Mato Grosso
Mulheres representam cerca de 49% dos créditos viabilizados na Desenvolve MT

Crédito da Desenvolve MT impulsiona o crescimento de negócios liderados por mulheres em todo o estado – Crédito – Assessoria Desenvolve MT
O protagonismo feminino no empreendedorismo mato-grossense ganha cada vez mais força, e os números da Desenvolve MT-Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso confirmam essa tendência. Cerca de 49% dos financiamentos liberados destinam-se a negócios liderados por mulheres, ou por sócias que encontram nessas linhas de apoio a oportunidade de expandir suas atividades, gerar renda e impulsionar a economia local.
No período de janeiro a outubro de 2025, foram liberados aproximadamente R$27,6 milhões de crédito destinado a empresas conduzidas por mulheres. São mais de 300 empreendimentos que representam cerca de 44% de todas as liberações realizadas pela Desenvolve MT neste período. O desempenho reforça a presença e o impacto das mulheres na economia estadual, especialmente em pequenos e médios negócios.
Entre os municípios que mais contrataram crédito direcionado ao empreendedorismo feminino, Cuiabá se destaca na liderança, com mais de R$15 milhões movimentados. Na sequência aparecem Várzea Grande com aproximadamente R$1,9 milhão, Rondonópolis com R$2,3 milhões e, por fim, duas cidades destaque no Norte do Estado, Sorriso e Sinop com R$849 mil e R$648 mil, respectivamente.
As linhas de crédito mais procuradas também refletem a diversidade de perfis e necessidades dos negócios. A Linha Empresarial, voltada a financiamentos para investimento, lidera o ranking, beneficiando mais de 140 empresas e somando aproximadamente R$ 19,9 milhões em recursos liberados. Já a linha Mulher Empreendedora, crédito para quem está começando um negócio, destinada exclusivamente à mulheres, contabilizou mais de 160 empresas, somando cerca de R$1,9 milhão. Ambas têm se mostrado fundamentais para apoiar empreendedores em diferentes estágios de maturidade de seus negócios, desde a formalização, implantação, até a expansão.
Para a presidente, Mayran Beckman, o trabalho da Desenvolve MT se destaca por impulsionar a autonomia econômica das mulheres e ampliar seu espaço no empreendedorismo. “O protagonismo feminino transforma realidades e fortalece a economia. Trabalhamos para que cada mulher tenha acesso ao crédito, orientação e oportunidades necessárias para crescer com segurança e autonomia. Nosso compromisso é seguir abrindo caminhos para que mais empreendedoras realizem seus projetos e alcancem voos ainda maiores”, ressalta.
Entre as histórias que ilustram o impacto desse apoio, está a da farmacêutica e cirurgiã-dentista, Wanessa Faria, fundadora do Instituto Tugani, em Cuiabá. Após uma trajetória dedicada à pesquisa e docência, ela encontrou no empreendedorismo uma oportunidade de atuar na área da estética, área que sempre a encantou. Atualmente, o Instituto Tugani oferece atendimentos em harmonização facial e corporal, procedimentos odontológicos, além de uma linha própria de cosméticos veganos, desenvolvida a partir de pesquisas científicas, com micropartículas de café verde, tecnologia que apresenta alto poder antioxidante.
Wanessa conheceu a Desenvolve MT através das redes sociais e contratou a linha Mulher Empreendedora, utilizando o crédito para profissionalizar o marketing, criar o site do instituto e ampliar a comunicação com clientes. Para ela, o financiamento foi decisivo para consolidar a marca e impulsionar o crescimento do negócio.
Linha Mulher Empreendedora
A linha Mulher Empreendedora oferece crédito de até R$15 mil para mulheres que lideram o próprio negócio, com juros a partir de 0,50% ao mês, prazo de até 42 meses, carência de seis meses e 20% de bônus de adimplência. O financiamento pode ser usado para móveis, insumos, equipamentos e soluções tecnológicas.
Linha Desenvolve Empresarial
A linha Desenvolve Empresarial disponibiliza até R$1,5 milhão para expansão, aquisição de equipamentos e capital de giro associado. Oferece prazo de até 120 meses, carência de 12 meses e juros a partir de 1% ao mês, além de 30% de bônus de adimplência.
