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Meio Ambiente

Embrapa Milho e Sorgo recebe certificação de Qualidade em Ensaio Interlaboratorial de análises de Carbono

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Reprodução

 

O Laboratório Central Analítica da Embrapa Milho e Sorgo vem participando, desde 2023, do Ensaio de Proficiência em Carbono do Solo, promovido pela Embrapa Meio Ambiente e coordenado pela supervisora do Laboratório de Biogeoquímica Ambiental Juliana Marcatto.

O Ensaio de Proficiência em Carbono do Solo (EPCS) é um programa interlaboratorial pioneiro no Brasil e tem como finalidade harmonizar os resultados obtidos para análise de carbono (C) do solo entre os laboratórios participantes. O programa estabelece também uma rede colaborativa entre laboratórios para carbono no solo no Brasil. A rede busca subsidiar ações e iniciativas no mercado de carbono em estruturação no País. Nas primeiras rodadas, o EPCS teve como foco a avaliação da determinação do teor do C no solo.

Segundo a comissão do programa, o primeiro ano de ensaio de proficiência de laboratórios para determinação do teor total de carbono no solo evidenciou proficiência de 82% dos participantes com analisador elementar e excelente precisão nessas análises. Os avaliadores também constataram a necessidade de melhor entendimento acerca das características das amostras para a avaliação de outras técnicas analíticas para carbono e do analisador elementar por combustão seca.

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O supervisor do Setor de Gestão de Laboratórios da Embrapa Milho e Sorgo, Paulo Eduardo Ribeiro, destacou o ótimo desempenho da Embrapa Milho e Sorgo no programa. “Logo nas quatro amostras analisadas no primeiro ano, em três tivemos a classificação ‘Excelente’ e em uma ‘Bom’, o que nos levou a uma eficiência de 95% e um índice de imprecisão de apenas 1%. Em 2024, mantivemos esse desempenho, o que nos dá confiabilidade dos resultados que estamos entregando”.

“Considerando a importância que as linhas de pesquisas de Agricultura de Baixo Carbono e de Mudanças Climáticas estão adquirindo, acreditamos que essa análise continuará sendo estratégica para a empresa”, diz Ribeiro. As análises são feitas apenas para atender o público interno da Embrapa, relacionadas aos projetos de pesquisa.

Análise de carbono em solos por combustão seca

Foto: Manoel Ricardo Albuquerque Filho

Situada em Sete Lagoas, MG, a Embrapa Milho e Sorgo é uma das Unidades da Embrapa e vem realizando a análise de carbono em solos por combustão seca há mais de 16 anos, quando fez a transição da metodologia Walkley Black (via úmida) para a atual, com a participação dos técnicos de laboratório Flávio Antônio de Souza e Hosana Maria Andrade.

Atualmente, alguns projetos de pesquisa da Unidade demandam análises de carbono em solos. Dois exemplos são “Proposta de critérios de identificação de descontinuidade litológica para o Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (SiBCS)” e “Amostragens de solo para determinação dos estoques de carbono e nitrogênio no sistema Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF)”. (Foto à direita, Manoel Ricardo de Albuquerque Filho)

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Conforme relato do pesquisador João Herbert Viana, a determinação do carbono total é fundamental para os projetos que avaliam e quantificam os estoques de carbono no solo, e que medem os efeitos das práticas de manejo no armazenamento de carbono no solo e na sua dinâmica temporal. Segundo ele, a qualidade da análise é um elemento essencial para garantir a confiabilidade dos resultados e sua reprodutibilidade.

A pesquisadora Flávia Cristina dos Santos também demonstra a aplicabilidade desses estudos.  “As análises de carbono e, consequentemente, os estudos relacionados a esse tema são de grande importância para que possamos ter as medidas reais de contribuição do sequestro de carbono em solos arenosos, de acordo com as melhores práticas de manejo que estamos executando, como os protocolos Carne Baixo Carbono (CBC) e Carne Carbono Neutro (CCN). No geral, temos visto que a intensificação sustentável nesses solos, com emprego de sistemas integrados e manejo dos componentes solo, planta, animal e ambiência, tem levado ao maior sequestro de carbono em comparação com sistemas tradicionais de pecuária e até mesmo com áreas de Cerrado”, relata Santos. Um dos projetos de pesquisa que envolveu esses estudos foi o “Intensificação agrícola visando à sustentabilidade do uso de solos arenosos – Projeto Trijunção”.

Outros dois projetos, citados pelo pesquisador Miguel Gontijo Neto, vêm se beneficiando dessa análise: “Conversão de pastagem degradada em ambientes de produção intensiva (ILPF) na região Central de Minas Gerais – Fase II” e “Estratégias de manejo integrado de práticas agronômicas visando a ampliação e a sustentabilidade de sistemas de produção de grãos, em áreas reconvertidas de pastagens, na região centro-noroeste de Minas Gerais”.

