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Agronegócio

Produtores de leite se reúnem para discutir crise no setor e cobrar ações do governo

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Foto: Jaelson Lucas/AEN

 

No próximo dia 15 de setembro, o Sindicato Rural de Cascavel sediará uma reunião decisiva para o setor leiteiro do Paraná. O encontro promovido pela Rural Leite reunirá produtores, representantes de associações, lideranças rurais e entidades empresariais para debater os principais desafios enfrentados pela cadeia produtiva do leite no Estado, com foco em cinco pontos centrais:

  1. Preço do leite, importações e a urgência da lei antidumping
  2. Infraestrutura rural: estradas e acesso às propriedades
  3. Projeto de modernização da atividade leiteira
  4. Compras coletivas de insumos
  5. Distribuição de sêmen para melhoramento genético

A reunião contará ainda com a leitura e entrega de uma Carta Aberta de Apoio às Associações de Produtores de Leite do Oeste e Sudoeste do Paraná, assinada pela Caciopar (Coordenadoria das Associações Comerciais e Empresariais do Oeste do Paraná) e pelo POD (Programa Oeste em Desenvolvimento).

Crise no leite exige medidas emergenciais

Segundo o documento, o setor leiteiro passa por uma das fases mais críticas dos últimos anos, agravada pela forte queda nos preços pagos ao produtor, que se intensifica durante o inverno, e pelo aumento descontrolado das importações de leite, principalmente do Uruguai e da Argentina.

Em 2024, o Paraná produziu cerca de 4,6 bilhões de litros de leite, consolidando-se como o segundo maior produtor nacional. A atividade movimenta aproximadamente R$ 12 bilhões por ano e envolve mais de 110 mil produtores, sendo 86% agricultores familiares. No Oeste e Sudoeste do Estado, o leite representa a segunda principal fonte de renda agrícola, ficando atrás apenas da soja.

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A carta alerta que, diante da baixa rentabilidade, muitos produtores estão abandonando a atividade, o que compromete a economia local, especialmente de municípios que dependem da produção leiteira.

Ações urgentes: antidumping, fiscalização e incentivo ao consumo

Entre as medidas emergenciais solicitadas pela Caciopar e pelo POD está a abertura imediata de um processo antidumping, para impedir a entrada de leite estrangeiro a preços inferiores ao custo de produção no Brasil — uma prática que configura concorrência desleal.

Outro ponto crítico é a reidratação de leite em pó importado, transformado em leite líquido e vendido no mercado interno — uma prática proibida pela legislação nacional, mas que não vem sendo devidamente fiscalizada, segundo os signatários da carta.

Medidas estruturais e valorização do produtor

Além das ações emergenciais, o setor pleiteia políticas estruturantes, como:

  • Criação de um Instituto Nacional do Leite, para debater preços, normativas e combater cartéis formados por laticínios;
  • Incorporação do leite no programa Bolsa Família e na merenda escolar, para ampliar o consumo interno;
  • Modernização da relação comercial entre produtores e indústrias: hoje, o produtor entrega o leite e só recebe após até 30 dias, sem saber o preço até o 15º dia — um modelo considerado arcaico e desvantajoso.
Apelo por sensibilidade governamental

A Caciopar e o POD concluem a carta com um apelo direto ao Governo Federal e às autoridades estaduais, para que tomem providências imediatas. “Sem sensibilidade e ação efetiva, a cadeia produtiva do leite pode entrar em colapso, comprometendo um dos setores mais relevantes para a economia de centenas de municípios, para o Paraná e para o próprio País”, afirma Reni Fernande Felipe, presidente da Caciopar.

A reunião do dia 15 é considerada um marco para consolidar essas demandas e pressionar por respostas concretas. A expectativa é de que o encontro resulte em encaminhamentos estratégicos para salvar uma das cadeias produtivas mais importantes do agronegócio paranaense.

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Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Cotações Agropecuárias: Exportações de frango avançam; suínos perdem força

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Foto: Divulgação/IDR-PARANÁ

 

A carne de frango puxou o desempenho das exportações brasileiras de proteínas animais na primeira quinzena de junho, com crescimento das receitas, do volume embarcado e dos preços médios. Na contramão, a carne suína registrou recuo no faturamento e nas cotações, enquanto o pescado avançou em valor exportado, mesmo com leve redução nos embarques.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que a receita média diária das exportações de carne de frango chegou a R$ 251,3 milhões, alta de 78,9% em relação ao mesmo período de junho do ano passado. O faturamento acumulado na parcial do mês alcançou R$ 2,26 bilhões.

Os embarques de carne de aves somaram 226,98 mil toneladas até a segunda semana de junho. A média diária de 25,22 mil toneladas representa avanço de 61,2% sobre igual período de 2025. O desempenho foi acompanhado pela valorização dos preços internacionais, que subiram 10,9%.

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Já a carne suína apresentou perda de ritmo. A receita média diária ficou em R$ 75,4 milhões, abaixo dos R$ 80,1 milhões registrados um ano antes. O faturamento acumulado chegou a R$ 679,5 milhões.

Os embarques de carne suína totalizaram 54,71 mil toneladas, praticamente estáveis em relação ao mesmo período do ano passado. O principal fator para a retração das receitas foi a queda de 5,4% nos preços médios do produto no mercado internacional.

No segmento de pescado, a receita média diária avançou para R$ 1,12 milhão, levando o faturamento acumulado da primeira quinzena de junho a R$ 10,1 milhões. Embora os volumes exportados tenham recuado 1,1%, a valorização de 6,4% no preço médio garantiu resultado positivo para o setor.

