Mato Grosso
Pais ou responsáveis já podem apresentar documentação para confirmação de matrículas

Assessoria
A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) alerta que os pais ou responsáveis já podem apresentar ou enviar, de forma virtual (upload), a documentação para confirmação de matrículas. O prazo de envio segue até 3 de janeiro de 2025.
A entrega presencial dos documentos na escola ocorre durante seu horário de funcionamento. Também é possível enviar a documentação inserindo digitalmente no portal da matrícula – no caso das escolas que têm matrícula web. Já as matrículas para as vagas remanescentes continuam exclusivamente na modalidade presencial.
É importante que os pais ou responsáveis estejam atentos a essa mudança, pois a matrícula presencial permite um contato direto com as equipes escolares, que podem esclarecer dúvidas e fornecer informações adicionais sobre o processo e as particularidades de cada escola.
Na confirmação de matrícula, os estudantes maiores de 18 anos, pais ou responsáveis legais por estudantes menores de idade, deverão assinar um Termo de Consentimento para Tratamento de Dados Pessoais. Este termo é uma exigência legal que busca proteger a privacidade dos estudantes e assegurar que seus dados serão utilizados de forma responsável e ética.
A Seduc alerta, ainda, que o sigilo acerca das informações pessoais é condição obrigatória para a efetivação da matrícula, reconhecendo a importância de manter a transparência e confiança entre as instituições de ensino e as famílias no que diz respeito ao manejo de informações pessoais sensíveis.
O ano letivo de 2025 terá início em 03 de fevereiro de 2025.
Rayane Alves | Seduc
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Comissão Famato Mulher destaca a força da liderança feminina durante o 1° dia do encontro ‘Elas no Campo’ 2026

Presidente da Comissão Famato Mulher, Luciana Tomain, destacou o avanço da participação feminina nos sindicatos rurais
O primeiro dia do Encontro Elas no Campo 2026 reuniu nesta quarta-feira (17), em Cuiabá, produtoras rurais, empresárias, especialistas e lideranças do agronegócio para debater temas ligados à gestão estratégica, governança, liderança feminina, inovação, economia, ESG e alta performance. A programação e os temas debatidos foram destacados pela Comissão Famato Mulher, que acompanha as discussões sobre o fortalecimento da presença feminina nos espaços de liderança e tomada de decisão no setor.
A presidente da Comissão Famato Mulher, Luciana Tomain, destacou o avanço da participação feminina nos sindicatos rurais de Mato Grosso e reforçou a importância de ampliar a presença das mulheres em espaços de liderança e tomada de decisão. Segundo ela, o trabalho desenvolvido nos últimos anos tem gerado resultados concretos.
“A comissão nasceu bem modesta, com um trabalho de formiguinha. E hoje eu posso te dizer, de coração aberto, que estamos colhendo bons frutos. Em 2023, nós tínhamos 208 mulheres ocupando cadeiras dentro dos sindicatos rurais. Hoje, eu venho falar para vocês que temos 355 mulheres ocupando cadeiras dentro dessa instituição. Isso é a valorização de cada uma de vocês e o entendimento de que vocês têm, sim, condição de estar naquele ambiente, ocupando aquelas cadeiras”, afirmou.
A CEO do Grupo Valure e idealizadora do Elas no Campo, Lorena Lacerda, destacou os desafios enfrentados para realizar a edição deste ano diante do cenário econômico vivido pelo agronegócio. Segundo ela, em diversos momentos considerou adiar o evento, mas decidiu seguir em frente por acreditar no propósito da iniciativa.
“O Elas no Campo não é só um evento. Ele é um ambiente de transformação, de oportunizar conteúdos relevantes, profundos, que nos preparam para as nossas carreiras e para as nossas vidas. Além disso, ele viabiliza um propósito maior, que é sustentar o Instituto Vivo Despertar”, disse durante a abertura do evento.
