Agricultura
Embrapa leva tecnologias sustentáveis e lança maçã com casca totalmente vermelha na Anuga 2025

Reprodução
Tecnologias e soluções para os setores de alimentos e bebidas serão apresentadas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) na 6ª edição da Anuga Select Brazil, de 8 a 10 de abril, no Distrito Anhembi, em São Paulo. No estande da Empresa, os visitantes conhecerão soluções inovadoras com foco em nutrição e sustentabilidade através de promoção da saúde, redução de perdas, rastreabilidade e agregação de valor. A Embrapa também fará o lançamento e a degustação da maçã Purple Gala®, a primeira cultivar brasileira do grupo Gala com casca totalmente vermelha, sem as tradicionais estrias.
Um verdadeiro produto brasileiro, a Purple Gala® é resultado de uma mutação natural da planta, distinguível pela intensa pigmentação vermelha observada em diferentes órgãos vegetais, desde o desenvolvimento inicial das plantas, resultando em uma excelente fruta de elevada qualidade sensorial e de grande potencial comercial. A empresa Jardim dos Clones é parceira no lançamento e responsável tanto pela comercialização dos frutos com a rede varejista, como pela venda das mudas da nova cultivar. Na safra 2024, foram comercializados 250 mil quilos da fruta e a previsão é que sejam 400 mil quilos em 2025, especialmente em mercados premium nas principais capitais do país.
Soluções tecnológicas no estande da Embrapa
– Vinho Lorena Ativa: nova opção de vinho branco com maior quantidade de compostos benéficos à saúde, como polifenóis e resveratrol, que será apresentado pela Adega Chesini (Farroupilha, RS). Com uma coloração amarelo dourado, notas cítricas, lembrando a lima, o vinho apresenta um sabor moscatel, com uma graduação alcoólica de 11,5%. Elaborado a partir de um pacote tecnológico que combina três tecnologias da Embrapa: a uva branca aromática BRS Lorena, originária do Programa de Melhoramento Genético Uvas do Brasil, a utilização da levedura autóctone Saccharomyces cerevisiae 1vvt97 e um protocolo inovador de vinificação, com detalhes precisos de maceração e fermentação, de forma a promover uma extração adicional de compostos da casca e da semente.
– Concentrado proteico em pó de feijão carioca: com quase 80 gramas de proteína para cada 100 gramas do produto, o que representa cerca de 80% da sua composição, o ingrediente possibilita o acréscimo de teor de proteína a alimentos à base de plantas (plant-based) que são similares a produtos de origem animal como hambúrgueres, empanados, salsichas, linguiças, leites vegetais e iogurtes. Além disso, o concentrado proteico também pode ser usado em panificação, bebidas e suplementos alimentares.
– Concentrados proteicos de lentilha e grão-de-bico: o concentrado de lentilha apresenta em torno de 80 gramas de proteína para cada 100 gramas do produto, ou seja, 80% de proteína. Já o concentrado de grão-de-bico apresenta aproximadamente 73 gramas de proteína para 100 gramas, ou seja, 73% de proteína. Os ingredientes possibilitam o acréscimo de teor de proteína a alimentos à base de vegetais que são similares a produtos de origem animal como hambúrgueres, empanados, salsichas, linguiças, bebidas vegetais e iogurtes.
– Azeite de oliva: enriquecido com carotenoides pró-vitamínicos A, licopeno, luteína e zeaxantina, a partir de fontes naturais como a cenoura, tomate e goji berry. O alimento, rico em bioativos, é obtido sem o uso de solventes orgânicos, com processo simples e pode ser adotado, também, por empresas de pequeno porte.
– Corante natural de jabuticaba: obtido da casca da jabuticaba, fruta nativa da biodiversidade brasileira, é rico em antocianinas – pigmentos naturais responsáveis por tons que variam do rosa ao roxo – e oferece, além de coloração vibrante, benefícios funcionais à saúde. Pode ser aplicado por indústrias alimentícias, farmacêuticas e cosméticas que buscam soluções naturais e inovadoras.
– Polpa de juçara em pó: ingrediente totalmente natural, proveniente da biodiversidade brasileira, com possibilidade ampla de aplicação nas indústrias alimentícia, cosmética e farmacêutica. Apresenta como diferencial não conter agentes encapsulantes na formulação que permite a disponibilização de um produto com intensidade de cor e elevada capacidade antioxidante.
