milho
Mercado de milho passa por ajuste e consolidação em Chicago

Foto: Nadia Borges
O mercado internacional de milho encerrou o último pregão com leve recuo nos contratos negociados em Chicago, em um movimento de ajuste após a recuperação registrada nos meses anteriores. De acordo com a TF Agroeconômica, apesar da queda pontual, o saldo semanal segue positivo e indica um período de consolidação das cotações.
No curto prazo, o viés levemente negativo tem sido influenciado pelo rebalanceamento de portfólios dos investidores, que reduziram posições compradas, e pelo aumento das vendas de produtores norte-americanos, que aproveitaram a recente valorização para comercializar parte da safra recorde. Esse comportamento tem limitado avanços adicionais no mercado futuro.
Mesmo com essas pressões, as quedas permanecem contidas por fundamentos considerados relevantes. As exportações dos Estados Unidos continuam robustas no acumulado do ano comercial, ainda que tenham apresentado desaceleração recente. Além disso, cresce a expectativa de que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos revise para baixo as estimativas de produção e de estoques finais, diante de projeções privadas inferiores às oficiais. As médias de mercado apontam produção de 420,44 milhões de toneladas e estoques finais de 50,09 milhões de toneladas, ambos abaixo dos números divulgados anteriormente.
No Brasil, a ANEC estimou exportações de milho de 2,85 milhões de toneladas em janeiro, volume inferior ao registrado em dezembro e também abaixo do embarcado no mesmo mês do ano passado. A redução reflete a menor disponibilidade sazonal e a maior atenção do mercado à demanda interna.
Do ponto de vista técnico, os contratos março de 2026 operam em movimento lateral, com preços concentrados entre 430 e 450 centavos de dólar por bushel, sinalizando consolidação e tendência neutra a levemente baixista no curto prazo.
AGROLINK – Leonardo Gottems
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
milho
Estados compensam quebra de outros na safrinha de milho

Imagem: Forbes Brasil
A segunda safra de milho do Brasil em 2025/26, que está com colheita em fase inicial, deve alcançar 106 milhões de toneladas, ante 106,15 milhões da previsão do mês anterior, com algumas áreas com produtividades mais favoráveis, como Mato Grosso, compensando outras com problemas gerados pela seca em Goiás, apontou nesta segunda-feira a consultoria StoneX.
“Houve tanto ajustes positivos quanto negativos entre os Estados, mas que se contrabalançaram e deixaram o total nacional perto da estabilidade”, explicou a StoneX, em relatório.
Dessa forma, a segunda safra, que responde pela maior parte do milho colhido no Brasil, teria uma queda anual de 5,4%.
A StoneX destacou um aumento na produtividade esperada para o Mato Grosso, que levou a produção prevista para o principal Estado agrícola do país para 51,3 milhões de toneladas. Houve uma revisão para cima também no Mato Grosso do Sul.
“Por outro lado, o clima mais seco afetou negativamente as expectativas para a produção de Goiás, cuja estimativa recuou para 10,8 milhões de toneladas, 19,3% a menos que o divulgado em maio.”
No caso do milho primeira safra, a StoneX manteve a projeção em 28,32 milhões de tonelada, crescimento anual de 11%.
A safra de soja do Brasil, já colhida, foi prevista em 181,8 milhões de toneladas, um recorde, ante 181,62 milhões na estimativa anterior, marcando um avanço anual de 7,7%.
Com Forbes Agro
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
milho
Colheita da safrinha pressiona preço do milho em MT

Gerada por IA
A chegada da colheita da segunda safra de milho em Mato Grosso já começa a pressionar os preços do grão no Estado. Em Sorriso, a 420 km de Cuiabá, um dos principais polos produtores do país, a cotação média parcial de maio ficou 11% abaixo da registrada no mesmo período de 2025, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
De acordo com os pesquisadores, a ausência de compradores no mercado spot e a expectativa de aumento da oferta nas próximas semanas têm contribuído para a queda dos preços. Mesmo com a colheita ainda em estágio inicial, produtores e compradores já acompanham o comportamento do mercado de olho no avanço dos trabalhos de campo.
O Cepea aponta que, neste momento, a colheita da segunda safra está concentrada principalmente em Mato Grosso e no Paraná. A expectativa dos compradores é de que, com a intensificação da colheita a partir da segunda quinzena de junho, o volume disponível aumente significativamente, provocando novas quedas nas cotações.
Além do cenário interno, fatores internacionais também influenciam o mercado. O bom andamento do plantio nos Estados Unidos tem pressionado os contratos futuros do cereal e reduzido a competitividade das exportações brasileiras, limitando a sustentação dos preços.
Nem mesmo as preocupações com problemas climáticos em algumas regiões produtoras foram suficientes para interromper o movimento de baixa. Segundo o Cepea, as altas temperaturas e a falta de chuvas em áreas de Goiás e Mato Grosso do Sul, além das geadas registradas no Paraná, não conseguiram reverter a expectativa de oferta elevada nos próximos meses.
Enquanto isso, compradores seguem retraídos, aguardando um cenário de maior disponibilidade do grão para negociar a preços mais baixos. A tendência observada pelo mercado é de cautela até que a colheita ganhe ritmo e confirme o potencial produtivo da safra.
VGN
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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Geadas aceleram corte do milho silagem no Rio Grande do Sul

Foto: Agrolink
A colheita do milho destinado à silagem no Rio Grande do Sul chegou a 97% da área cultivada e se aproxima da conclusão, segundo o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (22) pela Emater/RS-Ascar. Restam apenas áreas de segunda safra em fase de maturação.
De acordo com o levantamento, as geadas registradas nas últimas semanas anteciparam o corte de parte das lavouras e levaram produtores a destinarem áreas inicialmente voltadas à produção de grãos para a ensilagem. A Emater/RS-Ascar informou que, em alguns casos, o material colhido apresentou menor qualidade bromatológica em razão da perda de área foliar e da dessecação precoce das plantas.
Nas áreas de cultivo tardio, as baixas temperaturas também aceleraram o encerramento do ciclo das lavouras. Com isso, produtores optaram por antecipar a colheita para preservar o valor nutricional da forragem destinada à alimentação animal.
A estimativa da Emater/RS-Ascar aponta área cultivada de 345.299 hectares, com produtividade média projetada em 37.840 quilos por hectare.
Na região administrativa de Erechim, a colheita alcançou 97% da área cultivada, com produtividade média de 44.100 quilos por hectare de massa verde. Segundo o informativo, as lavouras de safrinha foram severamente afetadas pelas geadas registradas no período.
Já na região de Santa Rosa, as baixas temperaturas e o risco de novas geadas levaram parte dos produtores a antecipar o corte das lavouras, mesmo com níveis elevados de umidade, em uma tentativa de reduzir perdas na qualidade da silagem.
Agrolink – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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