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Mato Grosso

Seplag apresenta novos protocolos de saúde e bem-estar voltados aos servidores públicos estaduais

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Secretário da Seplag, Basílio Bezerra, apresenta projeto do Espaço Saúde e Bem-Estar
Crédito – Anna Moura/Seplag-MT

 

O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag-MT), apresentou, nesta quarta-feira (23.04), os protocolos “Saúde e Bem-Estar” e “Saúde Mental”. O evento realizado no Palácio Paiaguás reuniu cerca de 400 pessoas, entre servidores das unidades setoriais de Gestão de Pessoas e autoridades.

Os novos protocolos servirão para a promoção da saúde e a prevenção de riscos ocupacionais na administração pública estadual.

O vice-governador Otaviano Pivetta | Foto: Edervan Lopes/Seplag-MT

O vice-governador Otaviano Pivetta falou do esforço em garantir um ambiente seguro e digno para os servidores trabalharem.  “Vocês servidores são uma parcela importante da sociedade mato-grossense e as condições de trabalho que estamos promovendo, por meio da Seplag, é uma meta desse governo. Melhorar as condições de trabalho, para não só melhorar a produtividade, mas também a autoestima e bem-estar dos servidores. Os protocolos anunciados hoje, essa preocupação de melhorar as condições de trabalho, individualizar a atenção do estado em relação aos servidores é surpreendente e inovador”, afirma Pivetta.

Os protocolos de “Saúde Mental” englobam atendimentos psicossociais, como psicológicos e psiquiátricos. São protocolos padronizados que trazem orientações de prevenção e cuidados em transtornos de depressão, transtornos de ansiedade, vítimas de assédio moral e sexual no trabalho, processo de luto patológico, e síndrome de Burnout.

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Já o protocolo “Saúde e Bem-Estar” inclui atendimentos com nutricionistas, endocrinologista, ortopedista e educador físico. É um protocolo multidisciplinar de prevenção do sobrepeso, obesidade e doenças crônicas não transmissíveis que está vinculado ao programa Vida Saudável.

O secretário da Seplag, Basílio Bezerra | Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT

O secretário da Seplag, Basílio Bezerra, destaca os esforços e investimentos realizados para a promoção do bem-estar dos servidores. “O governo se preocupa com todas as áreas de atuação. Pensando nisso, e diante dos dados de aumento de comorbidades, o governo não se furtou em fortalecer um programa que já está em andamento desde 2019. Seguimos avançando, implementando a telemedicina, em que o servidor vai poder ter acesso a atendimento com especialistas da sua casa, por meio de um aplicativo e sendo acompanhado pelas setoriais de Saúde e Segurança”.

Ele apresentou também o projeto do Espaço Saúde e Bem-estar, que contará com consultórios para atendimento médico, psicológico e nutricional, e uma academia completa com salas para aulas coletivas de funcional, yoga, pilates e musculação. O espaço também contará com cantina e vestiários.

O promotor de Justiça Milton Mattos | Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT

O promotor de Justiça Milton Mattos da Silveira Neto, que também é coordenador do Centro de Apoio Operacional à Saúde de MT e membro da Comissão de Saúde Mental da ALMT, falou sobre o programa. “Já fui gestor por quatro anos e sei que investir no bem-estar psicológico do servidor é o melhor investimento. Quando a Seplag apresentou o programa na ALMT, sugeri uma parceria para levar esse modelo para o Ministério Público. E realmente é um programa muito bom que está sendo implantado aqui”.

Para o tenente coronel PM e diretor de Saúde, Paulo César Vieira de Melo Junior, a iniciativa é fundamental, além de ser uma abordagem biopsicossocial, que acompanha os servidores de forma integral. “A atividade policial é complexa assim como outras atividades no estado e poder contar com esse suporte, é fundamental. Esse protocolo inteligente que faz uma abordagem mais completa de algo que é complexo, é extremamente útil. O nosso trabalho precisa ser entregue com qualidade para o cliente final e para isso esse suporte é fundamental”.