– Empanado de tilápia: obtido a partir da mistura de ingredientes com Carne Mecanicamente Separada (CMS) extraída da tilápia. Os resíduos da filetagem da tilápia são ricos em proteínas e podem ser transformados em produtos comerciais – alimentícios e não alimentícios – com potencial econômico.
– Processo de obtenção de hidrolisado de tilápia: com alto teor de proteína, pode ser usado como ingrediente em produtos alimentícios, cosméticos, cápsulas ou pó como produto natural, nutracêutico ou suplemento alimentar.
– Patê de tilápia com fibra de abacaxi: preparado a partir de Carne Mecanicamente Separada (CMS) de tilápia e fibra de abacaxi. Pode ser comercialmente oferecido em latas mantidas em temperatura ambiente.
– Salsicha de tilápia com fibra de abacaxi: processada a partir de Carne Mecanicamente Separada (CMS) de tilápia do Nilo e de farinha de resíduo de abacaxi, sem uso de corantes e teor reduzido de sódio.
– Abóbora BRS Graciosa: nova cultivar com características diferenciadas em relação a outras cultivares do mesmo segmento como alta produtiva com potencial de produção em torno de 14 toneladas por hectare; maior uniformidade de frutos, se comparada com outras cultivares; e boa durabilidade pós-colheita com tempo de prateleira de até três meses.
– Tomate BRS Zamir: integra uma nova geração de tomates híbridos enriquecidos com licopeno, substância antioxidante eficiente no combate aos radicais livres no organismo e um pigmento que confere a típica cor vermelha dos frutos do tomateiro. Enquanto outros híbridos comerciais do segmento grape no mercado brasileiro obtêm por volta de 40 a 90 microgramas por grama de fruto (μg/g), o teor de licopeno do tomate BRS Zamir pode alcançar até 144 μg/g.
– Fermentado de maracujá gaseificado: O maracujá da Caatinga, fruta resistente à seca, apresenta vantagens competitivas por sua floração na entressafra do maracujá comum, abrindo novas oportunidades de mercado. Além disso, é altamente resistente a pragas, doenças e ao estresse hídrico, sendo ideal para o cultivo no Semiárido brasileiro. A polpa possui sabor exótico e acidez marcante, com alto valor nutracêutico e benefícios à saúde. Apresenta potencial para a produção de bebidas alcoólicas fermentadas de alto valor agregado, como licores, cervejas artesanais e um fermentado gaseificado similar ao vinho espumante que pode ganhar mercados locais e internacionais.
– Dispositivo avançado para monitoramento, em tempo real, da distribuição de calor no tratamento hidrotérmico de frutas: técnica essencial para o controle de doenças pós-colheita e preservação da qualidade, atendendo às exigências dos mercados internacionais. Atualmente, as perdas pós-colheita podem chegar a 80% em algumas espécies frutíferas.
– Programa Produção Integrada de Morango: O programa faz parte da Produção Integrada Agropecuária (PI Brasil), que promove sistemas produtivos sustentáveis e alimentos de alta qualidade. Um caso de sucesso é a Staw Agricultura, do Paraná, que conquistou o Selo Brasil Certificado em 2019, tornando-se a primeira produtora do estado a obter essa certificação na cultura do morango. Em 2022, a empresa também recebeu o Certificado de Conformidade Orgânica para morangos in natura, congelados e liofilizados.
– Arroz Brilhante: Embrapa e Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) apresentam o primeiro arroz rastreado com tecnologia da Embrapa, lançado em 2024 pela Arrozeira Pelotas. A empresa utilizou o Sistema Brasileiro de Agrorrastreabilidade (Sibraar), ferramenta que utiliza tecnologia blockchain para garantir ao consumidor final o acesso a informações sobre a origem da matéria-prima e etapas do processo industrial percorridas pelo produto.
– Cafés e produtos à base de mel de abelhas: apresentados por produtores paulistas dos municípios de Caconde e Jacupiranga que funcionam como Distritos Agro Tecnológicos em que ações de pesquisa, desenvolvimento e inovação são desenvolvidas por equipes de pesquisa do Centro de Ciências para o Desenvolvimento em Agricultura Digital (Semear Digital).
