Mato Grosso
Detran realizou mais de 6 milhões de atendimentos em 2024

Atendimento presencial por agendamento, na sede do Detran-MT, em Cuiabá – Foto por: Júlia Pires/Detran-MT
O Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT) realizou cerca de 6 milhões de atendimento em 2024, de forma presencial e online. A autarquia possui 138 unidades de atendimento ao público.
O serviço mais efetuado foi a emissão do Certificado de Registro de Licenciamento Veicular (CRLVe), totalizando 1.646.951 documentos emitidos. Até dezembro de 2024, Mato Grosso contava com uma frota de 2.754.358 veículos em circulação.
Ainda na área de veículos, foram realizadas 650.203 vistorias veiculares nas unidades do Detran pelo Estado, bem como pelas 66 empresas de vistoria veicular credenciadas junto ao Detran para prestar o serviço.
Também foram realizadas 486.443 transferências de propriedade veicular e 234.722 transferências de veículos de município e Estado. Além disso, foram confeccionadas 264.125 Placas de Identificação Veicular no padrão Mercosul pelas 131 empresas de estampagem credenciadas ao Detran.
Na área de habilitação, somente em 2024, o Detran emitiu 405.547 Carteiras Nacional de Habilitação (CNH). Foram realizadas 130.927 provas teóricas e 167.880 provas práticas de direção. Também foram feitas 423.943 coletas de imagem e de assinatura digital (CAV) para processos de habilitação. Ainda, foram 262.749 renovações de CNH, 59.695 primeira habilitação emitidas, 52.673 CNHs definitivas e 7.407 emissões de segunda via da CNH.
“Os números mostram a grandeza do Detran pela totalidade de atendimento e serviços realizados. São milhares de cidadãos todos os dias em nossas unidades para realizar os mais diversos serviços na área de veículos ou de habilitação. Por isso, nossa prioridade na atual gestão é melhorar a qualidade do nosso atendimento, proporcionando maior conforto em nossas unidades e também expandir e aprimorar os serviços ofertados de forma online, para desburocratizar cada vez mais os nossos serviços”, ressaltou o presidente do Detran-MT, Gustavo Vasconcelos.
O coordenador de Atendimento ao Cidadão do Detran-MT, Cleyton Brandão, destacou as melhorias vivenciadas pelos cidadãos ao longo da gestão tanto no atendimento presencial como na implementação dos serviços de forma online.
“A atual gestão investiu muito na modernização das unidades para melhor atender o cidadão, como a reforma total do atendimento ao público na sede, em Cuiabá, além da implantação do sistema de agendamento pelo site do órgão, o que reduziu drasticamente as filas de espera nas unidades de atendimento, possibilitando ao cidadão iràs unidades no dia e horário escolhido por ele, garantindo mais agilidade no atendimento e mais comodidade”, comentou.
Os avanços no Detran são sentidos na prática por centenas de cidadãos. Um deles é o motorista de aplicativo, Carlos Fabiano Almeida, que precisou ir à unidade do Detran sede e agendou o atendimento pelo site.
“Não ia ao Detran há muito tempo e fiquei impressionado com a agilidade do atendimento, sem filas de espera, e gostei de ter agendado o horário para ir. Achei muito prático. Resolvi o que precisava de forma bem rápida”, relatou.
O atendimento presencial para todas as unidades do Detran-MT deve ser agendado pelo site: www.detran.mt.gov.br.
Serviços online
Além dos serviços presenciais, o Detran-MT conta com mais de 20 serviços que podem ser realizados de forma online, pelo site do órgão ou pelo aplicativo MT Cidadão.
São eles:
- Renovação da CNH;
- Emissão do Licenciamento Anual;
- Transferência veicular digital;
- Segunda via da CNH;
- Troca para CNH definitiva;
- Solicitação da Permissão Internacional para Dirigir (PID);
- Troca para Placa Mercosul;
- Segunda via de CRV
- Inclusão de financiamento;
- Baixa de financiamento;
- Requerimento para condutor PCD;
- Inclusão de atividade remunerada EAR na CNH (para motoristas profissionais e de aplicativo);
- Emissão de certidão do condutor;
- Consulta de informações de veículos;
- Defesa e Recurso de infração de trânsito e muitos outros;
- Emissão da credencial de estacionamento de idoso (através do aplicativo Carteira Digital de Trânsito);
- Indicação de Real Infrator (através do aplicativo Carteira Digital de Trânsito).
