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Agricultura

Tabaco: colheita e secagem ganham ritmo no RS

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Foto: Pixabay

A colheita do tabaco avança nas principais regiões produtoras do Rio Grande do Sul, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (25) pela Emater/RS-Ascar. O levantamento indica intensificação das atividades de campo, com foco na colheita, secagem das folhas e condução dos tratos culturais.

Na região administrativa de Pelotas, a colheita ocorre em todos os municípios, acompanhada da secagem das folhas nas estufas. Os produtores realizam capação, aplicação de produtos antibrotantes e adubações de cobertura. No cultivo do tabaco tradicional, as operações concentram-se nas etapas de colheita e secagem.

Em Santa Rosa, teve início a colheita da variedade Burley, conhecida como fumo de galpão. As lavouras encontram-se em fase final de desenvolvimento, com expectativa de produtividade estimada em 2.200 kg por hectare. De acordo com a Emater/RS-Ascar, a cultura apresenta condição fitossanitária satisfatória.

Já na região administrativa de Soledade, especialmente no Baixo Vale do Rio Pardo, a colheita segue em ritmo intenso. Áreas implantadas mais cedo estão sendo liberadas para o plantio de soja ou milho. Os produtores mantêm os tratos culturais, com controle de plantas invasoras e finalização da salitragem em áreas mais altas, além da realização de desbrota química e colheita. A área cultivada com tabaco no estado está estimada em 67 mil hectares, conforme a Emater/RS-Ascar.

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AGROLINK – Seane Lennon

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agricultura

Irrigação ganha papel estratégico para reduzir impactos do El Niño na safra brasileira de grãos 2026/27

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Divulgação

A possível atuação do fenômeno El Niño nos próximos meses acende um sinal de alerta para os produtores rurais que se preparam para a safra brasileira de grãos 2026/27. Diante da expectativa de maior irregularidade nas chuvas, especialmente durante o período de plantio, especialistas apontam a irrigação como uma das principais ferramentas para reduzir riscos climáticos e aumentar a previsibilidade da produção agrícola.

O cenário reforça a necessidade de investimentos em tecnologia, planejamento e infraestrutura no campo, permitindo que os agricultores enfrentem com mais segurança os desafios impostos pelas mudanças climáticas e pelos eventos meteorológicos extremos.

El Niño pode afetar o início do plantio de grãos

Historicamente, o fenômeno El Niño provoca alterações nos padrões climáticos em diversas regiões do Brasil. Dependendo da localização, os efeitos podem incluir estiagens prolongadas, atrasos no início das chuvas, aumento das temperaturas ou até excesso de precipitações.

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Para a agricultura de grãos, um dos períodos mais sensíveis é justamente o início do ciclo produtivo. A falta de umidade adequada no solo pode comprometer a germinação das sementes, atrasar o calendário de plantio e reduzir o potencial produtivo das lavouras.

Nesse contexto, a irrigação surge como uma alternativa capaz de minimizar os impactos da instabilidade climática, assegurando condições adequadas para o desenvolvimento inicial das culturas.

Irrigação oferece mais controle e previsibilidade ao produtor

Segundo o CEO da BrasilAgro, André Guillaumon, o enfrentamento dos desafios climáticos exige uma abordagem cada vez mais estratégica por parte dos produtores.

De acordo com o executivo, não basta apenas reagir aos eventos climáticos à medida que eles acontecem. O planejamento antecipado, aliado ao uso de tecnologias e sistemas eficientes de irrigação, torna-se fundamental para garantir estabilidade operacional e reduzir riscos produtivos.

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A irrigação permite manter níveis adequados de umidade no solo em momentos críticos do ciclo agrícola, reduzindo falhas de germinação e proporcionando maior controle sobre o cronograma de cultivo.

Tecnologia reduz consumo de água e aumenta eficiência

Além de proteger a produtividade, os avanços tecnológicos vêm tornando a irrigação mais eficiente e sustentável.

Dados divulgados pela BrasilAgro em seu Relatório de Sustentabilidade mostram que a companhia reduziu em 30% o consumo de água e energia em áreas irrigadas durante a safra 2024/25.

O resultado foi alcançado por meio da adoção de sistemas inteligentes baseados em dados, automação de processos e monitoramento em tempo real das operações agrícolas, integrados ao Centro de Operações Agrícolas (COA) da empresa.

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A utilização dessas ferramentas permite maior precisão na aplicação de água, evitando desperdícios e contribuindo para a eficiência operacional das propriedades rurais.

Manejo conservacionista fortalece adaptação às mudanças climáticas

Especialistas destacam que a irrigação, quando associada a práticas de manejo conservacionista, pode representar uma importante estratégia de adaptação às condições climáticas cada vez mais imprevisíveis.

