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Meio Ambiente

Chuva irregular e onda de calor agravam estiagem no Sul

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A chuva irregular e uma forte onda de calor vão agravar a estiagem nesta semana no Rio Grande do Sul, projeta a MetSul Meteorologia com base na análise de modelos usados em previsão do tempo. A situação tende a piorar principalmente em localidades entre o Centro e o Oeste do estado. O calor excessivo vai piorar a situação também em áreas do Uruguai e da Argentina que igualmente enfrentam estiagem.

Embora a chuva da última semana de janeiro tenha trazido uma melhora dos índices de umidade do solo em parte do estado, a estiagem prossegue e as perdas no campo só aumentam a cada dia. Com as crescentes perdas agrícolas, já calculadas em centenas de milhões de reais com algumas projeções apontando até bilhões de reais, o número de municípios em situação de emergência pela estiagem segue aumentando e deve passar de 50 nesta semana.

Municípios das regiões Missões, Centro e Fronteira Oeste registram perdas de 40% na lavoura de soja em razão da estiagem, informou a Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS).

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“Tem propriedades nas quais as perdas são de 100%”, disse Carlos Joel da Silva, presidente da entidade, citando dados obtidos durante reunião em Ijuí, na quinta-feira. Carlos Joel definiu a situação como crítica, com perdas consolidadas na cultura da soja. “Mesmo que chova, não muda mais. Dependendo do que chover nos próximos dias, teremos uma quebra ainda mais acentuada”, disse o presidente da Fetag durante o encontro realizado na cidade do Noroeste gaúcho.

Na avaliação dos agricultores, mesmo com a ocorrência de precipitações em volumes adequados, a produtividade da safra já está comprometida. A redução irreversível no rendimento da lavoura foi confirmada pelo diretor técnico da Emater/RS, Claudinei Baldissera. A empresa de extensão rural prepara um levantamento para atualizar com maior precisão os números relativos à safra 2024-2025 da soja. “Cerca de 70% da lavoura está na fase reprodutiva, que é floração, enchimento de grãos. É uma fase extremamente sensível à produtividade”, disse Baldissera.

Dois fatores vão contribuir para o agravamento da estiagem nesta semana no Rio Grande do Sul. Primeiro, uma intensa onda de calor. Em segundo lugar, a chuva tende a ser bastante irregular no estado. A onda de calor já teve início com máximas ontem próximas dos 40ºC do Centro para o Oeste e o Noroeste do estado.

O episódio de temperaturas significativamente altas vai ganhar força, especialmente entre hoje e quarta, com máximas próximas ou acima de 40ºC em várias regiões. Pontos do Centro para o Oeste do Rio Grande do Sul podem registrar nesta semana marcas tão altas quanto 41ºC a 42ºC, não se descartando marcas localizadas mesmo superiores com calo opressivo.

Uma vez que a chuva será muito irregular, embora isoladamente forte, durante os próximos dias, o calor muito intenso vai acelerar a perda de umidade do solo e agravar a estiagem no Rio Grande do Sul, aumentando as perdas no campo.

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É bastante importante enfatizar que modelos têm dificuldades em antecipar volumes em episódios de chuva forte localizada associados ao calor, assim é certo que haverá setores que devem ter mais chuva que o indicado no mapa.

É fundamental que chova porque a perda de umidade do solo pela evapotranspiração se acelera muito sob calor intenso a extremo. A evapotranspiração é o processo combinado de perda de água para a atmosfera, que ocorre tanto pela evaporação direta do solo quanto pela transpiração das plantas. Esse fenômeno desempenha um papel fundamental no ciclo hidrológico, influenciando o balanço hídrico e a disponibilidade de água para as culturas agrícolas.

Quando a evapotranspiração é intensa, a água disponível no solo pode se esgotar rapidamente, reduzindo a umidade e tornando-o menos propício ao desenvolvimento das plantas. Isso é particularmente crítico em períodos de estiagem, quando a reposição de água pelo sistema natural ou irrigação é limitada.

(Com METSUL e Ronaldo Coutinho)

Redação Sou Agro

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Meio Ambiente

Super El Niño pode aparecer já no inverno

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Imagem: Metsul

O consenso entre os principais modelos climáticos internacionais indica que o El Niño de 2026-2027 pode atingir intensidade muito forte e até histórica. Após o fim da chamada Barreira de Previsibilidade do Outono, período em que as previsões do Pacífico costumam ser menos confiáveis, os modelos passaram a convergir de forma impressionante para um cenário de forte aquecimento das águas do Pacífico Equatorial nos próximos meses.