Ao longo do primeiro dia, as participantes acompanharam palestras e painéis voltados aos desafios e oportunidades do agronegócio, além de momentos de integração e networking. O encontro também reúne empresas parceiras e profissionais de diferentes segmentos do setor, promovendo a troca de experiências e conhecimento.
Em destaque esteve a palestra magna “Geopolítica: riscos e oportunidades para o agro brasileiro”, ministrada pelo economista Marcos Troyjo. O especialista apresentou uma análise do cenário internacional e dos reflexos das mudanças geopolíticas sobre as cadeias produtivas, os mercados e a competitividade do agronegócio brasileiro.
A advogada Isabela Fernandes Guilherme participou do Elas no Campo após ser contemplada em uma ação promovida pela Comissão Famato Mulher. De acordo com ela, a oportunidade representa um importante investimento em qualificação profissional e desenvolvimento pessoal. Além disso, os conhecimentos compartilhados durante a programação terão aplicação direta em sua atuação profissional.
“Esse é um conhecimento que levamos para a vida. As palestras abordam temas atuais e práticos, como inteligência artificial, que podem contribuir tanto na elaboração de peças jurídicas quanto na produção de conteúdo. Tenho certeza de que tudo o que estou aprendendo aqui será de grande valia para a minha carreira”, destacou.
Já Raquel Ferreira, estudante de Direito e funcionária do Sindicato Rural de Dom Aquino, conta que sempre quis participar do Elas no Campo: “O agronegócio está no sangue da família e vir aqui, para mim, é um privilégio poder acompanhar todos os assuntos que serão abordados. Agradeço a iniciativa da Comissão Famato Mulher, que nos deu a oportunidade de participar desse evento”.
Programação para o 2° dia
A agenda continua nesta quinta-feira (18) com debates sobre liderança, sucessão, gestão, bem-estar e estratégia para os negócios rurais. Um dos destaques será o painel “Conectando gerações – liderança, cultura e engajamento”, que contará com a participação da co-fundadora da Comissão Famato Mulher, Gabriela Tomain, ao lado de outras produtoras rurais e sucessoras do agro.
O segundo dia também terá discussões sobre sucessão patrimonial, gestão das emoções em ambientes de alta pressão, comunicação estratégica, além da palestra magna de encerramento com a personagem Dra. Rosângela, conhecida por abordar comportamento e relações humanas por meio do humor.
A programação desta edição foi construída a partir das sugestões apresentadas pelas participantes do encontro realizado em 2025.
Integrantes da Comissão Famato Mulher participaram do comitê de conteúdo responsável por colaborar com a definição dos temas e debatedores que integram a programação deste ano.
com Assessoria
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Programa Todos pelo Araguaia deve recuperar mil hectares de áreas degradadas até dezembro

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) deve concluir, até o final deste ano, os três lotes de execução do Programa “Todos pelo Araguaia”, alcançando a recuperação de aproximadamente 1.000 hectares de áreas degradadas na Bacia Hidrográfica do Alto Araguaia.
Nesta quarta-feira (17), representantes do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) e analistas ambientais de 14 estados brasileiros realizaram visitas técnicas a propriedades rurais beneficiadas pelo programa nos municípios de Barra do Garças e Torixoréu.
A atividade teve como objetivo conhecer de perto as ações de restauração ambiental desenvolvidas em Mato Grosso e avaliar os resultados já alcançados pela iniciativa.
Proprietária da Fazenda Cristal, localizada no município de Torixoréu, Enir Gonzaga Almeida conta que a recuperação de 31 hectares de sua propriedade representa a realização de um sonho.
“Eu nasci aqui na região e depois fui morar em Ribeirão Preto, em São Paulo. Quando eu passava por aqui tinha vontade de chorar porque o Rio Araguaia estava ficando seco. Quando eu me aposentei e decidimos voltar para a nossa terra, eu sentia a necessidade de fazer algo. Foi quando o projeto chegou até nós, uma bênção de Deus que veio até a nossa porta”, disse.
