Conecte-se Conosco

Agronegócio

Cotações Agropecuárias: Produção de trigo deve diminuir e preço segue em queda

Publicado

em

Foto: Fernando Dias/Seapi

A safra mundial de trigo segue em bom ritmo, e a expectativa é de que a produção atinja novo recorde na temporada 2025/26.

Já no Brasil, a produção do cereal deve diminuir. Em relatório divulgado neste mês, a Conab aponta a produção nacional em 7,81 milhões de toneladas, 4,6% menor que a estimativa de junho, passando a representar uma queda de 0,9% em relação à safra passada (7,89 milhões de toneladas).

Isso é o resultado da expressiva diminuição de 16,5% na área destinada à cultura, que passou para 2,55 milhões de hectares. Segundo pesquisadores do Cepea, esse contexto exigirá crescimento nas importações entre agosto de 2025 e julho de 2026.

Mesmo neste ambiente, levantamento do Cepea mostra que os preços domésticos do trigo em grão seguem em queda. A pressão vem das desvalorizações externa e do dólar.

Publicidade

Os preços da batata tipo ágata especial estão em queda nos mercados atacadistas desde meados de junho, conforme aponta levantamento da Equipe de Hortifrúti do Cepea. E, na semana passada, o movimento de baixa foi acentuado.

Segundo pesquisadores do Hortifrúti/Cepea, isso acontece porque a região de Vargem Grande do Sul (SP) começou a ofertar o tubérculo, o que acabou intensificando a disponibilidade no mercado doméstico.

Além de Vargem Grande do Sul, o Sudoeste Paulista segue em ritmo forte de colheita, e atacadistas declaram também que há bastante batata entrando do Sul e Cerrado Mineiro, além de Cristalina (GO).

Assim, na semana passada (de 7 a 11 de julho), dados do Cepea mostram que as cotações da batata tipo ágata especial tiveram médias de R$ 42/saco de 25 kg no atacado de São Paulo, com forte baixa de 20,4% frente à do período anterior.

No atacado de Belo Horizonte (MG), a média de negociação foi de R$ 39/sc, recuo de 23%, e no do Rio de Janeiro, de R$ 41/sc, baixa de 20,4%. Para as próximas semanas, a tendência é de que a oferta siga avançando, já que o pico da safra de inverno deve ser atingido somente entre agosto e setembro.

Publicidade

(Com Cepea)

Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

Mídia Rural, sua fonte confiável de informações sobre agricultura, pecuária e vida no campo. Aqui, você encontrará notícias, dicas e inovações para otimizar sua produção e preservar o meio ambiente. Conecte-se com o mundo rural e fortaleça sua

Continue Lendo
Publicidade
Clique Para Comentar

Deixe uma Resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Agronegócio

Comercialização da safra de algodão em Mato Grosso avança e preço sobe 4%

Publicado

em

foto: arquivo/assessoria

 

A comercialização da pluma para a safra 2024/25 atingiu 92,10% da produção do ciclo, avanço de 5,04 pontos percentuais ante fevereiro. O preço médio negociado, mês passado, foi de R$ 121,61/@, alta de 4,27% frente ao mês anterior. Para a safra 25/26 foi observado um avanço de 7,03 pontos percentuais, alcançando 65,60% da produção comercializada, a preço médio mensal de R$ 128,54/@, valorização mensal de 5,50%.

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) também informou que o movimento nas safras foi sustentado pela alta dos contratos na bolsa de Nova Yorque e pelo cenário geopolítico, com o conflito no Oriente Médio elevando o petróleo e favorecendo a competitividade da pluma frente às fibras sintéticas.

Por fim, a dinâmica dos preços será crucial para definir o ritmo dos negócios nos próximos meses, considerando que o cotonicultor tem se planejado cada vez mais diante do estreitamento de suas margens de rentabilidade.