A combinação de tecnologias de monitoramento, gestão eficiente dos recursos hídricos e boas práticas agrícolas favorece não apenas a manutenção da produtividade, mas também a sustentabilidade das operações rurais.

Além disso, o uso planejado da irrigação contribui para um melhor aproveitamento da área plantada, reduz riscos operacionais e amplia a capacidade de tomada de decisão dos produtores em anos marcados por eventos climáticos extremos.

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Safra 2026/27 exigirá planejamento mais rigoroso

Com a possibilidade de formação do El Niño e o aumento da volatilidade climática observado nos últimos anos, a safra brasileira de grãos 2026/27 deverá exigir atenção redobrada dos produtores.

A adoção de tecnologias voltadas para a gestão hídrica e o monitoramento das condições climáticas tende a ganhar ainda mais importância no planejamento agrícola.

Em um cenário de incertezas, a irrigação deixa de ser apenas uma ferramenta complementar e passa a ocupar posição estratégica para garantir produtividade, eficiência e competitividade ao agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agricultura

Entregas de fertilizantes crescem 3,8% no Brasil e superam 9,7 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2026

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Foto: Cláudio Neves

 

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro mantiveram trajetória de crescimento no início de 2026. Dados divulgados pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA) apontam que o setor movimentou 9,76 milhões de toneladas no primeiro trimestre do ano, volume 3,8% superior às 9,40 milhões de toneladas registradas no mesmo período de 2025.

O resultado reforça a demanda do agronegócio brasileiro por insumos estratégicos para a produção agrícola, mesmo diante de um cenário internacional marcado por incertezas geopolíticas e de um ambiente doméstico de crédito restrito e juros elevados.

Março registra forte avanço nas entregas

Somente em março, as entregas de fertilizantes alcançaram 2,83 milhões de toneladas, representando crescimento de 18,7% em relação às 2,38 milhões de toneladas contabilizadas no mesmo mês do ano anterior.

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O desempenho reflete a intensificação do planejamento das lavouras e a manutenção dos investimentos em produtividade por parte dos produtores rurais, especialmente nos estados com maior relevância agrícola.

Mato Grosso lidera consumo de fertilizantes

Principal potência agrícola do país, Mato Grosso concentrou o maior volume de fertilizantes entregues entre janeiro e março, respondendo por 25,2% do total nacional.

O estado recebeu 2,45 milhões de toneladas no período, consolidando sua liderança no consumo de insumos agrícolas.

Na sequência aparecem:

  • Goiás: 1,10 milhão de toneladas;
  • São Paulo: 1,08 milhão de toneladas;
  • Paraná: 1,02 milhão de toneladas;
  • Minas Gerais: 882 mil toneladas;
  • Mato Grosso do Sul: 543 mil toneladas;
  • Bahia: 541 mil toneladas.

Os números demonstram a forte concentração da demanda nas principais regiões produtoras de grãos, fibras e bioenergia do país.

Produção nacional recua no trimestre

Enquanto as entregas avançaram, a produção brasileira de fertilizantes intermediários apresentou retração.

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Em março de 2026, foram produzidas 483 mil toneladas, volume 9,7% inferior ao registrado no mesmo mês do ano anterior.

No acumulado do primeiro trimestre, a produção nacional totalizou 1,41 milhão de toneladas, queda de 16,2% frente às 1,68 milhão de toneladas produzidas entre janeiro e março de 2025.

Segundo a ANDA, parte dessa redução pode estar relacionada a mudanças societárias em empresas do setor e ao processo de retomada operacional de alguns ativos industriais, fatores que podem ter impactado a captação completa dos dados de produção.

Importações seguem elevadas para atender demanda interna

A dependência brasileira das importações de fertilizantes continua sendo uma característica relevante do setor.

Em março, o país importou 2,74 milhões de toneladas de fertilizantes intermediários, avanço de 10,1% em relação ao mesmo mês de 2025.

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No acumulado do primeiro trimestre, as importações somaram 8,15 milhões de toneladas. Apesar do elevado volume, o resultado representa uma redução de 4% na comparação com as 8,49 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ano passado.

O desempenho reforça a importância do mercado externo para o abastecimento da agricultura brasileira, especialmente em um momento de elevada demanda por nutrientes para as principais culturas do país.

Porto de Paranaguá mantém liderança na entrada de fertilizantes

Principal porta de entrada dos fertilizantes importados no Brasil, o Porto de Paranaguá movimentou 2,12 milhões de toneladas entre janeiro e março de 2026.

O volume, entretanto, ficou 13,5% abaixo do registrado no mesmo período de 2025, quando o terminal recebeu 2,45 milhões de toneladas.

Mesmo com a retração, Paranaguá respondeu por 26,1% de todas as importações brasileiras de fertilizantes realizadas pelos portos nacionais, mantendo sua posição estratégica para o abastecimento do agronegócio.

