Café
Café mineiro se consagra novamente como o melhor do mundo

Assessoria
A qualidade do café produzido em Minas Gerais voltou a ganhar destaque mundial. Pelo segundo ano consecutivo, a Fazenda Serra do Boné, localizada em Araponga, na Zona da Mata mineira, foi reconhecida com o prêmio Best of the Best, no Prêmio Internacional de Café Ernesto Illy. Este reconhecimento reafirma a excelência do café mineiro, resultado de práticas de cultivo cuidadosas e sustentáveis que refletem o compromisso dos produtores da região em entregar uma bebida de alta qualidade.
O prêmio foi concedido por um júri internacional composto por chefs, provadores e jornalistas, que descreveram o café da Serra do Boné como cremoso e encorpado, com notas de caramelo, açúcar mascavo e um final que remete ao chocolate e ao jasmim. A fazenda mineira destacou-se pelo cuidado com a saúde do solo e a biodiversidade, utilizando técnicas como fertilização orgânica, controle biológico de pragas e reaproveitamento de resíduos do café. Segundo Andrea Illy, presidente da illycaffè, a vitória brasileira reforça a importância da agricultura regenerativa na busca por uma produção que alie qualidade e sustentabilidade.
O reconhecimento da Serra do Boné reflete uma tradição cafeeira que coloca Minas Gerais como referência mundial, com condições climáticas e geográficas ideais para a produção de grãos excepcionais. Além do título principal, o evento promove discussões sobre o papel de técnicas sustentáveis na preservação do meio ambiente, temas de grande importância para o setor cafeeiro mineiro, que se destaca cada vez mais pela inovação e pelo compromisso com a qualidade.
Fonte: Pensar Agro
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Café
Proximidade da colheita pressiona preços do café e reduz ritmo de negociações

Reprodução
A proximidade da colheita já começa a influenciar o mercado de café no Brasil, mesmo com a intensificação dos trabalhos prevista apenas para meados de maio. De acordo com pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, o movimento tem pressionado as cotações e alterado o comportamento dos agentes no mercado.
No caso do café arábica, os preços vêm apresentando recuo na maior parte dos dias desde o fim de março, refletindo a expectativa de entrada de uma nova safra. Ainda que a colheita não esteja em pleno ritmo, a antecipação desse cenário já impacta as negociações.
Para o café robusta, a pressão é ainda mais evidente. Como os primeiros talhões costumam ser colhidos entre abril e maio, a proximidade imediata da oferta tem pesado de forma mais intensa sobre os preços no mercado interno.
Nesse contexto, a liquidez no segmento de robusta segue limitada há algumas semanas. Produtores têm optado por comercializar apenas volumes pontuais, principalmente para cumprir compromissos financeiros de curto prazo e organizar o planejamento da colheita.
O cenário reforça um padrão recorrente no setor cafeeiro: a expectativa de maior oferta tende a pressionar os preços antes mesmo da entrada efetiva do produto no mercado, mantendo negociações mais cautelosas tanto por parte de vendedores quanto de compradores.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Café
CNA debate renovação de linha de crédito para cafezais danificados

Divulgação
Brasília – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) discutiu, na quarta (1º), a renovação da linha de crédito para cafezais danificados.
O assunto foi tema da Comissão Nacional do Café, que reuniu representantes das federações de agricultura estaduais para ouvir relatos sobre a realidade da produção nas regiões cafeeiras e as demandas dos cafeicultores.
O presidente da Comissão, Ademar Pereira, destacou o trabalho que a confederação tem feito junto aos ministérios para atender as demandas do setor e trazer benefícios para a cadeia produtiva.
A coordenadora de Produção Agrícola, Ana Lígia Lenat, explicou que a CNA se reuniu com os Ministérios da Agricultura, Fazenda e Desenvolvimento Agrário para tratar da liberação de recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) e da possibilidade de ampliar a linha para diferentes tipos de ocorrências.

“Precisamos trabalhar a vulnerabilidade estrutural dos pequenos cafeicultores”, afirmou.
Ana esclareceu que a ideia é trabalhar ao longo do ano com relatos de produtores para embasar a reestruturação da linha junto ao governo, além de possibilitar ajustes parciais nos recursos visando atender outras destinações dentro da cadeia produtiva.
“A linha atualmente é reativa. Queremos reduzir isso para que ela fique um pouco mais atrativa para o produtor rural, deixando mais apropriada para as diferentes realidades regionais do país”, pontuou.
Além da escuta das federações estaduais, a CNA usou dados do projeto Campo Futuro para subsidiar a solicitação que será tratada junto ao Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC).
O vice-presidente da comissão, Thiago Orletti, ressaltou que, após a renovação na linha de crédito, a intenção do colegiado é promover ações com os agentes financeiros para que a linha chegue às mãos dos produtores, porque segundo ele, muitos ainda não sabem que existe.
Assessoria de Comunicação CNA
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Café
Quanto irrigar o café na frutificação?