 

 

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Sandra Maria Brito (MTb 06230/MG)
Embrapa Milho e Sorgo

Colaborou:  Astrogildo Nunes – astrogildonunes56@gmail.com

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Meio Ambiente

Frio e chuvas favorecem lavouras de inverno na Região Sul

Publicado

em

Foto: Pixabay

 

As lavouras de inverno da Região Sul seguem avançando sob condições meteorológicas, em geral, favoráveis, segundo previsão do Instituto Nacional de Meteorologia. As chuvas registradas recentemente contribuíram para a recomposição da umidade do solo, especialmente no Paraná, reduzindo a restrição hídrica e favorecendo a emergência, o enraizamento e o desenvolvimento vegetativo de culturas como trigo e aveia. No Paraná, a maior parte das áreas cultivadas está em fase vegetativa, embora ainda existam lavouras em emergência e outras iniciando a floração. Em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, a semeadura continua avançando com condições favoráveis ao estabelecimento inicial das culturas.

No caso da aveia cultivada em Guarapuava, no Paraná, os elevados volumes de chuva registrados no fim de maio e ao longo de junho mantêm o armazenamento de água no solo em níveis adequados, sem indicação de restrição hídrica durante o ciclo da cultura. O cenário favorece o desenvolvimento inicial das plantas e cria condições para o avanço da fase vegetativa.

A chegada de uma massa de ar frio ao longo da semana provoca queda nas temperaturas na Região Sul, especialmente no Paraná e em Santa Catarina, mantendo as máximas em patamares mais baixos. Segundo o Inmet, os efeitos do frio variam de acordo com o estágio de desenvolvimento das lavouras. Em fases iniciais, como emergência, emissão de folhas e perfilhamento, as culturas de inverno costumam apresentar maior tolerância às baixas temperaturas, registrando, em geral, apenas uma redução temporária no ritmo de crescimento.

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Nas lavouras em fase vegetativa, como a aveia em desenvolvimento inicial, o frio moderado tende a favorecer o perfilhamento, contribuindo para maior densidade de plantas e melhor uniformidade das áreas cultivadas. O risco, no entanto, aumenta em lavouras mais avançadas, principalmente durante as fases de alongamento, emborrachamento, floração e enchimento de grãos. Nesses estágios, episódios de frio intenso e geadas podem comprometer estruturas reprodutivas, afetar processos fisiológicos e reduzir o potencial produtivo.

Além dos impactos sobre as plantas, as baixas temperaturas também podem influenciar a dinâmica das pragas. O Inmet destaca que o frio tende a reduzir a atividade e a população de pulgões, responsáveis pela transmissão do vírus do nanismo-amarelo. Com menor pressão da praga no início do ciclo, pode haver redução da necessidade de aplicações precoces de inseticidas, desde que o monitoramento em campo confirme baixos níveis de infestação. O instituto ressalta ainda que a alternância entre períodos chuvosos e dias mais secos favorece a redução da pressão de doenças fúngicas nas culturas de inverno, especialmente quando comparada a cenários de elevada umidade e molhamento foliar prolongado.

A previsão meteorológica indica a intensificação e o deslocamento de um sistema de baixa pressão sobre a Região Sul nos próximos dias. A condição deverá favorecer a formação de áreas de instabilidade e o retorno das chuvas a partir de quinta-feira (18). Os maiores acumulados são esperados para o sudoeste, centro-sul e norte do Paraná, além do norte de Santa Catarina, onde os volumes podem superar os 50 milímetros.

As temperaturas devem permanecer baixas durante o fim de semana em grande parte do Rio Grande do Sul, na Serra de Santa Catarina e no sul do Paraná. Nessas áreas, as mínimas poderão ficar abaixo de 10°C, com registros pontuais inferiores a 8°C em regiões mais elevadas. As máximas devem permanecer abaixo de 12°C em grande parte da região.

Diante desse cenário, o Inmet reforça a importância do acompanhamento constante das atualizações meteorológicas para auxiliar o planejamento das atividades agrícolas, reduzir riscos operacionais e contribuir para a tomada de decisões relacionadas ao manejo das lavouras e à organização das operações de campo.

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Agrolink – Seane Lennon

Colaborou: Astrogildo Nunes – astrogildonunes56@gmail.com

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Meio Ambiente

Super El Niño pode aparecer já no inverno

Publicado

em

Imagem: Metsul

O consenso entre os principais modelos climáticos internacionais indica que o El Niño de 2026-2027 pode atingir intensidade muito forte e até histórica. Após o fim da chamada Barreira de Previsibilidade do Outono, período em que as previsões do Pacífico costumam ser menos confiáveis, os modelos passaram a convergir de forma impressionante para um cenário de forte aquecimento das águas do Pacífico Equatorial nos próximos meses.