O evento reuniu cerca de 400 pessoas, entre servidores das unidades setoriais de Gestão de Pessoas e autoridades | Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT

Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT

“É um dia muito importante, porque podemos discutir a saúde mental e o bem-estar do servidor público. O servidor é um ser social, cultural e político, que precisa ser ouvido, observado, acolhido em todas as suas dimensões. A saúde mental é um pilar essencial para o funcionamento das políticas públicas, impactando diretamente na qualidade dos serviços prestados à população, a qual servimos”, pontua a adjunta de Gestão de Pessoas da Seplag.

Os protocolos de Saúde Mental têm o objetivo de padronizar e ampliar o acompanhamento psicossocial, fornecendo ferramentas às equipes setoriais para identificar, orientar, intervir, monitorar e encaminhar servidores que apresentem determinados sintomas para atendimento especializado, por meio de plataforma online de psicoterapia e telemedicina.

Os atendimentos psicológicos já estão disponíveis e podem ser agendados pelo próprio servidor, no Portal do Servidor, clicando no ícone Serviços de Saúde.

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O protocolo Saúde e Bem-estar é um modelo de atenção integral à saúde do servidor, voltado à prevenção e controle do sobrepeso, da obesidade e das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), por meio de avaliações sistemáticas de composição corporal e dos fatores de risco, intervenções multidisciplinares baseadas em evidências e monitoramento contínuo de indicadores de saúde ocupacional. Os atendimentos serão mediados pelas equipes setoriais de Saúde e Segurança do Trabalho.

As equipes de Gestão de Pessoas dos órgãos e entidades do Poder Executivo Estadual passarão por treinamentos, que serão realizados nos dias 28 e 29 de abril e 5 e 6 de maio com as equipes psicossociais. Já os profissionais de educação física terão treinamento no dia 7 de maio.

Confira mais imagens do evento clicando aqui.

Dayanne Santana | Seplag-MT

Colaborou:  Astrogildo Nunes – [email protected]

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Mato Grosso

Governo de MT e Rumo inauguram 1º trecho da Ferrovia Estadual: “Mato Grosso é um exemplo do que o Brasil pode fazer”, afirma governador

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Crédito – Mayke Toscano/Secom-MT

O Governo de Mato Grosso e a Rumo inauguraram, neste sábado (20.6), o primeiro trecho da 1ª Ferrovia Estadual de Mato Grosso. São 162 quilômetros de extensão, ligando Rondonópolis ao novo terminal ferroviário instalado na BR-070, em Dom Aquino, com investimento de R$ 5 bilhões nesta primeira etapa.

Considerada a maior ferrovia em execução no Brasil, o projeto terá 740 quilômetros de extensão quando concluído, conectando Rondonópolis a Lucas do Rio Verde, passando por 16 municípios mato-grossenses e com ramal previsto para Cuiabá.

Durante a entrega, o governador Otaviano Pivetta destacou o papel do Governo de Mato Grosso na criação das condições para o desenvolvimento econômico do Estado.

“Mato Grosso é um exemplo do que o Brasil pode fazer. Enquanto a Rumo construiu 162 quilômetros de ferrovia, nós vamos concluir mais de 7 mil quilômetros de asfalto novo nas rodovias estaduais até o final do ano. Investimos R$ 28 bilhões em infraestrutura para melhorar a vida do nosso povo”, afirmou.

Ele também ressaltou os avanços fiscais e institucionais do Estado nos últimos anos.

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“Recebemos um Estado considerado insolvente e hoje Mato Grosso tem nota triplo A há três anos. Saímos das últimas posições na educação e hoje estamos entre os melhores do país. Quando o governo faz o dever de casa, o desenvolvimento acontece”, completou.

O presidente da Rumo, Pedro Palma, destacou a construção conjunta do projeto.

“A visão de futuro é importante, mas ela não basta. É preciso conhecimento, parceria e coragem para transformar projetos em realidade. O modelo criado por Mato Grosso foi fundamental para que esse investimento saísse do papel e chegasse até aqui”, destacou.

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, destacou a importância da ferrovia para a competitividade da produção brasileira.