– Bebida vegetal de amêndoa de babaçu: alternativa a derivados de leite para quem não pode ou não deseja consumir lácteos tradicionais, a bebida é obtida a partir da trituração do babaçu em água. O produto apresentou bom desempenho em testes de análise sensorial. Outro detalhe importante é o rendimento: três litros por quilo de amêndoa, o que é considerado bom para a indústria. O ativo representa nova opção de geração de renda para as organizações comunitárias de quebradeiras de coco do Maranhão.
Concentrado vermelho-violeta de pitaya: concentrado natural, obtido com tecnologia limpa e que faz bem à saúde. Desenvolvido a partir da pitaya, da variedade Hylocereus polyrhizus (casca e polpa vermelhas), o produto está pronto para elevação de escala tecnológica junto a empresas interessadas em sua produção como alternativa promissora para o mercado de corantes. Dependendo da concentração, confere diferentes nuances de vermelho, violeta e rosa e pode ser utilizado nas indústrias alimentícia, cosmética e de fármacos, entre outras.
Análogo a queijo cremoso simbiótico de amêndoas de castanha de caju: pode substituir o queijo tradicional para quem tem restrição alimentar ou não deseja consumir lácteos tradicionais. Produzido a partir de amêndoas quebradas, que apresentam menor valor de mercado, o produto é enriquecido com prebiótico (FOS comercial) e probiótico (Bifidobacterium animalis subsp. lactis), o que o caracteriza como produto funcional.
Barra proteica de amêndoa de castanha de caju e yacon: apresenta 24% de proteína e é elaborada a partir da torta parcialmente desengordurada da amêndoa de castanha de caju, co-produto do processamento para a extração do óleo. Alternativa a barras proteicas disponíveis no mercado, o produto clean-label utiliza poucos ingredientes em sua formulação. É elaborado com proteína de amêndoa de castanha de caju adicionada de oligossacarídeos prebióticos (FOS) provenientes do yacon.
– Vatapá à base de fibra de caju: alimento industrial vegetal formulado com a fibra de pedúnculo de caju e outros ingredientes, com estabilidade avaliada de até 80 dias sob congelamento (-18 °C). O ativo atende à demanda de empresas interessadas em produzir alimentos para o público vegano, vegetariano ou interessado em diminuir consumo de alimentos de origem animal. É apresentado congelado em pacotes plásticos de polietileno, pronto para consumo direto após aquecimento em micro-ondas ou panela.
– Quibe à base de fibra de caju e proteína de alga: produto plant-based formulado com a fibra de pedúnculo de caju adicionada de proteína de macroalga liofilizada, além de temperos utilizados no quibe tradicional. Pode ser consumido diretamente após assado de forma semelhante ao quibe tradicional. Sua estabilidade foi avaliada em até 180 dias sob congelamento (-18 °C) mostrando boa aceitação do produto. Pode ser produzido por empresas de alimentos plant-based como mais um produto com proteínas alternativas. Destaca-se pela alta praticidade de preparo, por apresentação em embalagem pronta para ir ao forno.
Palestras no auditório Food Trends
Dia 8 de abril
– 15 horas
Palestrante: Luciana Alvim Santos Romani
Tema: “Semear Digital: tecnologias digitais para apoiar produção de alimentos de forma sustentável”
– 16 horas
Palestrante: Anderson Luís Alves
Tema: “Rastreabilidade em alimentos”
Anuga Select Brazil
Organizada pela Koelnmesse Brasil que, por meio da Feira, dedica espaço a toda diversidade de atividades relacionadas ao agronegócio e à indústria alimentícia e de bebidas. Dessa forma, compradores nacionais e internacionais terão a oportunidade de se encontrar em um mesmo local para realizar negócios, além de ter contato com as inovações da indústria. A Koelnmesse é líder internacional na implementação de feiras de alimentos e serviços e produtos relacionados a processamento de alimentos e bebidas. A última edição da Anuga teve mais de 15 mil visitantes qualificados, além de mais de 16 pavilhões nacionais e 16 internacionais, ultrapassando o número de 500 marcas expositoras.
