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Mato Grosso

Cronograma para inauguração da pista do Autódromo Internacional de MT tem quatro categorias e corridas noturnas

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Marcelo Machado de Melo/BRB Stock Car

O automobilismo brasileiro e sul-americano e as categorias promovidas pela Vicar começam, nesta quarta-feira (12.11), a desbravar um novo horizonte na sua história. A BRB Stock Car Pro Series, o TCR South America Banco BRB, o TCR Brasil Banco BRB e a Turismo Nacional já desembarcaram em Cuiabá, capital de Mato Grosso, conhecida como ‘Cidade Verde’, para a inauguração da pista localizada no novíssimo Autódromo Internacional do Mato Grosso. Além do caráter pioneiro por si só, o ‘Portal do Pantanal’ será palco de dez corridas entre sexta-feira e sábado (14 e 15.11) e vai representar o cenário de uma grande jornada noturna para as competições em meio a várias atrações para o público.

Localizado no Parque Novo Mato Grosso, construído para ser o maior centro multieventos da América Latina, o traçado de Cuiabá será a 23ª pista diferente a receber uma prova da BRB Stock Car Pro Series ao longo de 46 anos de história.

O traçado cuiabano foi projetado seguindo normas esportivas e de segurança da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e da Federação Internacional de Motociclismo (FIM), as duas entidades mundiais do esporte a motor, atendendo assim também aos parâmetros das Confederações Brasileiras de Automobilismo e de Motociclismo (CBA e CBM).

Com 4.500 metros de extensão no traçado misto e 2.800 no anel externo, a pista completa tem um total de 13 curvas: nove à direita e quatro à esquerda. A reta de largada/chegada possui 670 metros, mas a maior é a reta oposta, com 750 metros.

Programação especial

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Será uma jornada completamente única na história das categorias que estarão na pista em Cuiabá, cidade conhecida por estar inserida em meio a três biomas bastante distintos — Pantanal, Amazônia e o cerrado — e também pelo forte calor. A maior parte das atividades será realizada no período noturno, aproveitando toda a estrutura de iluminação artificial, com 128 torres metálicas e um total de 768 refletores.

A BRB Stock Car será a primeira categoria a acelerar oficialmente em Cuiabá. A principal categoria do automobilismo brasileiro tem na sua programação um treino extra previsto para quarta-feira, 12 de novembro, com início às 19h30 (horário local, sempre uma hora a menos em relação ao horário de Brasília).

Na quinta-feira, tanto a Turismo Nacional como o TCR se unem à programação de pista e iniciam suas atividades no período da tarde e vão até à noite, quando a BRB Stock Car terá pela frente mais dois treinos livres. O cronograma se estenderá até o início da madrugada, já no começo de sexta-feira, quando a Turismo Nacional vai definir os poles das categorias A e B e o grid de largada da etapa que vai marcar a decisão do campeonato sprint.

O cronograma no Parque Novo Mato Grosso na sexta-feira começará às 16h05 com a sessão classificatória do TCR South America Banco BRB e do TCR Brasil Banco BRB pela penúltima etapa da temporada 2025. Logo depois, a partir de 17h10, a Turismo Nacional terá a honra de realizar a primeira corrida da história do novíssimo autódromo cuiabano. Serão duas provas em sequência, de 18 minutos mais uma volta, cada.

No anoitecer em Cuiabá, às 18h25 locais, será a vez de a BRB Stock Car deixar os boxes para a sessão classificatória que vai determinar o dono do décimo Troféu Pole Position Snapdragon de 2025 e o grid de largada das corridas sprint e principal da etapa. Às 19h20, será a vez de um dos momentos mais aguardados pelo público, a primeira das duas visitações aos boxes, quando o fã pode interagir com seu piloto preferido e conhecer de perto os carros que vão acelerar na capital do Mato Grosso.

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Daí em diante, a programação reservará quatro corridas: a BRB Stock Car realizará a primeira prova da sua história em Cuiabá com a disputa da sprint, de 30 minutos mais uma volta, a partir de 21h10 locais (22h10 pelo horário de Brasília). A agenda terá sequência com o TCR South America/TCR Brasil para a largada da Corrida 1 da etapa mato-grossense a partir de 22h25. E a Turismo Nacional volta à pista para completar o ‘sextou’ com duas disputas em sequência: a primeira iniciando às 23h30 e a quarta com largada exatamente marcada para meia-noite.

Embalos de sábado à noite

Depois das seis corridas de sexta-feira, a ‘Cidade Verde’ volta a acelerar com as categorias Vicar no fim da tarde de sábado. A jornada recomeça com a Turismo Nacional e a quinta prova da decisão do campeonato sprint, a partir de 17h05. 50 minutos depois, a BRB Stock Car realiza um warm up, treino de aquecimento. Já o TCR South America/TCR Brasil deixará os boxes para alinhar com seus modernos carros no grid de largada para a segunda prova da sua etapa, às 18h40, com possibilidade de definir o campeão sul-americano por antecipação.

