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Agronegócio

associado da Aprosoja MT compartilha desafios e superações na colheita da safra 24/25

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Assessoria

 

O início da colheita da safra 24/25 trouxe desafios e expectativas na Fazenda Lavínia, no município de Vera, onde o produtor associado da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Marcos Lorenzi, compartilhou um pouco de sua trajetória e rotina em um dia de colheita.

Aos 43 anos, Marcos cresceu no meio rural, seguindo os passos da família. Sua história no agro começou quando seus pais deixaram Espumoso, no Rio Grande do Sul, em 1986, e se mudaram para Mato Grosso para trabalhar com a produção de soja.

“Desde que me entendo por gente, estou no meio da lavoura. Crescemos no agro, e o amor por essa vida veio naturalmente”, conta o produtor. Após o falecimento do pai em 2021, ele e o irmão assumiram a administração da propriedade, mantendo o legado familiar. “Nosso grupo era formado pelo meu pai, ele e meu irmão, uma sociedade e meu pai veio a falecer, a partir daí eu e o meu irmão continuamos tocando, da mesma maneira.”

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Este ano, a colheita na Fazenda Lavínia começou no dia 4 de fevereiro, cerca de dez dias depois do esperado devido ao atraso das chuvas no início do plantio. A instabilidade climática, com chuvas intensas em novembro, dezembro e janeiro, trouxe dificuldades na aplicação de defensivos e afetou a rotina no campo. “As chuvas atrasaram um pouco o plantio, mas agora o tempo está firme. A expectativa é boa, mas só saberemos o peso real do grão quando colocarmos a máquina na lavoura”, explicou Marcos Lorenzi.

Na propriedade, o dia de colheita começa com planejamento. Antes de entrar na lavoura, Marcos e a equipe realizam a manutenção das máquinas e monitoram a umidade do grão para garantir que a operação aconteça no momento ideal. O produtor contou que nesta safra eles têm uma ajuda especial, um novo armazém da família que garante um ponto de tranquilidade em meio aos desafios permitindo a armazenagem da produção sem pressa e filas, evitando descontos e garantindo a qualidade do grão.

“O armazém trouxe uma tranquilidade grande para nós, mal começamos a trabalhar com ele, porque é a primeira safra, mas eu não me vejo mais sem ele. Nós produtores dependemos muito do clima e agora tendo o nosso próprio armazém, temos a tranquilidade de colher o grão um pouco mais úmido, de não ter muito desconto nos outros armazéns e também de guardar o nosso produto em um armazém que é seu, não ter o risco de acontecer algum problema”, disse.

Durante a colheita, cada dia de sol é valorizado pelos produtores, que concentram seus esforços para aproveitar ao máximo as condições favoráveis. Marcos Lorenzi vive essa rotina intensa ao lado da família, que permanece na fazenda durante todo o período. “Eu moro em Sinop e nessa época, que começa a colheita, nem voltamos mais, trouxe a família, minha esposa e filhos, meu filho inclusive está ajudando aqui e a ideia é ir embora só quando terminar. Meu filho agora está começando, vamos trazendo ele para dentro das atividades e a ideia é que ele dê sequência, da mesma forma que nós demos com o meu pai, é o desejo nosso, eu acredito que ele vai continuar”, contou.

Mesmo diante das dificuldades, a esperança e a fé acompanham Marcos em cada etapa do trabalho. “Agora é torcer para que o tempo continue ajudando e que todos nós produtores tenhamos uma ótima safra. Pedimos sempre a Deus que abençoe nosso trabalho e de todos que estão no campo”, conclui o produtor.

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Da Assessoria / Aprosoja MT

Colaborou: Astrogildo Nunes [email protected]

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Agronegócio

Cotações Agropecuárias: Demanda sustenta reação do feijão carioca; preto segue sob pressão

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Imagem: Embrapa/Arquivo

O mercado de feijão carioca reagiu parcialmente na semana passada, impulsionado pela retomada das negociações por parte dos compradores, especialmente para lotes de melhor qualidade (nota 9 ou superior).

Produtores tentam elevar os preços, mas esbarram na disponibilidade restrita desses grãos e na dificuldade de repasse ao varejo.

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Já as cotações do feijão preto, de acordo com pesquisadores do Cepea, seguem em queda, pressionadas pela proximidade da segunda safra.

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No consumo, as expressivas altas registradas no campo no início do ano continuam sendo repassadas ao varejo.

Segundo o IPCA, março registrou variações positivas em ambas as variedades. O feijão carioca avançou 15,40% no mês, acumulando alta de 27,73% em 12 meses.

Já o feijão preto registrou valorização de 7,12% em março, movimento que sinaliza recuperação em relação à queda acumulada de 13,95% em 12 meses.

MILHO/CEPEA: Oferta aumenta, e Indicador recua quase 5% em abril

No mercado brasileiro, os valores do milho tiveram quedas intensas na semana passada, influenciados pelo aumento da oferta e pela pressão exercida por compradores.

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Segundo o Cepea, a desvalorização do dólar frente ao Real também reforçou o movimento de baixa de preço do cereal no mercado spot.

