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Agronegócio

Soja é destaque de alta em julho, enquanto boi gordo, milho e bezerro recuam

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Milho e Boi

 

A primeira metade de julho de 2025 trouxe um cenário contrastante para o mercado das principais commodities agropecuárias brasileiras. A soja foi a única entre os produtos analisados a apresentar valorização no período, enquanto o boi gordo, o milho e o bezerro registraram queda nos preços, segundo dados do Cepea e levantamentos regionais.

Soja tem leve alta e se destaca entre as commodities

Na parcial até o dia 15 de julho, a soja apresentou uma valorização nominal de 1,0% em relação ao último preço de junho. Com isso, a oleaginosa segue como uma das apostas positivas para o segundo semestre, sustentada por uma demanda firme e pela retomada do ritmo das exportações. A cotação considerada é a da soja Paranaguá (PR), segundo dados do Cepea.

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Milho sofre maior queda em julho: -6,3%

O milho apresentou a maior queda entre as commodities avaliadas, com retração de 6,3% na primeira quinzena de julho frente ao preço registrado no encerramento de junho. O cereal tem enfrentado pressão vinda da ampla oferta interna, especialmente após a entrada da segunda safra, e da concorrência externa no mercado de exportação.

Boi gordo recua 5,3% e pressiona a pecuária

O preço do boi gordo (Cepea) caiu 5,3% na primeira metade de julho. A retração se soma a um movimento de pressão que também se refletiu nos contratos futuros da arroba com vencimento em outubro, que atingiram valores mínimos. Além disso, fatores como o período de maior oferta de animais e a imposição de tarifas pelos Estados Unidos sobre produtos importados do Brasil ajudam a explicar o desaquecimento do mercado.

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Bezerro tem queda moderada de 1,7%

Mesmo sendo a única commodity agropecuária que acumula alta no ano, o bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul) apresentou leve retração de 1,7% na primeira quinzena de julho. Esse movimento tem impacto direto sobre o poder de compra do pecuarista, principalmente frente à queda mais acentuada do boi gordo, reduzindo a relação de troca para reposição do rebanho.

Impactos e perspectivas

O descompasso entre os preços do boi gordo e do bezerro tem colocado pressão sobre o setor pecuário, tornando a reposição mais onerosa e comprometendo margens de lucro. Por outro lado, a soja, mesmo com valorização modesta, segue se beneficiando da estabilidade no mercado internacional.

Os próximos meses devem ser decisivos para avaliar se a soja manterá a tendência de alta e se o mercado pecuário conseguirá retomar equilíbrio entre oferta, demanda e reposição de rebanhos. As expectativas também estão voltadas às medidas comerciais dos principais parceiros internacionais, como Estados Unidos e China, que podem influenciar diretamente nos preços praticados no Brasil.

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Para mais informações atualizadas sobre o mercado agropecuário, acompanhe diariamente o CenárioMT.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Comercialização da safra de algodão em Mato Grosso avança e preço sobe 4%

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foto: arquivo/assessoria

 

A comercialização da pluma para a safra 2024/25 atingiu 92,10% da produção do ciclo, avanço de 5,04 pontos percentuais ante fevereiro. O preço médio negociado, mês passado, foi de R$ 121,61/@, alta de 4,27% frente ao mês anterior. Para a safra 25/26 foi observado um avanço de 7,03 pontos percentuais, alcançando 65,60% da produção comercializada, a preço médio mensal de R$ 128,54/@, valorização mensal de 5,50%.

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) também informou que o movimento nas safras foi sustentado pela alta dos contratos na bolsa de Nova Yorque e pelo cenário geopolítico, com o conflito no Oriente Médio elevando o petróleo e favorecendo a competitividade da pluma frente às fibras sintéticas.

Por fim, a dinâmica dos preços será crucial para definir o ritmo dos negócios nos próximos meses, considerando que o cotonicultor tem se planejado cada vez mais diante do estreitamento de suas margens de rentabilidade.

