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Mato Grosso

Licenciamento ambiental será prioridade no Senado

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Foto: Agência Senado

 

O senador Davi Alcolumbre (União-AP) foi eleito, neste sábado (1º), presidente do Senado Federal para os próximos dois anos (2025-2026). Eleito com 73 votos, o senador recebeu apoio de diversos partidos, tanto da base governista quanto da oposição. A nova Mesa Diretora também contará com Eduardo Gomes (PL-TO) como 1º vice-presidente, Humberto Costa (PT-PE) como 2º vice-presidente, Daniella Ribeiro (PSB-PB) como 1ª secretária, Confúcio Moura (MDB-RO) como 2º secretário, Ana Paula Lobato (PDT-MA) como 3ª secretária, além do senador Laércio Oliveira (PP-SE), que ocupará o cargo de 4º secretário.

A eleição ocorreu por meio de votação secreta, com cédulas de papel. O cargo de presidente do Senado tem grande relevância institucional, sendo responsável por presidir o Congresso Nacional, empossar o presidente da República e pautar as votações na Casa. Em seu discurso, Alcolumbre enfatizou o compromisso com o diálogo e a independência do Senado. “O futuro nos convoca. Um futuro que exige coragem para enfrentar desafios, experiência para liderar com sabedoria e, acima de tudo, um compromisso inafastável com a democracia”, declarou.

Entre as lideranças que se manifestaram sobre a nova composição do Senado, a senadora Tereza Cristina (PP-MS), coordenadora política da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) no Senado, destacou que o licenciamento ambiental (PL 2159/2021) será uma das pautas prioritárias da bancada na Casa neste ano. Para a senadora, a modernização das regras ambientais é essencial para destravar a infraestrutura e a logística do país, garantindo segurança jurídica ao setor produtivo e respeitando a sustentabilidade.

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“Conheço muito o senador Davi e sei que seu estilo é completamente diferente do de seu antecessor. Tenho certeza de que ele facilitará o andamento dos trabalhos nesta Casa, promovendo um relacionamento produtivo entre governo e oposição. Precisamos de agilidade na votação de projetos fundamentais para o desenvolvimento do Brasil”, afirmou a senadora.

Tereza Cristina enfatizou que, com a eleição de Alcolumbre no Senado e de Hugo Motta (Republicanos-PB) na Câmara dos Deputados, a FPA ganha mais força para avançar com pautas de interesse do setor. “O Brasil está muito atrasado em relação à lei do licenciamento ambiental. Isso tem gerado sérios entraves à economia e ao desenvolvimento do país. Precisamos enfrentar essa questão e reduzir a burocracia”, pontuou.

A parlamentar mencionou que, recentemente, esteve na Europa e acompanhou debates sobre o tema no Parlamento Europeu, onde há um movimento para simplificar processos burocráticos e garantir mais eficiência ao setor produtivo. “O mundo hoje é muito rápido, e não podemos ter licenciamentos que travem o desenvolvimento. É claro que devemos manter o cuidado com a sustentabilidade e as mudanças climáticas, mas precisamos aprovar esse projeto ainda no primeiro semestre”, acrescentou.

O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (PP-PR), parabenizou a eleição do senador Davi Alcolumbre, destacou a importância do andamento das pautas prioritárias do setor no Senado e reforçou a posição da senadora, defendendo um modelo de licenciamento que concilie proteção ambiental com eficiência produtiva.

“Parabenizo o presidente eleito Davi Alcolumbre. No ano passado, ele assumiu compromissos com o nosso setor e com a FPA, e esperamos contar com seu apoio para avançarmos nas pautas fundamentais para o agro no Congresso Nacional,” ressaltou Lupion, destacando a necessidade de aprovar uma nova legislação sobre licenciamento ambiental que assegure a proteção do meio ambiente sem comprometer a produção agropecuária. “O produtor rural já adota boas práticas, mas não pode ser prejudicado por uma burocracia excessiva e ineficiente”, afirmou.

Com a nova configuração da Mesa Diretora do Senado, a expectativa é de que temas estratégicos para o setor agropecuário avancem com mais celeridade. O licenciamento ambiental será um dos principais pontos de debate da FPA no Congresso neste ano, com o objetivo de garantir mais competitividade ao setor produtivo, segurança jurídica e desenvolvimento sustentável.

