Mato Grosso
Governo de MT lança programa inovador para fortalecimento da agricultura familiar em parceria com Banco Mundial

Mayke Toscano/Secom-MT
O Governo de Mato Grosso lança, nesta quinta-feira (6.11), o Programa MT Produtivo – Desenvolvimento e Sustentabilidade, projeto inovador de desenvolvimento sustentável da agricultura familiar. O evento será realizado na Sala de Reuniões Garcia Neto, no Palácio Paiaguás, em Cuiabá, às 14h, com a participação de representantes do Banco Mundial (BIRD), parceiros do programa e autoridades.
O programa implementado em 2025 será executado até 2030 sob coordenação da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) e terá investimento total de US$ 100 milhões, sendo US$ 80 milhões financiados pelo Banco Mundial (BIRD) e US$ 20 milhões de contrapartida do Estado.
O projeto visa fortalecer a agricultura familiar, gerar renda, promover segurança alimentar e ampliar o acesso a mercados, beneficiando 15 mil famílias em todo o Estado. Entre as ações previstas estão o financiamento de planos de negócios de associações e cooperativas, a regularização fundiária e ambiental de estabelecimentos rurais, e o apoio à adoção de práticas agrícolas sustentáveis e inteligentes em relação ao clima.
Serviço | Lançamento do Programa MT Produtivo – Desenvolvimento e Sustentabilidade
Data: Quinta-feira, 6 de novembro de 2025
Horário: 14h
Local: Palácio Paiaguás – Sala de Reuniões Garcia Neto, em Cuiabá
Vânia Neves | Seaf/Empaer
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Projeto transforma resíduos em biogás e fortalece ensino sustentável em Campo Novo do Parecis

Foto: Aprosoja MT/Taiguara Luciano
O incentivo a iniciativas sustentáveis tem ganhado cada vez mais espaço dentro do setor produtivo mato-grossense. Em diferentes regiões do estado, parcerias entre produtores rurais e instituições de ensino vêm impulsionando projetos voltados à preservação ambiental, inovação e formação de novos profissionais.
Em Campo Novo do Parecis, um exemplo dessa união é o biodigestor implantado no campus do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), em funcionamento desde dezembro de 2025. A iniciativa recebeu apoio da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), por meio do delegado do núcleo, Giuliano Rensi.
A estrutura foi criada para produzir biogás e biofertilizantes a partir da decomposição de resíduos orgânicos, além de servir como ferramenta prática de aprendizado para os estudantes da instituição.
“Aqui foi feito o projeto piloto de instalação do biodigestor para produção de biogás e biofertilizantes. Nós escutávamos falar sobre isso, mas nunca tínhamos tido contato direto. Então começamos a pesquisar, buscar informações e montar o projeto”, explica Giuliano.
Após estruturar a proposta, o delegado apresentou a iniciativa à Aprosoja MT, que, em parceria com o Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis, apoiou a implantação do sistema dentro do campus. Para Giuliano, a integração entre entidade, comunidade e meio acadêmico foi essencial para tirar o projeto do papel e ampliar seus impactos no futuro.
“Quando você une a Aprosoja MT, a comunidade e o meio acadêmico em um mesmo projeto, fica mais fácil alcançar resultados. O mais importante é que esses alunos terão contato direto com essa tecnologia e poderão levar esse conhecimento para as propriedades onde vão atuar futuramente”, destaca.
Além da produção de energia renovável, o biodigestor também contribui para reduzir emissões de carbono, já que o biogás gerado pode substituir combustíveis convencionais em motores e sistemas de aquecimento. “Esse pode ser um passo importante para mudar a visão equivocada que algumas pessoas têm sobre o setor produtivo”, acrescenta o delegado.
A técnica de laboratório do IFMT, Géssica Zanetti, explica que o biogás produzido já está sendo utilizado no preparo das refeições servidas no restaurante estudantil da instituição. O objetivo é que, gradualmente, o campus consiga substituir parte do consumo de gás convencional pela energia gerada a partir dos próprios resíduos orgânicos produzidos diariamente no local.
“Nosso objetivo é utilizar os resíduos do restaurante estudantil como alimento para o biodigestor. A expectativa é economizar até sete botijões de gás P13 quando o sistema atingir sua capacidade máxima de produção”, afirma Géssica.
Ela explica que os restos de alimentos descartados pelos estudantes são direcionados ao biodigestor, onde passam por decomposição e se transformam em biogás e biofertilizante.