Com 60 minutos de duração, a visitação aos boxes brindará o público de Cuiabá e região com um dos momentos mais aguardados da etapa, a partir de 19h40. Será o prelúdio para a realização da corrida principal da BRB Stock Car em Cuiabá, quando astros e estrelas do automobilismo brasileiro vão partir para uma prova de 50 minutos mais uma volta com início às 21h40 locais (22h40 de Brasília). E caberá a quem abriu a programação de corridas a primazia de concluir um fim de semana histórico na pista de Cuiabá. Categoria dos carros mais vendidos do Brasil, a Turismo Nacional vai realizar a sexta corrida da etapa, às 23h10, antes de coroar os campeões do campeonato sprint na temporada 2025.

A expectativa é que o evento possa reunir grande público, estimado em 25 mil espectadores, em um fim de semana que promete ser inesquecível.

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Programação em Cuiabá (horário local, uma hora a menos em relação ao horário oficial de Brasília)*
Quarta-feira, 12 de novembro

19h30 – BRB Stock Car Pro Series – Treino Extra 1

Quinta-feira, 13 de novembro

16h30 – Turismo Nacional – Treino Livre 1

17h10 – TCR South America/TCR Brasil Banco BRB – Shakedown

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17h25 – TCR South America/TCR Brasil Banco BRB – Treino Livre Copa Trophy

17h55 – BRB Stock Car Pro Series – Shakedown

18h40 – Turismo Nacional – Treino Livre 2

19h20 – BRB Stock Car Pro Series – Treino Livre 1

20h40 – TCR South America/TCR Brasil Banco BRB – Treino Livre 1

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21h20 – Turismo Nacional – Treino Livre 3

22h00 – BRB Stock Car Pro Series – Treino Livre 2

23h20 – TCR South America/TCR Brasil Banco BRB – Treino Livre 2

00h10 – Turismo Nacional – Classificação Categoria A

00h40 – Turismo Nacional – Classificação Categoria B

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Sexta-feira, 14 de novembro

16h05 – TCR South America/TCR Brasil Banco BRB – Classificação

17h10 – Turismo Nacional – Corrida 1 (18 minutos + 1 volta)

17h40 – Turismo Nacional – Corrida 2 (18 minutos + 1 volta)

18h25 – BRB Stock Car Pro Series – Classificação

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19h20 – Visitação aos boxes

21h10 – BRB Stock Car Pro Series – Corrida sprint (30 minutos + 1 volta)

22h25 – TCR South America/TCR Brasil Banco BRB – Corrida 1 (25 minutos + 1 volta)

23h30 – Turismo Nacional – Corrida 3 (18 minutos + 1 volta)

00h00 – Turismo Nacional – Corrida 4 (18 minutos + 1 volta)

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Sábado, 15 de novembro

17h05 – Turismo Nacional – Corrida 5 (20 minutos + 1 volta)

17h55 – BRB Stock Car Pro Series – Warm Up

18h40 – TCR South America/TCR Brasil Banco BRB – Corrida 2 (30 minutos + 1 volta)

19h40 – Visitação aos boxes

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21h40 – BRB Stock Car Pro Series – Corrida principal (50 minutos + 1 volta)

23h10 – Turismo Nacional – Corrida 6 (20 minutos + 1 volta)

*sujeita a alterações

Vicar

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Mato Grosso

Em audiência no Senado, FAEP expõe prejuízos do agro por quedas de energia

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Foto: Faep

 

As falhas no fornecimento de energia no Paraná estiveram em pauta, nesta terça-feira (5), durante audiência pública da Comissão de Infraestrutura do Senado Federal, em Brasília. Enquanto produtores rurais têm contabilizado perdas devido às frequentes quedas e oscilações de energia elétrica, a Copel propôs reajuste de 19,2%. A audiência foi requisitada e presidida pelo senador Sergio Moro.

Na ocasião, o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, expôs as consequências da instabilidade no fornecimento de energia elétrica por parte da Copel, que tem causado prejuízos milionários para a produção agropecuária estadual.

“No Paraná, a energia elétrica passou a ser um fator de risco para a atividade rural. O produtor convive com quedas frequentes no fornecimento, oscilações constantes de tensão, demora excessiva no religamento, queima de equipamentos, prejuízos financeiros e morte de milhares de animais”, afirma.

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Meneguette destacou que, enquanto índices apresentados pela Copel mostram um tempo médio de sete horas por ano de interrupção no fornecimento de energia, referente a 2025, o tempo real percebido pelos consumidores pode chegar a 17 horas e meia. A diferença se deve a expurgos que retiram do cálculo oficial as interrupções relativas a fatores como fenômenos climáticos e acidentes de trânsito.