Os sinais e indicadores observados atualmente no oceano e na atmosfera reforçam a perspectiva. Fortes rajadas de vento de Oeste sobre o Pacífico Equatorial estão favorecendo o deslocamento de águas mais quentes para Leste enquanto grandes volumes de calor se acumulam abaixo da superfície do mar.

Há possibilidade de novas ondas oceânicas de Kelvin nas próximas semanas, mecanismo que costuma acelerar o fortalecimento dos episódios de El Niño ao transportar calor adicional para a região Central e Leste do Pacífico.

Caso as projeções se confirmem, o mundo poderá enfrentar um “Super El Niño”, classificação usada para os eventos mais intensos já registrados. Não é possível afirmar se recordes históricos serão quebrados, mas o fenômeno se desenvolve em um planeta que já apresenta temperaturas globais sem precedentes. Por isso, um El Niño muito forte e com intensidade extraordinária entre o final de 2026 e o início de 2027 não é descartado.

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Com base nos indicadores atuais, com o índice tradicional ONI já apresentando 1,5ºC de anomalia em junho, que é anomalia equivalente a um El Niño forte, a MetSul considera altamente provável que condições de Super El Niño sejam alcançadas no trimestre entre julho e setembro com o pico do fenômeno ocorrendo no trimestre outubro a dezembro.

ESTADOS DO SUL SERÃO OS MAIS IMPACTADOS PELO SUPER EL NIÑO

O El Niño impacta o clima em todas as regiões do Brasil com a diminuição da chuva mais ao Norte do país e um grande aumento da precipitação mais ao Sul, mas nenhuma região deve ser tão afetada por este evento como o El Niño.

Para o Sul do Brasil, os sinais são especialmente preocupantes. A experiência histórica mostra que o El Niño inevitavelmente vai trazer chuva extrema, cheias de rios, enchentes, e muitos temporais severos de vento e granizo. Não é uma pergunta se haverá ou não enchentes, mas sim quantas e o tamanho.

A MetSul destaca que o período de maior risco será o segundo semestre, especialmente o fim do inverno e a primavera, e o outono de 2027, mas mesmo no verão podem ocorrer eventos extremos.

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Embora aumente o risco de uma nova catástrofe, o retorno do fenômeno com intensidade muito possivelmente maior que em 2023-2024 não significa que haverá uma repetição da enchente histórica de maio de 2024.

Não há relação linear entre a intensidade do El Niño e a ocorrência ou magnitude de um desastre em determinada região. As grandes enchentes dependem da soma de diversos fatores atmosféricos em paralelo e que só podem ser avaliados com maior precisão em previsões de curto prazo.

Com METSUL

Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – astrogildonunes56@gmail.com

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Meio Ambiente

Previsão de chuva para esta semana. Veja onde!

Publicado

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Imagem: Magnific

 

Onde mais vai ter chuva no Brasil nesta semana? Conforme a análise da MetSul, com base em modelos numéricos, a chuva terá maiores volumes nesta semana no Sul e no Norte do Brasil, embora chova com acumulados muito acima da média de junho em pontos entre o Centro-Oeste e o Sudeste.

Mapa mostra chuva no Brasil na semana

O mapa acima mostra a projeção de chuva para esta semana do modelo meteorológico Icon, do Deutscher Wetterdienst, o serviço meteorológico da Alemanha, e que pode ser consultado pelo nosso assinante na seção de mapas.

Na Região Norte, onde gradualmente chega ao fim o inverno amazônico e a temporada chuvosa na região, os maiores volumes devem se dar no Amazonas e Roraima, mas com volumes localmente altos no Norte do Pará e no Amapá. No Tocantins, a chuva será escassa com tempo seco.

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Na Região Nordeste, a precipitação deve ser escassa na maior parte da região e em grande número de cidades não chove nesta semana. Onde deve chover é em pontos da costa, inclusive forte em diferentes pontos.

No Centro-Oeste, a chuva será escassa parte da região nesta semana com dias em que o tempo seco e firme vai predominar. No entanto, áreas de baixa pressão que atuam no Sul do Brasil devem levar chuva ao Mato Grosso do Sul e até ao Centro-Sul de Goiás em plena estação seca do Planalto Central.

Já na Região Sudeste, também haverá instabilidade na segunda metade da semana. Os volumes de chuva podem ser altos para esta época do ano no interior de São Paulo. A chuva afetará ainda o Rio de Janeiro e o Oeste (Triângulo), Sul e o Centro de Minas Gerais.

No Sul do Brasil, a semana será de maior instabilidade com áreas de baixa pressão que vão formar dois ciclones na costa, um nesta terça e outro na sexta. A maioria dos dias da semana terá chuva na Região Sul. Instabilidade mais forte ocorre entre quinta e sexta pela segunda área de baixa pressão com risco de chuva forte e temporais.

Com METSUL

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Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – astrogildonunes56@gmail.com

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