“Essa ferrovia liga Mato Grosso ao Porto de Santos, reduzindo custos logísticos e aumentando a competitividade da produção brasileira. A ferrovia melhora o transporte, ajuda o meio ambiente, reduz custos e impulsiona o desenvolvimento econômico do país”, disse.

O presidente do conselho de administração da Cosan, Rubens Ometto, ressaltou o impacto da integração logística.

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“É uma parceria que mostra o que o Brasil é capaz de fazer quando iniciativa privada e poder público trabalham juntos. Esse projeto conecta a produção de Mato Grosso ao Porto de Santos e ao mundo. É a verdadeira ferrovia do grão, que também traz fertilizantes, exporta algodão e movimenta a indústria do etanol. Essa entrega representa muito mais do que novos trilhos, gera empregos e cria condições para que as pessoas construam aqui as suas vidas”, pontuou.

O ministro dos Transportes, George Santoro, parabenizou os envolvidos. “Essa obra representa um avanço importante para a logística do país e para o setor produtivo”, disse.

Terminal Ferroviário

As obras tiveram início em novembro de 2022 e mobilizaram mais de 65 empresas contratadas e cerca de 5 mil trabalhadores. Somente na construção do terminal, foram gerados mais de 800 empregos diretos e indiretos.

Para o prefeito de Dom Aquino, Carlim Amarelo, a chegada da ferrovia representa uma transformação regional.

“Estamos diante de uma obra que fortalece Mato Grosso e muda a história da nossa região. Dom Aquino passa a integrar uma importante rota logística nacional, ampliando oportunidades para produtores, empresas e para toda a população”, afirmou.

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A cerimônia contou com a presença de autoridades federais, estaduais e municipais, entre elas senadores, deputados federais, deputados estaduais, prefeitos da região, empresários, representantes do setor produtivo e outras lideranças.

Amanda Monteiro | Secom-MT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Mato Grosso

Déficit de armazenagem de grãos no Brasil supera 120 milhões de toneladas e acende alerta para o agronegócio

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Reprodução/Portal do Agronegócio

O crescimento da capacidade de armazenagem de grãos no Brasil continua abaixo da expansão da produção agrícola nacional, ampliando um dos principais gargalos da logística do agronegócio. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a capacidade disponível para armazenamento no país alcançou 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, avanço de apenas 1,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Embora o número de estabelecimentos armazenadores tenha aumentado para 9.668 unidades — alta de 0,5% frente ao primeiro semestre de 2025 — o ritmo de crescimento da infraestrutura segue distante das necessidades do setor produtivo.

Produção recorde amplia pressão sobre a armazenagem

O desafio se torna ainda maior diante da perspectiva de uma nova safra histórica. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou recentemente sua estimativa para a produção brasileira de grãos na safra 2025/26 para 358,6 milhões de toneladas.

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O volume projetado supera em mais de 124 milhões de toneladas a capacidade estática atualmente disponível no país, evidenciando o tamanho do déficit estrutural enfrentado pelo agronegócio brasileiro.

Segundo estimativas da Consultoria Cogo Inteligência em Agronegócio, aproximadamente 135 milhões de toneladas de grãos poderão ficar sem espaço adequado para armazenamento caso não haja avanços significativos em investimentos e expansão da infraestrutura.

Silos concentram mais da metade da capacidade nacional

Os dados do IBGE mostram que os silos permanecem como a principal estrutura de armazenagem utilizada no Brasil.

Atualmente, essa modalidade concentra capacidade para 124,7 milhões de toneladas, representando 53,3% da capacidade útil total instalada no país. Apesar da predominância, especialistas alertam que o crescimento da infraestrutura precisa acompanhar a expansão da produção para evitar perdas e ineficiências logísticas.

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Gargalo gera perdas e aumenta custos no campo

De acordo com especialistas do setor, a insuficiência da capacidade de armazenagem impacta diretamente a competitividade do agronegócio brasileiro.

Quando não encontram espaço adequado, muitos produtores são obrigados a comercializar a produção imediatamente após a colheita ou recorrer ao armazenamento temporário em estruturas improvisadas, o que pode comprometer a qualidade dos grãos e aumentar perdas.