Atendimento virtual
Além do atendimento presencial das unidades e dos serviços online, o Detran-MT também possui um canal de atendimento via WhatsApp, pelo número (65) 99933-9318 e o Disque Detran, através do número: (65) 3615-4800. Para falar com os atendentes do Detran, tanto pelo telefone quanto pelo whattsapp, o horário de funcionamento é das 8h às 16h, de segunda a sexta-feira.
Pelo WhatsApp o cidadão pode obter respostas automáticas para as perguntas feitas com mais frequência e também pode interagir com um dos atendentes pelo aplicativo, para sanar suas dúvidas, no horário de expediente, das 8h às 16h, de segunda a sexta-feira. Somente em 2024, foram realizados 77.746 atendimentos ao cidadão por meio do Disque Detran.
Mato Grosso
Delegação chinesa mira carne sustentável e novos negócios em MT

A China é destino de metade da produção de grãos e proteína animal de Mato Grosso. – Foto por: Mayke Toscano/Secom-MT
Uma missão internacional liderada pela Câmara de Comércio da China para Importação e Exportação de Alimentos, Produtos Nativos e Subprodutos Animais (CFNA) está em Mato Grosso até 6 de maio com foco direto na carne bovina, sustentabilidade e ampliação da relação comercial com o país asiático. A China é destino de metade da produção de grãos e proteína animal de Mato Grosso.
O primeiro compromisso foi realizado nesta segunda-feira (4), no Palácio Paiaguás, em Cuiabá, em reunião com o governador Otaviano Pivetta, secretários de Estado e representantes do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), que intermediou e é anfitriã da comitiva. A delegação reúne técnicos da CFNA e cerca de 20 empresários asiáticos que atuam na importação, logística e distribuição de proteína animal no mercado chinês.
A visita tem caráter técnico e estratégico. Mato Grosso foi escolhido como vitrine de um dos temas que hoje mais pesam na abertura e manutenção de mercado: a capacidade de produzir com sustentabilidade comprovada e rastreabilidade completa, da origem do animal até o destino.
A delegação veio ao Estado para avaliar, in loco, como funciona o modelo de carne sustentável e como esse sistema pode atender às novas exigências do mercado chinês, cada vez mais atento a critérios ambientais, sanitários e de transparência na cadeia produtiva.
“A visita ao Brasil está diretamente ligada ao avanço da carne com sustentabilidade. Mato Grosso já é reconhecido como uma das regiões mais avançadas do país nesse tema, e viemos entender como esse modelo funciona na prática, desde a fazenda até a chegada do produto ao mercado chinês”, afirmou a vice-presidente da CFNA, Yu Lu.
Além da carne bovina, a missão também observa a capacidade produtiva do Estado em outras commodities e avalia oportunidades de diversificação da pauta exportadora. O movimento acompanha uma estratégia mais ampla da China de garantir segurança alimentar com múltiplos fornecedores e cadeias mais previsíveis.
“A gente não está olhando apenas para a carne bovina. Mato Grosso tem força também em soja, milho e outros produtos, e isso amplia o interesse da China na região”, completou Yu Lu.
Cota para exportação
Outro ponto tratado na reunião foi a cota de exportação de carne para a China, que já apresenta alto nível de utilização nos primeiros meses do ano e gera preocupação entre produtores brasileiros. A cota do Brasil é de embarque de 1,106 milhão de toneladas de carne bovina por ano. De janeiro a março, o país já usou 46% da cota. Apenas Mato Grosso exportou para a China no ano passado 978,4 mil toneladas.
Apesar disso, a avaliação da delegação chinesa é de continuidade nas compras, com possibilidade de ajustes futuros no modelo. Yu Lu explicou que existe um mecanismo de controle de volume, mas também há espaço para estudos e ajustes que permitam ampliar esse mercado ao longo dos próximos anos.
