Mato Grosso
Rede Estadual de Ensino de MT passa a ter 101 escolas cívico-militares, informa Seduc

A Rede Estadual de Educação de Mato Grosso passa a ter 101 escolas no modelo cívico-militar. A marca foi atingida nos dias 26 e 27 de junho, quando 15 unidades de 11 municípios realizaram consultas públicas sobre a conversão.
Segundo a Secretaria Estadual de Mato Grosso (Seduc), foi crucial a decisão partindo da base, considerando as particularidades de cada escola e as reais necessidades dos alunos. Em um processo que envolveu pais, responsáveis e estudantes maiores de 16 anos, através de voto, 14 escolas optaram pela adesão, com exceção da Escola Estadual Major Otávio Pitaluga, em Rondonópolis, que decidiu pela opção “Não Aprovo”.
Assim como nas votações já ocorridas em 86 escolas, desta vez, pais e responsáveis legais pelos estudantes matriculados, assim como alunos maiores de 16 anos, também puderam decidir por meio do voto conforme as diretrizes do edital publicado no Diário Oficial, no site oficial da Seduc, na imprensa, além de ampla divulgação nas reuniões realizadas pelas diretorias regionais com a comunidade escolar.
Com isso, das 628 escolas da rede estadual, 100 unidades agora são cívico-militares. Elas atendem mais de 80 mil estudantes, com a missão de diminuir a evasão, evitar a violência no ambiente escolar e possibilitar ações que fortaleçam o avanço da aprendizagem dos estudantes.
O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, reforça que o modelo cívico-militar mantém o currículo tradicional da rede com professores responsáveis pelo ensino, enquanto os militares da reserva contribuem para a organização e disciplina das unidades.
“Na verdade, são 101 escolas cívico-militares, pois, na cidade de Cáceres a rede já contava com a unidade Senador Mario Motta”.
O processo de contratação dos militares da reserva que vão atuar nos pátios das novas unidades já foi iniciado, com a publicação de editais nos 13 polos regionais de educação. Também inclui formação e treinamento de diretores, coordenadores, professores, monitores e demais servidores para que estejam aptos a implementar o novo modelo de gestão.
Confira as escolas que tiveram aprovação para conversão por meio de votação:
- Alta Floresta – Escola Estadual Cecília Meireles
- Carlinda – Escola Estadual Tancredo De Almeida Neves
- Nova Canaã – Escola Estadual Nova Canaã
- Paranaíta – Escola Estadual Mário Corrêa Da Costa
- Barra do Garças – Escola Estadual Prof. Maria De Lourdes Hora Moraes
- Barra do Garças – Escola Estadual Senador Filinto Muller
- Pontal do Araguaia – Escola Estadual São Miguel
- Nova Xavantina – Escola Estadual Arlindo Estilac Leal
- Cáceres – Escola Estadual Senador Mario Motta
- Cáceres – Escola Estadual Ana Maria Das Graças De Souza Noronha
- Cáceres – Escola Estadual Frei Ambróio
- Araputanga – Escola Estadual Nossa Senhora De Fátima
- Mirassol D’oeste – Escola Estadual 12 De Outubro
- S. J. dos Quatro Marcos – Escola Estadual Miguel Barbosa
- Porto Alegre Do Norte – Escola Estadual 13 De Maio
- Confresa – Escola Estadual 29 De Julho
- São Félix do Araguaia – Escola Estadual Professora Hilda Rocha Souza
- Arenápolis ¬- Escola Estadual Gov. João Ponce De Arruda
- Diamantino – Escola Estadual Irmã Lucinda Facchin
- Nobres – Escola Estadual Inocência Rachid Jaudy
- Nova Mutum – Escola Estadual Virgilio Correa Filho
- Nova Mutum – Escola Estadual José Aparecido Ribeiro
- São José Do Rio Claro – Escola Estadual Dr. Anisio Jose Moreira
- Rosário Oeste – Escola Estadual Prof. João Calixto Bernardes
- Lucas do Rio Verde – Escola Estadual Manoel De Barros
- Lucas do Rio Verde – Escola Estadual Angelo Nadin
- Sinop – Escola Estadual Enio Pipino
- Sinop – Escola Estadual Cleufa Hubner