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Só Notícias

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Safra de laranja 2026/27 começa sob incertezas e preocupa setor citrícola

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Reprodução

O início da safra brasileira de laranja 2026/27, no cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo Mineiro, se aproxima em meio a um cenário de incertezas que envolve desde a formação de preços até o comportamento da demanda, especialmente no mercado internacional. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o setor ainda carece de sinais claros por parte da indústria quanto à formalização dos contratos de compra da fruta para a nova temporada.

Assim como ocorreu na safra anterior, a expectativa é de um ciclo mais tardio, com maior concentração da produção na segunda florada. Esse fator, por si só, já altera o ritmo de colheita e de processamento, impactando diretamente a dinâmica de negociação entre produtores e indústrias.

Definições devem ocorrer apenas em maio

De acordo com os pesquisadores, é provável que uma definição mais concreta sobre preços e volumes contratados só ocorra a partir do dia 8 de maio, quando o Fundecitrus divulgará seu tradicional levantamento de safra. Até lá, o mercado deve permanecer em compasso de espera.

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Em termos de volume, a safra 2026/27 tende a ser ligeiramente menor que a anterior, embora ainda seja considerada robusta. Mesmo assim, o cenário não traz alívio ao setor, já que o mercado enfrenta dificuldades no escoamento do suco de laranja, tanto no mercado interno quanto nas exportações.

Estoques elevados e demanda externa preocupam

Outro ponto de atenção é o possível encerramento da safra 2025/26 com níveis elevados de estoques e com produto de boa qualidade. Esse contexto pode limitar a capacidade da indústria de absorver a nova produção, pressionando ainda mais as negociações.

A demanda internacional, especialmente da Europa, também gera preocupação. Tradicionalmente um dos principais destinos do suco brasileiro, o bloco ainda não adquiriu os volumes habituais até o momento, o que reforça o clima de cautela entre os agentes do setor.

Diante desse quadro, a citricultura brasileira inicia mais um ciclo produtivo sem visibilidade clara sobre preços, contratos e ritmo de consumo, o que exige atenção redobrada de produtores e indústrias na condução das estratégias para a nova safra.

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Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Preços dos ovos recuam após quaresma e acendem alerta no setor

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Reprodução EPTV

O mercado brasileiro de ovos encerrou a primeira quinzena de abril em queda, refletindo um cenário de consumo mais fraco do que o esperado para o período. Tradicionalmente, o início do mês costuma trazer uma recuperação na demanda, impulsionando as vendas, mas, desta vez, esse movimento não foi suficiente para sustentar os preços da proteína nas regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo pesquisadores do Cepea, o ritmo mais lento das negociações aumentou a pressão por descontos, levando ao recuo generalizado das cotações. A procura por ovos ficou aquém das expectativas, o que impactou diretamente o desempenho do mercado neste início de abril.

Oferta desigual amplia pressão sobre o mercado

Do lado da oferta, o comportamento variou entre as regiões produtoras. Em algumas localidades, não houve aumento significativo dos estoques nas granjas, o que indica uma produção mais ajustada. No entanto, em outras praças, a menor saída do produto resultou em elevação da disponibilidade interna, ampliando a pressão sobre os preços.

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Esse desequilíbrio entre oferta e demanda acende um sinal de alerta para o setor, que precisará acompanhar de perto os próximos movimentos do mercado para evitar um cenário de maior desvalorização.

Tendência pós-quaresma preocupa produtores

O fim do período da Quaresma, tradicionalmente marcado por maior consumo de ovos em substituição a outras proteínas, também contribui para a mudança no comportamento do mercado. Levantamentos do Cepea indicam que, nos últimos dois anos, os preços da proteína recuaram por vários meses consecutivos após esse período, influenciados pelo aumento da oferta interna e pela redução na demanda.

Diante desse histórico, produtores e agentes da cadeia devem redobrar a atenção nos próximos meses, buscando estratégias para equilibrar produção e comercialização em um cenário que tende a ser mais desafiador para a sustentação dos preços.

Fonte: CenárioMT

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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