Anuga 2025 em números:
+ 192 horas de conteúdo
+ 510 estandes em exposição
17 pavilhões internacionais
20 pavilhões nacionais
+ 38 países expositores
Parceiros estratégicos da Anuga 2025: ABIR, ABIS, Abrasel, Apex-Brasil, Embrapa e Expo Supermercados.
Serviço:
Anuga Select Brazil
Data: 8 a 10 de abril de 2025
Horário: 10h às 19h
Local: Distrito Anhembi – Pavilhão 1
Endereço: Av. Olavo Fontoura, 1209 – Santana, São Paulo – SP.
Localização do estande da Embrapa: Ilha G.175
Mais sobre a Anuga Select Brazil 2025: https://anuga-brazil.com.br/
Kadijah Suleiman (MTb 22.729/RJ)
Embrapa Agroindústria de Alimentos
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Milho 2ª safra – Pressão de lagartas no cereal se intensifica na área da BR-163

Divulgação
Sorriso (MT) – Seguiram recorrentes na segunda safra de milho deste ano os ataques de lagartas, principalmente da Spodoptera frugiperda, às chamadas biotecnologias de última geração. O relato vem da J&A Consultoria, atuante em toda a região da BR-163 e sediada na cidade mato-grossense de Sorriso. “Praticamente perdemos uma ferramenta que agregava eficiência ao manejo da cultura”, adianta Jeferson Brambilla, sócio fundador da empresa, responsável pela gestão de quase 90 mil hectares de cultivos naquele estado.
Engenheiro agrônomo, especialista em fertilidade de solo e nutrição de plantas, Brambilla destaca que praticamente 100% das áreas de milho da BR-163 registraram ataques recentes de Spodoptera.
“Este ano, estávamos mais preparados em comparação à safra anterior, quando as infestações de lepidópteros devem ter sido as mais intensas dos últimos anos”, acrescenta. “As primeiras áreas cultivadas nesta safrinha sofreram no enfrentamento da ‘Spodoptera’”, reforça Brambilla.
Segundo o especialista, a recomendação da J&A Consultoria ao produtor remete a aplicações de inseticidas químicos e biológicos na contenção da lagarta.
“A integração dos biológicos ao manejo, principalmente dos baculovírus, têm nos trazido resultados muito bons. Conseguimos passar de 90% em eficácia no manejo. O grande detalhe relacionado ao controle da ‘Spodoptera frugiperda’ é o tempo, ou seja, aplicar inseticidas químicos e biológicos no momento em que a lagarta está nos primeiros ‘ínstares’, pequena’”, continua Jeferson Brambilla.
Ainda assim, ele ressalta, diante da comprovada ‘perda’ das biotecnologias, os custos do produtor com a compra de inseticidas aumentam safra após safra.
Mais aplicações de inseticidas e migração
Na ‘safrinha’ de milho na região da BR-163, informa Brambilla, houve a necessidade de o produtor fazer de três a quatro aplicações a mais de produtos por hectare no controle de lagartas. “Esta relação elevou os custos das propriedades na faixa de US$ 60 por hectare”, calcula o consultor.
“Ano após ano o produtor sente mais a pressão de custos. Está cada vez mais difícil para ele por conta da perda das biotecnologias. No caso do milho, especialmente, por ser uma cultura rápida, o controle de lagartas torna-se ainda mais complexo”, finaliza Jeferson Brambilla.
Conforme Brambilla, nesta época do ano o milho começa a secar nas áreas da BR-163. “Ocorre comumente a migração da ‘Spodoptera frugiperda’ para o algodão”, ele salienta. “Nas últimas duas semanas esse cenário se consolidou. Vemos hoje um número expressivo de mariposas nas lavouras. Necessário controlar rápido à praga porque, se ela entrar nas estruturas reprodutivas da cultura, haverá dano representativo ao produtor”, alerta Brambilla.
No milho e no algodão, conclui o consultor, o “melhor momento” de controlar à Spodoptera frugiperda é “sempre cedo”. “Quando o produtor adota manejos preventivos, obtém melhor eficiência e consegue reduzir custos.”
Fernanda Campos
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Ginseng conquista selo de Indicação Geográfica

Foto: Check Films
O ginseng de Querência do Norte, no Noroeste do Estado, obteve o registro de Indicação Geográfica (IG) na modalidade Denominação de Origem, concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). O resultado foi divulgado nesta terça-feira (5) e amplia a liderança paranaense no ranking nacional com 25 produtos com selo de IG.