Foto: Pixabay
A fase de frutificação do cafeeiro é uma das mais exigentes do ponto de vista hídrico e, ao mesmo tempo, uma das mais sensíveis a erros de manejo. Em 2026, com lavouras cada vez mais tecnificadas e o clima impondo variações cada vez mais irregulares nas regiões produtoras do Brasil, a decisão sobre quando e quanto irrigar deixou de ser intuitiva — e passou a ser técnica.
Segundo dados da Embrapa, a irrigação é parte estratégica do sistema de produção cafeeiro e pode gerar incrementos expressivos de produtividade quando ajustada com precisão à demanda real da planta. O mau uso do recurso hídrico, em ambos os extremos, compromete não só a produção, mas a sustentabilidade econômica da lavoura.
O risco dos dois extremos
O déficit hídrico durante o enchimento dos frutos afeta diretamente o tamanho, a uniformidade e a qualidade final do café. Já o excesso de água eleva custos operacionais, reduz a eficiência do uso do recurso e pode agravar desequilíbrios nutricionais e problemas fitossanitários. Por isso, a pergunta que orienta o manejo moderno não é apenas “quando irrigar”, mas “quanto aplicar em cada momento”.
A resposta exige cruzar variáveis: espécie cultivada, tipo e capacidade de retenção do solo, condições climáticas locais, estágio fenológico e sistema de irrigação instalado. Segundo dados da Embrapa, o manejo eficiente precisa dialogar com a demanda real da planta ao longo de todo o ciclo, e não seguir um calendário fixo.
Solo, frequência e decisão baseada em dados
O tipo de solo é determinante para a frequência de irrigação. Em solos de textura mais arenosa e menor capacidade de retenção, a perda de água acontece mais rapidamente, exigindo turnos de rega mais curtos. Em solos argilosos, com maior armazenamento, a frequência pode ser menor — desde que a planta permaneça abastecida dentro dos limites adequados de água disponível.
Essa lógica demanda monitoramento. O produtor que migra da irrigação por estimativa para a tomada de decisão baseada em sensores de solo, dados climáticos e evapotranspiração da cultura passa a operar com mais eficiência e menor desperdício. A Embrapa reforça que esse movimento é central para a cafeicultura irrigada de alta performance.
Fertirrigação: lâmina e nutrição no mesmo compasso
Outro ponto de atenção é a integração entre irrigação e nutrição. Segundo dados da Embrapa sobre fertirrigação, a aplicação de nutrientes via água deve acompanhar a demanda fenológica da cultura — o que reforça a necessidade de manejar lâmina e adubação de forma coordenada. Em fases de maior exigência fisiológica, como a frutificação, qualquer descompasso entre água e nutrientes pode limitar o potencial produtivo da lavoura.
Uniformidade: o gargalo invisível
A eficiência do sistema de irrigação não depende apenas do volume aplicado, mas da uniformidade de distribuição. Talhões com falhas de equipamento ou manejo desigual tendem a apresentar plantas com desenvolvimento heterogêneo, dificultando a padronização da lavoura e a eficiência das demais práticas culturais. Manutenção preventiva do sistema é, portanto, parte do manejo hídrico — não um item separado.
Produtividade e qualidade: o que a pesquisa aponta
Dados da Embrapa indicam que a irrigação bem conduzida ajuda a preservar a atividade fotossintética e a reduzir os impactos de períodos secos sobre produtividade e qualidade do produto final. Os efeitos variam conforme o ambiente e a tecnologia adotada, mas a conclusão da pesquisa é consistente: água bem manejada é ferramenta de estabilidade produtiva — não apenas de incremento pontual de produção.
O momento exige revisão da estratégia
Com o avanço da frutificação nas principais regiões produtoras, o início de 2026 é o período ideal para que o produtor revise sua estratégia hídrica com foco técnico. Monitorar o solo, acompanhar o comportamento da planta e cruzar com dados meteorológicos são os passos básicos para uma decisão assertiva. Em cafeicultura irrigada, eficiência começa na leitura correta da necessidade da lavoura.
AGROLINK – Aline Merladete
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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