“O biodigestor consegue captar até 10 quilos de resíduos orgânicos por dia ou 60 quilos de dejetos suínos e ovinos. O restaurante é essencial para os nossos alunos, pois nós servimos café da manhã, almoço e lanches diariamente. Só no mês de março foram aproximadamente 14 mil refeições”, ressalta.
O professor José Vanor Catânio explica que o sistema funciona por meio da ação de micro-organismos, responsáveis pela decomposição da matéria orgânica e pela geração dos gases utilizados posteriormente no restaurante da instituição.
“Durante o processo, a matéria orgânica vai sendo reduzida e gerando gases que são canalizados para o restaurante. Além disso, também é produzido um composto líquido chamado biofertilizante, utilizado na horta e na fruticultura do campus. É um ciclo completo de reaproveitamento”, explica o professor.
Para os estudantes, o biodigestor representa uma oportunidade de unir teoria e prática dentro da formação técnica. A aluna do curso técnico em agropecuária, Geovanna Portes, destaca que o projeto também fortalece a permanência dos alunos no campus, especialmente daqueles que moram longe da cidade.
“Como o campus fica distante, nem todos conseguem voltar para casa no horário do almoço. Então essa alimentação gratuita é muito importante. E participar de um projeto como esse nos permite aplicar na prática aquilo que aprendemos em sala de aula”, comenta.
Da mesma turma, o estudante Hugo Assunção de Brito acredita que iniciativas como essa ajudam a mostrar o compromisso do agronegócio com práticas mais sustentáveis.
“O biodigestor mostra justamente o contrário da ideia de que o agro quer prejudicar o meio ambiente. Aqui nós reaproveitamos aquilo que seria descartado e transformamos em gás e biofertilizante. É sustentabilidade na prática”, afirma.
Ao apoiar iniciativas como essa, a Aprosoja MT reforça o compromisso da entidade e de seus associados com o incentivo a projetos que unem tecnologia, educação e sustentabilidade no campo.
com Assessoria/Raiane Florentino
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Conexão Fundação Rio Verde aproxima pesquisa e produtor rural em dia dedicado à soja

Divulgação
A Fundação Rio Verde promove nesta quinta-feira (21) a primeira edição do evento Conexão, iniciativa criada para aproximar produtores rurais, técnicos agrícolas e pesquisadores das informações geradas pela instituição em Lucas do Rio Verde. Com programação técnica ao longo de todo o dia, o encontro tem como foco principal a cultura da soja, abordando desde sementes e manejo até estratégias para aumentar produtividade e rentabilidade no campo.
O evento começou com homenagens aos profissionais que integram o Conselho Técnico-Científico de Pesquisa formado por profissionais do agro e produtores, reconhecendo a contribuição no desenvolvimento de estudos que auxiliam o produtor rural na tomada de decisões.
Na sequência, pesquisadores ocuparam o palco com apresentações técnicas e debates voltados aos principais desafios da próxima safra de soja. Durante toda a programação, produtores e técnicos puderam participar ativamente, enviando perguntas aos palestrantes por meio de um aplicativo acessado através de QR Codes disponibilizados no painel do evento. Uma mesa redonda envolvendo os pesquisadores responde os questionamentos feitos.
Pesquisa conectada à realidade do campo
O diretor de pesquisa da Fundação Rio Verde, Fábio Pittelkow, destacou que o Conexão surge como uma inovação dentro da proposta da instituição, criando um ambiente direto de troca entre pesquisa e produtor rural.
Segundo ele, a intenção é ouvir as demandas do campo e direcionar os estudos para soluções práticas que possam ser aplicadas dentro das propriedades.
“Literalmente, é uma conexão para entender os direcionamentos da pesquisa, se estamos caminhando dentro das dúvidas que o produtor tem e tentar trazer soluções para ele aplicar da porteira para dentro”, afirmou.
Nesta primeira edição, toda a programação foi voltada exclusivamente à soja, cultura que já entra no planejamento dos produtores para a próxima safra.
Pittelkow ressaltou que o maior desafio atual da agricultura é conciliar custo de produção, preço das commodities e rentabilidade. Nesse cenário, o uso correto das tecnologias e o ajuste fino de manejo se tornam fundamentais para decisões mais assertivas.
Retorno às origens da Fundação
Representando o Conselho Curador, o vice-presidente Eledir Techio afirmou que o evento representa um retorno às origens da Fundação Rio Verde, criada justamente para desenvolver pesquisas e transferir conhecimento ao produtor rural.