Além de valorizar as tradições locais, o reconhecimento fortalece a identidade do produto, melhora a inserção no mercado e contribui para o desenvolvimento regional. No caso de Querência do Norte, a certificação atesta que as qualidades do ginseng decorrem essencialmente do ambiente de produção, com influência direta de solo, clima e do conhecimento dos produtores.
“A conquista é um marco que eleva o patamar da nossa produção. Uma Indicação Geográfica não é apenas um selo, é uma ferramenta poderosa de diferenciação de mercado. Ela garante ao consumidor a autenticidade e a qualidade vinculada ao nosso território, permitindo que o produtor rural paranaense capture mais valor e acesse mercados globais que exigem rastreabilidade e tradição”, afirma o diretor-presidente do IDR-Paraná, Natalino Avance de Souza.
A partir do reconhecimento destes requisitos, a certificação assegura que apenas o ginseng originário de Querência do Norte utilize a denominação, o que amplia a credibilidade, favorece melhores preços e fortalece a economia do município. A chancela também estimula a organização dos produtores, a geração de empregos e a atração de investimentos.
A exemplo da valorização do produto no mercado internacional, a Associação de Pequenos Agricultores de Ginseng de Querência do Norte (Aspag) prepara um novo lote de 1,2 tonelada do produto que será exportado para a França. A mercadoria, que será enviada nesta semana, é destinada à indústria cosmética. Desde 2015, a produção também atende mercados da China e do Japão, com foco no segmento medicinal.
Atualmente, a produção de ginseng em Querência do Norte conta com cerca de 30 hectares plantados. A produção inclui raízes e parte aérea da planta, como talos, folhas e flores, o que só foi possível após estudos científicos comprovarem que a parte aérea tem princípios ativos tanto quanto as raízes.
A produção anual chega a 300 toneladas in natura, com potencial de 60 toneladas de raízes secas. A atividade gera renda para cerca de 30 famílias, entre produção e serviços ligados à cadeia, como transporte, beneficiamento e apoio administrativo.
A conquista do selo de Indicação Geográfica resulta de um trabalho coletivo entre a Aspag, Sebrae Paraná, Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), Prefeitura de Querência do Norte e Sicredi.
TRAJETÓRIA – O caminho até essa conquista começou em 2019, com a preparação da documentação necessária e a comprovação da qualidade do produto. Estudos comparativos analisaram a mesma variedade cultivada em outros estados e indicaram maior concentração de beta-ecdisona no ginseng local, substância associada aos benefícios da planta.
O processo incluiu levantamento de dados, criação de comitê gestor, adequação do estatuto da associação e desenvolvimento da logomarca e identidade visual. Também houve a elaboração de um caderno de especificações técnicas, que é uma exigência para o registro. Os produtores receberam apoio para criação de identidade visual e participação em eventos e missões técnicas.




DIFERENCIAL – O ginseng de Querência do Norte é da espécie Pfaffia glomerata, nativa da Mata Atlântica e adaptada às ilhas e várzeas do Rio Paraná. A planta pode atingir até dois metros de altura e mantém qualidade mesmo com colheitas em diferentes períodos. O cultivo ocorre a partir de sementes locais e envolve, em sua maioria, agricultores familiares de assentamentos e comunidades tradicionais da região.
Possui propriedades estimulantes e revitalizantes, com uso associado à redução de estresse e fadiga, melhora da memória e aplicação em produtos cosméticos. Também é reconhecido como energético natural e apresenta características anti-inflamatórias, antioxidantes e fortalecedoras do organismo.
IG DO PARANÁ – Além do ginseng, o Paraná possui outros 24 produtos com selo de Indicação Geográfica, são eles: as ostras do Cabaraquara; poncã de Cerro Azul; broas de centeio de Curitiba; cracóvia de Prudentópolis; carne de onça de Curitiba; café de Mandaguari; urucum de Paranacity; queijo colonial do Sudoeste do Paraná; cafés especiais do Norte Pioneiro; morango do Norte Pioneiro; goiaba de Carlópolis; mel de Ortigueira; queijos coloniais de Witmarsum; cachaça e aguardente de Morretes; melado de Capanema; vinhos de Bituruna; mel do Oeste do Paraná; barreado do Litoral do Paraná; bala de banana de Antonina; erva-mate de São Mateus; camomila de Mandirituba; uvas finas de Marialva; tortas de Carambeí e café da Serra de Apucarana.