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Integrante da FPA, o senador Eduardo Gomes (PL-TO), eleito 1º vice-presidente do Senado, também comentou sobre a nova gestão e as pautas prioritárias. “Acredito que teremos um período produtivo no Senado, com uma administração focada no diálogo e no avanço de projetos que são essenciais para o Brasil. O licenciamento ambiental é uma dessas questões que precisam ser resolvidas com urgência, garantindo segurança para quem produz e respeitando o meio ambiente”, declarou.

Também integrante da FPA, o senador Laércio Oliveira (PP-SE), novo 4º secretário da Mesa Diretora, ressaltou a necessidade de equilíbrio na condução das pautas legislativas. “A política é a arte de construir consensos. É preciso dialogar para encontrar soluções que beneficiem a sociedade como um todo, respeitando as diferenças, mas sempre priorizando o interesse público”, afirmou.

Mesa Diretora do Senado Federal ((2025-2026)

Presidente: Davi (UNIÃO/AP)

1º Vice-Presidente: Eduardo Gomes (PL-TO)

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2º Vice-Presidente: Humberto Costa (PT-PE)

1º Secretário: Daniella Ribeiro (PSD-PB)

2º Secretário: Confúcio Moura (MDB-RO)

3º Secretário: Ana Paula Lobato (PDT-MA)

4º Secretário: Laércio Oliveira (PP-SE)

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1º Suplente: Chico Rodrigues (PSB-RR)

2º Suplente: Mecias de Jesus (REPUBLICANOS-RR)

3º Suplente: Styvenson Valentim (PSDB-RN)

4º Suplente: Soraya Thronicke (PODEMOS-MS)

(Por Agência FPA)

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Redação Sou Agro

Colaborou:  Astrogildo Nunes – [email protected]

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Mato Grosso

Governo libera bônus maior para soja e milho com melhor manejo

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Gerada por IA

 

O Governo Federal autorizou a implementação de uma nova etapa de incentivo ao seguro rural, com foco direto em produtores de soja e milho segunda safra. A medida foi oficializada nesta quarta-feira (29.04), com a publicação da Resolução nº 111/2026 no Diário Oficial da União (DOU).

Na prática, o texto aprova a segunda fase de um projeto-piloto que muda a lógica de concessão de subsídios, passando a considerar o nível de manejo adotado pelo produtor — ou seja, quanto melhor a prática agrícola, maior tende a ser o benefício.

A iniciativa integra o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e busca reduzir riscos, principalmente relacionados à seca, que impacta diretamente a produtividade.

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De acordo com a resolução, a classificação das áreas será feita em quatro níveis de manejo (NM1 a NM4), com base em critérios técnicos desenvolvidos pela Embrapa, levando em conta fatores físicos, químicos e biológicos do solo.

Subvenção maior para quem maneja melhor

O incentivo financeiro varia conforme o nível de manejo da área:

Para soja:

• 20% (NM1)

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• 30% (NM2)

• 35% (NM3)

• 40% (NM4)

Para milho 2ª safra:

• 40% (NM1

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• 45% (NM2)

• 50% (NM3 e NM4)

Ou seja, produtores que adotam melhores práticas agrícolas terão acesso a percentuais mais altos de subvenção, reduzindo o custo do seguro.

Recursos limitados

O projeto terá orçamento restrito:

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• R$ 1 milhão para soja

• R$ 1 milhão para milho segunda safra

Os valores fazem parte do orçamento geral do PSR para 2026 e poderão ser redistribuídos caso não sejam totalmente utilizados.

Para ter acesso ao benefício, o seguro contratado deve garantir cobertura mínima de 65% da produtividade esperada, dentro da modalidade multirrisco.

Além disso, se a apólice for cancelada, o valor subsidiado pelo governo deverá ser devolvido ao Ministério da Agricultura.

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Teste antes de ampliar

A proposta ainda é experimental. Ao final do projeto, o governo terá até 90 dias para apresentar um relatório com os resultados e avaliar se o modelo será ampliado para outros ciclos e culturas.