- Sinop – Escola Estadual Nossa Senhora De Lourdes
- Sinop – Escola Estadual Olímpio João Pissinati Guerra
- Sinop – Escola Estadual Nossa Senhora Da Glória
- Sorriso – Escola Estadual Arlete Maria Cappellari
- Vera – Escola Estadual Nossa S. Do Perpétuo Socorro
- Sorriso – Escola Estadual 13 De Maio
- Campos de Júlio – Escola Estadual Angelina Franciscon Mazutti
- Aripuanã – Escola Estadual São Francisco De Assis
- Brasnorte – Escola Estadual Prof. Norma Lucia Nunes
- Juara – Escola Estadual Com. José Pedro Dias
- Juína – Escola Estadual Dr. Artur Antunes Maciel
- Juscimeira – Escola Estadual Antonio Jose De Lima
- Alto Garças – Escola Estadual Dr. Ytrio Correa
- Dom Aquino – Escola Estadual Vinicius De Moraes
- Rondonópolis – Escola Estadual Prof. Edith Pereira Barbosa
- Rondonópolis – Escola Estadual Prof. Eunice Souza Dos Santos
- São Pedro da Cipa – Escola Estadual Irmã Miguelina Corso
- Rondonópolis – Escola Estadual Francisca Barros De Carvalho
- Rondonópolis – Escola Estadual Prof. Maria Elza Ferreira Inacio
- Rondonópolis – Escola Estadual Joaquim Nunes Rocha
- Rondonópolis – Escola Estadual Marechal Dutra
- Rondonópolis – Escola Estadual Prof. Elizabeth De Freitas Magalhães
- Pddra Preta – Escola Estadual Dez De Dezembro
- Alto Taquari – Escola Estadual Carlos Irigaray Filho
- Guarantã Do Norte – Escola Estadual Albert Einstein
- Peixoto de Azevedo – Escola Estadual Kreen Akarore
- Matupá – Escola Estadual Jardim Das Flores
- Chapada dos Guimarães – Escola Estadual Profª Ana Tereza Albernaz
- Cuiabá – Escola Estadual Leonidas Antero De Matos
- Cuiabá – Escola Estadual Filogonio Corrêa
- Cuiabá – Escola Estadual Prof. Ulisses Cuiabano
- Cuiabá – Escola Estadual Heliodoro Capistrano
- Cuiabá – Cei 01 – Ee Victorino Monteiro Da Silva
- Cuiabá – Cei 02 – Ee Prof. João Crisóstomo De Figueiredo
- Cuiabá – Cei 03 – Ee Mário De Castro
- Cuiabá – Escola Estadual Juarez Rodrigues Dos Anjos
- Cuiabá – Escola Estadual Senador Azeredo
- Cuiabá – Cei 04 – Ee Malik Didier Namer Zahafi
- Cuiabá – Escola Estadual Eliane Digigov Santana
- Cuiabá – Escola Estadual Salim Felício
- Cuiabá – Escola Estadual Prof. Ana Maria Do Couto
- Cuiabá – Escola Estadual Dr. Helio Palma De Arruda
- Cuiabá – Escola Estadual Leovegildo De Melo
- Cuiabá – Escola Estadual João Brienne De Camargo
- Cuiabá – Escola Estadual Historiador Rubens De Mendonça
- Cuiabá – Escola Estadual Alcebíades Calhão
- Cuiabá – Escola Estadual Pe. Wanir Delfino César
- Cuiabá – Escola Estadual Prof. Zélia Costa De Almeida
- Cuiabá – Escola Estadual Gustavo Kulman
- Cuiabá – Escola Estadual Prof Maria Herminia
- Poconé – Escola Estadual Eucaris Nunes Cunha Morais
- Santo A. de Leverger – Escola Estadual Leonidas De Matos
- N. S. do Livramento – Escola Estadual José De Barros Maciel
- Várzea Grande – Escola Estadual Profª Elmaz Gattas Monteiro
- Várzea Grande – Cei 05 – Ee Miguel Baracat
- Várzea Grande – Escola Estadual Irene Gomes De Campos
- Várzea Grande – Escola Estadual Ernandy Maurício Baracat
- Várzea Grande – Escola Estadual Prof. Vanil Stabilito
- Várzea Grande – Escola Estadual Salim Nadaf
- Campo Verde – Escola Estadual Ulisses Guimarães
- Campo Verde – Escola Estadual Jupiara
- Paranatinga – Escola Estadual 29 De Junho
- Primavera do Leste – Escola Estadual Sebastiao Patricio
- Primavera do Leste – Escola Estadual Paulo Freire
- Primavera do Leste – Escola Estadual Cremilda De Oliveira Viana
- Primavera do Leste – Escola Estadual Alda Gawlinski Scopel
- Poxoréu – Escola Estadual Joao Pedro Torres
- Barra do Bugres – Escola Estadual Deputado Renê Barbour
- Campo Novo Do Parecis – Escola Estadual Madre Tarcila
- Nova Olímpia – Escola Estadual Profª Francisca De Souza Alencar
