Agricultura
Queijo artesanal de cabra conquista o primeiro ‘Selo Arte’ da Paraíba

O queijo artesanal de cabra da fazenda Coruja, que fica na cidade de Barra de São Miguel, no cariri, Paraíba (PB) ganhou o primeiro Selo Arte do estado em 2024, o certificação concedido pelo Ministério da Agricultura permite a venda de produtos artesanais em todo o território nacional.
Essa conquista reforça a qualidade e a tradição do queijo artesanal de cabra, impulsionando as vendas e consolidando a marca no mercado. O Sebrae foi um parceiro estratégico nesse processo, apoiando a regularização e estruturação da produção.
Com isso, o Queijo da Coruja pode abrir porteiras e chegar a novos consumidores em diferentes estados do Brasil.
Para Pedro Pedrosa, produtor rural da fazenda Coruja, essa conquista representa um grande avanço.
“Antes do selo, o queijo era vendido no estado da Paraíba. A qualidade do produto não alterou em absolutamente nada. O que alterou com as consultorias do Sebrae/PB foi a possibilidade de nós comercializarmos de forma regular nosso produto em todo o território nacional. O que mudou efetivamente foi no que diz respeito à possibilidade de novas vendas. Hoje, nós estamos vendendo para todo o Brasil”, comentou Pedro Pedrosa”, destaca Pedrosa.
Tradição e inovação garantem selo inédito
O nome ‘Queijo da Coruja’ remete à Fazenda Coruja, onde essa tradição queijeira começou. Inspirado pelo avô materno, Pedro Pedrosa iniciou a produção artesanal com leite de cabra da raça Murciano Granadina, trazendo inovação e um sabor diferenciado ao mercado.
Desde 2018, a marca tem se destacado pela qualidade e pelo aprimoramento das técnicas de maturação.
O Selo Arte reconhece essa excelência, permitindo que o queijo seja vendido além das fronteiras regionais, sem necessidade de registro em serviços de inspeção federal.
Isso facilita o acesso a novos mercados e aumenta a competitividade do produto. Além do reconhecimento oficial, a certificação garante que o queijo preserva características artesanais e segue boas práticas de produção.
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Expansão no mercado nacional
O crescimento do Queijo da Coruja também se deve às parcerias estratégicas. Além do Sebrae, o Senar, a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), a Secretaria de Agricultura do Estado e a prefeitura do município têm apoiado o fortalecimento da cadeia produtiva. A Fundação Banco do Brasil (FBB) também investe no aprimoramento da infraestrutura e capacitação dos produtores.
Com a certificação e o suporte técnico, a marca tem expandido sua presença em feiras agropecuárias e eventos gastronômicos. O queijo artesanal já é comercializado em diversos estados, ganhando destaque entre os produtos premium de origem sustentável.
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Agricultura
Resposta a Trump: China anuncia tarifas de 34% a importações dos EUA

A China anunciou tarifas de 34% a todos os bens importados dos Estados Unidos, em resposta ao tarifaço anunciado pelo governo de Donald Trump. As taxas chinesas entram em vigor no dia 10 de abril, segundo comunicado da Comissão Tarifária do Conselho Estatal divulgado nesta sexta-feira (4).
Na quarta-feira (2), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou tarifas “recíprocas” de 34% a importações da China, que se somam à tarifação anterior de 20% já em vigor. As taxas sobre exportações chinesas devem subir mais de 60%.
Ontem (3), Donald Trump disse que está aberto a negociações tarifárias se outros países oferecerem “algo fenomenal” em troca. Como exemplo, afirmou que consideraria um acordo em que China aprovasse a venda do TikTok em troca de alívio tarifário.
No Brasil, diversas entidades ligadas ao agronegócio se manifestaram sobre as medidas do governo dos EUA e muitos ainda avaliam o momento.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) classificou os impactos como “críticos” ou “altos” para 19 produtos, como carne bovina industrializada, outras substâncias proteicas e madeira perfilada, por exemplo.
A situação cria uma iminente guerra comercial no mundo, podendo afetar o crescimento econômicos e desorganizar toda a produção do planeta nos próximos anos.
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Agricultura
Medidas de Trump podem acelerar acordo Mercosul-UE, diz presidente da Apex

O tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, poderá acelerar o processo de acordo entre o Mercosul e a União Europeia (EU). A avaliação é do presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Jorge Viana.
“Eu acho que o Brasil não tem que focar em qual vantagem a gente vai tirar nisso. Até porque o presidente Lula é do multilateralismo, propõe acordos. Mas é óbvio que, qualquer analista vai ver, se os Estados Unidos conseguirem implementar essas medidas, pode ter como consequência, por exemplo, acelerar o processo do acordo Mercosul-União Europeia”, disse, nesta quinta-feira (3),em entrevista coletiva.
“Já ouvimos e vimos manifestações de líderes europeus que dizem que vão acelerar o processo de validação do acordo Mercosul-União Europeia”, acrescentou.
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De acordo com Viana, as novas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos abrirão novas possibilidades comerciais para o Brasil e demais países. “Mas acho que, antes das possibilidades, vão vir as dificuldades. E é um risco grande. É algo que pode construir uma nova era. Alguns analistas já falam que pode ser que os Estados Unidos podem estar abrindo agora a era da China”, acrescentou.
Em média, as tarifas aplicadas por Trump foram de 10% para países da América Latina, de 20% para Europa e de 30% para Ásia, mostrando que o governo americano vê como maior ameaça os países orientais.
Apesar da taxa menor aplicada ao Brasil, de 10%, o presidente da Apex disse não ver “vantagem” para o país e afirmou acreditar que o tarifaço não será benéfico para o comércio global.
“Eu não consigo enxergar vantagem nenhuma quando o mundo pode piorar a sua relação comercial. Foram os Estados Unidos que introduziram no mundo, há décadas, a ideia do livre mercado, dos conglomerados, dos acordos comerciais, foram eles que fizeram, dizendo que isso era melhor para o mundo. E, de fato, para o mundo ficar mais pacífico, você tem que ter um mundo mais transacional entre os países”, afirmou.
Ele ressalvou, no entanto, que o Brasil poderá passar a receber mais investimentos, mas que a nova conjuntura será “ruim para todos”.
“Acho que, na incerteza, o Brasil pode ter mais investimento do que tem, mas eu não estou querendo trabalhar a tese do tirar proveito ou tirar benefício, porque um mundo inseguro, um mundo em conflito, é ruim para todo mundo, inclusive o Brasil. A tese minha é essa, vai ser ruim para todos, independente de você ganhar mais aqui ou perder ali”.
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Agricultura
Riscos inflacionários e payroll: dia refletirá impactos do tarifaço de Trump

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.
No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca os impactos do tarifaço dos EUA. O Ibovespa manteve estabilidade, apesar da queda de Vale e Petrobras.
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O dólar recuou para R$ 5,62, e os juros futuros caíram, reduzindo apostas de alta intensa da Selic. Nos EUA, o PMI de serviços surpreendeu, e o mercado agora aguarda o Payroll. No Brasil, destaque para a balança comercial e discussões sobre o orçamento.
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