Os números da Secex indicam que a demanda internacional segue sustentando as exportações brasileiras de proteínas animais, especialmente no segmento de carne de frango, que reúne aumento dos embarques e preços mais elevados. Já a carne suína enfrenta um cenário mais pressionado, enquanto o pescado mantém ganhos apoiados pela valorização do produto.

Com Pensar Agro

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Foto: Divulgação/IDR-PARANÁ

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Agronegócio

Preços do algodão acumulam seis meses de queda no mercado interno

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Divulgação

 

Os preços do algodão em pluma seguem em trajetória de queda no mercado brasileiro e já acumulam seis meses consecutivos de recuo. Apesar da desvalorização observada nos últimos meses, as cotações domésticas ainda permanecem acima da paridade de exportação, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP.

O cenário atual reflete diferentes estratégias adotadas pelos agentes do mercado. Enquanto parte dos vendedores se mantém capitalizada e concentrada no cumprimento dos contratos a termo firmados anteriormente, sustentando posições mais firmes nas negociações, outros aproveitam o momento para liquidar os volumes remanescentes da safra 2024/25.

A redução dos preços internacionais também tem influenciado o comportamento dos participantes do setor. Diante desse contexto, alguns vendedores passaram a demonstrar maior flexibilidade nas negociações, buscando concretizar novos negócios e ampliar a comercialização da pluma.

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Safra 2025/26 começa a chegar ao mercado

Pesquisadores do Cepea destacam que os primeiros lotes da safra 2025/26 já começam a ser ofertados no mercado spot. Entre as regiões de origem que ganham destaque neste início de comercialização estão os estados de São Paulo e Bahia.

A entrada gradual da nova safra amplia a disponibilidade do produto e contribui para manter o ambiente de cautela observado entre compradores e vendedores.

Indústrias pressionam por preços menores

Do lado da demanda, o comportamento permanece conservador. Segundo o Cepea, as indústrias têxteis continuam tentando adquirir matéria-prima a preços mais baixos, justificando a estratégia pelo desempenho ainda limitado das vendas de seus produtos.

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Já os comerciantes seguem realizando negociações pontuais e seletivas. A preferência tem sido por operações chamadas de “casadas”, quando a compra e a venda são fechadas simultaneamente, reduzindo riscos diante das incertezas do mercado.

Com a combinação de demanda cautelosa, preços internacionais enfraquecidos e início da oferta da nova safra, o mercado de algodão segue operando em ritmo moderado, enquanto agentes acompanham os desdobramentos da temporada 2025/26 e as oportunidades de comercialização nos mercados interno e externo.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Mato Grosso acelera colheita do milho, mas alta dos custos em 14% exige cautela para a próxima safra, diz Imea

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Divulgação FAMATO

A colheita do milho segunda safra 2025/26 em Mato Grosso avançou para 11,29% da área estimada na segunda semana de junho. Os dados, divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), representam um avanço de mais de 5 pontos percentuais (p.p.) em relação à semana anterior e supera o registrado no mesmo período da safra 24/25, quando os trabalhos alcançavam cerca de 7% da área cultivada. Além disso, o índice atual se aproxima da média dos últimos cinco anos no estado.

Segundo dados do novo boletim do Imea, a área destinada ao cultivo do cereal à atual safra foi mantida em 7,39 milhões de hectares. Com a revisão de junho, a produtividade média está estimada em 120,28 sacas por hectare, enquanto a produção total deve alcançar 53,35 milhões de toneladas.

Para a analista de agricultura do Imea, Milena Bezerra, o ritmo dos trabalhos está alinhado ao histórico recente do estado e pode ganhar ainda mais velocidade caso as condições climáticas permaneçam favoráveis.

“A colheita do milho em Mato Grosso segue avançando, atingindo 11,29% da área total até a última sexta-feira, 12 de junho. Esse ritmo representa um avanço de pouco mais de 5 p.p. em relação à semana anterior e supera o desempenho da safra 2024/25, situando-se próximo à média dos últimos cinco anos para o estado. Caso as condições climáticas continuem favoráveis, os trabalhos de campo devem ganhar um ritmo ainda mais acelerado nas próximas semanas, consolidando um cenário de boa produtividade”, diz.

Enquanto a safra atual avança no campo, os produtores já acompanham os custos para o próximo ciclo produtivo. De acordo com levantamento do Projeto Custo de Produção Agropecuário (CPA), desenvolvido pelo Senar MT por meio do Imea, o custeio da safra 2026/27 foi estimado em R$ 3.799,42 por hectare em maio deste ano, uma alta de 14,46% em relação ao consolidado da safra 25/26.

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O Custo Operacional Efetivo (COE) foi projetado em R$ 5.528,49 por hectare, aumento de 15,03% na comparação anual. Para cobrir o COE, considerando a produtividade projetada de 120,28 sacas por hectare, o produtor precisa comercializar o milho a pelo menos R$ 45,96 por saca.

Já em relação ao Custo Total (CT) no estado, este está estimado em R$ 7.418,49 por hectare, representando um aumento de 10,30% frente à temporada anterior.

De acordo com Milena, além da elevação dos custos, o planejamento da próxima safra exige atenção aos possíveis reflexos do fenômeno El Niño sobre o calendário de plantio.

“Em relação à safra 26/27, o cenário exige cautela devido ao impacto secundário do El Niño. Diferente da soja, onde o impacto é direto, no milho o fenômeno afeta a cultura de primeira safra, podendo comprometer a janela de plantio da segunda safra de milho. Somado a isso, o custo de produção apresentou alta, com o custeio estimado em maio atingindo R$ 3.800 por hectare”, explica.

com Assessoria

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Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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