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Agricultura

Cultivo de batata-doce e grão-de-bico no espaço?

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Foto: Blue Origin – Divulgação

 

O voo suborbital da Blue Origin, realizado em 14 de abril, contou com uma tripulação exclusivamente feminina e levou plantas de batata-doce das cultivares Beauregard e Covington, além de sementes do grão-de-bico BRS Aleppo, desenvolvido pela Embrapa.

Essas espécies são estudadas pela Rede Space Farming Brazil, uma parceria entre a Embrapa e a Agência Espacial Brasileira (AEB), para investigar a produção de alimentos em ambientes espaciais.

A inclusão de material brasileiro foi viabilizada pelo professor Rafael Loureiro, da Winston-Salem State University. Os experimentos serão conduzidos pela astronauta Aisha Bowe, ex-cientista da Nasa, em colaboração com a Odyssey. As espécies foram escolhidas por sua adaptabilidade, resiliência e benefícios nutricionais.

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A batata-doce se destaca como fonte de carboidratos e antioxidantes, enquanto o grão-de-bico é reconhecido pelo alto teor de proteínas e capacidade de adaptação.

Os pesquisadores esperam desenvolver plantas mais produtivas e adaptáveis às condições do espaço, utilizando técnicas como radiação gama para gerar variabilidade genética. Esses estudos também devem acelerar o melhoramento genético para agricultura na Terra, especialmente diante das mudanças climáticas.

A Rede Space Farming Brazil, formada por 56 pesquisadores de 22 instituições, busca soluções inovadoras para produção de alimentos em condições extremas.

O experimento com as sementes e mudas expostas à microgravidade durante o voo da Blue Origin visa contribuir tanto para a agricultura espacial quanto para avanços tecnológicos aplicáveis na agricultura terrestre. Além disso, espera-se que os chamados “spin-offs” gerem tecnologias modernas, como cultivares tolerantes à seca e sistemas de irrigação inteligente.

(Com Embrapa)

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Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agricultura

Oferta elevada mantém preços do açúcar cristal em baixa

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Foto: Marco Santos/USP Imagens

 

As cotações do açúcar cristal branco seguem em queda no mercado paulista, em meio à baixa liquidez. Segundo pesquisadores do Cepea, as recentes chuvas reduziram o ritmo de colheita da cana, mas o volume de açúcar disponível tem sido suficiente para manter o movimento baixista, visto que compradores permanecem retraídos.

Pelo lado da oferta, dados do Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) indicaram recuo expressivo de 25% na produção de açúcar no Centro-Sul na segunda quinzena de maio frente ao mesmo período do ano anterior, para 2,19 milhões de toneladas, acompanhando a redução na moagem no período.

Pesquisadores do Cepea apontam que esse resultado reflete tanto as chuvas acima da média em parte de São Paulo e de Mato Grosso do Sul quanto o maior direcionamento de cana para a produção de etanol.

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Com Cepea

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agricultura

Clima e menor oferta no spot mantêm preços do trigo em alta no BR

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Reprodução / Sindustrigo

 

Os preços do trigo em grão seguem em alta na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. As negociações estão pontuais, refletindo a menor disponibilidade do cereal no mercado spot.

Pesquisadores do Cepea destacam também que agentes permanecem atentos às condições climáticas para a safra 2026/27, especialmente no Sul do País, onde a perspectiva de maior volume de chuvas ao longo do ciclo pode comprometer a qualidade dos grãos. Esse cenário mantém compradores e vendedores cautelosos, o que contribui para a sustentação dos preços domésticos.

No campo, segundo a Conab, até 12 de junho, 59,5% da área destinada ao trigo na safra 2026 já havia sido semeada no Brasil. Os trabalhos já estavam concluídos em Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Em Goiás, a semeadura atingia 99% da área prevista; no Paraná, 78%; na Bahia, 60%; no Rio Grande do Sul, 36%; e em Santa Catarina, 7,3%.

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com Cepea

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agricultura

Hortifruticultura – Sipcam Nichino leva portfólio completo à Hortitec 2026

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Fotos: Divulgação

 

Holambra (SP) – Em torno de 500 empresas e cerca de 30 mil visitantes estarão na edição da Hortitec 2026, entre os dias 17 e 19, na paulista Holambra. Considerado o principal encontro tecnológico da cadeia de hortifrútis da América Latina, terá entre os expositores a companhia Sipcam Nichino Brasil. A empresa apresenta, na ocasião, um portfólio completo para hortícolas, frutícolas e café, com destaque para os fungicidas Pulsor® e Soleado® e os inseticidas Ohkami®, Takumi® e Trebon®, além do acaricida Fujimite®.

De acordo com o engenheiro agrônomo Marcelo Palazim, gerente de marketing de especialidades da Sipcam Nichino, o fungicida Soleado®, lançado no ano passado, ganhou adesão de produtores no controle de doenças como mofo-branco, pinta-preta e phoma, nas culturas de batata, cebola e café. Já o também fungicida Pulsor®, ele acrescenta, “transfere resultados expressivos no manejo da Rhizoctonia na batata”.

Destaque do estande da Sipcam Nichino na Hortitec, o inseticida Ohkami® se consolidou no país entre as estratégias mais eficazes do produtor de tomate no controle das pragas traça-do-tomateiro (Tuta absoluta), tripes, mosca-minadora, ácaros e broca-pequena. Além da tomaticultura, Ohkami® vem sendo aplicado com sucesso em mais 11 cultivos, inclusive minor crops.

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Segundo Palazim, nessas plantações, que abrangem folhas brássicas como brócolis, repolho, couve, couve-flor e outras, o inseticida age efetivamente no controle da traça-das-crucíferas, praga conhecida dos produtores pelo registro de prejuízos em série, uma vez não controlada.

Outro inseticida de ponta, consolidado nas opções de manejo do produtor, Takumi® tem avançado nas culturas de tomate e feijão, entre outras. No tomateiro, diz Palazim, seu uso associado à solução Ohkami® entrega indicadores elevados sobre as pragas traça-do-tomateiro, broca-grande-dos-frutos, ácaro-rajado, broca-pequena-dos-frutos, mosca-minadora e tripes. “No feijoeiro, Takumi® se sobressai no manejo da lagarta Helicoverpa armigera.”

Em relação ao inseticida Trebon®, o agrônomo da Sipcam Nichino ressalta o desempenho da solução nos cultivos de tomate e café, frente a alvos como a broca-pequena-do-tomateiro e a broca-do-café.

Acaricida consagrado na citricultura brasileira, complementa Palazim, Fujimite® será alvo de abordagens técnicas centradas no controle dos ácaros da leprose e vermelho, no café e do ácaro rajado, no tomate.

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Criada no Brasil em 1979, a Sipcam Nichino resulta da união entre a italiana Sipcam Oxon, fundada em 1946, especialista em agroquímicos e bioestimulantes e a japonesa Nihon Nohyaku (Nichino). A Nichino tornou-se a primeira companhia de agroquímicos do Japão, em 1928, e desde sua chegada ao mercado atua centrada na inovação e no desenvolvimento de novas moléculas para proteção de cultivos.

Fernanda Campos

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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