Do lado do Governo de Mato Grosso, o discurso foi de reposicionamento estratégico. O Estado quer consolidar uma imagem de fornecedor confiável em um mercado cada vez mais exigente.
“Mato Grosso não quer ser apenas um grande produtor. Queremos ser reconhecidos pela qualidade, pela sustentabilidade e pela rastreabilidade da nossa produção. É isso que garante acesso a mercado e competitividade no longo prazo”, afirmou o governador Otaviano Pivetta.
A leitura do Governo é de que essa agenda representa uma mudança de patamar na relação comercial com a China, especialmente pela presença direta da CFNA, que atua como elo entre o governo chinês e o setor produtivo e tem influência sobre regras de acesso ao mercado.
“Essa agenda mostra que Mato Grosso está sendo observado não só pelo volume que produz, mas pela forma como produz. A rastreabilidade e as boas práticas comerciais são diferenciais que colocam o estado em outro nível nas negociações internacionais”, afirmou a secretária de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman.
A estratégia também passa por agregar valor à produção local e ampliar a participação do estado em etapas mais qualificadas da cadeia, incluindo industrialização e atração de investimentos estrangeiros.
“Mato Grosso já é essencial para a segurança alimentar chinesa porque entrega escala, regularidade e segurança. O próximo passo é avançar em valor agregado, industrialização e integração dessa cadeia com o mercado chinês”, destacou o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho.
Ganho para cadeia produtiva
Entre os avanços discutidos, está a possibilidade de ampliar a pauta exportadora com a inclusão de miúdos bovinos (fígado, rins, língua, coração, dentre outros), que ainda não fazem parte da cota padrão chinesa, hoje concentrada na carcaça bovina. A medida pode representar ganho imediato de valor para a cadeia produtiva.
A agenda da missão segue nos próximos dias com visitas técnicas a frigoríficos e associações do setor, nesta terça-feira (5), além de um workshop técnico no dia 6 de maio, organizado com o Imac, para aprofundar discussões sobre sustentabilidade, rastreabilidade e oportunidades comerciais.
Débora Siqueira | Assessoria/Sedec
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Paróquia São Francisco de Assis realiza semana especial de fé e celebrações em Aripuanã

Imagem Ilustrativa
A Paróquia São Francisco de Assis iniciou, nesta semana, uma programação especial de celebrações religiosas em Aripuanã, reunindo fiéis das comunidades urbanas e rurais em momentos de oração, reflexão e fortalecimento da fé. As atividades seguem até o próximo domingo, 10 de maio, data em que se celebra o Dia das Mães.
A programação é conduzida pelo pároco, padre Pedro, com a participação de padres convidados e lideranças comunitárias. Segundo a organização, a iniciativa tem como objetivo principal promover a união da comunidade católica, incentivar a vivência espiritual e reforçar o compromisso com a missão evangelizadora da Igreja.
Durante toda a semana, os fiéis poderão participar de missas diárias, momentos de adoração ao Santíssimo Sacramento, atendimento de confissões, bênção dos enfermos e celebrações realizadas também nas comunidades, garantindo maior acesso à programação religiosa.
A agenda teve início na segunda-feira (4) com Santa Missa na matriz e o tradicional Terço das Mães que Oram pelos Filhos. Ao longo dos dias, as celebrações seguem com missas em diferentes horários e locais, incluindo comunidades como Santa Catarina, Cristo Rei, Nossa Senhora do Rosário e Rainha do Brasil, além de atividades no Colégio São Gonçalo.
Um dos destaques da programação acontece na quinta-feira (8), com a adoração ao Santíssimo Sacramento e confissões ao longo da tarde, proporcionando aos fiéis um momento mais profundo de espiritualidade e reconciliação.
O encerramento será no domingo (10), com duas celebrações especiais na Igreja Matriz, às 7h e às 10h, em homenagem ao Dia das Mães. A data também será marcada por mensagens de fé e reconhecimento à importância das mães na construção das famílias e da comunidade.