*Com supervisão de Livia Rabani
Thaís Rolim de Moura * | Desenvolve MT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Governo define valores de arroz, milho e trigo

Portaria muda regras de venda de estoques agrícolas – Byrinc.ca
O governo federal publicou a Portaria nº 908/2026 do Ministério da Agricultura e Pecuária, que fixa os chamados “Preços de Liberação dos Estoques Públicos” para produtos estratégicos como arroz, milho, trigo e derivados da mandioca. A medida define os valores mínimos para comercialização dos estoques públicos administrados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) por meio de leilões eletrônicos.
A nova regulamentação foi assinada pelo ministro substituto da Agricultura, Cleber Oliveira Soares, e entrou em vigor imediatamente.
Entre os produtos contemplados estão arroz em casca, farinha de mandioca, fécula de mandioca, milho em grãos e trigo. Os preços variam conforme a região do país e o período de vigência.
Para o arroz em casca, por exemplo, o preço foi fixado em R$ 78,80 por saca de 50 quilos nos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, enquanto nas demais regiões o valor chega a R$ 98,81 por saca de 60 quilos.
Já o milho terá valores diferenciados por região. Nas regiões Centro-Oeste e Norte — com exceção do Tocantins e Pará — o preço foi estabelecido em R$ 48,43 por saca de 60 quilos. No Sudeste e Paraná, o valor sobe para R$ 63,82. Para parte do Nordeste, a saca poderá atingir R$ 78,37.
A portaria também definiu o preço do trigo em grãos tipo pão em R$ 97,01 por saca de 60 quilos para a Região Sul, com validade entre julho de 2026 e junho de 2027.
Segundo o texto, os estoques serão comercializados pela Conab por meio do Sistema de Comercialização Eletrônica (SISCOE). O governo ainda estabeleceu que, caso os preços de mercado ultrapassem os valores fixados, a venda dos estoques dependerá de autorização prévia dos ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário.
A medida faz parte da política de regulação de estoques públicos e busca equilibrar o abastecimento nacional, reduzir oscilações bruscas de preços e garantir segurança alimentar, especialmente em períodos de instabilidade no mercado agrícola.
A portaria ressalta ainda que os preços definidos para o milho não serão aplicados às vendas destinadas ao Programa de Venda em Balcão (ProVB), voltado principalmente para pequenos criadores e agricultores familiares.
Lucione Nazareth/VGN
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Anvisa amplia classificação toxicológica de agrotóxicos

Gerada por IA
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) começou a reorganizar a classificação toxicológica de agrotóxicos autorizados no Brasil com base em critérios internacionais do Sistema Globalmente Harmonizado de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos (GHS). A medida prevê a inclusão das informações toxicológicas nas monografias dos ingredientes ativos e amplia a divulgação de riscos relacionados à exposição aos produtos.
A nova estratégia também incorpora parâmetros internacionais para avaliação de risco ocupacional, incluindo níveis aceitáveis de exposição para trabalhadores, moradores próximos de áreas de aplicação e transeuntes. Segundo a Anvisa, a mudança faz parte da implementação da RDC nº 998/2025.
A Agência utilizou como referência bancos de dados internacionais, como os da Agência Europeia de Produtos Químicos (ECHA) e da Comissão Europeia, priorizando efeitos considerados mais graves à saúde, entre eles desregulação endócrina, toxicidade reprodutiva, mutagenicidade e carcinogenicidade.
Nesta primeira etapa, 71 ingredientes ativos com uso liberado no Brasil serão incluídos no processo de classificação toxicológica. Entre eles estão substâncias amplamente utilizadas na agricultura, como azoxistrobina, deltametrina, tebuconazol, malationa e lambda-cialotrina.
Os ingredientes ativos foram divididos em grupos e serão submetidos a consultas públicas com prazo mínimo de 60 dias. A prioridade será dada aos produtos com maior potencial de exposição da população, levando em conta dados do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA), número de registros e volume de comercialização.
A Anvisa informou ainda que o planejamento poderá sofrer alterações conforme atualizações técnicas e regulatórias. A expectativa é que a medida aumente a transparência sobre os riscos dos agrotóxicos utilizados no país e amplie o acesso público às informações toxicológicas.
Redação/VGNAgro
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Projeto transforma resíduos em biogás e fortalece ensino sustentável em Campo Novo do Parecis

Foto: Aprosoja MT/Taiguara Luciano
O incentivo a iniciativas sustentáveis tem ganhado cada vez mais espaço dentro do setor produtivo mato-grossense. Em diferentes regiões do estado, parcerias entre produtores rurais e instituições de ensino vêm impulsionando projetos voltados à preservação ambiental, inovação e formação de novos profissionais.