A expectativa é que o novo formato incentive boas práticas no campo ao mesmo tempo em que amplia a adesão ao seguro rural — um dos principais instrumentos de proteção financeira do produtor.

VGN

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Mato Grosso

Educação inteligente: Lucas do Rio Verde capacita profissionais da rede municipal para uso pedagógico da Inteligência Artificial

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Foto: Ascom Prefeitura/Camilly Barros

 

A cidade que avança é aquela que se mantém aberta à inovação e à tecnologia. Em Lucas do Rio Verde, esse olhar inovador também está presente na educação. Por isso, a Secretaria Municipal de Educação, por meio do Centro de Formação, tem realizado ações voltadas à preparação de professores, gestores e coordenadores da rede municipal para o uso consciente, pedagógico e criativo das tecnologias educacionais.

Nesse sentido, profissionais da rede participaram, nesta quinta-feira (30), da formação “Inteligência Artificial na Educação”, que buscou explicar como a tecnologia funciona, em quais contextos pode ser aplicada e de que forma pode ser utilizada no ambiente escolar. Como exemplos, foram apresentadas possibilidades de uso no planejamento pedagógico e na criação de atividades que tornem o processo de ensino-aprendizagem mais dinâmico, atrativo e significativo para os estudantes.

A iniciativa está alinhada às orientações do Ministério da Educação (MEC) sobre o uso da Inteligência Artificial na Educação Básica, que reconhecem a presença dessa tecnologia no cotidiano de docentes e estudantes e orientam as redes de ensino a se prepararem para sua incorporação de forma responsável e pedagógica.

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“Este é um movimento que acontecerá em nível nacional. Por isso, estamos nos antecipando para que os professores se sintam amparados e preparados para utilizar as tecnologias educacionais. Esta é apenas a primeira de uma série de formações que serão realizadas ao longo do ano e que, com certeza, irão fortalecer a Educação de Lucas do Rio Verde”, destacou a coordenadora de Ciência, Tecnologia e Robótica da rede municipal, Dayelle Ribeiro.

“Com certeza, é um assunto muito pertinente, visto que a tecnologia está presente e não há como fugir disso. Precisamos utilizá-la de forma proveitosa, para que realmente possa contribuir com o ensino das nossas crianças”, afirmou a professora Kátia Melo, que participou da formação.

Com iniciativas como essa, Lucas do Rio Verde reforça o compromisso com uma educação pública de qualidade, que acompanha as transformações da sociedade e investe na formação de seus profissionais. Ao integrar a Inteligência Artificial ao contexto escolar de forma consciente e pedagógica, o município amplia possibilidades de ensino e fortalece práticas mais significativas e alinhadas ao presente. (com Ascom Prefeitura/Camilly Barros)

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Mato Grosso

Várzea Grande terá 13 cursos gratuitos para produtores rurais em maio

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Foto: Assessoria

A Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável de Várzea Grande (SEMMADRS) levará, ao longo do mês de maio, 13 cursos de capacitação técnica voltados a produtores e trabalhadores rurais do município. As formações são promovidas por parceria conquistada pela Coordenadoria de Desenvolvimento Rural com o Sindicato Rural de Nossa Senhora do Livramento e o SENAR-MT.

Na próxima semana, entre os dias 4 e 8 de maio, seis cursos ocorrerão simultaneamente em diferentes comunidades rurais. Entre os temas ofertados estão operação e regulagem de tratores agrícolas, produção artesanal de derivados do leite e utilização de drones na agropecuária.

A programação também inclui cursos de panificação artesanal, produção de embutidos e defumados de carne bovina, além de cultivo de hortaliças folhosas.

De acordo com a Secretaria, as capacitações têm como foco a qualificação da mão de obra no campo e o fortalecimento da produção rural. “O objetivo é levar conhecimento técnico diretamente às comunidades rurais”, destacou o secretário municipal Ricardo Amorim.

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O coordenador de Desenvolvimento Rural, Leandro Silva, ressaltou que as ações buscam ampliar as oportunidades para os produtores locais. “Os cursos contribuem para melhorar a produção e abrir novas possibilidades de geração de renda”, afirmou.

A programação seguirá ao longo de maio, contemplando diferentes comunidades do município.

Fonte: SECOM-VG

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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