Ágide Eduardo Meneguette, presidente do Sistema FAEP, pediu resolução para problemas de energia que afetam o agro. Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

“No meio rural, a situação é ainda mais grave”, salienta o presidente do Sistema FAEP. “Existe um distanciamento entre o desempenho registrado nos sistemas e aquilo que o produtor vivencia diariamente. Isso revela um problema de eficiência operacional, de gestão e de prudência nos investimentos, o que causa desdobramentos desastrosos no campo”, complementa.

João Arthur Mohr, superintendente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP), comentou sobre os impactos das oscilações de energia na indústria. Para fins de elaboração de indicadores de qualidade de fornecimento de energia elétrica, a Copel considera apenas as interrupções superiores a três minutos. Portanto, oscilações de tensão, que também podem causar grandes prejuízos, não entram nas estatísticas de qualidade.

“As oscilações de tensão desarmam linhas de produção nas indústrias. As linhas de produção param, há perda de matéria-prima, há problemas de retrabalho, e a oscilação não é medida”, diz o superintendente da FIEP.

Além do Sistema FAEP, da Copel e da FIEP, participaram da audiência representantes da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça e Segurança Pública (Senacon/MJSP) e da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar).

Prejuízos milionários

A audiência pública no Senado começou com a exibição de uma matéria jornalística, veiculada em uma emissora de TV, mostrando casos de perdas expressivas de produtores paranaenses devido ao serviço prestado pela Copel. Em Tupãssi, no oeste do Estado, uma interrupção prolongada no fornecimento de energia resultou na perda de cerca de 900 mil quilos de tilápia, com prejuízo estimado em R$ 9 milhões. Já em São Miguel do Iguaçu, também na região oeste, uma falha no fornecimento causou a morte de 20 mil frangos.

Meneguette lembrou ainda de um terceiro caso, ocorrido no município de Cruzeiro do Sul, no fim de março. Lá, um produtor de ovos ficou seis horas seguidas sem energia em sua propriedade. Isso atrasou o processamento dos ovos e, consequentemente, a entrega dos produtos nos supermercados da região.

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“Sem energia não há produção agropecuária, não há geração de emprego e renda, não há um setor forte e pujante segurando a economia estadual e nacional e não há alimentos na mesa do brasileiro e do mundo”, concluiu o presidente do Sistema FAEP.

Com FAEP

Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Mato Grosso

Agrishow encerra edição com queda de 22% em negócios

Publicado

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Foto: Redação Agrishow

A Agrishow divulgou nesta sexta-feira (1º) o balanço final de sua 31ª edição, com R$ 11,4 bilhões em intenção de negócios nos setores de máquinas agrícolas, irrigação e armazenagem. O resultado representa uma queda de 22% em relação ao ano anterior.

Ao longo dos cinco dias, o evento reuniu 197 mil visitantes, volume semelhante ao registrado na edição anterior. No último dia, feriado de 1º de maio, a organização antecipou a abertura dos portões para as 7h30 para atender à demanda de público.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, os números refletem o cenário atual do setor. Na quarta-feira (29), o presidente da Câmara de Máquinas e Implementos Agrícolas da entidade, Pedro Estevão, informou queda de 19,9% nas vendas internas de máquinas e equipamentos agrícolas no primeiro trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025. “Este cenário é decorrente da alta taxa de juros, variação cambial e preço desfavorável das commodities”, diz Estevão.

O presidente da Agrishow, João Marchesan, destacou a continuidade dos investimentos no setor apesar do momento. “A Agrishow demonstra, mais uma vez, a competência e resiliência dos agricultores e fabricantes de máquinas agrícolas do Brasil. Muito embora nós estejamos vivendo, há três anos, um mercado desfavorável, continuamos investindo no que há de melhor para a agricultura tropical no Brasil. E para tanto, acreditamos que este país e o futuro dele vem do agronegócio. E não importa o momento que estamos vivendo, pois sabemos que a agricultura vive de ciclos e este é desfavorável, mas temos convicção que este e os próximos anos serão favoráveis. Estaremos preparados para continuar atendendo à demanda do mercado brasileiro”, afirma João Marchesan.

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Seane Lennon/Agrolink

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Mato Grosso

Delegação chinesa mira carne sustentável e novos negócios em MT

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A China é destino de metade da produção de grãos e proteína animal de Mato Grosso. – Foto por: Mayke Toscano/Secom-MT

 

Uma missão internacional liderada pela Câmara de Comércio da China para Importação e Exportação de Alimentos, Produtos Nativos e Subprodutos Animais (CFNA) está em Mato Grosso até 6 de maio com foco direto na carne bovina, sustentabilidade e ampliação da relação comercial com o país asiático. A China é destino de metade da produção de grãos e proteína animal de Mato Grosso.