Em Campo Novo do Parecis, um exemplo dessa união é o biodigestor implantado no campus do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), em funcionamento desde dezembro de 2025. A iniciativa recebeu apoio da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), por meio do delegado do núcleo, Giuliano Rensi.
A estrutura foi criada para produzir biogás e biofertilizantes a partir da decomposição de resíduos orgânicos, além de servir como ferramenta prática de aprendizado para os estudantes da instituição.
“Aqui foi feito o projeto piloto de instalação do biodigestor para produção de biogás e biofertilizantes. Nós escutávamos falar sobre isso, mas nunca tínhamos tido contato direto. Então começamos a pesquisar, buscar informações e montar o projeto”, explica Giuliano.
Após estruturar a proposta, o delegado apresentou a iniciativa à Aprosoja MT, que, em parceria com o Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis, apoiou a implantação do sistema dentro do campus. Para Giuliano, a integração entre entidade, comunidade e meio acadêmico foi essencial para tirar o projeto do papel e ampliar seus impactos no futuro.
“Quando você une a Aprosoja MT, a comunidade e o meio acadêmico em um mesmo projeto, fica mais fácil alcançar resultados. O mais importante é que esses alunos terão contato direto com essa tecnologia e poderão levar esse conhecimento para as propriedades onde vão atuar futuramente”, destaca.
Além da produção de energia renovável, o biodigestor também contribui para reduzir emissões de carbono, já que o biogás gerado pode substituir combustíveis convencionais em motores e sistemas de aquecimento. “Esse pode ser um passo importante para mudar a visão equivocada que algumas pessoas têm sobre o setor produtivo”, acrescenta o delegado.
A técnica de laboratório do IFMT, Géssica Zanetti, explica que o biogás produzido já está sendo utilizado no preparo das refeições servidas no restaurante estudantil da instituição. O objetivo é que, gradualmente, o campus consiga substituir parte do consumo de gás convencional pela energia gerada a partir dos próprios resíduos orgânicos produzidos diariamente no local.
“Nosso objetivo é utilizar os resíduos do restaurante estudantil como alimento para o biodigestor. A expectativa é economizar até sete botijões de gás P13 quando o sistema atingir sua capacidade máxima de produção”, afirma Géssica.
Ela explica que os restos de alimentos descartados pelos estudantes são direcionados ao biodigestor, onde passam por decomposição e se transformam em biogás e biofertilizante.
“O biodigestor consegue captar até 10 quilos de resíduos orgânicos por dia ou 60 quilos de dejetos suínos e ovinos. O restaurante é essencial para os nossos alunos, pois nós servimos café da manhã, almoço e lanches diariamente. Só no mês de março foram aproximadamente 14 mil refeições”, ressalta.
O professor José Vanor Catânio explica que o sistema funciona por meio da ação de micro-organismos, responsáveis pela decomposição da matéria orgânica e pela geração dos gases utilizados posteriormente no restaurante da instituição.
“Durante o processo, a matéria orgânica vai sendo reduzida e gerando gases que são canalizados para o restaurante. Além disso, também é produzido um composto líquido chamado biofertilizante, utilizado na horta e na fruticultura do campus. É um ciclo completo de reaproveitamento”, explica o professor.
Para os estudantes, o biodigestor representa uma oportunidade de unir teoria e prática dentro da formação técnica. A aluna do curso técnico em agropecuária, Geovanna Portes, destaca que o projeto também fortalece a permanência dos alunos no campus, especialmente daqueles que moram longe da cidade.
“Como o campus fica distante, nem todos conseguem voltar para casa no horário do almoço. Então essa alimentação gratuita é muito importante. E participar de um projeto como esse nos permite aplicar na prática aquilo que aprendemos em sala de aula”, comenta.
Da mesma turma, o estudante Hugo Assunção de Brito acredita que iniciativas como essa ajudam a mostrar o compromisso do agronegócio com práticas mais sustentáveis.
“O biodigestor mostra justamente o contrário da ideia de que o agro quer prejudicar o meio ambiente. Aqui nós reaproveitamos aquilo que seria descartado e transformamos em gás e biofertilizante. É sustentabilidade na prática”, afirma.
Ao apoiar iniciativas como essa, a Aprosoja MT reforça o compromisso da entidade e de seus associados com o incentivo a projetos que unem tecnologia, educação e sustentabilidade no campo.
com Assessoria/Raiane Florentino
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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