A Paróquia reforça o convite para que toda a população participe das atividades. “É um momento de renovar a fé, fortalecer os laços comunitários e celebrar o amor e a dedicação das mães, que são sinal de amor, força e fé”, destacou a organização.
A programação é aberta a toda a comunidade, e a orientação é que os fiéis participem e levem suas famílias, vivenciando juntos essa semana especial de espiritualidade em Aripuanã.
Fonte: TOP NEWS
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Governo avalia nova investigação sobre importação de leite e produtora nacional reage com apreensão

Assesoria
Setor leiteiro tenta reação a importações baratas vindas do Mercosul
O governo federal retomou o debate sobre a possibilidade de instaurar uma investigação antidumping contra importações de leite em pó, principalmente oriundo dos países do Mercosul. A medida surge após pressão crescente do setor leiteiro nacional, que denuncia concorrência desleal e afirma que importações a preços reduzidos têm pressionado fortemente os produtores.
As reclamações ganharam força após dados recentes apontarem para um volume significativo de leite em pó importado, reconstituído e comercializado no país o que, segundo representantes do setor, corrói os preços pagos ao produtor, reduz as margens de lucro e coloca em risco a sustentabilidade da cadeia produtiva brasileira.
Queda no preço do litro de leite e insustentabilidade para pequenas propriedades
Nos últimos meses, produtores rurais denunciam queda expressiva no preço pago por litro de leite. Em 2025, o valor médio pago ao produtor caiu de cerca de R$ 2,64 para R$ 2,44 entre janeiro e setembro, um recuo que, em algumas regiões menos favorecidas, chegou a valores tão baixos quanto R$ 1,60 por litro.
Com esses patamares, muitos produtores afirmam que nem os custos básicos de produção estão sendo cobertos. A combinação de preços baixos e importações massivas tem elevado alertas de insolvência, endividamento e aumento de pedidos de recuperação judicial no setor, especialmente entre pequenos e médios produtores.
O que motiva a retomada da investigação e os obstáculos técnicos e legais
A solicitação de investigação partiu da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que em dezembro de 2024 formalizou pedido junto ao governo, apontando suposta prática de dumping ou seja, importações com preços inferiores aos praticados no mercado doméstico, vindas de países como Argentina e Uruguai.
Segundo técnicos da CNA, os argumentos apresentados incluem comprovação de que o leite importado chegaria com preço até 50-55% abaixo do valor nacional, inviabilizando a competitividade dos produtores brasileiros e provocando desequilíbrio estrutural no mercado.
No entanto, o processo não é simples: recentemente, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) questionou se leite em pó importado e leite fluido nacional poderiam ser considerados produtos “semelhantes” o que complicou a aplicação de medidas antidumping. A mudança nessa interpretação técnica gerou resistência e faz com que a investigação esteja sendo revisitada com cautela.
Debate político e propostas legislativas para proteger a produção nacional
No Congresso e nas assembleias estaduais, parlamentares têm apresentado projetos para restringir a importação e a comercialização de leite importado reconstituído. Um exemplo é o Projeto de Lei 5738/2025, de autoria do deputado Zé Silva (MG), que visa proibir a reconstituição de leite em pó importado para venda como leite fluido ou uso em derivados em todo o país — uma tentativa de evitar a concorrência desleal e resguardar a renda dos produtores nacionais.
Para os produtores rurais e representantes do setor, a adoção de medidas de defesa comercial é vista como fundamental para garantir a sobrevivência da produção nacional, especialmente diante de custos elevados de produção, endividamento crescente e queda no consumo interno.
Risco de desmonte do setor leiteiro brasileiro
Caso a investigação e eventual restrição às importações não avancem com rapidez, muitos produtores alertam que o Brasil pode vivenciar uma verdadeira crise estrutural na pecuária leiteira. A combinação de baixa rentabilidade, concorrência desleal e instabilidade de mercado ameaça não apenas a produção de leite mas a manutenção de comunidades rurais, empregos no campo e a oferta nacional de alimentos básicos.
By Lavínia de Sousa Peixoto Oliveira
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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