Além disso, a concentração da oferta no período da colheita pressiona os preços, reduzindo a margem dos produtores e elevando os custos logísticos em toda a cadeia.

Investimentos bilionários serão necessários

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Para eliminar o déficit atual e adequar a infraestrutura à produção projetada, a Consultoria Cogo estima que o Brasil precisará investir cerca de R$ 148 bilhões em novos projetos de armazenagem.

O montante seria destinado à construção de silos, armazéns e estruturas de apoio capazes de absorver o crescimento contínuo da produção agrícola nacional.

Armazenagem é estratégica para a competitividade do agro

Nos últimos anos, a produção brasileira de grãos tem registrado crescimento consistente, impulsionada pelo avanço tecnológico, aumento da produtividade e expansão das áreas cultivadas.

Entretanto, o ritmo dos investimentos em armazenagem não acompanha essa evolução. O resultado é um gargalo que afeta a eficiência logística, eleva custos operacionais e limita o potencial de agregação de valor dentro da porteira.

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Com a perspectiva de novas safras recordes nos próximos anos, especialistas defendem que a ampliação da capacidade de armazenagem se torne uma prioridade estratégica para garantir maior segurança, reduzir perdas pós-colheita e fortalecer a competitividade do agronegócio brasileiro nos mercados nacional e internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Mato Grosso

Sem aval do Cade a tempo, Júnior Friboi desiste de comprar maior confinamento de gado do país

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Fazenda Conforto, nova aquisição da JBJ, de Júnior Friboi – Foto: Divulgação

 

 

JBJ Agropecuária, do empresário José Batista Júnior, o Júnior Friboi, desistiu da aquisição da Fazenda Conforto, em Nova Crixás, Goiás, que abriga o maior confinamento bovino do país. A operação havia sido anunciada em abril e, dois meses depois, foi sepultada por dificuldades regulatórias.

No início desta semana, a JBJ e a Conforto Empreendimentos e Participações, da família Negrão, dona da propriedade, informaram ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) que decidiram encerrar as tratativas. A decisão da autarquia de esticar o prazo de análise pesou no desfecho. A informação foi publicada inicialmente pelo site AgFeed.

A operação havia sido protocolada em 20 de abril, com pedido de análise sob rito sumário, procedimento mais célere. Mas, no início de maio, o Cade rejeitou o enquadramento sumário e encaminhou o caso para análise ordinária, mais demorada e que poderia levar meses.
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A Fazenda Conforto tem 12 mil hectares e capacidade estática para cerca de 76 mil animais, com giro anual estimado em 180 mil cabeças. A propriedade abriga ainda uma planta de biofertilizantes, fábrica de ração, silos, parque fotovoltaico, represa, 2 mil hectares de lavouras irrigadas. De acordo com apuração do AgFeed, o negócio entre JBJ e Conforto superava o R$ 1 bilhão.

A combinação dos ativos formaria o maior projeto pecuário do Brasil e um dos maiores do mundo. A JBJ declara possuir o maior confinamento de gado do país, com capacidade anual de 540 mil animais, sendo 180 mil estáticos, distribuídos por suas unidades.

O grupo de Júnior Friboi mantém fazendas de cria, recria e confinamento e abastece tanto seus próprios frigoríficos, reunidos sob a marca Prima Foods, quanto unidades da JBS. A Conforto também figura entre as principais fornecedoras do grupo controlado por Joesley e Wesley Batista, irmãos mais novos de Júnior, que deixou o grupo em 2013.

Júnior Friboi (último à direita) durante comemoração do IPO da JBS em Nova York
Júnior Friboi (último à direita) durante comemoração do IPO da JBS em Nova York (Bloomberg)

A Fazenda Conforto foi erguida a partir de 1996 por Alexandre Funari Negrão, o Xandy Negrão, ex-piloto da Stock Car e fundador da farmacêutica Medley e da fabricante de pás eólicas Aeris. Morto em 2023, deixou a propriedade sob o comando do genro Sergio Pellizzer, atual CEO da Conforto.

InvestNews

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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