O primeiro compromisso foi realizado nesta segunda-feira (4), no Palácio Paiaguás, em Cuiabá, em reunião com o governador Otaviano Pivetta, secretários de Estado e representantes do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), que intermediou e é anfitriã da comitiva. A delegação reúne técnicos da CFNA e cerca de 20 empresários asiáticos que atuam na importação, logística e distribuição de proteína animal no mercado chinês.

A visita tem caráter técnico e estratégico. Mato Grosso foi escolhido como vitrine de um dos temas que hoje mais pesam na abertura e manutenção de mercado: a capacidade de produzir com sustentabilidade comprovada e rastreabilidade completa, da origem do animal até o destino.

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A delegação veio ao Estado para avaliar, in loco, como funciona o modelo de carne sustentável e como esse sistema pode atender às novas exigências do mercado chinês, cada vez mais atento a critérios ambientais, sanitários e de transparência na cadeia produtiva.

“A visita ao Brasil está diretamente ligada ao avanço da carne com sustentabilidade. Mato Grosso já é reconhecido como uma das regiões mais avançadas do país nesse tema, e viemos entender como esse modelo funciona na prática, desde a fazenda até a chegada do produto ao mercado chinês”, afirmou a vice-presidente da CFNA, Yu Lu.

Além da carne bovina, a missão também observa a capacidade produtiva do Estado em outras commodities e avalia oportunidades de diversificação da pauta exportadora. O movimento acompanha uma estratégia mais ampla da China de garantir segurança alimentar com múltiplos fornecedores e cadeias mais previsíveis.

“A gente não está olhando apenas para a carne bovina. Mato Grosso tem força também em soja, milho e outros produtos, e isso amplia o interesse da China na região”, completou Yu Lu.

Cota para exportação

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Outro ponto tratado na reunião foi a cota de exportação de carne para a China, que já apresenta alto nível de utilização nos primeiros meses do ano e gera preocupação entre produtores brasileiros. A cota do Brasil é de embarque de 1,106 milhão de toneladas de carne bovina por ano. De janeiro a março, o país já usou 46% da cota. Apenas Mato Grosso exportou para a China no ano passado 978,4 mil toneladas.

Apesar disso, a avaliação da delegação chinesa é de continuidade nas compras, com possibilidade de ajustes futuros no modelo. Yu Lu explicou que existe um mecanismo de controle de volume, mas também há espaço para estudos e ajustes que permitam ampliar esse mercado ao longo dos próximos anos.

Do lado do Governo de Mato Grosso, o discurso foi de reposicionamento estratégico. O Estado quer consolidar uma imagem de fornecedor confiável em um mercado cada vez mais exigente.

“Mato Grosso não quer ser apenas um grande produtor. Queremos ser reconhecidos pela qualidade, pela sustentabilidade e pela rastreabilidade da nossa produção. É isso que garante acesso a mercado e competitividade no longo prazo”, afirmou o governador Otaviano Pivetta.

A leitura do Governo é de que essa agenda representa uma mudança de patamar na relação comercial com a China, especialmente pela presença direta da CFNA, que atua como elo entre o governo chinês e o setor produtivo e tem influência sobre regras de acesso ao mercado.

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“Essa agenda mostra que Mato Grosso está sendo observado não só pelo volume que produz, mas pela forma como produz. A rastreabilidade e as boas práticas comerciais são diferenciais que colocam o estado em outro nível nas negociações internacionais”, afirmou a secretária de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman.

A estratégia também passa por agregar valor à produção local e ampliar a participação do estado em etapas mais qualificadas da cadeia, incluindo industrialização e atração de investimentos estrangeiros.

“Mato Grosso já é essencial para a segurança alimentar chinesa porque entrega escala, regularidade e segurança. O próximo passo é avançar em valor agregado, industrialização e integração dessa cadeia com o mercado chinês”, destacou o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho.

Ganho para cadeia produtiva

Entre os avanços discutidos, está a possibilidade de ampliar a pauta exportadora com a inclusão de miúdos bovinos (fígado, rins, língua, coração, dentre outros), que ainda não fazem parte da cota padrão chinesa, hoje concentrada na carcaça bovina. A medida pode representar ganho imediato de valor para a cadeia produtiva.

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A agenda da missão segue nos próximos dias com visitas técnicas a frigoríficos e associações do setor, nesta terça-feira (5), além de um workshop técnico no dia 6 de maio, organizado com o Imac, para aprofundar discussões sobre sustentabilidade, rastreabilidade e oportunidades comerciais.

 

Débora Siqueira | Assessoria/Sedec

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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