Na propriedade, foram recuperados 31 hectares de área, incluindo uma Área de Preservação Permanente (APP) que abriga três nascentes. A intervenção contemplou a instalação de cercamento para proteção da vegetação e o plantio de 6.163 mudas de espécies nativas do Cerrado.
“Há muito tempo queríamos fazer a recuperação dessa área, mas infelizmente não tínhamos condições por ser muito caro. Com o Todos pelo Araguaia, isso está sendo possível. Estou muito feliz vendo os resultados”, acrescentou a proprietária da Fazenda Cristal.
O Programa Todos pelo Araguaia é executado em 12 municípios mato-grossenses: Alto Araguaia, Alto Garças, Alto Taquari, Araguainha, Barra do Garças, General Carneiro, Guiratinga, Pontal do Araguaia, Ponte Branca, Ribeirãozinho, Tesouro e Torixoréu.
Entre as iniciativas implementadas pelo programa estão projetos de reflorestamento das margens dos rios, implementação de técnicas de manejo sustentável do solo e da água, campanhas educativas voltadas à sensibilização da população sobre a importância da conservação ambiental e o fomento de práticas agrícolas sustentáveis que harmonizem a produção econômica com a preservação dos ecossistemas.
Para aderir ao programa, o proprietário assina um termo de compromisso. As etapas do projeto incluem planejamento, plantio, manutenção, monitoramento e concessão do selo. Entre os benefícios da adesão estão a recuperação da área degradada, a valorização da propriedade, o aumento da produtividade e o apoio técnico especializado.
O proprietário da área recebe ainda o Selo Defensor do Araguaia, criado pelo Governo de Mato Grosso, como reconhecimento pela contribuição à restauração ambiental.
O Todos pelo Araguaia é desenvolvido pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e conta também com o apoio de parceiros como o Instituto Produzir, Conservar e Incluir (PCI) e o Ministério Público Estadual.
CLÊNIA GORETH | Sema MT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Ministra visita casa centenária restaurada em Mato Grosso e defende política de preservação

foto: assessoria
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, visitou Cuiabá nesta segunda-feira para conhecer a casa histórica da família de Dona Isabel, imóvel centenário restaurado com financiamento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e coordenação do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). A obra é uma das principais entregas do Programa Conviver na capital mato-grossense e simboliza uma nova forma de atuação da política de preservação do patrimônio cultural brasileiro: próxima das comunidades, das famílias e dos modos de vida que dão sentido à memória dos territórios.
Localizada no Largo do Rosário, no centro histórico de Cuiabá, a residência tem mais de 100 anos e pertence à família Carvalho há gerações. O imóvel, que chegou a ficar em situação crítica de degradação, foi recuperado com técnicas tradicionais de construção, participação da comunidade e envolvimento direto de estudantes universitários. Parte da reconstrução utilizou tijolos de adobe, produzidos conforme saberes locais.
Durante a visita, a ministra ressaltou que o Programa Conviver amplia o alcance das políticas de preservação ao contemplar não apenas grandes monumentos e edifícios públicos, mas também casas de famílias que vivem em imóveis de valor histórico e não teriam condições de arcar com os custos de uma restauração. “Sempre o patrimônio histórico foi mais atendido para as grandes obras. Mas como é que a gente faz isso para cuidar de todo o povo? Na gestão do Iphan, foi criada essa política, chamando as universidades, chamando as pessoas, dando esse sentido de valorização, de ter todo mundo contribuindo”, explicou a titular da Cultura.
O Conviver é uma iniciativa do Iphan voltada à gestão colaborativa do patrimônio cultural brasileiro, especialmente em territórios históricos onde vivem comunidades de baixa renda. A ação se estrutura por meio dos Canteiros-Modelo de Conservação, desenvolvidos em parceria com instituições públicas de Ensino Superior. Neles, professores, estudantes, moradores e técnicos compartilham saberes e realizam ações de conservação, restauro, educação patrimonial e assistência técnica gratuita.