- Sapezal – Escola Estadual Luiz Frutuoso Da Silva
- Tangará da Serra – Escola Estadual Pedro Alberto Tayano
- Tangará da Serra – Escola Estadual Prof. Jada Torres
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Gastos com preservação ambiental poderão ser abatidos em imposto de renda

Foto: Agência FPA
Produtores que preservam o meio ambiente poderão acessar benefícios fiscais, como o abatimento dos gastos no imposto de renda. A proposta que iguala a preservação ambiental como atividade rural foi aprovada na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado. Agora, o texto segue para a Comissão de Meio Ambiente (CMA) e para a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde deve ter decisão terminativa.
O Projeto de Lei 3.784/2024 altera a lei do imposto de renda sobre as atividades rurais — Lei nº 8.023 de 1990. A matéria prevê acrescentar “provisões de serviços ambientais” como atividade rural. Na prática, coloca as atividades de preservação, recuperação e reflorestamento no mesmo patamar da agricultura e pecuária, por exemplo, para as deduções previstas no pagamento do tributo.
Etanol de milho avança no agro
Relator da proposta na CRA e vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) da região Norte, senador Alan Rick (União-AC), destacou que a medida ajuda produtores que ainda não contam com mecanismos bem estabelecidos de pagamento por serviços ambientais.
“Esse é um tema que, há muito tempo, responde a um anseio do produtor rural: poder caracterizar a prestação de serviços ambientais como atividade rural para fins de abatimento no Imposto de Renda. Nada mais justo e coerente, diante de tantas obrigações que o produtor rural brasileiro tem e pelas quais sempre é penalizado”, disse, antes de ler o relatório.
Os imóveis rurais preservam aproximadamente 29% de toda a vegetação nativa do Brasil. Os dados constam da edição mais recente do levantamento Atribuição, Ocupação e Uso das Terras no Brasil, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), apresentada no ano passado. Ao todo, isso representa 246,6 milhões de hectares.
No relatório, o senador não propôs alterações ao texto original. Ao defender a aprovação da matéria, explicou como o benefício deverá funcionar e destacou que a medida cria um estímulo à preservação ambiental dentro das propriedades rurais.
“Com esta medida, os produtores rurais que optem pelo regime simplificado de tributação rural poderão deduzir, de imediato, as despesas operacionais da receita bruta com serviços ambientais para apuração do Imposto de Renda. Portanto, isso resultará em menor carga tributária para aqueles que desenvolvam ações que gerem ganhos ambientais”, analisou.
Com Agência FPA
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Governo recupera asfalto de rodovias em Poconé: “Feito inédito”, afirma prefeito

Sinfra-MT
O Governo de Mato Grosso entregou, neste sábado (18.4), a recuperação do asfalto das MTs 370 e 451, em Poconé. Com um investimento total de R$ 48,4 milhões, as obras vão ajudar no desenvolvimento econômico da cidade, fortalecendo também o turismo.
Uma das rodovias recuperadas é a MT-370, a Estrada Parque do Porto Cercado, um dos acessos ao pantanal mato-grossense. O investimento foi de R$ 16, 2 milhões na restauração de 39,9 km da rodovia, levando mais segurança no trajeto até o destino turístico.
O governador Otaviano Pivetta afirmou que o Estado tem o compromisso de fortalecer o desenvolvimento do turismo no Pantanal e em Poconé.
“Esta é uma região pioneira de Mato Grosso e o governo tem o compromisso com o seu desenvolvimento. Assim como em todas as outras regiões do Estado, o governo está trabalhando para melhorar a vida de quem vive aqui”, afirmou.