“Esse é o ambiente da pesquisa. A Fundação nasceu para que o produtor não precisasse fazer experimentos sozinho dentro da propriedade. Aqui se desenvolve conhecimento para ser levado ao campo”, destacou.
Techio também lembrou que, embora o Show Safra Mato Grosso tenha ampliado a atuação da instituição ao longo dos anos, a essência da Fundação continua sendo a pesquisa agropecuária e a difusão de informações técnicas confiáveis.
Informação técnica e validação regional
O diretor executivo da Fundação Rio Verde, Rodrigo Pasqualli, reforçou que o Conexão resgata a missão original da entidade: gerar tecnologia, produzir conhecimento e compartilhar informações técnicas alinhadas à realidade regional.
Segundo ele, muitas soluções agrícolas são desenvolvidas em outras regiões do Brasil e até em outros países, mas precisam ser validadas localmente antes de serem aplicadas no campo mato-grossense.
“A Fundação entra justamente nesse processo, trazendo informação técnica e confiável, alinhada à realidade da nossa região”, afirmou.
Pasqualli também destacou que o principal objetivo do evento é ouvir o produtor rural e aproximar ainda mais a pesquisa das necessidades do setor.
Qualidade das sementes em debate
Entre os temas abordados durante a programação, a pesquisadora Maria Luiza apresentou orientações sobre qualidade de sementes, interpretação de análises laboratoriais e armazenamento adequado.
Ela explicou que lotes da mesma variedade podem apresentar diferenças importantes de qualidade e que o produtor precisa interpretar corretamente essas informações para tomar decisões mais eficientes no momento da semeadura.
Maria Luiza reforçou ainda que a Fundação permanece à disposição dos produtores para esclarecimento de dúvidas e acesso aos dados técnicos gerados pela instituição.
Produtores destacam importância do evento
Participando do Conexão, o produtor rural Gilberto Sander destacou a importância da iniciativa em um momento de desafios econômicos e climáticos para o agro.
Segundo ele, a agricultura exige cada vez mais precisão técnica, principalmente diante das grandes variações climáticas e das dificuldades para manter a rentabilidade das lavouras.
“A agricultura hoje não permite margem para falhas técnicas, operacionais ou de posicionamento. Eventos como esse ajudam justamente a alinhar informações e buscar alternativas para manter a viabilidade da atividade”, afirmou.
Gilberto também alertou para os impactos do El Niño, que pode provocar irregularidade nas chuvas e temperaturas elevadas na região, exigindo ainda mais preparo técnico dos produtores.
Ambiente de troca e construção conjunta
Com a realização do Conexão, a Fundação Rio Verde reforça seu compromisso com a geração de conhecimento técnico e com a aproximação entre pesquisa e produtor rural. O evento foi pensado para criar um ambiente permanente de troca de experiências, debates e construção conjunta de soluções para os desafios enfrentados pela agricultura mato-grossense.
Fonte: Verbo Press
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Licitação para construção de túnel no Portão do Inferno não teve vencedor; novo edital será lançado

Sinfra-MT
A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) informa que a licitação realizada para executar a obra de construção de um túnel na região do Portão do Inferno, na MT-251 entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães, não teve nenhuma empresa vencedora.
Isso ocorreu porque o Consórcio TB-ETEL foi inabilitado pela Comissão de Licitação da Sinfra-MT. O principal motivo é que o Consórcio não cumpriu os requisitos de qualificação econômico-financeira que estavam previstos no edital, especialmente o índice de Liquidez Geral que ficou abaixo do exigido.
Após apresentação de recursos por parte do Consórcio, a decisão da Comissão foi mantida e acompanhada pela Procuradoria Geral do Estado, que analisou que o edital estabelecia critérios objetivos e que a Administração Pública deve seguir rigorosamente o que foi estabelecido.
Como o Consórcio havia sido o único a apresentar propostas, a licitação foi considerada fracassada, já que não houve uma empresa habilitada a executar as obras. As informações sobre o processo e a decisão estão disponíveis no site da Sinfra-MT.
Agora, a Sinfra-MT irá fazer uma revisão dos dados do anteprojeto para publicar um novo edital de contratação da obra. O novo certame será divulgado tanto no site da Sinfra-MT, quanto no Diário Oficial do Estado.
Guilherme Blatt | Sinfra-MT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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