Além delas, há ainda o mel de melato da bracatinga do Planalto Sul do Brasil, Indicação Geográfica concedida a Santa Catarina que envolve municípios do Paraná e do Rio Grande do Sul.
Outros seis produtos do Paraná têm pedidos depositados e em análise no INPI: acerola de Pérola; pão no bafo de Palmeira; cervejas artesanais de Guarapuava; mel de Capanema; couro de peixe de Pontal do Paraná e cambira de Pontal do Paraná.
Saiba mais sobre os produtos paranaenses que conquistaram Indicação Geografica em uma série de reportagens produzida pela Agência Estadual de Notícias.
Com AEN/PR
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Produção de biodiesel cresce e Mato Grosso responde por 26% do volume nacional, aponta Imea

Os dados fazem parte do novo boletim do Imea – Foto: Assessoria
A produção de biodiesel em Mato Grosso avançou no mês de março e fez o estado responder por 26% da produção nacional. Os dados fazem parte do novo boletim do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgado na segunda-feira (4).
Ao todo, as usinas mato-grossenses produziram 228,36 mil metros cúbicos de combustível renovável, percentual próximo de um terço do volume nacional, que foi de 893,60 mil m³. De acordo com o levantamento, o resultado representa o maior nível da série histórica do estado, com crescimento de 16,90% no comparativo com fevereiro.
Para o coordenador de Inteligência de Mercado Agro do Imea, Rodrigo Silva, o aumento da produção de biodiesel em Mato Grosso está associado, principalmente, ao avanço da demanda pelo biocombustível na composição do diesel.
Desde agosto do ano passado, o Brasil adotou a mistura de 15% de biodiesel no óleo diesel (B15). E esse cenário tem estimulado o maior processamento nas usinas instaladas no estado, acompanhando a necessidade de atendimento ao mercado. “A elevação da mistura obrigatória e a demanda mais aquecida pelo biodiesel contribuíram para esse aumento na produção”, afirmou.
Ainda nessa análise, Rodrigo destacou que o movimento reflete um ajuste da indústria à dinâmica do consumo de combustíveis no país, o que tem sustentado o crescimento recente do setor.
Novas projeções do Imea
Além do biodiesel, o novo boletim indicou uma revisão quanto a estimativa do cultivo do algodão em Mato Grosso. A área plantada de cotonicultura para a safra 25/26 foi projetada em 1,38 milhão de hectares, tendo assim uma redução em relação às estimativas anterior. Por outro lado, a produtividade foi ajustada em 297,69 arrobas por hectare, resultando em produção estimada em 6,14 milhões de toneladas de algodão em caroço.
No milho, o levantamento do Imea manteve a área da safra 25/26 em 7,39 milhões de hectares e revisou a produtividade para 118,78 sacas por hectare, avanço em relação à estimativa anterior. Com isso, a produção foi projetada em 52,66 milhões de toneladas, refletindo as condições favoráveis das lavouras em parte do estado, impulsionadas pelo regime de chuvas recente.
No mercado do boi gordo, os preços registraram alta em abril em Mato Grosso, quando a arroba atingiu média de R$ 350,11, provocado pela oferta restrita de animais ao abate. Segundo o instituto, esse cenário contribuiu para o encurtamento do diferencial de base em relação ao mercado paulista, com média de R$ 367,57.
Já no segmento de suínos, o mercado foi de queda nos preços. Em abril, o valor pago ao produtor mato-grossense foi de R$ 5,96 por quilo, recuo frente ao mês anterior. A análise do boletim do Imea revela que resultado se deve a uma menor demanda no mercado interno, que elevou a oferta tanto de animais vivos quanto de carne no atacado, pressionando assim as cotações.
Em relação à matéria-prima, o óleo de soja permaneceu como principal insumo utilizado em Mato Grosso, com participação de 84,00%, apesar de recuo de 0,34 ponto percentual, quando comparado a fevereiro.
Jonatas Boni/AguaBoaNews
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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