Os sinais e indicadores observados atualmente no oceano e na atmosfera reforçam a perspectiva. Fortes rajadas de vento de Oeste sobre o Pacífico Equatorial estão favorecendo o deslocamento de águas mais quentes para Leste enquanto grandes volumes de calor se acumulam abaixo da superfície do mar.

Há possibilidade de novas ondas oceânicas de Kelvin nas próximas semanas, mecanismo que costuma acelerar o fortalecimento dos episódios de El Niño ao transportar calor adicional para a região Central e Leste do Pacífico.

Caso as projeções se confirmem, o mundo poderá enfrentar um “Super El Niño”, classificação usada para os eventos mais intensos já registrados. Não é possível afirmar se recordes históricos serão quebrados, mas o fenômeno se desenvolve em um planeta que já apresenta temperaturas globais sem precedentes. Por isso, um El Niño muito forte e com intensidade extraordinária entre o final de 2026 e o início de 2027 não é descartado.

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Com base nos indicadores atuais, com o índice tradicional ONI já apresentando 1,5ºC de anomalia em junho, que é anomalia equivalente a um El Niño forte, a MetSul considera altamente provável que condições de Super El Niño sejam alcançadas no trimestre entre julho e setembro com o pico do fenômeno ocorrendo no trimestre outubro a dezembro.

ESTADOS DO SUL SERÃO OS MAIS IMPACTADOS PELO SUPER EL NIÑO

O El Niño impacta o clima em todas as regiões do Brasil com a diminuição da chuva mais ao Norte do país e um grande aumento da precipitação mais ao Sul, mas nenhuma região deve ser tão afetada por este evento como o El Niño.

Para o Sul do Brasil, os sinais são especialmente preocupantes. A experiência histórica mostra que o El Niño inevitavelmente vai trazer chuva extrema, cheias de rios, enchentes, e muitos temporais severos de vento e granizo. Não é uma pergunta se haverá ou não enchentes, mas sim quantas e o tamanho.

A MetSul destaca que o período de maior risco será o segundo semestre, especialmente o fim do inverno e a primavera, e o outono de 2027, mas mesmo no verão podem ocorrer eventos extremos.

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Embora aumente o risco de uma nova catástrofe, o retorno do fenômeno com intensidade muito possivelmente maior que em 2023-2024 não significa que haverá uma repetição da enchente histórica de maio de 2024.

Não há relação linear entre a intensidade do El Niño e a ocorrência ou magnitude de um desastre em determinada região. As grandes enchentes dependem da soma de diversos fatores atmosféricos em paralelo e que só podem ser avaliados com maior precisão em previsões de curto prazo.

Com METSUL

Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Meio Ambiente

Previsão de chuva para esta semana. Veja onde!

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Imagem: Magnific

 

Onde mais vai ter chuva no Brasil nesta semana? Conforme a análise da MetSul, com base em modelos numéricos, a chuva terá maiores volumes nesta semana no Sul e no Norte do Brasil, embora chova com acumulados muito acima da média de junho em pontos entre o Centro-Oeste e o Sudeste.

Mapa mostra chuva no Brasil na semana

O mapa acima mostra a projeção de chuva para esta semana do modelo meteorológico Icon, do Deutscher Wetterdienst, o serviço meteorológico da Alemanha, e que pode ser consultado pelo nosso assinante na seção de mapas.

Na Região Norte, onde gradualmente chega ao fim o inverno amazônico e a temporada chuvosa na região, os maiores volumes devem se dar no Amazonas e Roraima, mas com volumes localmente altos no Norte do Pará e no Amapá. No Tocantins, a chuva será escassa com tempo seco.

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Na Região Nordeste, a precipitação deve ser escassa na maior parte da região e em grande número de cidades não chove nesta semana. Onde deve chover é em pontos da costa, inclusive forte em diferentes pontos.

No Centro-Oeste, a chuva será escassa parte da região nesta semana com dias em que o tempo seco e firme vai predominar. No entanto, áreas de baixa pressão que atuam no Sul do Brasil devem levar chuva ao Mato Grosso do Sul e até ao Centro-Sul de Goiás em plena estação seca do Planalto Central.

Já na Região Sudeste, também haverá instabilidade na segunda metade da semana. Os volumes de chuva podem ser altos para esta época do ano no interior de São Paulo. A chuva afetará ainda o Rio de Janeiro e o Oeste (Triângulo), Sul e o Centro de Minas Gerais.