Para o presidente do Iphan, Deyvesson Gusmão, a visita a Cuiabá atendeu a um desejo da ministra de conhecer de perto os resultados concretos da política pública. Ele destacou que o programa combina preservação, formação acadêmica e participação social. “O Programa Conviver atua nesse sentido da confiança na universidade pública, gratuita, na educação. Ele é também um programa de formação. Tudo que tem sido feito aqui tem sido feito envolvendo a comunidade”, afirmou.
A participação dos moradores foi um dos pontos centrais do processo de restauro. Segundo Dona Isabel, a reconstrução contou com colaboração ativa da população local, que trabalhou junto com os alunos da UFMT no pátio da igreja próxima ao imóvel. “A população, os moradores ajudaram muito os nossos alunos, a nossa equipe. A gente fez tudo isso aqui no pátio da igreja”, relatou.
Emocionada, Dona Isabel lembrou o medo de perder definitivamente a casa onde ela, seus filhos e netos foram criados. Para a família, a recuperação do imóvel representa mais do que uma obra física: é a preservação de uma história atravessada por gerações. “Eu pensava que meu neto ia ficar desprotegido. E aquilo doía muito. Nós estamos muito gratos de estar vivos, porque hoje a gente vai poder novamente estar aqui. Meus netos, meus filhos foram criados aqui, nós fomos criados aqui”, contou.
Ela também lamentou que a mãe não tenha vivido para ver a casa restaurada, mas celebrou a oportunidade de reunir novamente a família no espaço. “A minha mãe faleceu e, infelizmente, não viveu essa realização”, disse. Dona Isabel completou: “É um projeto que eu espero que continue realizando esse sonho com muitas famílias que estão precisando, porque a gente jamais teria condição de construir isso aqui novamente”.
Para Margareth Menezes, a história da Casa da Isabel demonstra como a preservação do patrimônio cultural está diretamente ligada à dignidade, à identidade e à melhoria da qualidade de vida da população. A ministra destacou que o cuidado com o patrimônio material e imaterial fortalece o sentimento de pertencimento e também pode impulsionar o turismo, a economia local e a geração de emprego e renda.
“Quando você apresenta um patrimônio bem cuidado, isso gera turismo, gera emprego. A memória é necessária para a gente saber de onde vem e para onde vai. A partir do momento que você cuida do patrimônio material e imaterial, você está dando pertencimento, está dando identidade”, pontuou.
A ministra também salientou o papel do Governo do Brasil na retomada das políticas culturais e na viabilização de ações que chegam diretamente à população: “A gente tem que agradecer ao presidente Lula, porque, quando ele traz o Ministério da Cultura, ele nos dá condição de fazer isso. Essas ações também fazem parte da melhoria da vida do povo”.
O Largo do Rosário, onde está localizada a casa, é uma área de grande relevância para a história de Cuiabá e do Brasil. O conjunto urbano se formou no século XVIII em torno da Igreja de Nossa Senhora do Rosário, tombada pelo Iphan, e guarda memórias importantes da presença negra na formação da cidade. A permanência das famílias no território e a conservação dos imóveis históricos contribuem para preservar não apenas a paisagem urbana, mas também os vínculos culturais, afetivos e comunitários construídos ao longo do tempo.
Ao visitar o imóvel restaurado, Margareth Menezes reforçou que o objetivo da gestão é fazer com que as políticas públicas de cultura e patrimônio cheguem a quem mais precisa. “Nossa intenção é que cada vez mais as políticas cheguem também a quem mais precisa. Esse é o nosso olhar. É uma alegria estar aqui comemorando esse momento com a família, com a universidade e com as pessoas da cidade de Cuiabá. Para mim, está sendo um momento especial”, comemorou a ministra.
A entrega da Casa da Isabel consolida o Programa Conviver como uma política de preservação que une memória, educação, assistência técnica, participação social e cidadania. Mais do que restaurar paredes, telhados e fachadas, a iniciativa fortalece o direito das comunidades de permanecerem nos territórios históricos e de serem reconhecidas como protagonistas da preservação da própria história.
Redação Só Notícias
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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