Para o prefeito de Poconé, Dr. Jonas Moraes, os investimentos do Governo do Estado estão ajudando no desenvolvimento do município.
“O que o governo está fazendo é inédito, são muitos investimentos em todas as áreas. Esse é o Governo que mais investiu na nossa cidade, realizando sonhos antigos da população. Essas duas estradas são importantes para o nosso desenvolvimento. Inclusive para o nosso turismo”, afirmou.
A outra rodovia recuperada foi a MT-451, conhecida como Rodovia Adauto Leite. Foram 49,9 km de asfalto restaurado em um investimento de R$ 32,2 milhões. A rodovia sai do distrito de Cangas em direção a BR-070, passando pelo Distrito de Nossa Senhora do Chumbo.
“É uma rodovia importante para a agricultura familiar, onde transita gado, transitam os produtos, mas também transitam as pessoas, pois liga várias comunidades. E ela encurta a distância entre Poconé e Cáceres, isso estimula o turismo no Pantanal como um todo”, explicou o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira.
Também estiveram presentes nas inaugurações o deputado federal Fábio Garcia, os deputados estaduais Paulo Araújo e Eduardo Botelho e o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, além de vereadores de Poconé.
Guilherme Blatt | Sinfra-MT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Nova regra do crédito rural acende alerta em produtores de Mato Grosso

Com a mudança em vigor desde 1º de abril, a Famato intensifica a orientação para prevenir prejuízos no acesso ao crédito. Foto: Freepik
Produtores rurais de Mato Grosso devem redobrar a atenção ao solicitar crédito rural a partir deste ano. A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) emitiu um alerta sobre as mudanças trazidas pela Resolução nº 5.268 do Conselho Monetário Nacional (CMN), que passou a valer em 1º de abril de 2026 e altera critérios de análise utilizados pelas instituições financeiras.
Com a nova regra, os dados do Programa de Monitoramento do Desmatamento por Satélite (Prodes) passam a ser considerados na concessão de crédito. O sistema, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), identifica alterações na vegetação nativa por meio de imagens de satélite, mas não diferencia desmatamentos legais de ilegais — o que tem gerado preocupação no setor produtivo.
Segundo a analista de meio ambiente da Famato, Tânia Arévalo, essa limitação pode impactar diretamente produtores que estão em conformidade com a legislação. Isso porque qualquer área com registro de supressão de vegetação a partir de setembro de 2019 passa a integrar os chamados “polígonos do Prodes”, influenciando a análise de crédito independentemente da regularidade.
Risco de bloqueio no crédito
De acordo com o núcleo técnico da entidade, a mudança exige atenção redobrada antes da busca por financiamento. A recomendação é que o produtor consulte previamente sua propriedade para verificar a existência de registros no sistema, evitando surpresas no momento da contratação.
Outro ponto crítico é a ocorrência dos chamados “falsos positivos”, quando o sistema identifica alterações que não correspondem, necessariamente, a desmatamento — como áreas afetadas por estiagem ou mudanças naturais na vegetação.
Nesses casos, é possível contestar os dados junto ao Inpe, mediante apresentação de laudo técnico que comprove a inconsistência. Já quando há registro confirmado, a orientação é reunir toda a documentação que comprove a regularidade da área, como autorizações ambientais e o Cadastro Ambiental Rural (CAR), podendo ser necessária a validação junto à Secretaria de Estado de Meio Ambiente.
Orientação e diálogo com o setor
A Famato reforça que está à disposição para orientar produtores diante das novas exigências, especialmente em situações que envolvam restrições de crédito. A entidade também tem promovido diálogo com o Inpe para esclarecer o funcionamento do sistema e discutir possíveis inconsistências.
Em encontros realizados recentemente, especialistas apresentaram casos práticos e orientaram sobre os caminhos para contestação de dados, contribuindo para ampliar o entendimento do setor produtivo sobre o uso dessas informações.
Diante da proximidade do Plano Safra 2026/2027, a recomendação é que os produtores façam uma análise prévia de suas propriedades e busquem suporte técnico especializado. O objetivo é garantir segurança no acesso ao crédito e evitar entraves que possam comprometer o planejamento da próxima safra.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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