No Sul do Brasil, a semana será de maior instabilidade com áreas de baixa pressão que vão formar dois ciclones na costa, um nesta terça e outro na sexta. A maioria dos dias da semana terá chuva na Região Sul. Instabilidade mais forte ocorre entre quinta e sexta pela segunda área de baixa pressão com risco de chuva forte e temporais.

Com METSUL

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Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Meio Ambiente

Virada no tempo confirmada: formação de ciclone traz mudanças

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Após vários dias de frio persistente em grande parte do país, uma nova mudança no tempo está prestes a ocorrer. Modelos de previsão indicam a formação de um sistema de baixa pressão sobre a Região Sul, que vai se aprofundar e se transformar em um ciclone.

O sistema impulsionará uma frente fria em direção ao país e deve provocar um aumento da nebulosidade, chuva e ventos intensos. Inicialmente, o sistema atuará sobre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, posteriormente avançando para outras regiões do país.

Formação de ciclone aumenta instabilidades no Sul

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Durante o sábado (6), uma área de baixa pressão atmosférica começará a se aprofundar e, até a segunda-feira (8), o sistema ganhará força e se transformará em um ciclone, ocasionando a formação de pancadas de chuva sobre o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Já na terça-feira (9), a sua frente fria associada avançará em direção ao Sudeste, provocando pancadas de chuva em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Previsão de nebulosidade, pressão, ventos e chuva na segunda-feira durante a noite mostra a formação de um ciclone na altura do Rio Grande do Sul e do Uruguai, ocasionando chuva.

Ao total, os maiores acumulados previstos podem chegar perto dos 100 mm totais ao longo da semana que vem, especialmente no Paraná, Mato Grosso do Sul e oeste de São Paulo, como é possível observar na imagem abaixo. Rio Grande do Sul e Santa Catarina também registrarão acumulados significativos de chuva.

Previsão de acumulados totais de chuva até a sexta-feira da semana que vem mostra as áreas com maior potencial para registrar volumes significativos após a formação do ciclone.

Embora não haja previsão de eventos extremos, as tempestades (que se formam especialmente durante a tarde e a noiteainda podem causar transtornos pontuais para a população, como alagamentos, queda de galhos de árvores e cortes no fornecimento de energia elétrica.

Massa de ar polar derruba as temperaturas

Além da chuva, o sistema será acompanhado por uma intensa massa de ar polar que avançará pelo centro-sul do Brasil a partir da segunda-feira (8). O ar frio ganhará força ao longo da semana e provocará uma queda expressiva das temperaturas em grande parte do Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

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Previsão de anomalia de temperaturas em 850 hPa na segunda-feira de noite mostra uma massa de ar frio começando a avançar pelo Brasil na retaguarda da frente fria ocasionada pelo ciclone.

Até quinta-feira (11), as temperaturas mínimas poderão ficar abaixo dos 10°C em diversas áreas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, sul de Minas Gerais e sul do Mato Grosso do Sul. Em regiões de maior altitude, como a serra gaúcha e catarinense, as condições poderão favorecer a formação de geadas isoladas, especialmente durante a madrugada e o início da manhã.

As condições de frio mais intenso serão observadas na quarta-feira (10) e na quinta-feira (11), e além dos estados mencionados, esse resfriamento também será sentido em áreas do Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais e Espírito Santo, podendo alcançar até mesmo partes da Bahia nos últimos dias da semana.

Previsão de temperaturas mínimas na quarta-feira mostra o avanço do ar polar e o resfriamento intenso em diversos estados brasileiros do Sul, Sudeste e Centro-Oeste semana que vem.

Com o avanço da massa de ar polar, a tendência será de uma semana mais fria do que o normal em grande parte das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Estados como Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul devem registrar temperaturas persistentemente abaixo da média para o período, como podemos observar na imagem abaixo.

Previsão de anomalias de temperaturas entre os dias 8 e 15 de Junho ilustra a atuação da nova massa de ar frio que avançará sobre o Brasil ao longo de toda a semana que vem. (ECMWF)

Diante da previsão de frio intenso, geadas e mudanças significativas no tempo, é recomendável acompanhar as atualizações e se preparar para a queda das temperaturas nos próximos dias. Não deixe de conferir as previsões de chuva e temperatura mínima específicas para a sua cidade, que estão disponíveis aqui no portal.

Com Meteored Brasil

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Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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