Assim, no acumulado da parcial de abril (até o dia 16), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP) recuou fortes 4,8% e voltou a operar nos patamares de janeiro deste ano.

Neste contexto, consumidores seguem atentos ao avanço da colheita da safra verão, à melhora do clima para o desenvolvimento da segunda safra e à forte queda do dólar – que reduz a paridade de exportação –, e, assim, negociam apenas de forma pontual, quando existe a necessidade de recomposição dos estoques ou quando vendedores aceitam patamares menores.

Do lado da venda, parte dos agentes se mostra mais flexível nas negociações, mas ainda encontra dificuldades em comercializar grandes lotes.

Com Cepea

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Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Frango fica mais barato que carnes de boi e porco

Publicado

em

Imagem: Freepik

O preço do frango resfriado subiu 6,6% na primeira quinzena de abril, passando de cerca de R$ 6,73/kg em março para R$ 7,18/kg, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq). A alta foi puxada principalmente pelo aumento do frete, pressionado pelo diesel, e pela melhora no consumo no início do mês.

Na comparação com a carne bovina, o frango voltou a ganhar vantagem. Hoje, enquanto o frango gira em torno de R$ 7/kg, o boi no atacado (carcaça) opera na faixa de R$ 20 a R$ 22/kg, o que coloca a relação em cerca de 3 vezes mais caro para a carne bovina. É o maior diferencial dos últimos anos, o que favorece a troca no consumo: quando o boi sobe, o consumidor migra para o frango.

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Já frente à carne suína, o cenário é inverso. A carcaça suína caiu e hoje gira próxima de R$ 12 a R$ 13/kg, reduzindo a diferença para o frango e tornando o suíno mais competitivo. Na prática, o frango ganha mercado do boi, mas perde espaço para o porco.

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No campo, o impacto vai além do preço da carne. O aumento do frete pesa diretamente no custo da cadeia — do transporte de ração ao escoamento da produção — e limita ganhos maiores ao produtor.

O Brasil é um dos maiores players globais da proteína de frango. Em 2025, a produção ficou próxima de 15 milhões de toneladas, com exportações ao redor de 5 milhões de toneladas, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal. Isso significa que cerca de 65% a 70% da produção fica no mercado interno, que segue como principal destino da carne de frango.

O consumo doméstico continua elevado. O brasileiro consome, em média, 45 a 47 quilos de carne de frango por ano, o maior entre as proteínas. Esse volume explica por que pequenas variações de preço têm impacto direto no mercado.

Para o produtor, o momento é de atenção. O preço reage, mas os custos — principalmente transporte e insumos — seguem pressionados. Para o consumidor, o frango continua sendo a proteína mais acessível frente ao boi, mas começa a disputar espaço com o suíno, que ficou mais barato nas últimas semanas.

Com Pensar Agro

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Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Alta dos hortifrúti eleva cesta básica ao maior preço já registrado

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Divulgação

 

Com crescimento semanal de 33,5% para o tomate e de 11,8% para a batata, a cesta básica em Cuiabá apresentou aumento expressivo de 4,34% em seu valor nesta terceira semana de abril, atingindo, em média, R$ 862,76, o maior valor da série histórica apurado pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT).

Após um período de estabilidade registrado nas últimas semanas, a cesta básica voltou a apresentar alta, com o valor atual ficando 2,22% acima dos R$ 844,04 observados no mesmo período de 2025.

O presidente da Fecomércio-MTWenceslau Júnior, destaca o avanço no custo da cesta, que compromete o consumo das famílias, especialmente de itens considerados essenciais.

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“O aumento expressivo do valor médio da cesta básica, ultrapassando a marca de R$ 860, interrompe o período recente de estabilidade e reflete pressões intensas concentradas em itens específicos, levando o indicador ao maior patamar da série histórica”, afirmou o presidente.

O levantamento do instituto aponta ainda que a forte elevação dos hortifrutigranjeiros demonstra a alta sensibilidade desses produtos a choques de oferta, contribuindo significativamente para a volatilidade da cesta básica.

É o caso do tomate, que, mesmo após registrar recuo na semana passada, apresentou aumento expressivo e passou a custar, em média, R$ 11,87/kg. A variação pode estar associada ao período de entressafra, visto que a safra de verão está no fim da colheita e a de inverno recém iniciou a produção, reduzindo a quantidade de frutos disponíveis.

Da mesma forma, os preços da batata subiram 11,80%, atingindo média de R$ 5,20/kg. O aumento pode estar associado à baixa oferta do produto, já que a demanda da Semana Santa, somada ao período de chuvas que atrasam as colheitas, reduziu a disponibilidade no mercado.

A alta também foi registrada na farinha de trigo, de 2,08%, que atingiu o preço médio de R$ 5,06/kg. A variação pode estar associada à elevação do preço do trigo, que se encontra em fim de safra, com custos de importação elevados, somados ao aumento dos custos de produção, como fertilizantes e logística.

Sistema S do Comércio, composto pela FecomércioSescSenac e IPF em Mato Grosso, é presidido por José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.

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Blog do Valdemir

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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