Publicidade

Só Notícias

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

Continue Lendo

Agronegócio

Safra de laranja 2026/27 começa sob incertezas e preocupa setor citrícola

Publicado

em

Reprodução

O início da safra brasileira de laranja 2026/27, no cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo Mineiro, se aproxima em meio a um cenário de incertezas que envolve desde a formação de preços até o comportamento da demanda, especialmente no mercado internacional. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o setor ainda carece de sinais claros por parte da indústria quanto à formalização dos contratos de compra da fruta para a nova temporada.

Assim como ocorreu na safra anterior, a expectativa é de um ciclo mais tardio, com maior concentração da produção na segunda florada. Esse fator, por si só, já altera o ritmo de colheita e de processamento, impactando diretamente a dinâmica de negociação entre produtores e indústrias.

Definições devem ocorrer apenas em maio

De acordo com os pesquisadores, é provável que uma definição mais concreta sobre preços e volumes contratados só ocorra a partir do dia 8 de maio, quando o Fundecitrus divulgará seu tradicional levantamento de safra. Até lá, o mercado deve permanecer em compasso de espera.

Publicidade

Em termos de volume, a safra 2026/27 tende a ser ligeiramente menor que a anterior, embora ainda seja considerada robusta. Mesmo assim, o cenário não traz alívio ao setor, já que o mercado enfrenta dificuldades no escoamento do suco de laranja, tanto no mercado interno quanto nas exportações.

Estoques elevados e demanda externa preocupam

Outro ponto de atenção é o possível encerramento da safra 2025/26 com níveis elevados de estoques e com produto de boa qualidade. Esse contexto pode limitar a capacidade da indústria de absorver a nova produção, pressionando ainda mais as negociações.

A demanda internacional, especialmente da Europa, também gera preocupação. Tradicionalmente um dos principais destinos do suco brasileiro, o bloco ainda não adquiriu os volumes habituais até o momento, o que reforça o clima de cautela entre os agentes do setor.

Diante desse quadro, a citricultura brasileira inicia mais um ciclo produtivo sem visibilidade clara sobre preços, contratos e ritmo de consumo, o que exige atenção redobrada de produtores e indústrias na condução das estratégias para a nova safra.

Publicidade

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

Continue Lendo

Agronegócio

Preços dos ovos recuam após quaresma e acendem alerta no setor

Publicado

em

Reprodução EPTV

O mercado brasileiro de ovos encerrou a primeira quinzena de abril em queda, refletindo um cenário de consumo mais fraco do que o esperado para o período. Tradicionalmente, o início do mês costuma trazer uma recuperação na demanda, impulsionando as vendas, mas, desta vez, esse movimento não foi suficiente para sustentar os preços da proteína nas regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo pesquisadores do Cepea, o ritmo mais lento das negociações aumentou a pressão por descontos, levando ao recuo generalizado das cotações. A procura por ovos ficou aquém das expectativas, o que impactou diretamente o desempenho do mercado neste início de abril.

Oferta desigual amplia pressão sobre o mercado

Do lado da oferta, o comportamento variou entre as regiões produtoras. Em algumas localidades, não houve aumento significativo dos estoques nas granjas, o que indica uma produção mais ajustada. No entanto, em outras praças, a menor saída do produto resultou em elevação da disponibilidade interna, ampliando a pressão sobre os preços.

Publicidade

Esse desequilíbrio entre oferta e demanda acende um sinal de alerta para o setor, que precisará acompanhar de perto os próximos movimentos do mercado para evitar um cenário de maior desvalorização.

Tendência pós-quaresma preocupa produtores

O fim do período da Quaresma, tradicionalmente marcado por maior consumo de ovos em substituição a outras proteínas, também contribui para a mudança no comportamento do mercado. Levantamentos do Cepea indicam que, nos últimos dois anos, os preços da proteína recuaram por vários meses consecutivos após esse período, influenciados pelo aumento da oferta interna e pela redução na demanda.

Diante desse histórico, produtores e agentes da cadeia devem redobrar a atenção nos próximos meses, buscando estratégias para equilibrar produção e comercialização em um cenário que tende a ser mais desafiador para a sustentação dos preços.

Fonte: CenárioMT

Publicidade

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

Continue Lendo

Tendência