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Cenário exige atenção do setor agrícola

Apesar do crescimento das entregas, o setor de fertilizantes segue monitorando fatores que podem influenciar os custos de produção ao longo do ano.

As tensões geopolíticas globais, as oscilações nos mercados internacionais de matérias-primas, a disponibilidade de crédito rural e o elevado patamar das taxas de juros permanecem entre os principais desafios para produtores e distribuidores.

Ainda assim, o desempenho registrado no primeiro trimestre demonstra a resiliência do agronegócio brasileiro e a continuidade dos investimentos em tecnologia e produtividade, fatores essenciais para sustentar a competitividade da produção agrícola nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agricultura

Cooperação e infraestrutura são apontadas como caminhos para ampliar a irrigação no Brasil

Publicado

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Foto: CNA

 

O fortalecimento da cooperação entre instituições públicas e privadas, a melhoria da infraestrutura energética no campo e a redução de entraves jurídicos estiveram entre os principais temas debatidos durante o 4º Workshop “Setor Agropecuário na Gestão da Água”, realizado nesta semana (16) pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR).

O evento reuniu especialistas, representantes do setor produtivo e autoridades para discutir estratégias voltadas à expansão da agricultura irrigada no país, considerada uma ferramenta importante para aumentar a produtividade e garantir maior segurança na produção agropecuária.

No primeiro painel do encontro, representantes do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) apresentaram os avanços da cooperação técnica desenvolvida entre as instituições desde 2023.

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O superintendente de Regulação de Usos de Recursos Hídricos da ANA, Marco José Melo Neves, destacou que a parceria já resultou na realização de capacitações, webinars e ações voltadas à regularização do uso da água e aos processos de outorga, além da elaboração de instrumentos relacionados à Política Nacional de Recursos Hídricos.

Segundo ele, o trabalho conjunto tem contribuído para ampliar o conhecimento sobre o uso eficiente da água e fortalecer iniciativas de conservação dos recursos hídricos e do solo.

O coordenador técnico do Senar, Gabriel Sakita, ressaltou que a capacitação dos produtores rurais é um dos principais desafios para ampliar a irrigação de forma sustentável. Ele também destacou o desenvolvimento do Programa Nacional Água e Agricultura, que deverá integrar ações da ANA e do Sistema CNA/Senar.

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Energia elétrica é apontada como um dos principais desafio

O segundo painel abordou a irrigação sob a perspectiva legislativa, com foco em reservação de água e fornecimento de energia elétrica para o setor.

O deputado federal Zé Vitor, representante da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), afirmou que a irrigação passou a ocupar posição estratégica nos debates do setor agropecuário. Segundo ele, a construção de políticas públicas voltadas à irrigação exige planejamento e previsibilidade orçamentária.

Já a consultora técnica da CNA, Daniele Coelho, destacou que um dos principais obstáculos enfrentados atualmente pelos produtores é a qualidade da energia elétrica disponível no meio rural.

A especialista defendeu a criação de condições que permitam tarifas mais atrativas e maior flexibilidade para que os produtores escolham os horários mais adequados para irrigar suas lavouras. Segundo ela, a irrigação deve ser vista como uma importante ferramenta de manejo, capaz de aumentar a eficiência no uso da água e do solo.

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Segurança jurídica também preocupa setor

Outro tema discutido foi a necessidade de avanços na legislação relacionada à construção de barragens destinadas à irrigação.

O assessor legislativo da Câmara dos Deputados, Lucas Azevedo de Carvalho, avaliou que a falta de uma previsão legal mais clara sobre a utilidade pública dessas estruturas gera insegurança jurídica e pode dificultar processos de licenciamento ambiental.

Segundo ele, a simplificação das normas e o reconhecimento explícito da utilidade pública das barragens para irrigação poderiam proporcionar maior segurança aos investimentos, sem reduzir as exigências ambientais previstas na legislação.

Protocolos e iniciativas fortalecem gestão da água

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Durante o workshop, o MIDR, a Associação Brasileira de Irrigação e Drenagem e o Comitê da Bacia Hidrográfica do Parnaíba assinaram protocolos de intenções voltados ao fortalecimento da gestão dos recursos hídricos e ao desenvolvimento da irrigação.

Os participantes também conheceram o Projeto Laboratório Móvel de Irrigação (LMI), iniciativa que demonstra, na prática, tecnologias e equipamentos destinados a aumentar a eficiência dos sistemas irrigados e otimizar o uso da água no campo.

Para os participantes do evento, a combinação entre capacitação, infraestrutura adequada, segurança jurídica e gestão eficiente dos recursos hídricos será fundamental para ampliar a agricultura irrigada e garantir maior sustentabilidade à produção agropecuária brasileira.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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