicológicas nas monografias dos ingredientes ativos e amplia a divulgação de riscos relacionados à exposição aos produtos.
A nova estratégia também incorpora parâmetros internacionais para avaliação de risco ocupacional, incluindo níveis aceitáveis de exposição para trabalhadores, moradores próximos de áreas de aplicação e transeuntes. Segundo a Anvisa, a mudança faz parte da implementação da RDC nº 998/2025.
A Agência utilizou como referência bancos de dados internacionais, como os da Agência Europeia de Produtos Químicos (ECHA) e da Comissão Europeia, priorizando efeitos considerados mais graves à saúde, entre eles desregulação endócrina, toxicidade reprodutiva, mutagenicidade e carcinogenicidade.
Nesta primeira etapa, 71 ingredientes ativos com uso liberado no Brasil serão incluídos no processo de classificação toxicológica. Entre eles estão substâncias amplamente utilizadas na agricultura, como azoxistrobina, deltametrina, tebuconazol, malationa e lambda-cialotrina.
Os ingredientes ativos foram divididos em grupos e serão submetidos a consultas públicas com prazo mínimo de 60 dias. A prioridade será dada aos produtos com maior potencial de exposição da população, levando em conta dados do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA), número de registros e volume de comercialização.
A Anvisa informou ainda que o planejamento poderá sofrer alterações conforme atualizações técnicas e regulatórias. A expectativa é que a medida aumente a transparência sobre os riscos dos agrotóxicos utilizados no país e amplie o acesso público às informações toxicológicas.
Redação/VGNAgro
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Projeto transforma resíduos em biogás e fortalece ensino sustentável em Campo Novo do Parecis

Foto: Aprosoja MT/Taiguara Luciano
O incentivo a iniciativas sustentáveis tem ganhado cada vez mais espaço dentro do setor produtivo mato-grossense. Em diferentes regiões do estado, parcerias entre produtores rurais e instituições de ensino vêm impulsionando projetos voltados à preservação ambiental, inovação e formação de novos profissionais.
Em Campo Novo do Parecis, um exemplo dessa união é o biodigestor implantado no campus do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), em funcionamento desde dezembro de 2025. A iniciativa recebeu apoio da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), por meio do delegado do núcleo, Giuliano Rensi.
A estrutura foi criada para produzir biogás e biofertilizantes a partir da decomposição de resíduos orgânicos, além de servir como ferramenta prática de aprendizado para os estudantes da instituição.
“Aqui foi feito o projeto piloto de instalação do biodigestor para produção de biogás e biofertilizantes. Nós escutávamos falar sobre isso, mas nunca tínhamos tido contato direto. Então começamos a pesquisar, buscar informações e montar o projeto”, explica Giuliano.
Após estruturar a proposta, o delegado apresentou a iniciativa à Aprosoja MT, que, em parceria com o Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis, apoiou a implantação do sistema dentro do campus. Para Giuliano, a integração entre entidade, comunidade e meio acadêmico foi essencial para tirar o projeto do papel e ampliar seus impactos no futuro.
“Quando você une a Aprosoja MT, a comunidade e o meio acadêmico em um mesmo projeto, fica mais fácil alcançar resultados. O mais importante é que esses alunos terão contato direto com essa tecnologia e poderão levar esse conhecimento para as propriedades onde vão atuar futuramente”, destaca.
Além da produção de energia renovável, o biodigestor também contribui para reduzir emissões de carbono, já que o biogás gerado pode substituir combustíveis convencionais em motores e sistemas de aquecimento. “Esse pode ser um passo importante para mudar a visão equivocada que algumas pessoas têm sobre o setor produtivo”, acrescenta o delegado.
A técnica de laboratório do IFMT, Géssica Zanetti, explica que o biogás produzido já está sendo utilizado no preparo das refeições servidas no restaurante estudantil da instituição. O objetivo é que, gradualmente, o campus consiga substituir parte do consumo de gás convencional pela energia gerada a partir dos próprios resíduos orgânicos produzidos diariamente no local.
“Nosso objetivo é utilizar os resíduos do restaurante estudantil como alimento para o biodigestor. A expectativa é economizar até sete botijões de gás P13 quando o sistema atingir sua capacidade máxima de produção”, afirma Géssica.
Ela explica que os restos de alimentos descartados pelos estudantes são direcionados ao biodigestor, onde passam por decomposição e se transformam em biogás e biofertilizante.
“O biodigestor consegue captar até 10 quilos de resíduos orgânicos por dia ou 60 quilos de dejetos suínos e ovinos. O restaurante é essencial para os nossos alunos, pois nós servimos café da manhã, almoço e lanches diariamente. Só no mês de março foram aproximadamente 14 mil refeições”, ressalta.
O professor José Vanor Catânio explica que o sistema funciona por meio da ação de micro-organismos, responsáveis pela decomposição da matéria orgânica e pela geração dos gases utilizados posteriormente no restaurante da instituição.
“Durante o processo, a matéria orgânica vai sendo reduzida e gerando gases que são canalizados para o restaurante. Além disso, também é produzido um composto líquido chamado biofertilizante, utilizado na horta e na fruticultura do campus. É um ciclo completo de reaproveitamento”, explica o professor.
Para os estudantes, o biodigestor representa uma oportunidade de unir teoria e prática dentro da formação técnica. A aluna do curso técnico em agropecuária, Geovanna Portes, destaca que o projeto também fortalece a permanência dos alunos no campus, especialmente daqueles que moram longe da cidade.
“Como o campus fica distante, nem todos conseguem voltar para casa no horário do almoço. Então essa alimentação gratuita é muito importante. E participar de um projeto como esse nos permite aplicar na prática aquilo que aprendemos em sala de aula”, comenta.
Da mesma turma, o estudante Hugo Assunção de Brito acredita que iniciativas como essa ajudam a mostrar o compromisso do agronegócio com práticas mais sustentáveis.
“O biodigestor mostra justamente o contrário da ideia de que o agro quer prejudicar o meio ambiente. Aqui nós reaproveitamos aquilo que seria descartado e transformamos em gás e biofertilizante. É sustentabilidade na prática”, afirma.
Ao apoiar iniciativas como essa, a Aprosoja MT reforça o compromisso da entidade e de seus associados com o incentivo a projetos que unem tecnologia, educação e sustentabilidade no campo.
com Assessoria/Raiane Florentino
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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